A visita secreta de Netanyahu aos Emirados Árabes Unidos no domingo contou com a presença do Mossad

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou uma visita não anunciada aos Emirados Árabes Unidos, onde se encontrou com o presidente emiradense, Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

A informação foi revelada pela CNN nesta segunda-feira (28) em um momento de forte tensão no Oriente Médio. A viagem teria ocorrido sem anúncio prévio, e os detalhes completos da conversa entre os dois líderes ainda não foram divulgados.

O encontro chama atenção porque Israel e Emirados mantêm relações diplomáticas desde os Acordos de Abraão, firmados em 2020, mas a aproximação entre os dois países ocorre em um ambiente regional extremamente delicado.

Nos últimos anos, a cooperação passou a envolver comércio, investimentos e, principalmente, questões de segurança. A guerra e as tensões envolvendo o Irã aumentaram ainda mais a importância estratégica dessa relação.

Para entender a dimensão da reunião, é preciso lembrar que os Emirados estão tentando equilibrar duas necessidades: manter suas relações econômicas e diplomáticas com Israel e, ao mesmo tempo, evitar uma escalada regional que possa atingir diretamente seu território e seus interesses.

Israel, por sua vez, considera a ameaça iraniana uma das principais questões de sua política de segurança. Por isso, uma conversa reservada entre Netanyahu e o presidente dos Emirados pode envolver temas muito mais amplos do que as relações bilaterais.

O aspecto mais misterioso, porém, está justamente no que não foi revelado. Não há, até o momento, uma descrição pública completa da agenda da reunião nem confirmação independente de todos os assuntos discutidos. A informação disponível indica que o encontro ocorreu em Abu Dhabi e que aconteceu em meio ao agravamento das tensões regionais.

A aproximação árabe-israelense contra o Irã

A reunião também mostra como a arquitetura de alianças no Oriente Médio vem mudando. Países árabes que durante décadas mantiveram distância oficial de Israel passaram a estabelecer relações diretas, enquanto a ameaça de conflitos envolvendo o Irã aproximou ainda mais alguns governos árabes de Israel em questões de segurança.

Assim, uma visita que aparentemente poderia ser apenas diplomática ganha peso estratégico justamente por ocorrer em segredo e em um momento de grande instabilidade regional.

Por enquanto, qualquer conclusão sobre um possível acordo secreto, operação conjunta ou nova iniciativa diplomática seria especulação. O que está confirmado é que Netanyahu esteve nos Emirados e se reuniu com Sheikh Mohamed bin Zayed, enquanto os detalhes da conversa permanecem, em grande parte, fora do conhecimento público.

A hipótese de cooperação militar

O contexto regional dá bastante peso a essa possibilidade. Israel e Emirados têm interesses convergentes diante da ameaça iraniana, e a cooperação entre os dois países aumentou justamente durante o conflito.

Uma reunião reservada entre Netanyahu e Mohammed bin Zayed pode ter tratado de defesa aérea, inteligência, mísseis, drones, movimentações iranianas e coordenação regional.

Há ainda um detalhe que chama atenção: segundo o Israel Hayom, Netanyahu teria viajado acompanhado pelo chefe do Mossad, Roman Gofman, pelo chefe do Conselho de Segurança Nacional e por integrantes da estrutura de segurança. Isso não prova que uma operação militar estivesse sendo preparada, mas indica que a reunião tinha uma dimensão de segurança significativa.

A Arábia Saudita e o Acordo de Abraão

Aqui existe uma segunda possibilidade interessante. Os Emirados podem funcionar como uma ponte entre Israel e outros países árabes, principalmente porque Abu Dhabi já normalizou relações com Israel por meio dos Acordos de Abraão.

A expansão para a Arábia Saudita é, há anos, uma das questões mais importantes envolvendo o futuro desses acordos. E há um fato especialmente relevante: poucos dias antes da visita de Netanyahu, representantes dos países que já participam dos Acordos de Abraão se reuniram em Nova York com autoridades americanas para discutir justamente a expansão e aprofundamento da iniciativa.

A reunião contou com EUA, Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Marrocos, e ocorreu em 24 de setembro.

Por que a Arábia Saudita seria tão importante?

A entrada saudita mudaria significativamente a dimensão política e estratégica dos Acordos de Abraão. Riad é uma potência regional muito maior que os países que atualmente normalizaram relações com Israel e possui enorme peso político e econômico no mundo árabe.

Além disso, existe uma possível conexão entre normalização diplomática e arquitetura de segurança. Análises publicadas neste ano apontaram que a cooperação de defesa entre Israel e países do Golfo poderia ganhar uma dimensão regional maior caso a Arábia Saudita aderisse aos Acordos de Abraão.

Mas há um obstáculo importante: a questão palestina continua sendo um dos principais fatores que dificultam a normalização saudita com Israel, e a guerra em Gaza tornou politicamente mais difícil para Riad avançar publicamente nessa direção.

O sonho do Corredor Econômico IMEC (Corredor Econômico Índia–Oriente Médio–Europa)

Corredor Econômico IMEC (Corredor Econômico Índia–Oriente Médio–Europa). Imagem: ©Área Militar

 

A principal importância econômica de uma aproximação entre Arábia Saudita e Israel seria justamente logística, e o projeto mais importante nesse contexto é o Corredor IMEC (Corredor Econômico Índia–Oriente Médio–Europa) de aproximadamente 6.400 km, com rotas ferroviárias e marítimas, cabos digitais e gasodutos.

A ideia é criar essa grande rota multimodal ligando Índia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia, Israel e Europa.

Não seria simplesmente uma estrada. O projeto prevê uma combinação de navios, ferrovias, portos, energia e cabos de dados. A mercadoria chegaria da Índia aos portos do Golfo, atravessaria a Península Arábica por ferrovia e seguiria pelo território de Israel até o Mediterrâneo, especialmente pelo porto de Haifa, de onde poderia continuar para a Europa.

A grande vantagem seria criar uma alternativa às rotas marítimas que dependem do Estreito de Bab el-Mandeb, Mar Vermelho e Canal de Suez. O projeto também poderia diminuir tempo e custos de transporte em determinadas operações.

Terrorismo! Trump afirma que homens presos queriam causar “grandes danos” contra a base aérea Fairford na Inglaterra!

A segurança foi significativamente reforçada nos últimos dias na RAF Fairford, base aérea localizada em Gloucestershire, no sudoeste da Inglaterra, que é utilizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

O aumento da vigilância ocorreu pouco antes da prisão de cinco homens nas proximidades da instalação, em uma operação que passou a ser investigada pela polícia britânica como possível preparação de um ato terrorista.

O caso começou durante a madrugada de domingo, quando a polícia recebeu uma denúncia sobre três veículos suspeitos que aparentemente seguiam em direção à base.

Policiais armados foram enviados para a região de Whelford, onde os cinco homens acabaram detidos. Inicialmente, eles foram presos por suspeitas relacionadas à legislação britânica sobre explosivos e, posteriormente, também passaram a ser investigados por suspeita de preparação de um ato terrorista.

Homens presos pretendiam causar “grandes danos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os suspeitos estavam sendo acompanhados pelas autoridades e que pretendiam causar “grandes danos” à instalação.

A declaração, porém, representa a avaliação apresentada pelo presidente e não substitui as conclusões da investigação britânica. A Força Aérea dos EUA confirmou apenas que permanece vigilante e que avalia continuamente as medidas necessárias para proteger seus militares, funcionários, contratados e familiares.

A operação britânica provocou uma grande mobilização das forças de segurança. Cerca de 85 residências foram evacuadas como medida de precaução, enquanto especialistas em desativação de explosivos do Exército britânico examinaram os veículos encontrados.

Um perímetro de aproximadamente 400 metros foi estabelecido ao redor da área, e a presença de policiais armados e equipes de emergência permaneceu elevada.

A preocupação ganhou dimensão internacional porque a RAF Fairford possui importância estratégica para as operações aéreas americanas. A instalação tem sido utilizada por aeronaves militares dos Estados Unidos em operações relacionadas ao conflito com o Irã.

A base é preparada para receber grandes bombardeiros, incluindo o B-1B Lancer, e já recebeu aeronaves americanas envolvidas nas operações no Oriente Médio.

O contexto também explica por que a segurança ao redor da instalação vinha sendo ampliada. Em julho, autoridades britânicas afirmaram que as Forças Armadas do país estavam preparadas para responder a qualquer ameaça depois que a Guarda Revolucionária do Irã advertiu que bases utilizadas para operações americanas contra território iraniano poderiam ser consideradas alvos legítimos. A RAF Fairford estava entre as instalações mencionadas nesse contexto.

URGENTE!! 3 soldados da Coreia do Sul ficam feridos após possível explosão de mina norte-coreana na Zona Desmilitarizada

A Coreia do Sul afirmou nesta segunda-feira (28) que é “altamente provável” que uma mina terrestre de origem norte-coreana tenha provocado a explosão que feriu três militares sul-coreanos dentro da Zona Desmilitarizada (DMZ), na fronteira entre os dois países.

Dois soldados ficaram gravemente feridos e um terceiro sofreu ferimentos leves durante uma operação realizada em 21 de setembro.

A importância e as tensões da Zona Desmilitarizada  (DMZ) da Península Coreana

File:Korea DMZ.svg
Detalhes da Zona Desmilitarizada da Coreia, incluindo a Linha de Demarcação Militar que separa as duas Coreias. Foto: CC/Wikipedia

É uma faixa de território criada em 1953, após o armistício que interrompeu a Guerra da Coreia. Ela separa a Coreia do Sul da Coreia do Norte e tem aproximadamente 4 km de largura e 250 km de extensão.

Apesar do nome, a DMZ é uma das regiões mais militarizadas e fortemente vigiadas do mundo. Há campos minados, cercas, postos de observação e tropas nas proximidades. A linha que divide efetivamente os dois países é chamada de Linha de Demarcação Militar (MDL).

Segundo os militares sul-coreanos, a conclusão preliminar considera fatores como o formato da cratera, os padrões da explosão, a gravidade dos ferimentos e relatos dos próprios soldados.

Durante a investigação, também foi identificado um objeto semelhante a uma mina norte-coreana de madeira ainda não detonada nas proximidades do local. Apesar das evidências, a origem do explosivo ainda precisa ser confirmada pela investigação definitiva.

A explosão aconteceu ao sul da Linha de Demarcação Militar, enquanto soldados sul-coreanos preparavam uma rota para uma inspeção conjunta com o Comando das Nações Unidas.

A área fica muito próxima da fronteira e é considerada de alto risco devido à presença de minas terrestres. Uma equipe de aproximadamente 40 integrantes do Exército sul-coreano e do Comando da ONU já iniciou a investigação no local, mas as condições de segurança dificultaram o acesso ao ponto exato da explosão.

O episódio aumenta a tensão em uma das fronteiras mais militarizadas do mundo. O ministro da Defesa sul-coreano, Kang Shin-chul, afirmou que medidas correspondentes serão tomadas caso a investigação confirme que a mina foi instalada pela Coreia do Norte.

Por enquanto, porém, Seul ainda trata a responsabilidade de Pyongyang como uma conclusão preliminar, e não como um fato definitivamente comprovado.

Reino Unido prende 5 homens por suspeita de terrorismo perto de base aérea usada pelos EUA

LONDRES — Um grande aparato policial foi mobilizado neste domingo (27) no condado de Gloucestershire, no sudoeste da Inglaterra, depois que cinco homens foram presos nas proximidades da RAF Fairford, uma importante base aérea britânica que também é utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos.

A polícia britânica informou que os suspeitos foram detidos sob suspeita de crimes relacionados à posse ou utilização de explosivos e, posteriormente, também passaram a ser investigados por preparação de um ato terrorista, previsto na legislação antiterrorismo do Reino Unido.

O caso provocou a retirada de moradores de imóveis próximos e levou especialistas do Exército britânico em desativação de explosivos a examinar veículos encontrados na região.

Como o caso começou

Segundo a polícia, o alerta foi recebido por volta das 0h45 da madrugada, quando foram identificados três veículos considerados suspeitos nas proximidades da base aérea.

Duas vans suspeitas com explosivos sendo inspecionadas pelo forças militares especializadas em explosivos do Exército Britânico. ©Área Militar/Reprodução

Policiais armados foram enviados para a região e iniciaram uma operação que rapidamente ganhou proporções maiores.

Cinco homens foram presos na área de Whelford, uma localidade próxima à RAF Fairford.

As autoridades também estabeleceram um perímetro de segurança e retiraram moradores de algumas propriedades como medida preventiva.

A polícia afirmou que acredita que a situação esteja contida, mas que a investigação ainda está em seus estágios iniciais.

Polícia antiterrorismo assume investigação

O caso passou a ser conduzido pela Counter Terrorism Policing, a estrutura especializada da polícia britânica responsável por investigações relacionadas ao terrorismo.

De acordo com a Metropolitan Police, os cinco homens permanecem sob custódia enquanto os investigadores procuram determinar exatamente o que aconteceu e qual era a finalidade dos veículos e dos materiais encontrados.

Os suspeitos foram inicialmente detidos por possíveis infrações relacionadas à legislação britânica sobre explosivos. Posteriormente, também foram presos sob suspeita de preparação de um ato terrorista, uma acusação prevista na Seção 5 da legislação antiterrorista britânica.

A polícia, entretanto, ainda não divulgou publicamente a identidade dos homens nem afirmou qual seria a motivação por trás da ação.

Por que a atenção sobre RAF Fairford?

A localização do incidente aumenta a atenção sobre o caso. A RAF Fairford é uma instalação da Royal Air Force situada em Gloucestershire e possui importância estratégica para operações aéreas britânicas e americanas.

A base também é utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas após o incidente, militares americanos presentes na instalação não estavam envolvidos na ocorrência.

A RAF Fairford ganhou importância estratégica neste ano por ter sido utilizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos no contexto das operações militares contra o Irã.

Por isso, apesar de o incidente ter ocorrido nas proximidades de uma instalação militar utilizada pelos EUA, não há informação oficial de que a base tenha sido atacada ou de que militares americanos tenham sido alvo dos suspeitos.

Um ponto importante é diferenciar uma suspeita de preparação de um ataque de um atentado efetivamente realizado. Até agora, as autoridades britânicas não disseram que houve uma explosão ou um ataque contra a RAF Fairford.

Em março, o governo britânico autorizou o uso de instalações militares no Reino Unido pelos Estados Unidos para determinadas operações que Londres classificou como defensivas, incluindo ações destinadas a neutralizar instalações de mísseis iranianos utilizadas em ataques contra forças e países da região. A RAF Fairford esteve entre as instalações envolvidas nesse arranjo.

Nas semanas seguintes, bombardeiros estratégicos americanos, incluindo aeronaves B-1B e B-52, foram posicionados ou operaram a partir de bases britânicas. Relatos sobre as operações indicaram que aeronaves americanas participaram de missões relacionadas aos ataques contra alvos no Irã.

O Irã estaria por trás das suspeitas?

A possibilidade de uma ligação com o Irã pode ser investigada devido ao histórico recente da base e às ameaças feitas por Teerã contra instalações britânicas utilizadas pelos americanos.

Até o momento, porém, não há evidências públicas que relacionem os suspeitos ao governo iraniano ou à Guarda Revolucionária, e a motivação permanece sob investigação.

Avião espião SR-71 desaparece de base na Califórnia

Um dos aviões mais famosos da história da aviação militar voltou ao centro das atenções nos Estados Unidos. Um SR-71 Blackbird que permanecia em exposição no Armstrong Flight Research Center, em Edwards, Califórnia, desapareceu do local onde estava há anos, justamente em um momento em que a NASA vem sinalizando uma nova geração de aeronaves experimentais capazes de voar cada vez mais alto e rápido.

O caso ganhou repercussão porque o avião desaparecido é o SR-71A de matrícula NASA 844, uma aeronave que teve uma longa relação com os programas de testes da agência. Até agora, porém, a NASA não confirmou que o avião esteja sendo preparado para voltar a voar ou o seu paradeiro misterioso.

A NASA afirmou que continua explorando maneiras de ampliar sua frota de aeronaves experimentais e que pretende voltar a operar aeronaves capazes de atingir desempenhos elevados. A agência, entretanto, disse não ter informações adicionais sobre o destino do SR-71.

A coincidência chamou atenção porque o administrador da NASA, Jared Isaacman, apresentou recentemente uma imagem de uma aeronave experimental com aparência semelhante à do Blackbird enquanto falava sobre os futuros programas de testes da agência. Quando questionado se a imagem mostrava um Blackbird, Isaacman respondeu de maneira enigmática, sem confirmar a identidade da aeronave.

Isso alimentou especulações sobre a possibilidade de o histórico SR-71 estar sendo aproveitado em algum novo projeto. Mas, até o momento, não há confirmação pública de que o SR-71 desaparecido esteja sendo restaurado para voltar ao serviço.

O que torna o SR-71 tão especial?

O Lockheed SR-71 Blackbird foi concebido durante a Guerra Fria para uma missão extremamente específica: obter informações sobre áreas estratégicas sem depender de combate direto.

Vista frontal de uma aeronave SR-71 pertencente ao Destacamento 4, 9ª Ala de Reconhecimento Estratégico, Foto:  Arquivo Nacional em College Park/CC

Ele podia voar a mais de Mach 3, ou seja, mais de três vezes a velocidade do som, e operar acima de 80 mil pés — aproximadamente 24 quilômetros de altitude.

Na prática, isso significava que o avião podia passar por uma região em alta velocidade e altitude enquanto seus sensores registravam informações sobre o território abaixo.

O próprio desenho da aeronave foi pensado para esse ambiente extremo. O avião utilizava grande quantidade de titânio e suas ligas, materiais capazes de suportar as temperaturas provocadas pelo voo sustentado em velocidades superiores a Mach 3.

Em 1976, um SR-71 estabeleceu marcas de  3.529 km/h  e altitude de 85.069 pés, aproximadamente 25,9 km, em sua categoria.

Outro detalhe curioso: o SR-71 não carregava armamento. Sua principal defesa era a combinação de altitude, velocidade e capacidade de detectar ameaças. Segundo a Força Aérea dos EUA, diante de um lançamento de míssil terra-ar, uma das respostas previstas era simplesmente acelerar e sair da área de ameaça.

A história do avião

O SR-71 nasceu de uma família de aeronaves secretas desenvolvidas pela divisão Skunk Works, da Lockheed, sob liderança do engenheiro Clarence “Kelly” Johnson.

O projeto surgiu a partir da necessidade americana de substituir o U-2 por uma aeronave capaz de realizar reconhecimento em condições ainda mais extremas.

O primeiro voo do SR-71 ocorreu em 22 de dezembro de 1964. O primeiro avião entrou em serviço operacional em janeiro de 1966, sendo entregue à unidade de reconhecimento estratégico da Força Aérea em Beale, Califórnia.

Foto
Lockheed SR-71A ‘Blackbird’ posicionado no Udvar-Hazy Center Chantilly (VA) em 2015. Foto: Ron Cogswell/CC2.0/https://www.flickr.com/photos/22711505@N05/21796490433

O desenvolvimento fazia parte de uma família maior de aeronaves conhecida como Blackbirds. Entre elas estavam:

A-12 — aeronave de reconhecimento operada pela CIA;
YF-12A — versão concebida como interceptador;
M-21 — aeronave utilizada como plataforma para o drone D-21;
SR-71 — versão de reconhecimento estratégico operada pela Força Aérea.

O SR-71 permaneceu operacional durante décadas. A Força Aérea encerrou sua operação em 1990, em meio à redução do orçamento de defesa e aos elevados custos de operação. Algumas aeronaves chegaram a ser reativadas em 1995, mas foram novamente retiradas de serviço em 1997.

A missão mais sensíveis

Aqui está uma das partes mais interessantes da história do Blackbird. O avião não era um caça convencional. Sua missão principal era reconhecimento estratégico.

Isso significa que, em vez de atacar um alvo, ele tinha como objetivo observar e registrar informações. Para isso, carregava câmeras e outros sensores capazes de produzir imagens e coletar informações sobre grandes áreas.

Segundo a Força Aérea americana, o SR-71 podia, a partir de aproximadamente 80 mil pés, examinar cerca de 100 mil milhas quadradas da superfície terrestre por hora.

Guerra do Vietnã

O Blackbird foi empregado extensivamente no Sudeste Asiático. Uma de suas funções era fotografar posições e movimentações militares. As imagens obtidas pelo avião eram utilizadas para produzir informações sobre as forças adversárias.

SR-71A Blackbird #17959 / #2010

Um dos episódios mais conhecidos ocorreu em 1970, quando imagens produzidas pelo SR-71 contribuíram para o planejamento da operação americana contra o campo de prisioneiros de Son Tay, no Vietnã do Norte.

O avião também realizou missões em outros ambientes estratégicos durante a Guerra Fria, fazendo do Blackbird uma das principais plataformas americanas de reconhecimento aéreo de sua época.

Como o SR-71 funciona?

O segredo do Blackbird estava na combinação de velocidade, altitude, sensores e engenharia térmica.

Os dois motores Pratt & Whitney J58 produziam aproximadamente 32.500 libras de empuxo cada, utilizando pós-combustão. O avião podia superar Mach 3 e alcançar mais de 85 mil pés.

Mas voar tão rápido provocava um problema enorme: o calor. A velocidades superiores a Mach 3, o atrito e a compressão do ar elevavam drasticamente a temperatura da estrutura.

Por isso, o avião foi construído predominantemente com titânio. E existe outra peculiaridade famosa.

O SR-71 foi projetado para que determinadas partes da estrutura apresentassem folgas quando o avião estivesse no solo. Durante o voo em alta velocidade, o aquecimento fazia os componentes se expandirem, contribuindo para a vedação adequada da aeronave.

Ou seja, algumas características que pareciam defeitos no chão eram parte do projeto para o voo em Mach 3.

O mistério!

A Aviation Week informou que o SR-71A foi retirado da exposição pública meses antes de o administrador da NASA fazer seus comentários sobre a nova geração de aeronaves experimentais.

Diretor da NASA apresenta um slide contendo a silhueta semelhante ao SR-71. ©Área Militar/Reprodução./All-in

Depois, a ausência do avião chamou ainda mais atenção porque Isaacman apresentou uma imagem de uma aeronave de aparência semelhante ao Blackbird ao falar sobre os futuros X-planes da NASA.

Isso abriu algumas possibilidades discutidas publicamente:

    • o avião pode estar passando por algum trabalho de conservação ou manutenção;
    • pode estar sendo transferido para outro local;
    • sua estrutura pode estar sendo utilizada para pesquisa;
    • a NASA pode estar estudando tecnologias relacionadas ao legado do Blackbird;
    • ou pode existir algum projeto mais amplo relacionado à nova geração de aeronaves experimentais.

Nenhuma dessas hipóteses foi confirmada pela NASA como sendo o motivo da retirada do 844.

Homem ferido em atentado contra Donald Trump morre devido a complicações dos ferimentos!

James Copenhaver, um dos dois espectadores gravemente feridos durante a tentativa de assassinato de Donald Trump em julho de 2024, morreu aos 76 anos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, por familiares e confirmada por diferentes veículos americanos.

Copenhaver estava no comício realizado em Butler, na Pensilvânia, quando o atirador Thomas Matthew Crooks abriu fogo contra Trump. Copenhaver foi atingido duas vezes, uma no braço e outra no abdômen, e precisou passar por tratamento e cirurgias. Segundo relatos recentes, ele continuava convivendo com consequências permanentes dos ferimentos, inclusive fragmentos de projéteis que permaneceram em seu corpo.

O atentado de Butler

O ataque ocorreu em 13 de julho de 2024. Thomas Matthew Crooks disparou contra o então candidato republicano durante um comício ao ar livre. Trump foi atingido de raspão na orelha, enquanto três pessoas da plateia foram baleadas.

IMPRESSIONANTE!! Imagens mostrando a reação da equipe de contra-atiradores do Serviço Secreto dos EUA que eliminou o atirador, o momento em que os tiros soaram no comício da campanha Trump em Butler, Pensilvânia.

Corey Comperatore, de 50 anos, morreu no local. David Dutch e James Copenhaver ficaram gravemente feridos. O atirador foi morto por um agente de contra-atiradores do Serviço Secreto pouco depois de iniciar os disparos.

Copenhaver chegou a receber alta hospitalar ainda em julho de 2024 e iniciou um longo processo de recuperação. Na época, imagens feitas por ele próprio mostraram uma pessoa se movimentando no telhado de onde Crooks posteriormente efetuaria os disparos.

A morte ocorre mais de dois anos depois do atentado

A informação sobre a causa exata da morte ainda não está completamente esclarecida. A Fox News informou que Copenhaver morreu após complicações relacionadas aos ferimentos, mas autoridades locais disseram que a causa oficial ainda não havia sido divulgada.

Relatos apontam que ele continuava enfrentando problemas decorrentes do episódio, mas a causa médica definitiva ainda depende de confirmação.

Trump e Xi Jinping se encontram na Casa Branca em reunião marcada por comércio, IA e tensões geopolíticas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, se reuniram nesta quinta-feira (24) no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.

O encontro faz parte da visita oficial de três dias de Xi aos Estados Unidos e ocorre em um momento de forte competição entre as duas maiores economias do mundo. Entre os principais assuntos previstos estão comércio, inteligência artificial, Taiwan e a guerra envolvendo o Irã.

A reunião foi precedida por uma cerimônia militar de grande porte na Casa Branca, com participação de centenas de militares americanos, apresentações de unidades das Forças Armadas e sobrevoo de aeronaves.

A própria Casa Branca havia anunciado que a recepção incluiria uma cerimônia de Estado e um sobrevoo de um B-2 Spirit acompanhado por quatro F-22 Raptors.

Apesar do clima de aproximação, os temas discutidos são complexos. Washington e Pequim continuam divergindo sobre tarifas, tecnologia, minerais estratégicos e Taiwan, enquanto a atual trégua comercial entre os dois países tem prazo para terminar em novembro.

A inteligência artificial também ganhou destaque: Trump e Xi afirmaram a importância de manter o desenvolvimento da tecnologia sob controle humano e ampliar a comunicação entre os dois países.

Trump afirmou ter construído uma “grande e verdadeira amizade” com Xi, enquanto o líder chinês defendeu maior cooperação e diálogo entre as duas potências. Esta é a primeira visita de Xi a Washington desde 2015, transformando o encontro em um dos principais eventos diplomáticos do ano para a relação entre Estados Unidos e China.

Apesar das imagens de proximidade e da grande cerimônia, ainda não está claro se a reunião produzirá acordos concretos sobre os principais pontos de conflito. A desconfiança acumulada entre Washington e Pequim dificulta avanços significativos, especialmente em áreas estratégicas como tecnologia, comércio e segurança.

Confrontos eclodem entre forças federais da Etiópia e rebeldes tigrínios

A Etiópia voltou a enfrentar um dos momentos mais delicados de sua recente história. Nesta quarta-feira (23), forças ligadas à Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF) assumiram o controle do aeroporto de Mek’ele, capital da região de Tigré, encquanto combates foram registrados também na vizinha região de Afar.

O episódio representa uma escalada significativa depois de meses de tensão entre o governo federal e as autoridades de Tigré. Fontes locais e de segurança confirmaram a tomada do aeroporto, enquanto a Ethiopian Airlines suspendeu os voos para Mek’ele, Axum e Shire devido à situação na região.

O governo regional de Tigré afirmou que suas forças entraram em uma “guerra defensiva” contra tropas federais. Até o momento da publicação, o governo central não havia apresentado uma resposta pública detalhada sobre os acontecimentos.

Quem são os rebeldes de Tigré?

Para entender o que está acontecendo agora, é preciso voltar algumas décadas. A TPLF, sigla em inglês para Tigray People’s Liberation Front, é um movimento político e militar formado principalmente por integrantes do povo tigrínio, concentrado no norte da Etiópia.

O grupo ganhou enorme influência durante a guerra contra o regime militar etíope e, em 1991, participou da derrubada do governo de Mengistu Haile Mariam.

A partir daquele momento, a TPLF tornou-se a principal força dentro da coalizão que governou a Etiópia durante décadas.

Isso mudou com a chegada de Abiy Ahmed ao cargo de primeiro-ministro, em 2018. Abiy promoveu uma reorganização política e criou o Partido da Prosperidade, reduzindo a influência que a TPLF exercia sobre a política nacional.

A relação entre os dois lados deteriorou-se rapidamente e acabou levando à guerra aberta em 2020.

A guerra que matou centenas de milhares

Entre 2020 e 2022, forças ligadas à TPLF enfrentaram o Exército Federal da Etiópia, com participação de forças de outras regiões e da vizinha Eritreia.

Foi um dos conflitos mais devastadores da África nas últimas décadas.

Estimativas citadas pela União Africana apontam para aproximadamente 600 mil mortes durante o conflito. Milhões de pessoas foram deslocadas e a infraestrutura de Tigré foi severamente destruída.

Por que a guerra está voltando agora?

O cenário começou a se deteriorar novamente nos últimos meses. A TPLF voltou a exercer maior controle político sobre Tigré e acusou o governo federal de não implementar completamente o acordo de paz.

Ao mesmo tempo, o governo de Abiy acusa setores ligados à TPLF de se rearmarem. Relatos recentes também apontam para ataques com drones e concentração de tropas nas proximidades de Tigré.

Mas existe uma mudança importante em relação à guerra anterior.

Desta vez, a TPLF não está isolada. Em 21 de setembro, sete grupos armados etnicamente diferentes anunciaram uma aliança contra o governo de Abiy Ahmed, denominada Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival.

Entre eles estão antigos inimigos. A aliança inclui a TPLF, o movimento Fano, associado à região de Amhara, e o Oromo Liberation Army, entre outros grupos.

Isso é particularmente significativo porque Fano e TPLF chegaram a lutar em lados opostos durante a guerra de 2020–2022.

Agora, os dois grupos afirmam ter um objetivo comum: pressionar pela saída do governo de Abiy e pela criação de uma administração de transição.

O avanço estratégico das forças tigrínias

O aeroporto de Mek’ele não é apenas uma instalação utilizada pela aviação civil. Ele está localizado na capital de Tigré e representa uma infraestrutura estratégica para movimentação de pessoas e logística.

A tomada do aeroporto pelas forças tigrínias, portanto, demonstra que a situação deixou de ser apenas uma disputa política. Ela indica que forças armadas ligadas à TPLF estão novamente dispostas a assumir o controle físico de pontos estratégicos do território.

Além disso, os combates registrados em Abala e Erebti, na região de Afar, mostram que a crise pode ultrapassar as fronteiras administrativas de Tigré.

Tensões regionais da crise

A capital Mek’ele faz fronteira com a Eritreia, país que participou diretamente da guerra de 2020–2022 contra a TPLF. No entanto, a relação entre Etiópia e Eritreia se deteriorou novamente.

O governo etíope acusa a Eritreia de apoiar grupos que atuam contra Abiy Ahmed. A Eritreia nega essas acusações.

Relatórios de monitoramento de conflitos citados pela Euronews também apontam alegações de movimentação de tropas e apoio eritreo a forças ligadas aos tigrínios, embora essas questões envolvam informações que nem sempre podem ser verificadas de forma independente.

Por isso, uma nova guerra em Tigré poderia rapidamente deixar de ser apenas um conflito interno etíope.

As consequências para toda a África

O que acontece na Etiópia pode ter consequências que vão muito além das fronteiras do país. A Etiópia é uma das principais potências políticas e demográficas do Chifre da África e ocupa uma posição estratégica próxima ao Mar Vermelho, uma das áreas mais importantes para o comércio e para a segurança internacional.

Avanço do grupo rebelde sobre a capital Mek’ele. ©Área Militar

Uma nova escalada militar em Tigré poderia, portanto, aumentar a pressão sobre toda a região. O conflito pode provocar uma nova onda de deslocamentos, dificultar a chegada de ajuda humanitária e comprometer rotas de transporte e comércio que ligam a Etiópia a países vizinhos e ao litoral do Mar Vermelho.

O risco também envolve os países ao redor. Sudão, Eritreia, Djibuti e Somália já enfrentam diferentes níveis de instabilidade política e militar, e uma nova guerra na Etiópia poderia aumentar a pressão sobre suas fronteiras e criar novas áreas de tensão.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de maior envolvimento de atores externos e grupos armados regionais. Quanto mais prolongado for o conflito, maior tende a ser o risco de circulação de armas, deslocamento de combatentes e expansão da instabilidade para áreas próximas.

15 países do Escudo das Américas anunciam sanções coletivas contra PCC e CV – Brasil fica de fora!

Quinze governos do continente anunciaram nesta terça-feira (22), à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a primeira ação conjunta do Escudo das Américas contra 24 grupos classificados como narcoterroristas.

Na lista estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções criminosas do Brasil. O governo brasileiro não assinou o comunicado.

A informação foi detalhada pelo jornalista Paulo Figueiredo, exilado político nos EUA, em sua conta no X. O comunicado conjunto, divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em conjunto com os demais países, prevê que cada governo aplique, segundo sua própria legislação, congelamento de bens, restrição de vistos e imigração, e responsabilidade criminal a quem der apoio material, inclusive logístico, a esses grupos.

Esse movimento derruba todas as narrativas em torno dos “riscos” em classificar grupos criminosos como narcoterroristas. Entre as principais justificativas do governo brasileiro está na possibilidade dos EUA invadirem ou lançarem alguma ofensiva contra o país.

Assinam o texto Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Brasil e México ficaram de fora. A foto do encontro reúne governos alinhados a Washington.

Donald Trump lançou a coalizão em março, em Miami, como uma aliança de segurança contra cartéis e o que o governo americano chama de narcoterrorismo. Desde então o grupo incorporou Colômbia e Peru. O Brasil ficou de fora desde o início e permanece de fora agora, quando a iniciativa sai do papel e passa à primeira operação conjunta.

EUA planejam reabrir duas bases militares na Groenlândia em meio a novo acordo de segurança

Os Estados Unidos planejam ampliar significativamente sua presença militar na Groenlândia com a reabertura de uma antiga base da Guerra Fria e a instalação de uma nova presença militar no leste da ilha. A informação foi divulgada pela Reuters nesta segunda-feira (21), com base em relatos de três pessoas familiarizadas com as negociações.

A movimentação ocorre no contexto de um novo acordo de segurança que Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia devem assinar nesta terça-feira (22), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O texto completo do acordo ainda não foi divulgado, e os detalhes permanecem em negociação até a assinatura.

As duas posições estratégicas

A primeira é Narsarsuaq, no sul da Groenlândia. O local abrigou a antiga base americana Bluie West One, utilizada durante a Guerra Fria e fechada pelos Estados Unidos na década de 1950.

A segunda é Mestersvig, na costa leste. Atualmente, a região é utilizada pela Patrulha Sirius, uma unidade das forças especiais dinamarquesas que realiza operações de vigilância no Ártico utilizando trenós puxados por cães.

Na prática, a medida representa uma retomada de instalações militares americanas em uma região que já teve uma presença muito maior de Washington.

Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a manter 17 instalações militares e mais de 10 mil militares na Groenlândia. Atualmente, a presença americana permanente está concentrada principalmente na Base Espacial de Pituffik, no noroeste da ilha, onde permanecem cerca de 150 militares americanos, segundo a Reuters.

A importância da Groenlândia frente às ameaças ao norte

A Groenlândia está localizada entre a América do Norte, o Atlântico Norte e o Ártico. Sua posição permite monitorar uma das principais áreas de aproximação entre a América do Norte, a Europa e o Polo Norte.

Mapa das atividades chineses na região do Círculo Polar Ártico. Imagem: Google, USNIC, NGA, OSM-Boundaries

Além disso, o derretimento do gelo no Ártico vem aumentando o interesse estratégico pelas rotas marítimas e pelos recursos naturais da região.

É justamente essa combinação, posição geográfica, defesa aérea, vigilância espacial, rotas marítimas e recursos naturais, que tornou a Groenlândia um território de crescente importância para Estados Unidos, Rússia, China e países europeus.

A presença americana na região, portanto, não representa apenas uma questão relacionada à Groenlândia. Ela está diretamente ligada à estratégia de segurança do Ártico e do Atlântico Norte.