Marco Rubio confirma que acesso da Ucrânia à Starlink depende de Elon Musk, e não da Casa Branca

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que as decisões sobre o acesso da Ucrânia à internet via satélite Starlink estão sob responsabilidade da SpaceX, empresa de Elon Musk, e não diretamente da Casa Branca. A declaração ocorre em meio a uma controvérsia sobre limitações de conectividade que, segundo relatos, prejudicaram operações militares ucranianas contra forças russas.

A discussão ganhou força após informações de que o serviço de comunicação por satélite teria sofrido restrições de velocidade, afetando o emprego de drones pelas forças de Kiev. O episódio levantou questionamentos sobre quem tomou a decisão, qual foi o papel do governo de Donald Trump e até que ponto uma empresa privada pode influenciar o funcionamento de recursos essenciais em uma guerra.

Em declarações divulgadas em 22 de outubro de 2026, Rubio sustentou que o uso dos equipamentos e as condições de acesso são determinados por acordos comerciais com a empresa. O posicionamento procura afastar a responsabilidade direta do governo americano, mas não encerra as divergências sobre a origem das restrições.

Starlink: por que a conexão é tão importante para a Ucrânia?

Desde o início da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022, a Ucrânia passou a utilizar amplamente a internet via satélite para manter comunicações em áreas onde as redes convencionais foram destruídas, danificadas ou se tornaram pouco confiáveis.

O Starlink, desenvolvido pela SpaceX, permite transmitir dados por meio de satélites em órbita terrestre. Na prática, isso ajuda unidades militares a trocar informações, coordenar operações e manter a comunicação mesmo em regiões próximas à linha de frente.

A conexão também pode ser utilizada em sistemas de drones. Esses equipamentos desempenham um papel central no conflito, tanto na vigilância quanto nos ataques e na interceptação de aeronaves não tripuladas empregadas pela Rússia.

Por isso, uma alteração técnica aparentemente limitada pode ter consequências relevantes no campo de batalha. Se um drone perde a conexão durante o voo, seus operadores podem enfrentar dificuldades para controlá-lo ou concluir uma missão.

O que provocou a controvérsia?

A discussão se intensificou depois de relatos de que terminais utilizados na Ucrânia passaram a enfrentar restrições de velocidade. Segundo autoridades ucranianas, o limite teria prejudicado especialmente drones interceptadores empregados contra aeronaves russas mais rápidas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as limitações afetaram a capacidade operacional de seus militares. A controvérsia também envolveu a possibilidade de que as restrições tivessem sido determinadas deliberadamente, hipótese contestada por representantes americanos.

Reportagens publicadas por veículos internacionais apresentaram versões divergentes sobre a origem da decisão. Informações atribuídas a fontes oficiais sugeriram envolvimento de integrantes do governo americano, enquanto a administração Trump negou ter ordenado a redução da velocidade do serviço.

Rubio afirmou não ter conhecimento de que o governo soubesse antecipadamente da decisão e argumentou que a questão era regida pelas condições comerciais estabelecidas pela empresa. Dessa forma, a principal divergência passou a envolver não apenas os efeitos das restrições, mas também quem tinha autoridade para determiná-las.

Starlink e Starshield não são a mesma coisa

Um dos pontos mais importantes para compreender o caso é a diferença entre Starlink e Starshield.

O Starlink é o serviço comercial de internet via satélite da SpaceX, utilizado por consumidores, empresas e também por organizações em zonas de conflito. Já o Starshield é uma solução voltada a aplicações governamentais e militares, com recursos destinados a comunicações e operações que exigem maior proteção de informações.

Rubio afirmou anteriormente que a Ucrânia não tinha acesso ao Starshield e que um eventual pedido de utilização do sistema militar estava em discussão. Segundo ele, a iniciativa ucraniana estaria relacionada à realização de ataques de maior profundidade contra alvos em território russo.

Essa distinção é relevante porque as informações sobre limitações no Starlink comercial e as discussões sobre o Starshield militar podem se referir a serviços, contratos e decisões diferentes. Tratar os dois sistemas como se fossem um único produto pode levar a conclusões equivocadas sobre o que foi restringido e quem controla cada modalidade de acesso.

Elon Musk ganhou influência estratégica sobre a guerra

O episódio evidencia uma questão que vai além da disputa entre Washington e Kiev: a dependência militar de tecnologias fornecidas por empresas privadas.

Embora governos mantenham o controle formal de suas políticas de defesa, companhias que operam satélites, redes de comunicação e sistemas digitais podem exercer influência concreta sobre as capacidades disponíveis em uma guerra.

No caso ucraniano, a relevância do Starlink transformou decisões técnicas e comerciais em um assunto de segurança nacional. Mudanças nas condições de utilização podem afetar comunicações, coordenação de tropas e operações com drones, mesmo sem uma intervenção militar direta.

Isso não significa, por si só, que Elon Musk tenha controle absoluto sobre a estratégia americana ou sobre todas as operações ucranianas. Significa que a dependência de uma infraestrutura privada pode criar vulnerabilidades quando não existem alternativas com capacidade equivalente.

O que acontece agora?

A controvérsia permanece centrada em três questões: a extensão real das restrições, a responsabilidade pela decisão e as condições sob as quais a Ucrânia poderá continuar utilizando os serviços de satélite.

Para Kiev, manter uma conexão confiável é fundamental para sustentar operações militares em um conflito no qual drones e comunicações digitais assumiram importância crescente. Para Washington, a discussão envolve a relação com a Ucrânia, a política de defesa e a influência de empresas privadas sobre recursos estratégicos.

A declaração de Rubio reforça a posição de que o acesso ao serviço depende das condições estabelecidas pela SpaceX. Entretanto, ela não resolve todas as dúvidas sobre a origem das limitações relatadas nem elimina as divergências entre as versões apresentadas por autoridades americanas e ucranianas.

O caso demonstra que, na guerra moderna, o controle da informação e das comunicações pode ser tão relevante quanto o emprego de armamentos. Quando uma força militar depende de uma rede privada para executar parte de suas operações, uma decisão empresarial pode adquirir consequências que ultrapassam o campo comercial e chegam diretamente ao campo de batalha.

EUA impõem sanções a banco estatal de Cuba por ligações financeiras com o Irã e ampliam pressão sobre Havana

Os Estados Unidos anunciaram, em 15 de outubro de 2026, novas sanções contra o Banco Internacional de Comércio S.A. (BICSA), uma instituição financeira estatal cubana acusada de prestar serviços ao banco iraniano Karafarin, alvo de restrições norte-americanas desde 2020. A medida faz parte da estratégia do governo de Donald Trump para restringir as redes financeiras ligadas ao Irã e aumentar a pressão econômica sobre o governo cubano.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou que o banco cubano mantém relações financeiras com a instituição iraniana desde pelo menos 2022. Segundo Washington, a decisão busca interromper conexões econômicas que poderiam beneficiar governos considerados adversários dos Estados Unidos. A acusação foi apresentada pelo Departamento de Estado, mas não significa, por si só, que todas as operações do BICSA sejam ilícitas.

As sanções foram anunciadas em coordenação com outras medidas do Departamento do Tesouro norte-americano contra integrantes da rede financeira iraniana. A iniciativa demonstra que Washington pretende atingir não apenas instituições diretamente ligadas a Teerã, mas também organizações estrangeiras que, segundo as autoridades americanas, prestem serviços a entidades já sancionadas.

Na prática, a inclusão do BICSA na lista de sanções bloqueia seus bens e interesses patrimoniais sujeitos à jurisdição dos Estados Unidos. Cidadãos e empresas norte-americanas ficam, em regra, proibidos de realizar transações com o banco, salvo quando houver autorização ou alguma exceção legal aplicável. A medida também pode alcançar empresas controladas em pelo menos 50% por pessoas ou entidades bloqueadas.

O impacto, porém, não se limita às fronteiras norte-americanas. O governo dos Estados Unidos advertiu que instituições financeiras e empresas estrangeiras também podem ficar sujeitas a sanções caso realizem determinadas operações com entidades designadas ou atuem em setores cubanos abrangidos pelas restrições. Isso pode levar bancos internacionais a evitar transações envolvendo o BICSA, mesmo quando não estejam diretamente sujeitos à legislação norte-americana, por receio de perder acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos.

Esse efeito indireto é uma das principais ferramentas da política de sanções de Washington. Como o dólar ocupa posição central no comércio internacional, o risco de sofrer restrições pode fazer com que instituições de outros países limitem suas relações com os alvos das medidas. Para Cuba, que enfrenta dificuldades econômicas e limitações no acesso a financiamento externo, a possibilidade de perder canais bancários representa mais um obstáculo às operações comerciais internacionais.

Marco Rubio adotou um tom duro ao justificar a decisão. O secretário acusou o governo cubano de permitir que o país funcione como uma plataforma para a atuação de governos e organizações hostis aos interesses norte-americanos, citando especificamente o Irã. Ele também afirmou que Washington continuará tentando identificar e interromper as conexões financeiras e de segurança entre Havana, Teerã e outros atores considerados adversários.

A posição norte-americana está vinculada à política mais ampla de endurecimento contra Cuba. As sanções foram aplicadas com base na Ordem Executiva 14404, assinada por Trump em maio de 2026, que autoriza medidas contra pessoas e entidades relacionadas a setores da economia cubana e a atividades que o governo americano considera ameaças à sua segurança nacional ou associadas à repressão interna.

O governo cubano, por sua vez, rejeitou a medida. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, classificou a decisão como agressiva e defendeu a legitimidade das operações do BICSA. Segundo ele, as restrições fazem parte de uma estratégia para agravar as dificuldades econômicas da população cubana e reduzir ainda mais as possibilidades de o país realizar transações com o exterior.

A medida reforça, portanto, a estratégia de Donald Trump de utilizar o sistema financeiro internacional como instrumento de pressão geopolítica. Para Cuba, o novo episódio representa mais um desafio em um cenário de dificuldades econômicas e crescente tensão com Washington. Para os Estados Unidos, trata-se de uma tentativa de enfraquecer as conexões financeiras que, segundo o governo, ajudam a sustentar a atuação de países considerados adversários. O alcance real dessa iniciativa dependerá, sobretudo, da capacidade de Washington de fazer com que as restrições produzam efeitos também fora de seu próprio território.

Donald Trump afasta embaixadora dos EUA e ex-noiva de Trump Jr. na Grécia por suspeita de tráfico de influência

A Casa Branca pediu, nesta terça-feira (13), a renúncia de Kimberly Guilfoyle, embaixadora dos Estados Unidos na Grécia, após uma série de reportagens levantar suspeitas de que ela teria oferecido acesso a integrantes do governo de Donald Trump em troca de dinheiro, presentes e favores. O caso provocou questionamentos em Washington e colocou sob pressão uma diplomata que mantém vínculos com o círculo político do presidente americano.

O anúncio foi feito pela secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, durante uma entrevista coletiva. A decisão ocorreu um dia depois de Trump afirmar que avaliava demitir Guilfoyle e demonstrar insatisfação com as informações divulgadas pela imprensa.

“Pedimos à embaixadora Guilfoyle que renuncie”, declarou Zacharia, acrescentando que a diplomata havia sido um importante integrante da equipe e que o governo lhe desejava sucesso.

O episódio ganhou repercussão por envolver uma representante americana em um país estrategicamente importante para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Além das consequências políticas para Guilfoyle, as denúncias levantam dúvidas sobre a relação entre interesses privados, influência política e o exercício de funções diplomáticas.

Denúncias envolvem dinheiro e acesso ao governo Trump

As suspeitas vieram à tona após reportagens do jornal americano The Wall Street Journal, que começaram a ser publicadas no mês anterior. Segundo o veículo, Guilfoyle teria utilizado suas conexões políticas para buscar vantagens financeiras e favorecer interesses empresariais.

Uma das acusações mais graves foi apresentada pelo empresário americano Eric Deters. Ele afirmou ao jornal que Guilfoyle teria solicitado dinheiro para quitar uma fatura de cartão de crédito de US$ 100 mil, oferecendo, em contrapartida, acesso a integrantes do governo Trump.

Deters também relatou que a proposta teria ocorrido antes da confirmação de Guilfoyle para o cargo de embaixadora. O empresário afirmou que não transferiu o dinheiro solicitado.

Os advogados da diplomata contestaram as acusações. Em declarações à CNN americana, a defesa sustentou que Deters tinha valores pendentes por serviços profissionais prestados por Guilfoyle, incluindo palestras e consultoria. Segundo os advogados, cobrar por trabalhos realizados não constitui corrupção, e as alegações do empresário seriam falsas.

Outra reportagem apontou a proximidade de Guilfoyle com um lobista ligado a uma empresa grega do setor energético e sua suposta atuação em favor dos interesses da companhia. Também foram divulgadas informações sobre gravações nas quais ela teria comentado suas relações com empresários gregos influentes enquanto buscava um convite para um jantar em Davos, na Suíça, em homenagem a Eric Trump, filho do presidente americano.

As acusações não devem ser tratadas como fatos comprovados. Guilfoyle nega ter cometido irregularidades, e a existência de denúncias não equivale, por si só, à comprovação de um crime.

Trump muda o tom após as denúncias

A saída de Guilfoyle representa um revés para uma figura conhecida do movimento político de Trump e próxima de sua família. Ela foi noiva de Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente, antes de assumir a representação diplomática americana na Grécia.

Na segunda-feira (12), Trump indicou que estudava afastá-la. No dia seguinte, ao comentar o caso, afirmou que ela vinha desempenhando um bom trabalho, mas que a administração estava insatisfeita com o que havia sido divulgado.

A declaração sinalizou que, apesar dos vínculos políticos de Guilfoyle, as denúncias passaram a representar um problema para o governo americano.

A diplomata, por sua vez, publicou uma mensagem na rede social X na qual reafirmou seu respeito por Trump e pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Ela também classificou as acusações como falsas e disse que pretende defender vigorosamente seu nome, sua reputação e sua integridade.

Paralelamente, reportagens da imprensa americana apontaram que o órgão de fiscalização interna do Departamento de Estado estava examinando reclamações de funcionários da embaixada em Atenas relacionadas à conduta da diplomata.

O tour de Marco Rubio contra as drogas e a influência da China na América: Peru se torna o novo aliado

A viagem do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à Colômbia, ao Equador e ao Peru, entre 8 e 10 de setembro, mostra que Washington está tentando ampliar sua presença política, econômica e de segurança no noroeste da América do Sul. A agenda oficial envolve combate ao narcotráfico, migração e comércio, mas os encontros também têm um componente estratégico: reduzir a dependência desses países em relação à China em setores considerados importantes para os Estados Unidos.

No Peru, a presidente Keiko Fujimori anunciou a entrada do país no “Escudo das Américas”, uma coalizão liderada pelos EUA para aumentar o compartilhamento de informações e a cooperação contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras. A medida aproxima ainda mais Lima de Washington em segurança.

O Peru também ganhou importância estratégica por causa de suas grandes reservas de cobre e da crescente presença chinesa em sua infraestrutura. O país é um dos maiores produtores mundiais do metal, utilizado em eletrônicos, redes elétricas, veículos e equipamentos industriais.

Além disso, a China possui participação estratégica no porto de Chancay, no litoral peruano, e presença em empresas importantes do setor elétrico.

Possíveis interesses econômicos dos Estados Unidos

A aproximação de Washington com Peru, Colômbia e Equador também envolve interesses econômicos estratégicos.

No Peru, um dos principais focos está no cobre, mineral essencial para a fabricação de equipamentos eletrônicos, veículos elétricos, redes de transmissão de energia e sistemas industriais.

Como um dos maiores produtores mundiais, o país ganhou importância em um momento em que os Estados Unidos buscam diversificar suas cadeias de fornecimento e reduzir a dependência de fornecedores ligados à China. A infraestrutura peruana também chama a atenção de Washington, especialmente os portos de Callao e Chancay, que podem ampliar a importância do país como centro logístico no Pacífico.

Na Colômbia, os interesses americanos passam pela exploração e pelo processamento de minerais críticos, além de energia e novas tecnologias. Washington busca estimular cadeias de produção que incluam mineração, processamento e financiamento fora da esfera de influência chinesa.

A cooperação em energia nuclear civil também pode abrir espaço para empresas americanas em projetos de geração de energia e fornecimento de tecnologia.

Já no Equador, os Estados Unidos têm interesse em ampliar sua presença comercial e de investimentos em setores como energia, mineração, infraestrutura e logística.

A posição geográfica do país, voltada para o Pacífico, aumenta sua importância para as rotas comerciais regionais. Ao mesmo tempo, o forte relacionamento econômico entre Quito e Pequim cria uma disputa por espaço que vai além da questão comercial.

No conjunto, a estratégia americana busca garantir acesso a recursos naturais considerados estratégicos, ampliar oportunidades para empresas dos Estados Unidos e fortalecer cadeias de fornecimento alternativas às dominadas pela China.

A segurança, portanto, aparece como apenas uma parte de uma agenda mais ampla, na qual comércio, infraestrutura, energia e minerais críticos estão diretamente ligados à competição geopolítica entre Washington e Pequim.

Um objetivo estratégico: conter a influência chinesa

Esse é provavelmente o ponto que conecta as três visitas. Washington não está olhando apenas para drogas e segurança. Está tentando impedir que a China se torne a principal potência econômica e estratégica do norte da América do Sul.

Na Colômbia, os EUA avançaram justamente em dois setores nos quais a competição com Pequim é importante: minerais críticos e energia nuclear. O acordo prevê cooperação para mineração, processamento, reciclagem, financiamento e diversificação das cadeias de fornecimento.

No Equador, a situação é diferente. O país possui um acordo comercial com a China e mantém relações econômicas importantes com Pequim. Por isso, aumentar a presença americana significa disputar espaço econômico sem necessariamente romper os vínculos equatorianos com os chineses.

No Peru, a disputa é ainda mais evidente. O porto de Chancay, construído e operado com participação chinesa, pode se transformar em um importante ponto de conexão entre a América do Sul e a Ásia. Rubio já criticou a influência chinesa no país e questionou investimentos de empresas ligadas ao governo de Pequim.

Os Estados Unidos querem que os países latino-americanos continuem negociando com a China, mas Washington tenta garantir que infraestrutura, minerais estratégicos, energia, tecnologia e segurança não fiquem excessivamente concentrados nas mãos de Pequim.

URGENTE!! Senador americano acaba de declarar: “Plano de Paz de 28 pontos” não era de Donald Trump, pasmem… era da RÚSSIA!!

Em um desenvolvimento chocante divulgado minutos atrás pelo jornalista e correspondente internacional Nick Schifrin, do PBS NewsHour, surge o que pode ser o maior escândalo nas negociações de paz para encerrar a Guerra na Ucrânia.

De acordo com Schifrin, que cobriu o Fórum Internacional de Segurança de Halifax, no Canadá, o suposto “plano de 28 pontos” amplamente noticiado, que inclui concessões territoriais ucranianas, limites ao tamanho de seu exército e restrições à presença da OTAN, não é uma proposta oficial dos EUA. Em vez disso, trata-se de uma “lista de desejos” russa, vazada intencionalmente para a imprensa.

O secretário de Estado Marco Rubio teria esclarecido isso em ligações urgentes a senadores americanos, enfatizando que o documento foi entregue a um representante dos EUA como uma proposta inicial russa, e não como posição oficial de Washington.

O senador republicano Mike Rounds, da Dakota do Sul, confirmou a Schifrin que Rubio o contatou diretamente, afirmando: “Foi muito claro para nós que se trata de uma proposta entregue a um de nossos representantes. É uma oportunidade para recebê-la e transmiti-la aos ucranianos, que terão chance de responder.”

Rounds, presente no fórum, destacou que o plano não reflete a visão do governo Trump, mas sim interesses russos, e que Rubio autorizou os senadores a divulgarem a conversa para evitar mal-entendidos.

De acordo com as falas do Senador:

“Marco Rubio nos telefonou esta tarde. Acho que ele deixou bem claro que recebemos uma proposta que foi entregue a um de nossos representantes. Não é nossa recomendação, não é nosso plano de paz. É uma proposta que recebemos. E, como intermediários, providenciamos o compartilhamento dela. E não a divulgamos. Ela vazou. Não foi divulgada por nossos membros ou nossos representantes… Esta é uma oportunidade de recebê-la, e ela foi utilizada e entregue aos ucranianos, para que eles tenham a oportunidade de responder. E, ao fazer isso, temos agora um lado sendo apresentado e a oportunidade para o outro lado responder”.

Outros senadores, como o independente Angus King, do Maine, e a democrata Jeanne Shaheen, de New Hampshire, ecoaram o alerta: o documento é “essencialmente a lista de desejos dos russos” e contém termos “totalmente inaceitáveis” para a Ucrânia, como a cessão de territórios ocupados e proibições a tropas da OTAN.

King enfatizou que não se trata da posição oficial da administração, mas de uma manobra russa para pressionar Kiev.

Essa revelação ocorre em meio a uma escalada diplomática: Rubio viaja para Genebra para negociações com europeus e ucranianos, enquanto Trump, em declarações recentes, evitou negar o plano, mas insistiu em uma “paz realista”.

O vazamento pode complicar as tratativas, alimentando acusações de manipulação russa e questionando a credibilidade das negociações lideradas pelo enviado especial Steve Witkoff. Schifrin, conhecido por sua cobertura premiada sobre o conflito, alertou que isso representa um “golpe de relações públicas” de Moscou.

O Washington Post noticiou, na sexta-feira, que o plano de paz exigiria que a Ucrânia reduzisse drasticamente o tamanho de seu exército e cedesse vastas áreas de território à Rússia, incluindo Donetsk. Zelensky, com base no que disse à nação em um pronunciamento na sexta-feira, não se mostrou muito entusiasmado com o acordo.

O presidente Trump, ao falar com repórteres na manhã de sábado, não contestou as notícias de que estaria pressionando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a aceitar o acordo de paz até o Dia de Ação de Graças.

Ele disse que Zelensky, se não aceitar o acordo, que “lute até o fim”. Quando questionado por repórteres se aquela era sua “oferta final”, o presidente respondeu: “Não, gostaríamos de chegar à paz”.

Isso significa que o verdadeiro teor do suposto “acordo de paz de 28 pontos” nunca foi oficialmente apresentado ou endossado pelos Estados Unidos. O documento que circulou amplamente na imprensa e nas redes sociais não é uma proposta americana, mas sim uma lista de demandas russas entregue à delegação dos EUA como ponto de partida das negociações.

Portanto, tudo o que o público conhece até agora, incluindo concessões territoriais, limitações ao exército ucraniano e restrições à OTAN, reflete essencialmente os interesses de Moscou, não a posição oficial da administração Trump.

Até o momento, o conteúdo real do esboço de paz elaborado ou defendido pelos Estados Unidos permanece desconhecido do público e, segundo fontes do Departamento de Estado e senadores americanos, nunca foi formalmente apresentado como uma proposta oficial de Washington.

URGENTE!! Donald Trump recebeu opções militares para atacar a Venezuela nos próximos dias, revelam altos funcionários do governo para a CBS News

Altos funcionários militares apresentaram na quarta-feira ao presidente Trump opções atualizadas para possíveis operações na Venezuela , incluindo ataques terrestres, de acordo com diversas fontes familiarizadas com as reuniões na Casa Branca.

O secretário de Guerra, Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, e outros altos funcionários informaram o presidente sobre as opções militares para os próximos dias, disseram as fontes.

No entanto, nenhuma decisão final foi tomada, disseram duas fontes à CBS News.

Os porta-vozes da Casa Branca não se pronunciaram de imediato. Um porta-voz do Pentágono também se recusou a comentar.

As fontes disseram que a comunidade de inteligência dos EUA auxiliou no fornecimento de informações para possíveis operações. A Diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, não participou das discussões na Casa Branca porque estava retornando de uma viagem ao exterior. O Secretário de Estado, Marco Rubio, estava no Canadá participando da cúpula de ministros das Relações Exteriores do G7.

Marco Rubio se prepara para questionamentos e críticas de aliados na reunião do G7 no Canadá, em especial da França

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, poderá ser questionado por aliados sobre as operações militares americanas no Caribe durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G7 no Canadá, nesta quarta-feira, em meio a crescentes preocupações sobre se os ataques realizados por Washington violam o direito internacional.

As forças armadas dos EUA realizaram até agora pelo menos 19 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e na costa do Pacífico da América Latina, matando pelo menos 76 pessoas.

O ministro das Relações Exteriores francês criticou abertamente os ataques dos EUA na terça-feira, enquanto um alto funcionário europeu afirmou na quarta-feira que a reunião do G7 seria “o local ideal” para discutir as ações militares americanas, embora o assunto não constasse oficialmente da agenda.

“É aqui que devemos trocar opiniões sobre questões controversas – e o que os EUA estão fazendo no Caribe é preocupante para todos”, disse o funcionário europeu.

Os ministros das Relações Exteriores dos países mais ricos do G7 devem se reunir na manhã de quarta-feira para discutir segurança marítima.

“Observamos com preocupação as operações militares na região do Caribe, porque violam o direito internacional e porque a França tem presença nessa região por meio de seus territórios ultramarinos, onde reside mais de um milhão de nossos compatriotas”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, à margem da cúpula do G7.

Principal diplomata da Rússia declara: “Estou pronto para me encontrar com Rubio!”

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse no domingo que estava pronto para se encontrar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mas que a Rússia não abandonaria suas condições fundamentais para o fim da guerra na Ucrânia .

Os esforços do presidente dos EUA, Donald Trump , para intermediar o fim da guerra na Ucrânia, o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, fracassaram até agora, e no mês passado ele cancelou abruptamente uma cúpula planejada com o presidente Vladimir Putin em Budapeste.

O Kremlin desmentiu na sexta-feira as notícias veiculadas pela mídia ocidental de que Lavrov teria se “desentendido” com Putin quando os planos para a cúpula fracassaram após o ministério de Lavrov enviar uma mensagem indicando que Moscou não estava disposta a ceder em suas exigências sobre a Ucrânia.

“O secretário de Estado Marco Rubio e eu entendemos a necessidade de comunicação regular”, disse Lavrov, ministro das Relações Exteriores de Putin desde 2004, à agência de notícias estatal RIA Novosti.

“É importante para discutir a questão ucraniana e promover a agenda bilateral. É por isso que nos comunicamos por telefone e estamos prontos para realizar reuniões presenciais quando necessário”, disse Lavrov.

Cúpula Trump-Putin acaba de ser suspensa após embate entre Marco Rubio e Sergei Lavrov por telefone!

Uma cúpula planejada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, foi suspensa na terça-feira, já que a rejeição de Moscou a um cessar-fogo imediato na Ucrânia lançou dúvidas sobre as tentativas de negociações.

Um alto funcionário da Casa Branca disse à Reuters que “não há planos para o presidente Trump se encontrar com o presidente Putin no futuro imediato”, depois que o secretário de Estado Marco Rubio e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, tiveram uma “chamada produtiva”, mas optaram por não se encontrar pessoalmente.

Trump anunciou na semana passada que ele e Putin se encontrariam em breve na Hungria para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia. Mas Putin não se mostrou disposto a considerar concessões.

Moscou há muito tempo exige que a Ucrânia concorde em ceder mais território antes de qualquer cessar-fogo.

Líderes europeus pediram a Washington na terça-feira que se mantenha firme na exigência de um cessar-fogo imediato na Ucrânia, com as atuais linhas de batalha servindo como base para quaisquer negociações futuras.

Trump, que falou por telefone com Putin na semana passada e se encontrou com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, esperava outra sessão de alto nível com o líder russo depois que a cúpula de agosto no Alasca não conseguiu avançar nas negociações.

Na Casa Branca, Mauro Vieira diz que reiterou pedido para reversão do tarifaço de 50%

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira que teve uma “conversa muito produtiva” com secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio.

O tarifaço de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros foi um dos principais temas, segundo o ministro.

Os dois estiveram juntos mais cedo, por cerca de 1h15, na Casa Branca. Na maior parte da conversa, assessores estiveram presentes. Mas, durante 20 minutos, Vieira e Rubio estiveram a sós.

A reunião entre Rubio e Vieira ocorre na semana seguinte ao telefonema entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump. O encontro ocorreu em meio às tratativas para uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Vieira afirmou que o encontro deve ocorrer “proximamente”, mas sem data nem local definidos.