HISTÓRICO! Trump anuncia acordo que dá aos EUA controle permanente sobre a segurança da Groenlândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (18) que Washington chegou a um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia para ampliar de forma permanente o papel americano na segurança do território localizado no Ártico.

A declaração foi publicada por Trump em sua rede social, a Truth Social. Segundo o presidente, o acordo garante aos Estados Unidos a capacidade permanente de tomar as medidas que considerar necessárias para proteger a segurança da Groenlândia e dos próprios Estados Unidos.

Trump também afirmou que os Estados Unidos começarão imediatamente a trabalhar na expansão de sua presença militar na ilha. O presidente disse ainda que países considerados adversários de Washington não poderão estabelecer bases militares, manter presença militar ou realizar determinados investimentos estratégicos na Groenlândia sem autorização expressa dos Estados Unidos.

A Reuters informou que as negociações entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia vinham avançando para um acordo que aumentaria significativamente a presença militar americana, mas que ficaria distante da antiga proposta de Trump de simplesmente adquirir a Groenlândia.

A importância da Groenlândia

A Groenlândia ocupa uma posição extremamente estratégica no Ártico. A ilha está localizada entre a América do Norte e a Europa e fica próxima das rotas que podem ser utilizadas por aeronaves, mísseis e outras forças militares que se movimentem entre a América do Norte, o Atlântico Norte e o Ártico.

Além disso, a região ganhou importância com o aumento da competição entre Estados Unidos, Rússia e China no extremo norte do planeta.

Os Estados Unidos já possuem uma instalação militar na Groenlândia: a Pituffik Space Base, localizada no norte da ilha. Um acordo de defesa firmado entre Washington e Copenhague em 1951, posteriormente atualizado, já permite uma ampla atuação militar americana no território.

O novo entendimento anunciado por Trump busca, segundo o próprio governo americano, levar essa presença para um nível muito maior.

A questão da Rússia e da China

Um dos pontos mais importantes do anúncio é a tentativa de limitar a presença de adversários dos Estados Unidos na Groenlândia.

Trump afirmou que nenhum adversário americano poderá estabelecer uma base, manter presença militar ou realizar determinados investimentos considerados sensíveis sem autorização de Washington.

A preocupação americana está relacionada à crescente disputa estratégica pelo Ártico.

A região possui importância militar, econômica e energética e, com o derretimento do gelo em determinadas áreas, novas rotas marítimas e possibilidades de exploração de recursos passaram a receber maior atenção internacional.

O efeito do projeto Golden Dome

Esse é talvez o ponto mais importante para entender o anúncio. O Golden Dome não depende apenas de interceptadores.

Um sistema de defesa antimísseis precisa detectar uma ameaça o mais cedo possível, determinar sua trajetória e transmitir essas informações rapidamente para os elementos responsáveis pela resposta.

Por isso, a arquitetura de sensores e instalações de apoio é tão importante quanto os próprios mísseis interceptadores. A posição da Groenlândia pode oferecer aos Estados Unidos uma plataforma estratégica para ampliar sua cobertura no extremo norte.

Após 25 anos, nova técnica de DNA identifica vítima do 11 de setembro

25 anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, uma família nos Estados Unidos finalmente recebeu uma resposta que aguardava há décadas.

Autoridades de Nova York identificaram uma mulher que morreu nos ataques ao World Trade Center por meio de uma técnica que combina análise de DNA com pesquisas genealógicas. O nome da vítima não foi divulgado porque seus familiares solicitaram que sua identidade permanecesse em sigilo.

A identificação foi anunciada pelo Escritório do Médico-Legista-Chefe de Nova York (OCME) em agosto de 2026 e representa um avanço importante em uma das maiores operações de identificação de vítimas da história dos Estados Unidos. A mulher é a 1.654ª vítima do World Trade Center identificada oficialmente desde os ataques.

O que mudou depois de 25 anos?

A principal novidade está na técnica utilizada pelos investigadores: a chamada genealogia genética forense investigativa, conhecida pela sigla FIGG.

Em termos simples, o método combina duas ferramentas.

Primeiro, os especialistas trabalham com o DNA obtido de restos humanos recuperados após os ataques. Depois, procuram correspondências genéticas e utilizam informações genealógicas para reconstruir possíveis relações familiares.

É como montar um quebra-cabeça: em vez de depender exclusivamente de uma comparação direta entre o DNA encontrado e uma amostra fornecida por um familiar próximo, os investigadores podem utilizar parentesco genético e árvores familiares para chegar a uma possível identificação.

A identificação encontrada dessa maneira ainda precisa ser confirmada pelos procedimentos forenses oficiais antes de ser considerada definitiva. No caso anunciado por Nova York, a confirmação foi realizada pelo OCME.

Por que foi tão difícil identificar todas as vítimas?

Os ataques ao World Trade Center provocaram a morte de 2.753 pessoas em Nova York. A destruição das torres, seguida por incêndios de grandes proporções e pelo colapso dos edifícios, tornou extremamente difícil recuperar e identificar os restos das vítimas.

Nos primeiros anos após os ataques, os investigadores utilizaram métodos tradicionais, como impressões digitais, registros odontológicos e comparação de DNA.

O problema é que muitos dos restos recuperados estavam extremamente fragmentados ou degradados. Em vários casos, não havia material suficiente ou uma amostra familiar adequada para estabelecer uma identificação.

Segundo o governo de Nova York, aproximadamente 1.099 vítimas, cerca de 40% das pessoas que morreram no World Trade Center, ainda não foram identificadas.

Ataques no Oriente Médio colocam lesão cerebral traumática no centro da preocupação com militares americanos

Os recentes ataques iranianos contra instalações militares usadas por forças dos Estados Unidos na Jordânia voltaram a chamar atenção para um tipo de ferimento que nem sempre aparece imediatamente após uma explosão: a Lesão Cerebral Traumática (LCT).

Segundo informações divulgadas sobre os ataques, militares americanos na Jordânia foram expostos a explosões e ondas de choque provocadas por mísseis e drones.

Em episódios anteriores na região, militares chegaram a ser encaminhados para avaliação por suspeita de LCT, inclusive na Base Aérea Muwaffaq Salti, em Azraq.

Documentos militares americanos também registram casos de soldados transferidos para atendimento após apresentarem sinais e sintomas compatíveis com o diagnóstico.

O que é uma lesão cerebral traumática?

De forma simples, a LCT acontece quando um golpe, impacto, explosão ou onda de pressão altera o funcionamento normal do cérebro. Ela pode variar desde uma concussão, considerada uma forma leve, até lesões graves, com perda prolongada de consciência, sangramento ou danos estruturais ao cérebro.

Em uma guerra, entretanto, o problema pode ser diferente de um acidente convencional. O militar não precisa necessariamente ser atingido diretamente por um fragmento. A própria onda de pressão de uma explosão pode provocar alterações no cérebro, especialmente quando a pessoa está próxima do ponto de impacto ou dentro de uma estrutura atingida.

Por isso, ataques com mísseis, drones e outras armas explosivas são uma preocupação importante para a saúde neurológica dos militares. O Departamento de Guerra americano considera a exposição a explosões um fator relevante de risco.

Por que o diagnóstico pode ser difícil?

Um dos principais problemas é que a lesão nem sempre aparece imediatamente.

Depois de uma explosão, um militar pode apresentar sinais e sintomas como dor de cabeça, tontura, confusão, náusea, alterações de visão, dificuldade de concentração ou problemas de memória. Em alguns casos, os sintomas são inicialmente discretos e podem ser confundidos com cansaço, estresse ou efeitos psicológicos do combate.

Além disso, uma tomografia ou outro exame de imagem pode não mostrar alterações estruturais mesmo quando existe uma concussão ou outro tipo de LCT. Por isso, o diagnóstico depende também da avaliação clínica e neurológica.

As Forças Armadas americanas utilizam protocolos específicos para avaliar militares depois de eventos potencialmente causadores de concussão, incluindo o manual MACE2 (Avaliação de Concussão Aguda Militar do inglês Military Acute Concussion Evaluation), atualizado neste ano (2026).

Como os militares são tratados?

Nos centros médicos militares, o tratamento depende da gravidade do caso. Lesões leves normalmente exigem observação, controle dos sintomas e retorno gradual às atividades. Casos mais graves podem exigir neurologistas, neurocirurgiões, exames de imagem, cuidados intensivos e posteriormente fisioterapia e reabilitação.

O protocolo MACE2 trabalha com equipes multidisciplinares que podem envolver neurologia, oftalmologia, fisioterapia, psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

No caso de militares feridos em bases da Jordânia, existe ainda a possibilidade de evacuação médica para outras instalações da região ou para hospitais militares especializados, dependendo da gravidade do ferimento.

O problema pode continuar depois que o soldado deixa o campo de batalha

A preocupação não termina quando o militar deixa a área de combate. Algumas pessoas se recuperam rapidamente, enquanto outras podem permanecer com dores de cabeça, alterações de memória, problemas de concentração, distúrbios do sono ou alterações emocionais.

Dados recentes sobre militares americanos feridos durante a guerra contra o Irã indicam que traumas na cabeça estão entre os tipos de ferimento mais incidentes, embora os dados públicos não permitam atribuir todos os casos diretamente a lesões cerebrais traumáticas.

Segundo dados públicos disponíveis, o Pentágono passou a ampliar o acompanhamento dos efeitos da exposição às ondas de pressão das explosões.

Um relatório recente do Government Accountability Office (GAO) alertou que o Departamento de Guerra ainda precisa avaliar adequadamente os recursos necessários para monitorar e tratar esses efeitos a longo prazo.

Diante do exposto, em uma guerra de mísseis e drones, nem todo ferimento é visível. Um militar pode sair de uma explosão aparentemente sem grandes lesões externas e, ainda assim, ter sofrido uma alteração significativa no funcionamento cerebral.

É justamente por isso que a avaliação neurológica após ataques desse tipo se tornou uma preocupação cada vez maior para os centros médicos militares americanos.

O tour de Marco Rubio contra as drogas e a influência da China na América: Peru se torna o novo aliado

A viagem do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à Colômbia, ao Equador e ao Peru, entre 8 e 10 de setembro, mostra que Washington está tentando ampliar sua presença política, econômica e de segurança no noroeste da América do Sul. A agenda oficial envolve combate ao narcotráfico, migração e comércio, mas os encontros também têm um componente estratégico: reduzir a dependência desses países em relação à China em setores considerados importantes para os Estados Unidos.

No Peru, a presidente Keiko Fujimori anunciou a entrada do país no “Escudo das Américas”, uma coalizão liderada pelos EUA para aumentar o compartilhamento de informações e a cooperação contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras. A medida aproxima ainda mais Lima de Washington em segurança.

O Peru também ganhou importância estratégica por causa de suas grandes reservas de cobre e da crescente presença chinesa em sua infraestrutura. O país é um dos maiores produtores mundiais do metal, utilizado em eletrônicos, redes elétricas, veículos e equipamentos industriais.

Além disso, a China possui participação estratégica no porto de Chancay, no litoral peruano, e presença em empresas importantes do setor elétrico.

Possíveis interesses econômicos dos Estados Unidos

A aproximação de Washington com Peru, Colômbia e Equador também envolve interesses econômicos estratégicos.

No Peru, um dos principais focos está no cobre, mineral essencial para a fabricação de equipamentos eletrônicos, veículos elétricos, redes de transmissão de energia e sistemas industriais.

Como um dos maiores produtores mundiais, o país ganhou importância em um momento em que os Estados Unidos buscam diversificar suas cadeias de fornecimento e reduzir a dependência de fornecedores ligados à China. A infraestrutura peruana também chama a atenção de Washington, especialmente os portos de Callao e Chancay, que podem ampliar a importância do país como centro logístico no Pacífico.

Na Colômbia, os interesses americanos passam pela exploração e pelo processamento de minerais críticos, além de energia e novas tecnologias. Washington busca estimular cadeias de produção que incluam mineração, processamento e financiamento fora da esfera de influência chinesa.

A cooperação em energia nuclear civil também pode abrir espaço para empresas americanas em projetos de geração de energia e fornecimento de tecnologia.

Já no Equador, os Estados Unidos têm interesse em ampliar sua presença comercial e de investimentos em setores como energia, mineração, infraestrutura e logística.

A posição geográfica do país, voltada para o Pacífico, aumenta sua importância para as rotas comerciais regionais. Ao mesmo tempo, o forte relacionamento econômico entre Quito e Pequim cria uma disputa por espaço que vai além da questão comercial.

No conjunto, a estratégia americana busca garantir acesso a recursos naturais considerados estratégicos, ampliar oportunidades para empresas dos Estados Unidos e fortalecer cadeias de fornecimento alternativas às dominadas pela China.

A segurança, portanto, aparece como apenas uma parte de uma agenda mais ampla, na qual comércio, infraestrutura, energia e minerais críticos estão diretamente ligados à competição geopolítica entre Washington e Pequim.

Um objetivo estratégico: conter a influência chinesa

Esse é provavelmente o ponto que conecta as três visitas. Washington não está olhando apenas para drogas e segurança. Está tentando impedir que a China se torne a principal potência econômica e estratégica do norte da América do Sul.

Na Colômbia, os EUA avançaram justamente em dois setores nos quais a competição com Pequim é importante: minerais críticos e energia nuclear. O acordo prevê cooperação para mineração, processamento, reciclagem, financiamento e diversificação das cadeias de fornecimento.

No Equador, a situação é diferente. O país possui um acordo comercial com a China e mantém relações econômicas importantes com Pequim. Por isso, aumentar a presença americana significa disputar espaço econômico sem necessariamente romper os vínculos equatorianos com os chineses.

No Peru, a disputa é ainda mais evidente. O porto de Chancay, construído e operado com participação chinesa, pode se transformar em um importante ponto de conexão entre a América do Sul e a Ásia. Rubio já criticou a influência chinesa no país e questionou investimentos de empresas ligadas ao governo de Pequim.

Os Estados Unidos querem que os países latino-americanos continuem negociando com a China, mas Washington tenta garantir que infraestrutura, minerais estratégicos, energia, tecnologia e segurança não fiquem excessivamente concentrados nas mãos de Pequim.

Após promessa, Trump agora hesita: “Não tenho certeza” se Ucrânia poderá fabricar interceptadores Patriot

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quinta-feira (30) que ainda não decidiu se concederá à Ucrânia a licença para fabricar interceptadores do sistema de defesa aérea Patriot.

Em entrevista por telefone ao jornal britânico Financial Times, Trump afirmou: “Não tenho certeza. Estamos analisando a questão”. Ele acrescentou que se trata de “uma arma extraordinária” e que “temos de ser um pouco cautelosos sobre a quem concedemos a licença. Nós não costumamos licenciar equipamentos”.

A declaração marca uma aparente hesitação em relação a posicionamentos anteriores. No início de julho, durante a cúpula da Otan na Turquia, Trump havia dito que os Estados Unidos dariam à Ucrânia “o direito de fabricar Patriots”.

Dois dias antes da entrevista ao FT, após encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no Salão Oval, em 28 de julho, o líder de Kiev afirmou que Trump “aceitou que nos dará as licenças” e que o tema da produção de interceptadores havia sido discutido.

Os sistemas Patriot são considerados essenciais pela Ucrânia para interceptar mísseis balísticos russos que atingem cidades e infraestrutura civil. Atualmente, apenas Japão e Alemanha possuem licenças para coproduzir esses equipamentos no exterior. A fabricação é complexa e demorada, o que significa que, mesmo com eventual autorização, a produção em escala útil não seria imediata.

Trump reforçou que o foco de sua administração permanece na busca pelo fim da guerra, e não no aumento do fornecimento de armamentos. “Não estou buscando mísseis. Estamos buscando a paz”, afirmou. Ele também informou que seu genro Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff visitarão a Ucrânia em breve pela primeira vez.

A incerteza de Washington deixa em aberto uma das principais demandas de Kiev em meio aos contínuos ataques russos, enquanto o processo de eventual licenciamento permanece sob análise.

EUA avaliam revogar Lei Magnitsky contra Moraes e a mulher, segundo informações da Revista Oeste

De acordo com reportagem publicada pela Revista Oeste, o governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de retirar as sanções impostas pela Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e à sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Conforme fontes do governo americano citadas pela revista, o pedido de revogação já chegou à Casa Branca e está sendo analisado.

A suspensão das medidas punitivas estaria condicionada à assinatura de um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. As contrapartidas em discussão incluem:

-a autorização para empresas norte-americanas explorarem reservas brasileiras de terras raras;
-o fim das restrições e censura impostas às redes sociais;
-a revogação de tributos aplicados às grandes empresas de tecnologia;
-maior cooperação do Brasil com os EUA no combate ao crime organizado;
-e o encerramento de toda parceria brasileira com a China no segmento de satélites: beneficiaria diretamente a Starlink, de Elon Musk.

Ainda segundo a Revista Oeste, o canal de diálogo entre Washington e Brasília tem sido conduzido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. Nos últimos meses, eles viajaram repetidas vezes aos Estados Unidos, onde se reuniram com Donald Trump.

A partir desses contatos, os empresários atuaram como intermediários no mais recente diálogo entre Trump e Lula, realizado na Malásia.

Trinidad e Tobago confirma que os EUA estão instalando um novo radar no país, próximo à costa da Venezuela

A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, confirmou que o Exército dos Estados Unidos está instalando um novo radar no país, próximo à costa da Venezuela.

O radar está localizado na ilha de Tobago e tem como objetivo monitorar atividades dentro e fora do país, de acordo com declarações de Persad-Bissessar publicadas nesta sexta-feira pela mídia local.

Persad-Bissessar observou que as tropas americanas permanecem no país e têm auxiliado na modernização do aeroporto e na vigilância em Tobago, apesar de ter afirmado na quarta-feira que os fuzileiros navais já haviam partido.

“A instalação nos ajudará a melhorar a vigilância dos narcotraficantes em nossas águas”, disse o primeiro-ministro, usando um tom semelhante ao empregado por Washington nesta crise com a Venezuela.

A confirmação veio depois que cidadãos relataram ter visto fuzileiros navais americanos em um hotel popular de Tobago e plataformas de rastreamento de voos também detectaram aeronaves militares pousando no Aeroporto Internacional ANR Robinson.

Cerca de 350 militares da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais realizaram exercícios de treinamento conjuntos com a Força de Defesa de Trinidad e Tobago entre os dias 16 e 21 de novembro.

Na última terça-feira, Persad-Bissessar se reuniu com o Chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, para discutir os desafios de segurança regional e as atividades de organizações criminosas transnacionais.

Um dia depois, a primeira-ministra de Trinidad e Tobago afirmou que os EUA não haviam pedido ao seu país para ser “uma base para qualquer guerra contra a Venezuela”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou na quinta-feira que suas Forças Armadas agiriam “muito em breve” em terra contra supostos “traficantes de drogas venezuelanos”, enquanto o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, demonstrava a força de sua força aérea e pedia a defesa do território.

Ucrânia e Rússia se aproximam de um entendimento para o fim da guerra, tratativas negociadas pelo secretário do Exército Americano Dan Driscoll

Uma delegação ucraniana chefiada pelo chefe da inteligência militar, General Kyrylo Budanov, está em Abu Dhabi e mantém conversas com as equipes americanas e russas.
 

O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, lidera as negociações em Abu Dhabi, após negociadores americanos terem chegado a um entendimento inicial com a Ucrânia sobre um projeto de plano de paz, segundo um oficial americano e uma fonte com conhecimento do assunto ao jornal Axios.

Foi uma semana de diplomacia caótica desde que a Axios revelou o plano na terça-feira passada, com a Ucrânia inicialmente alarmada com o plano dos EUA e depois otimista com as revisões obtidas durante as negociações em Genebra. Após chegar a um “quadro de paz atualizado e refinado” com a Ucrânia, o governo Trump agora está se voltando para tentar obter o apoio da Rússia.

Trump está pronto para conversar com Maduro, antes de qualquer ofensiva contra o país, revela Axios

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a seus assessores que planeja conversar diretamente com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, mesmo após Washington tê-lo designado como chefe de uma organização terrorista nesta segunda-feira, informou o site de notícias Axios.

Citando autoridades do governo dos EUA, o Axios informou que a decisão de Trump é um marco importante em sua diplomacia das canhoneiras contra a Venezuela — e pode ser um sinal de que ataques com mísseis ou ações militares diretas em terra dos EUA não são iminentes.

“Ninguém está planejando entrar lá e atirar nele ou sequestrá-lo — neste momento. Eu não diria que nunca, mas esse não é o plano agora”, disse um oficial familiarizado com as discussões, segundo o Axios.

“Enquanto isso, vamos explodir barcos que transportam drogas. Vamos acabar com o tráfico de drogas”, acrescentou o oficial.

Citando outro funcionário americano, o Axios afirmou que ainda não há data marcada para uma ligação entre Trump e Maduro, que está “em fase de planejamento”.

“Maduro é um narcoterrorista. Sempre comece com essa palavra se quiser representar o pensamento do presidente”, disse o funcionário do governo, segundo a citação.

Os Estados Unidos designaram formalmente, na segunda-feira, o Cartel de los Soles, com sede na Venezuela, como uma organização terrorista estrangeira (FTO).

Os Estados Unidos vêm expandindo suas operações militares na América Latina há meses, enviando fuzileiros navais, navios de guerra, caças e bombardeiros, submarinos e drones, em meio a especulações de que os EUA poderiam lançar um ataque contra a Venezuela, embora Trump tenha dito na sexta-feira que conversaria em breve com Maduro.

Maduro afirmou que a Venezuela está pronta para um diálogo “cara a cara” com Washington.

URGENTE!! Senador americano acaba de declarar: “Plano de Paz de 28 pontos” não era de Donald Trump, pasmem… era da RÚSSIA!!

Em um desenvolvimento chocante divulgado minutos atrás pelo jornalista e correspondente internacional Nick Schifrin, do PBS NewsHour, surge o que pode ser o maior escândalo nas negociações de paz para encerrar a Guerra na Ucrânia.

De acordo com Schifrin, que cobriu o Fórum Internacional de Segurança de Halifax, no Canadá, o suposto “plano de 28 pontos” amplamente noticiado, que inclui concessões territoriais ucranianas, limites ao tamanho de seu exército e restrições à presença da OTAN, não é uma proposta oficial dos EUA. Em vez disso, trata-se de uma “lista de desejos” russa, vazada intencionalmente para a imprensa.

O secretário de Estado Marco Rubio teria esclarecido isso em ligações urgentes a senadores americanos, enfatizando que o documento foi entregue a um representante dos EUA como uma proposta inicial russa, e não como posição oficial de Washington.

O senador republicano Mike Rounds, da Dakota do Sul, confirmou a Schifrin que Rubio o contatou diretamente, afirmando: “Foi muito claro para nós que se trata de uma proposta entregue a um de nossos representantes. É uma oportunidade para recebê-la e transmiti-la aos ucranianos, que terão chance de responder.”

Rounds, presente no fórum, destacou que o plano não reflete a visão do governo Trump, mas sim interesses russos, e que Rubio autorizou os senadores a divulgarem a conversa para evitar mal-entendidos.

De acordo com as falas do Senador:

“Marco Rubio nos telefonou esta tarde. Acho que ele deixou bem claro que recebemos uma proposta que foi entregue a um de nossos representantes. Não é nossa recomendação, não é nosso plano de paz. É uma proposta que recebemos. E, como intermediários, providenciamos o compartilhamento dela. E não a divulgamos. Ela vazou. Não foi divulgada por nossos membros ou nossos representantes… Esta é uma oportunidade de recebê-la, e ela foi utilizada e entregue aos ucranianos, para que eles tenham a oportunidade de responder. E, ao fazer isso, temos agora um lado sendo apresentado e a oportunidade para o outro lado responder”.

Outros senadores, como o independente Angus King, do Maine, e a democrata Jeanne Shaheen, de New Hampshire, ecoaram o alerta: o documento é “essencialmente a lista de desejos dos russos” e contém termos “totalmente inaceitáveis” para a Ucrânia, como a cessão de territórios ocupados e proibições a tropas da OTAN.

King enfatizou que não se trata da posição oficial da administração, mas de uma manobra russa para pressionar Kiev.

Essa revelação ocorre em meio a uma escalada diplomática: Rubio viaja para Genebra para negociações com europeus e ucranianos, enquanto Trump, em declarações recentes, evitou negar o plano, mas insistiu em uma “paz realista”.

O vazamento pode complicar as tratativas, alimentando acusações de manipulação russa e questionando a credibilidade das negociações lideradas pelo enviado especial Steve Witkoff. Schifrin, conhecido por sua cobertura premiada sobre o conflito, alertou que isso representa um “golpe de relações públicas” de Moscou.

O Washington Post noticiou, na sexta-feira, que o plano de paz exigiria que a Ucrânia reduzisse drasticamente o tamanho de seu exército e cedesse vastas áreas de território à Rússia, incluindo Donetsk. Zelensky, com base no que disse à nação em um pronunciamento na sexta-feira, não se mostrou muito entusiasmado com o acordo.

O presidente Trump, ao falar com repórteres na manhã de sábado, não contestou as notícias de que estaria pressionando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a aceitar o acordo de paz até o Dia de Ação de Graças.

Ele disse que Zelensky, se não aceitar o acordo, que “lute até o fim”. Quando questionado por repórteres se aquela era sua “oferta final”, o presidente respondeu: “Não, gostaríamos de chegar à paz”.

Isso significa que o verdadeiro teor do suposto “acordo de paz de 28 pontos” nunca foi oficialmente apresentado ou endossado pelos Estados Unidos. O documento que circulou amplamente na imprensa e nas redes sociais não é uma proposta americana, mas sim uma lista de demandas russas entregue à delegação dos EUA como ponto de partida das negociações.

Portanto, tudo o que o público conhece até agora, incluindo concessões territoriais, limitações ao exército ucraniano e restrições à OTAN, reflete essencialmente os interesses de Moscou, não a posição oficial da administração Trump.

Até o momento, o conteúdo real do esboço de paz elaborado ou defendido pelos Estados Unidos permanece desconhecido do público e, segundo fontes do Departamento de Estado e senadores americanos, nunca foi formalmente apresentado como uma proposta oficial de Washington.