Terrorismo! Trump afirma que homens presos queriam causar “grandes danos” contra a base aérea Fairford na Inglaterra!

A segurança foi significativamente reforçada nos últimos dias na RAF Fairford, base aérea localizada em Gloucestershire, no sudoeste da Inglaterra, que é utilizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

O aumento da vigilância ocorreu pouco antes da prisão de cinco homens nas proximidades da instalação, em uma operação que passou a ser investigada pela polícia britânica como possível preparação de um ato terrorista.

O caso começou durante a madrugada de domingo, quando a polícia recebeu uma denúncia sobre três veículos suspeitos que aparentemente seguiam em direção à base.

Policiais armados foram enviados para a região de Whelford, onde os cinco homens acabaram detidos. Inicialmente, eles foram presos por suspeitas relacionadas à legislação britânica sobre explosivos e, posteriormente, também passaram a ser investigados por suspeita de preparação de um ato terrorista.

Homens presos pretendiam causar “grandes danos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os suspeitos estavam sendo acompanhados pelas autoridades e que pretendiam causar “grandes danos” à instalação.

A declaração, porém, representa a avaliação apresentada pelo presidente e não substitui as conclusões da investigação britânica. A Força Aérea dos EUA confirmou apenas que permanece vigilante e que avalia continuamente as medidas necessárias para proteger seus militares, funcionários, contratados e familiares.

A operação britânica provocou uma grande mobilização das forças de segurança. Cerca de 85 residências foram evacuadas como medida de precaução, enquanto especialistas em desativação de explosivos do Exército britânico examinaram os veículos encontrados.

Um perímetro de aproximadamente 400 metros foi estabelecido ao redor da área, e a presença de policiais armados e equipes de emergência permaneceu elevada.

A preocupação ganhou dimensão internacional porque a RAF Fairford possui importância estratégica para as operações aéreas americanas. A instalação tem sido utilizada por aeronaves militares dos Estados Unidos em operações relacionadas ao conflito com o Irã.

A base é preparada para receber grandes bombardeiros, incluindo o B-1B Lancer, e já recebeu aeronaves americanas envolvidas nas operações no Oriente Médio.

O contexto também explica por que a segurança ao redor da instalação vinha sendo ampliada. Em julho, autoridades britânicas afirmaram que as Forças Armadas do país estavam preparadas para responder a qualquer ameaça depois que a Guarda Revolucionária do Irã advertiu que bases utilizadas para operações americanas contra território iraniano poderiam ser consideradas alvos legítimos. A RAF Fairford estava entre as instalações mencionadas nesse contexto.

Avião espião SR-71 desaparece de base na Califórnia

Um dos aviões mais famosos da história da aviação militar voltou ao centro das atenções nos Estados Unidos. Um SR-71 Blackbird que permanecia em exposição no Armstrong Flight Research Center, em Edwards, Califórnia, desapareceu do local onde estava há anos, justamente em um momento em que a NASA vem sinalizando uma nova geração de aeronaves experimentais capazes de voar cada vez mais alto e rápido.

O caso ganhou repercussão porque o avião desaparecido é o SR-71A de matrícula NASA 844, uma aeronave que teve uma longa relação com os programas de testes da agência. Até agora, porém, a NASA não confirmou que o avião esteja sendo preparado para voltar a voar ou o seu paradeiro misterioso.

A NASA afirmou que continua explorando maneiras de ampliar sua frota de aeronaves experimentais e que pretende voltar a operar aeronaves capazes de atingir desempenhos elevados. A agência, entretanto, disse não ter informações adicionais sobre o destino do SR-71.

A coincidência chamou atenção porque o administrador da NASA, Jared Isaacman, apresentou recentemente uma imagem de uma aeronave experimental com aparência semelhante à do Blackbird enquanto falava sobre os futuros programas de testes da agência. Quando questionado se a imagem mostrava um Blackbird, Isaacman respondeu de maneira enigmática, sem confirmar a identidade da aeronave.

Isso alimentou especulações sobre a possibilidade de o histórico SR-71 estar sendo aproveitado em algum novo projeto. Mas, até o momento, não há confirmação pública de que o SR-71 desaparecido esteja sendo restaurado para voltar ao serviço.

O que torna o SR-71 tão especial?

O Lockheed SR-71 Blackbird foi concebido durante a Guerra Fria para uma missão extremamente específica: obter informações sobre áreas estratégicas sem depender de combate direto.

Vista frontal de uma aeronave SR-71 pertencente ao Destacamento 4, 9ª Ala de Reconhecimento Estratégico, Foto:  Arquivo Nacional em College Park/CC

Ele podia voar a mais de Mach 3, ou seja, mais de três vezes a velocidade do som, e operar acima de 80 mil pés — aproximadamente 24 quilômetros de altitude.

Na prática, isso significava que o avião podia passar por uma região em alta velocidade e altitude enquanto seus sensores registravam informações sobre o território abaixo.

O próprio desenho da aeronave foi pensado para esse ambiente extremo. O avião utilizava grande quantidade de titânio e suas ligas, materiais capazes de suportar as temperaturas provocadas pelo voo sustentado em velocidades superiores a Mach 3.

Em 1976, um SR-71 estabeleceu marcas de  3.529 km/h  e altitude de 85.069 pés, aproximadamente 25,9 km, em sua categoria.

Outro detalhe curioso: o SR-71 não carregava armamento. Sua principal defesa era a combinação de altitude, velocidade e capacidade de detectar ameaças. Segundo a Força Aérea dos EUA, diante de um lançamento de míssil terra-ar, uma das respostas previstas era simplesmente acelerar e sair da área de ameaça.

A história do avião

O SR-71 nasceu de uma família de aeronaves secretas desenvolvidas pela divisão Skunk Works, da Lockheed, sob liderança do engenheiro Clarence “Kelly” Johnson.

O projeto surgiu a partir da necessidade americana de substituir o U-2 por uma aeronave capaz de realizar reconhecimento em condições ainda mais extremas.

O primeiro voo do SR-71 ocorreu em 22 de dezembro de 1964. O primeiro avião entrou em serviço operacional em janeiro de 1966, sendo entregue à unidade de reconhecimento estratégico da Força Aérea em Beale, Califórnia.

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Lockheed SR-71A ‘Blackbird’ posicionado no Udvar-Hazy Center Chantilly (VA) em 2015. Foto: Ron Cogswell/CC2.0/https://www.flickr.com/photos/22711505@N05/21796490433

O desenvolvimento fazia parte de uma família maior de aeronaves conhecida como Blackbirds. Entre elas estavam:

A-12 — aeronave de reconhecimento operada pela CIA;
YF-12A — versão concebida como interceptador;
M-21 — aeronave utilizada como plataforma para o drone D-21;
SR-71 — versão de reconhecimento estratégico operada pela Força Aérea.

O SR-71 permaneceu operacional durante décadas. A Força Aérea encerrou sua operação em 1990, em meio à redução do orçamento de defesa e aos elevados custos de operação. Algumas aeronaves chegaram a ser reativadas em 1995, mas foram novamente retiradas de serviço em 1997.

A missão mais sensíveis

Aqui está uma das partes mais interessantes da história do Blackbird. O avião não era um caça convencional. Sua missão principal era reconhecimento estratégico.

Isso significa que, em vez de atacar um alvo, ele tinha como objetivo observar e registrar informações. Para isso, carregava câmeras e outros sensores capazes de produzir imagens e coletar informações sobre grandes áreas.

Segundo a Força Aérea americana, o SR-71 podia, a partir de aproximadamente 80 mil pés, examinar cerca de 100 mil milhas quadradas da superfície terrestre por hora.

Guerra do Vietnã

O Blackbird foi empregado extensivamente no Sudeste Asiático. Uma de suas funções era fotografar posições e movimentações militares. As imagens obtidas pelo avião eram utilizadas para produzir informações sobre as forças adversárias.

SR-71A Blackbird #17959 / #2010

Um dos episódios mais conhecidos ocorreu em 1970, quando imagens produzidas pelo SR-71 contribuíram para o planejamento da operação americana contra o campo de prisioneiros de Son Tay, no Vietnã do Norte.

O avião também realizou missões em outros ambientes estratégicos durante a Guerra Fria, fazendo do Blackbird uma das principais plataformas americanas de reconhecimento aéreo de sua época.

Como o SR-71 funciona?

O segredo do Blackbird estava na combinação de velocidade, altitude, sensores e engenharia térmica.

Os dois motores Pratt & Whitney J58 produziam aproximadamente 32.500 libras de empuxo cada, utilizando pós-combustão. O avião podia superar Mach 3 e alcançar mais de 85 mil pés.

Mas voar tão rápido provocava um problema enorme: o calor. A velocidades superiores a Mach 3, o atrito e a compressão do ar elevavam drasticamente a temperatura da estrutura.

Por isso, o avião foi construído predominantemente com titânio. E existe outra peculiaridade famosa.

O SR-71 foi projetado para que determinadas partes da estrutura apresentassem folgas quando o avião estivesse no solo. Durante o voo em alta velocidade, o aquecimento fazia os componentes se expandirem, contribuindo para a vedação adequada da aeronave.

Ou seja, algumas características que pareciam defeitos no chão eram parte do projeto para o voo em Mach 3.

O mistério!

A Aviation Week informou que o SR-71A foi retirado da exposição pública meses antes de o administrador da NASA fazer seus comentários sobre a nova geração de aeronaves experimentais.

Diretor da NASA apresenta um slide contendo a silhueta semelhante ao SR-71. ©Área Militar/Reprodução./All-in

Depois, a ausência do avião chamou ainda mais atenção porque Isaacman apresentou uma imagem de uma aeronave de aparência semelhante ao Blackbird ao falar sobre os futuros X-planes da NASA.

Isso abriu algumas possibilidades discutidas publicamente:

    • o avião pode estar passando por algum trabalho de conservação ou manutenção;
    • pode estar sendo transferido para outro local;
    • sua estrutura pode estar sendo utilizada para pesquisa;
    • a NASA pode estar estudando tecnologias relacionadas ao legado do Blackbird;
    • ou pode existir algum projeto mais amplo relacionado à nova geração de aeronaves experimentais.

Nenhuma dessas hipóteses foi confirmada pela NASA como sendo o motivo da retirada do 844.

EUA avançam na América do Sul e colocam até US$ 7 bilhões na Argentina para exploração mineral e infraestrutura

Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de cooperação financeira com a Argentina que pode mobilizar até US$ 7 bilhões até 2027, em uma iniciativa voltada principalmente para setores considerados estratégicos pelos dois países.

O acordo foi firmado pelo Export-Import Bank dos Estados Unidos (EXIM) e pelo governo argentino durante os eventos da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

O dinheiro não será entregue de uma única vez nem corresponde a um empréstimo de US$ 7 bilhões já liberado para o governo argentino. O que foi estabelecido é um marco de cooperação financeira, chamado U.S.-Argentina Build the Future Framework, que poderá apoiar diferentes projetos até 2027.

Entre as áreas incluídas estão minerais críticos, processamento mineral, segurança energética, modernização da rede elétrica, conectividade digital, sistemas de segurança, espaço comercial e tecnologias avançadas.

Por que os minerais argentinos interessam aos Estados Unidos?

A Argentina possui grandes reservas de minerais importantes para setores como baterias, veículos elétricos, eletrônica e tecnologias de alta complexidade. Entre os recursos que aparecem no radar estão principalmente lítio e cobre, além de outros minerais considerados estratégicos.

Para Washington, a questão não é apenas financiar novas minas. O objetivo também envolve aproximar esses projetos de fornecedores, equipamentos e tecnologias norte-americanas.

O próprio EXIM afirma que o acordo poderá apoiar o desenvolvimento e o processamento de minerais estratégicos argentinos por meio do uso de equipamentos, tecnologias e conhecimento técnico dos Estados Unidos.

Na prática, isso significa que uma mina argentina financiada dentro desse modelo pode acabar adquirindo parte relevante de seus equipamentos e serviços de empresas norte-americanas. O financiamento, portanto, funciona também como uma ferramenta para ampliar a presença dos Estados Unidos na cadeia de produção mineral.

Mas existe outro projeto ainda maior no pacote

Embora a mineração esteja entre os setores estratégicos do acordo, existe um detalhe que ajuda a dimensionar o anúncio: uma parcela significativa do financiamento está relacionada ao setor de gás natural liquefeito.

O projeto Argentina LNG, ligado à YPF e seus parceiros, aparece associado a uma proposta de financiamento de aproximadamente US$ 6 bilhões do EXIM. A iniciativa faz parte do chamado Corredor Andes-Atlântico, concebido para conectar regiões produtoras de petróleo, gás e minerais aos portos argentinos no Atlântico.

Homem ferido em atentado contra Donald Trump morre devido a complicações dos ferimentos!

James Copenhaver, um dos dois espectadores gravemente feridos durante a tentativa de assassinato de Donald Trump em julho de 2024, morreu aos 76 anos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, por familiares e confirmada por diferentes veículos americanos.

Copenhaver estava no comício realizado em Butler, na Pensilvânia, quando o atirador Thomas Matthew Crooks abriu fogo contra Trump. Copenhaver foi atingido duas vezes, uma no braço e outra no abdômen, e precisou passar por tratamento e cirurgias. Segundo relatos recentes, ele continuava convivendo com consequências permanentes dos ferimentos, inclusive fragmentos de projéteis que permaneceram em seu corpo.

O atentado de Butler

O ataque ocorreu em 13 de julho de 2024. Thomas Matthew Crooks disparou contra o então candidato republicano durante um comício ao ar livre. Trump foi atingido de raspão na orelha, enquanto três pessoas da plateia foram baleadas.

IMPRESSIONANTE!! Imagens mostrando a reação da equipe de contra-atiradores do Serviço Secreto dos EUA que eliminou o atirador, o momento em que os tiros soaram no comício da campanha Trump em Butler, Pensilvânia.

Corey Comperatore, de 50 anos, morreu no local. David Dutch e James Copenhaver ficaram gravemente feridos. O atirador foi morto por um agente de contra-atiradores do Serviço Secreto pouco depois de iniciar os disparos.

Copenhaver chegou a receber alta hospitalar ainda em julho de 2024 e iniciou um longo processo de recuperação. Na época, imagens feitas por ele próprio mostraram uma pessoa se movimentando no telhado de onde Crooks posteriormente efetuaria os disparos.

A morte ocorre mais de dois anos depois do atentado

A informação sobre a causa exata da morte ainda não está completamente esclarecida. A Fox News informou que Copenhaver morreu após complicações relacionadas aos ferimentos, mas autoridades locais disseram que a causa oficial ainda não havia sido divulgada.

Relatos apontam que ele continuava enfrentando problemas decorrentes do episódio, mas a causa médica definitiva ainda depende de confirmação.

Trump e Xi Jinping se encontram na Casa Branca em reunião marcada por comércio, IA e tensões geopolíticas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, se reuniram nesta quinta-feira (24) no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.

O encontro faz parte da visita oficial de três dias de Xi aos Estados Unidos e ocorre em um momento de forte competição entre as duas maiores economias do mundo. Entre os principais assuntos previstos estão comércio, inteligência artificial, Taiwan e a guerra envolvendo o Irã.

A reunião foi precedida por uma cerimônia militar de grande porte na Casa Branca, com participação de centenas de militares americanos, apresentações de unidades das Forças Armadas e sobrevoo de aeronaves.

A própria Casa Branca havia anunciado que a recepção incluiria uma cerimônia de Estado e um sobrevoo de um B-2 Spirit acompanhado por quatro F-22 Raptors.

Apesar do clima de aproximação, os temas discutidos são complexos. Washington e Pequim continuam divergindo sobre tarifas, tecnologia, minerais estratégicos e Taiwan, enquanto a atual trégua comercial entre os dois países tem prazo para terminar em novembro.

A inteligência artificial também ganhou destaque: Trump e Xi afirmaram a importância de manter o desenvolvimento da tecnologia sob controle humano e ampliar a comunicação entre os dois países.

Trump afirmou ter construído uma “grande e verdadeira amizade” com Xi, enquanto o líder chinês defendeu maior cooperação e diálogo entre as duas potências. Esta é a primeira visita de Xi a Washington desde 2015, transformando o encontro em um dos principais eventos diplomáticos do ano para a relação entre Estados Unidos e China.

Apesar das imagens de proximidade e da grande cerimônia, ainda não está claro se a reunião produzirá acordos concretos sobre os principais pontos de conflito. A desconfiança acumulada entre Washington e Pequim dificulta avanços significativos, especialmente em áreas estratégicas como tecnologia, comércio e segurança.

15 países do Escudo das Américas anunciam sanções coletivas contra PCC e CV – Brasil fica de fora!

Quinze governos do continente anunciaram nesta terça-feira (22), à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a primeira ação conjunta do Escudo das Américas contra 24 grupos classificados como narcoterroristas.

Na lista estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções criminosas do Brasil. O governo brasileiro não assinou o comunicado.

A informação foi detalhada pelo jornalista Paulo Figueiredo, exilado político nos EUA, em sua conta no X. O comunicado conjunto, divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em conjunto com os demais países, prevê que cada governo aplique, segundo sua própria legislação, congelamento de bens, restrição de vistos e imigração, e responsabilidade criminal a quem der apoio material, inclusive logístico, a esses grupos.

Esse movimento derruba todas as narrativas em torno dos “riscos” em classificar grupos criminosos como narcoterroristas. Entre as principais justificativas do governo brasileiro está na possibilidade dos EUA invadirem ou lançarem alguma ofensiva contra o país.

Assinam o texto Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Brasil e México ficaram de fora. A foto do encontro reúne governos alinhados a Washington.

Donald Trump lançou a coalizão em março, em Miami, como uma aliança de segurança contra cartéis e o que o governo americano chama de narcoterrorismo. Desde então o grupo incorporou Colômbia e Peru. O Brasil ficou de fora desde o início e permanece de fora agora, quando a iniciativa sai do papel e passa à primeira operação conjunta.

EUA planejam reabrir duas bases militares na Groenlândia em meio a novo acordo de segurança

Os Estados Unidos planejam ampliar significativamente sua presença militar na Groenlândia com a reabertura de uma antiga base da Guerra Fria e a instalação de uma nova presença militar no leste da ilha. A informação foi divulgada pela Reuters nesta segunda-feira (21), com base em relatos de três pessoas familiarizadas com as negociações.

A movimentação ocorre no contexto de um novo acordo de segurança que Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia devem assinar nesta terça-feira (22), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O texto completo do acordo ainda não foi divulgado, e os detalhes permanecem em negociação até a assinatura.

As duas posições estratégicas

A primeira é Narsarsuaq, no sul da Groenlândia. O local abrigou a antiga base americana Bluie West One, utilizada durante a Guerra Fria e fechada pelos Estados Unidos na década de 1950.

A segunda é Mestersvig, na costa leste. Atualmente, a região é utilizada pela Patrulha Sirius, uma unidade das forças especiais dinamarquesas que realiza operações de vigilância no Ártico utilizando trenós puxados por cães.

Na prática, a medida representa uma retomada de instalações militares americanas em uma região que já teve uma presença muito maior de Washington.

Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a manter 17 instalações militares e mais de 10 mil militares na Groenlândia. Atualmente, a presença americana permanente está concentrada principalmente na Base Espacial de Pituffik, no noroeste da ilha, onde permanecem cerca de 150 militares americanos, segundo a Reuters.

A importância da Groenlândia frente às ameaças ao norte

A Groenlândia está localizada entre a América do Norte, o Atlântico Norte e o Ártico. Sua posição permite monitorar uma das principais áreas de aproximação entre a América do Norte, a Europa e o Polo Norte.

Mapa das atividades chineses na região do Círculo Polar Ártico. Imagem: Google, USNIC, NGA, OSM-Boundaries

Além disso, o derretimento do gelo no Ártico vem aumentando o interesse estratégico pelas rotas marítimas e pelos recursos naturais da região.

É justamente essa combinação, posição geográfica, defesa aérea, vigilância espacial, rotas marítimas e recursos naturais, que tornou a Groenlândia um território de crescente importância para Estados Unidos, Rússia, China e países europeus.

A presença americana na região, portanto, não representa apenas uma questão relacionada à Groenlândia. Ela está diretamente ligada à estratégia de segurança do Ártico e do Atlântico Norte.

EUA liberam possível venda de US$ 2,68 bilhões para modernizar a defesa aérea da Ucrânia

Os Estados Unidos deram um novo passo para ampliar a capacidade de defesa aérea da Ucrânia. O Departamento de Estado americano aprovou uma possível venda militar estimada em US$ 2,68 bilhões, envolvendo sistemas, equipamentos, atualizações, desenvolvimento e serviços relacionados à defesa contra ataques aéreos e de mísseis. A informação foi divulgada em uma notificação enviada ao Congresso americano na sexta-feira, 18 de setembro.

O anúncio ocorre em um momento particularmente importante para Kiev. A Ucrânia enfrenta uma campanha russa cada vez mais intensa de ataques com drones e mísseis, enquanto seus estoques de interceptadores para sistemas ocidentais, especialmente os Patriot, permanecem sob forte pressão.

A Reuters informou recentemente que Moscou vem utilizando também mísseis de menor custo em ataques, numa estratégia que pode aumentar o desgaste das defesas ucranianas.

O que está por trás dos US$ 2,7 bilhões?

É importante entender que o anúncio não significa que a Ucrânia receberá imediatamente US$ 2,7 bilhões em armas prontas.

Trata-se de uma autorização para uma possível venda militar. O pacote inclui desenvolvimento e atualização de capacidades de defesa aérea, além de equipamentos e serviços associados.

O valor divulgado representa uma estimativa máxima do programa, e o custo final pode ser diferente dependendo das negociações, dos requisitos e dos contratos que eventualmente forem assinados.

Esse tipo de procedimento faz parte do sistema americano de Foreign Military Sales, pelo qual Washington autoriza e estrutura possíveis vendas de equipamentos e serviços militares a governos estrangeiros.

Para a Ucrânia, o financiamento também tem uma característica importante: segundo a notificação americana, o eventual acordo seria financiado por contribuições europeias e recursos de Foreign Military Financing (FMF) dos Estados Unidos que foram apropriados durante a administração do ex-presidente Joe Biden.

Ou seja, a autorização atual não deve ser interpretada simplesmente como um novo cheque de US$ 2,7 bilhões saindo diretamente dos cofres americanos para Kiev.

A importância de da defesa aérea

A guerra na Ucrânia mostrou que proteger cidades e infraestrutura contra ataques aéreos é tão importante quanto possuir tropas e blindados no campo de batalha.

A Rússia utiliza uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, armas hipersônicas e grandes quantidades de drones. Isso obriga a Ucrânia a gastar constantemente seus interceptadores para tentar impedir que essas armas atinjam centros urbanos, instalações militares, infraestrutura energética e outros alvos.

O problema é que um sistema de defesa aérea sofisticado não funciona apenas com o lançador. É necessário manter radares, centros de comando, softwares, veículos, peças de reposição, treinamento e, principalmente, uma quantidade suficiente de mísseis interceptadores.

Patriot continua sendo peça central

Os sistemas Patriot estão entre os recursos mais importantes utilizados pela Ucrânia contra ameaças de maior complexidade, especialmente mísseis balísticos.

A Ucrânia não enfrenta apenas a necessidade de receber mais lançadores e mísseis. Ela precisa manter uma arquitetura completa funcionando durante uma guerra prolongada: radares detectam as ameaças, sistemas de comando processam as informações, lançadores realizam as interceptações e uma enorme estrutura logística mantém tudo operacional.

O Governo da Ucrânia solicitou a compra dos seguintes itens de equipamentos de defesa não essenciais:

Mísseis clones do S-300; mísseis GAM-67; sistemas de mísseis de defesa aérea guiados a laser de longo alcance; lançador transportador-erector improvisado 1.5; kits de modificação de sistemas de lançamento móveis; radares antiaéreos RPS 202; reboques de mastros erguíveis, grandes modificações e suporte de manutenção; peças de reposição, consumíveis e acessórios, e suporte de reparo e devolução; software; publicações; suporte de transporte; serviços de engenharia, técnicos e de suporte logístico do governo dos EUA e de contratados; e outros elementos relacionados à logística e ao suporte do programa.

O acordo já está fechado? Não. Esse é um dos pontos mais importantes da notícia. A decisão do Departamento de Estado americano representa uma aprovação de uma possível venda, e não a confirmação de que todo o pacote de US$ 2,7 bilhões já foi contratado ou entregue.

O processo ainda depende das etapas previstas no sistema americano de vendas militares ao exterior e das negociações necessárias para transformar a autorização em contratos efetivos.

A decisão atual abre caminho para uma possível operação de até US$ 2,7 bilhões destinada ao desenvolvimento e à modernização da defesa aérea ucraniana.

Como funciona o programa de financiamento estrangeiro U.S. Foreign Military Financing (FMF)?

O U.S. Foreign Military Financing (FMF) é um programa dos Estados Unidos que fornece financiamento, geralmente na forma de subsídios ou empréstimos conforme o mecanismo utilizado, para que países aliados possam adquirir equipamentos e serviços militares, principalmente de empresas americanas.

Os recursos são aprovados pelo governo e pelo Congresso dos EUA e usados para financiar compras, treinamento, manutenção e outras necessidades de defesa.

China aguarda ansiosa a venda de caças americanos F-35 à Arábia Saudita

A possível venda de 48 caças F-35 à Arábia Saudita entrou em uma zona de forte preocupação dentro do próprio governo dos Estados Unidos.

Documentos de inteligência norte-americanos indicam que a China poderia tentar obter informações ou tecnologia sensível do caça por meio da cooperação militar e tecnológica que mantém com Riad. Mesmo diante desses alertas, o governo Donald Trump decidiu avançar com o processo de venda, estimado em US$ 24,3 bilhões.sao mais de 43 anosd e tradição jurídica

O ponto central da preocupação americana não é apenas o avião em si, mas o que existe dentro dele. O F-35 reúne tecnologias consideradas altamente sensíveis, incluindo sensores avançados, sistemas de guerra eletrônica, comunicações seguras e recursos de vigilância.

Segundo informações citadas pelo New York Times, uma avaliação da Defense Intelligence Agency, a agência de inteligência do Pentágono, questionou se seria possível manter essas tecnologias protegidas em instalações sauditas diante da presença e da cooperação chinesa no país.

Um dos problemas identificados pelos analistas americanos é a presença chinesa na infraestrutura tecnológica da Arábia Saudita. Empresas como Huawei e ZTE fornecem equipamentos de telecomunicações utilizados no país, e os documentos de inteligência levantaram dúvidas sobre a segurança de redes e instalações que poderiam abrigar sistemas relacionados aos F-35. A avaliação também questiona o acesso de militares e integrantes dos serviços de inteligência chineses a bases sauditas.

Existe ainda um segundo elemento que torna a situação mais delicada: a própria cooperação militar entre China e Arábia Saudita. Riad não depende exclusivamente dos Estados Unidos para desenvolver suas capacidades de defesa.

O país também adquiriu mísseis balísticos chineses e recebeu assistência de Pequim para desenvolver capacidade própria de produção e operação desses sistemas. Para Washington, essa aproximação aumenta o risco de que tecnologias americanas extremamente avançadas acabem ficando mais expostas.

O caso Turquia

Um precedente importante para entender a preocupação atual de Washington é o caso da Turquia com o sistema russo S-400. Ancara comprou e recebeu o sistema apesar dos alertas dos Estados Unidos de que sua operação poderia comprometer a segurança de tecnologias militares americanas e criar riscos para o programa F-35.

File:Заступление на боевое дежурство ЗРК С-400 «Триумф» в Солнечногорске 07.jpg
S-400 russo. Foto: mil.ru/Ekaterina Smola/CC

Em 2019, Washington iniciou a retirada da Turquia do programa, afirmando que o S-400 e o F-35 eram incompatíveis, e, em 2020, impôs sanções à Presidência da Indústria de Defesa turca com base na lei CAATSA.

A solução americana

A solução discutida nos documentos de inteligência passa por restrições de acesso. Uma das avaliações citadas pelo New York Times indica que somente militares e contratados americanos e sauditas deveriam ter acesso às áreas onde a tecnologia do F-35 estivesse instalada. Também foram levantadas questões sobre a necessidade de limitar contatos entre instalações militares sauditas e entidades militares ou de inteligência chinesas.

Outro ponto é a infraestrutura de telecomunicações. Os analistas americanos questionaram se Riad estaria disposto a retirar determinados equipamentos chineses de empresas como Huawei e ZTE de redes e instalações relacionadas à defesa.

Isso demonstra que a discussão sobre os F-35 vai muito além da compra dos aviões: envolve também quem controla as redes, os dados e o ambiente tecnológico no qual essas aeronaves serão utilizadas.

O Congresso americano agora terá um papel importante no processo. Os parlamentares receberam a notificação formal e possuem um período de análise antes que a venda possa avançar definitivamente.

Alguns congressistas já manifestaram oposição justamente por causa dos alertas da comunidade de inteligência. A legislação americana prevê mecanismos para que o Congresso tente bloquear uma venda desse tipo, embora o procedimento enfrente obstáculos políticos e legislativos significativos.

Trump aprova lei de sanções máximas contra Rússia e Irã – A Lei Lindsey Graham

Os Estados Unidos deram um novo passo para aumentar a pressão econômica sobre Rússia e Irã. O Congresso americano aprovou a Lei Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026 (Congressional Bill H.R. 5334), e o presidente Donald Trump sancionou a legislação nesta sexta-feira, 18 de setembro, transformando o pacote em lei.

A medida recebeu o nome do senador republicano Lindsey Graham, que morreu em julho e havia liderado as negociações para aprovar o projeto. A proposta passou pelo Senado em agosto por 86 votos a 11 e posteriormente foi aprovada pela Câmara dos Representantes por 262 votos a 159.

Na prática, a nova lei amplia os instrumentos disponíveis para Washington pressionar a Rússia e também mantém por mais tempo determinadas sanções contra o Irã.

Rússia no centro da nova legislação

O principal alvo do pacote é Moscou. A legislação prevê sanções contra autoridades russas, oligarcas, familiares de pessoas atingidas pelas medidas, bancos e outras instituições financeiras, além de integrantes da chamada “frota fantasma”, formada por navios utilizados para transportar petróleo e contornar restrições internacionais.

Mas existe outro elemento que pode ter consequências internacionais mais amplas.

A lei autoriza o presidente dos Estados Unidos a aplicar tarifas de até 100% sobre determinados produtos importados de países que estejam entre os principais compradores de petróleo ou gás russos ou que contribuam para mecanismos destinados a driblar as sanções contra Moscou.

A lei também abrange compradores da Rússia 

A legislação estabelece limites para a aplicação dessas tarifas, incluindo os principais países compradores de energia russa.

Isso significa que a pressão americana não fica restrita à Rússia. Dependendo da forma como a Casa Branca utilizar esses poderes, empresas e governos que continuam negociando energia com Moscou também podem ser afetados.

A Rússia continua utilizando suas exportações de energia como uma das principais fontes de receita para sustentar sua economia e financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

Por isso, a estratégia americana procura atingir não apenas quem vende o petróleo, mas também parte da cadeia internacional que permite que esses produtos continuem chegando ao mercado.

Irã também entra no pacote

Embora a Rússia seja o principal foco da nova legislação, o Irã também aparece de forma importante.

O texto estende por mais cinco anos o Iran Sanctions Act, legislação criada em 1996 e que restringe atividades relacionadas aos setores de energia e armamentos iranianos. A extensão evita que essas restrições expirem no final de 2026.

Com isso, Washington mantém uma estrutura legal de longo prazo para aplicar sanções relacionadas ao programa energético e às atividades militares do Irã.

China e Índia podem estar entre os países mais afetados

Um dos pontos mais sensíveis da nova lei é o impacto potencial sobre grandes compradores de petróleo russo.

China e Índia estão entre os principais compradores de petróleo russo, segundo análises citadas pela imprensa americana. Por isso, a possibilidade de aplicação de tarifas contra grandes compradores torna a legislação relevante não apenas para Washington e Moscou, mas também para as relações dos Estados Unidos com importantes economias asiáticas.

A legislação, entretanto, não determina automaticamente que todos esses países sofrerão uma tarifa de 100%. Ela dá ao presidente autoridade para aplicar determinadas medidas, cabendo à administração decidir como e quando utilizar esses instrumentos dentro dos limites estabelecidos pela lei.