“O Brasil quer prejudicar os EUA, então podemos aplicar sanções!”, diz Donald Trump

Em meio à crise econômica no Brasil decorrente do alto gasto público do governo, inflação alta, preços dos alimentos cada vez maiores e poder de compra menor, o presidente americano Donald Trump deve tomar uma medida que pode romper definitivamente o quadro econômico do país.

Donald Trump e o líder de esquerda do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, estão distantes ideologicamente, e há um profundo atrito entre Brasília e Instituições Judiciais com Elon Musk sobre o controle das mídias sociais..

Os Estados Unidos devem impor sanções tarifárias aos países que “prejudicarem” a América, disse o presidente Donald Trump, ao nomear China, Índia e Brasil como países com tarifas altas em desfavor dos norte-americanos.

Trump destacou que os EUA devem “impor tarifas a países e pessoas de fora que realmente querem nos prejudicar. Bem, eles querem nos prejudicar, mas basicamente querem tornar seu país bom”.

Poucos países foram mais afetados pelo aumento do dólar e dos rendimentos dos títulos dos EUA do que o Brasil. Mas o país tem algo a seu favor, enquanto o presidente Trump se prepara para cobrar tarifas punitivas sobre muitos dos principais parceiros comerciais dos EUA, é improvável que o Brasil esteja em sua linha de fogo protecionista no primeiro momento.

Segundo Putin, “veja o que os outros fazem. A China é uma tremenda criadora de tarifas, e a Índia e o Brasil e tantos outros países. Então não vamos deixar isso acontecer mais porque vamos colocar a América em primeiro lugar”.

Os EUA estabelecerão um “sistema muito justo, onde o dinheiro entrará em nossos cofres e a América será muito rica novamente”, acrescentando que isso acontecerá “muito rapidamente”, acrescentou Trump.

Referindo-se ao seu discurso de posse na semana passada, Trump disse: “Em vez de taxar nossos cidadãos para enriquecer nações estrangeiras, deveríamos tarifar e taxar nações estrangeiras para enriquecer nossos cidadãos”.

Anteriormente, Trump já havia falado sobre impor “tarifas de 100%” ao grupo BRICS, um bloco de países emergentes composto pelas principais nações Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, com novos membros adicionados em 1 de janeiro de 2024.

O modelo econômico proposto por Trump também incentiva que empresas estrangeiras montem as suas unidades nos EUA a fim de evitar tarifas. “Se você quiser parar de pagar impostos ou tarifas, terá que construir sua fábrica bem aqui nos Estados Unidos”, disse Trump.

O presidente destacou também o apoio principalmente para a indústria farmacêutica, de semicondutores e de aço.

Qual o quadro econômico entre EUA e Brasil?

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em comparação, o Brasil é o 18º maior exportador para os EUA. Os EUA são responsáveis por 11,97% do volume exportado ao Brasil, com cerca de US$ 40,3 bilhões.

Por outro lado, o Brasil consome mais produtos americanos do que exporta. Por exemplo, o Brasil importou R$ 40,5 bilhões em produtos dos EUA em 2024. Trata-se, portanto, de um déficit de US$ 253 milhões na balança comercial entre os dois países.

O Brasil não registra superávit comercial com os Estados Unidos desde 2007. No entanto, com sua economia e mercados em um momento delicado, o Brasil não pode ser complacente.

Qual foi o impacto das tarifas na relação entre EUA e Brasil?

O impacto das tarifas propostas e impostas pelo governo Trump sobre as relações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil foi significativo. As declarações de Trump, que incluíam a intenção de taxar produtos brasileiros, geraram preocupações sobre potenciais aumentos nos custos de importação e suas consequências no comércio bilateral.

Muitos analistas econômicos e parceiros comerciais dos EUA monitoravam de perto esses desenvolvimentos para entender melhor as possíveis repercussões.

O Brasil é mais uma vez o caso clássico de uma economia emergente. As condições financeiras são as mais apertadas desde 2016, segundo o Goldman Sachs, os rendimentos reais acima de 10% são os mais altos em mais de 15 anos, e sua moeda nunca esteve tão fraca.

O banco central tem buscado sustentar o real, aumentando as taxas em 100 pontos-base no mês passado e prometendo outros 200. O saldo fiscal primário do Brasil é saudável, mas o crescente ônus dos juros é um dreno nas finanças públicas.

O banco central também interveio pesadamente no mercado de câmbio para dar suporte ao real, gastando US$ 28 bilhões em reservas somente em dezembro. Isso foi 9% de suas reservas totais, a maior queda em 19 anos.

Nesse contexto, a ameaça de tarifas sobre produtos brasileiros gerou ainda mais ansiedade não apenas entre exportadores brasileiros, mas também entre importadores americanos que dependiam de produtos brasileiros, como commodities e manufaturados.

Os investidores, ansiosos, sacaram US$ 12,6 bilhões líquidos de fundos de dívida e ações em dezembro. Essa foi a segunda maior saída desde que a série do banco central começou em 1995.

Embora as tarifas não tenham sido implementadas imediatamente após as declarações de Trump, a incerteza trouxe volatilidade aos mercados financeiros, inclusive afetando o câmbio, com o dólar apresentando oscilações em relação ao real.

Em meio à crise econômica no Brasil, Ricardo Lewandowski volta atrás e diz: “Não queremos provocar os EUA!”

Em meio à crise econômica no Brasil decorrente do alto gasto público do governo, inflação alta, preços dos alimentos cada vez maiores e poder de compra menor, o risco de uma ruptura nas relações entre Brasil e EUA estava cada vez mais iminente.

O ministro da Justiça e da Segurança Púbica, Ricardo Lewandowski, disse nesta segunda-feira, 27 de janeiro, que o governo brasileiro “não quer provocar o governo americano”.

As falas de Lewandowski ocorreram após a crise criada pelo governo Lula em relação à deportação criminosos brasileiros pelo governo de Donald Trump.

De acordo com a Revista Veja, Lewandowski comentou a questão observando que os deportados estavam em “situação ilegal” e não respeitaram os direitos fundamentais das pessoas.

Ricardo Lewandowski declarou: “Não queremos provocar o governo americano, porque a deportação estava prevista em tratado. Mas, obviamente, essa deportação tem que ser feita com respeito aos direitos fundamentais das pessoas, sobretudo os que não são criminosos”.

No entanto, de acordo com as leis americanas e, propriamente, brasileiras, a imigração ilegal é considerada um crime penal e, como tal, deve ser tratada de acordo com a lei vigente.

China lança o DeepSeek, uma das maiores plataformas de programação de IA que abalou os EUA nesta segunda-feira

As ações dos EUA caíram acentuadamente na manhã de segunda-feira após um avanço surpreendente de uma empresa chinesa de inteligência artificial, a DeepSeek , que ameaçou a aura de invencibilidade que cerca a indústria de tecnologia dos Estados Unidos.

DeepSeek , uma startup de apenas um ano de existência, revelou uma capacidade impressionante na semana passada: apresentou um modelo de IA semelhante ao ChatGPT chamado R1, que tem todas as habilidades familiares, operando a uma fração do custo dos modelos de IA populares da OpenAI, Google ou Meta.

A empresa disse que gastou apenas US$ 5,6 milhões em poder de computação para seu modelo base, em comparação com as centenas de milhões ou bilhões de dólares que as empresas dos EUA gastam em suas tecnologias de IA.

Isso provocou uma onda de choque nos mercados, em particular no setor de tecnologia, na segunda-feira.

O S&P 500 caiu 1,4% e o Nasdaq, de alta tecnologia, caiu 2,3%. O Dow permaneceu inalterado. Os mercados estavam substancialmente mais baixos no início da sessão, mas os investidores podem ter julgado a liquidação um tanto exagerada.

O que é DeepSeek?

A empresa, fundada no final de 2023 pelo gestor de fundos de hedge chinês Liang Wenfeng, é uma das dezenas de startups que surgiram nos últimos anos em busca de grandes investimentos para surfar na enorme onda da IA ​​que levou o setor de tecnologia a novos patamares.

Liang se tornou o Sam Altman da China – um evangelista da tecnologia de IA e investimento em novas pesquisas. Seu fundo de hedge, High-Flyer, foca no desenvolvimento de IA.

Assim como outras startups de IA, incluindo Anthropic e Perplexity, a DeepSeek lançou vários modelos competitivos de IA no ano passado que capturaram alguma atenção da indústria. Seu modelo V3 aumentou alguma conscientização sobre a empresa, embora suas restrições de conteúdo em torno de tópicos sensíveis sobre o governo chinês e sua liderança tenham gerado dúvidas sobre sua viabilidade como concorrente da indústria, relatou o Wall Street Journal .

Mas o R1, que surgiu do nada quando foi revelado no final do ano passado, foi lançado na semana passada e ganhou atenção significativa esta semana quando a empresa revelou ao Journal seu custo de operação chocantemente baixo. E é de código aberto, o que significa que outras empresas podem testar e desenvolver o modelo para melhorá-lo.

O aplicativo DeepSeek subiu nas paradas da app store, ultrapassando o ChatGPT na segunda-feira, e foi baixado quase 2 milhões de vezes.

O que é Modelo R1 ou Deep-Seek-R11?

DeepSeek-R1 é um modelo de raciocínio de código aberto desenvolvido pela DeepSeek, uma empresa chinesa de IA, para abordar tarefas que exigem inferência lógica, resolução de problemas matemáticos e tomada de decisão em tempo real.

O que diferencia modelos de raciocínio como DeepSeek-R1 e o o1 da OpenAI dos modelos de linguagem tradicionais é sua capacidade de mostrar como chegaram a uma conclusão.

Com o DeepSeek-R1, você pode seguir sua lógica, tornando-a mais fácil de entender e, se necessário, desafiar sua saída. Essa capacidade dá aos modelos de raciocínio uma vantagem em campos onde os resultados precisam ser explicáveis, como pesquisa ou tomada de decisão complexa.

O que torna o DeepSeek-R1 particularmente competitivo e atraente é sua natureza de código aberto. Diferentemente de modelos proprietários, sua natureza de código aberto permite que desenvolvedores e pesquisadores o explorem, modifiquem e implantem dentro de certos limites técnicos, como requisitos de recursos.

Por que o DeepSeek é tão importante?

A IA é uma tecnologia que consome muita energia e é cara — tanto que os líderes tecnológicos mais poderosos dos Estados Unidos estão comprando empresas de energia nuclear para fornecer a eletricidade necessária para seus modelos de IA.

A Meta disse na semana passada que gastaria mais de US$ 65 bilhões este ano no desenvolvimento de IA. Sam Altman, CEO da OpenAI, disse no ano passado que a indústria de IA precisaria de trilhões de dólares em investimentos para dar suporte ao desenvolvimento de chips de alta demanda necessários para alimentar os data centers famintos por eletricidade que executam os modelos complexos do setor.

Trump não descarta o envio de operadores especiais atrás de cartéis de drogas mexicanos

Donald Trump está discutindo a ideia de enviar forças de operações especiais ao México para combater cartéis de drogas. Há um risco de que essas operações possam piorar as coisas, disseram especialistas.

Ao designar os cartéis mexicanos como “organizações terroristas estrangeiras” em 20 de janeiro, o presidente Donald Trump foi questionado por repórteres se ele consideraria enviar pessoal de operações especiais dos EUA para o México.

“Pode acontecer”, disse o presidente , observando que “coisas mais estranhas já aconteceram”.

Especialistas em cartéis e guerras disseram que enviar tropas militares para o México corre o risco de gerar instabilidade, que pode então cruzar a fronteira e chegar ao território dos EUA.

Exército Americano aguarda ansioso pela ordem de Donald Trump que proibirá transgêneros no serviço militar a partir de hoje

Espera-se que Trump assine três ordens executivas destinadas a reformular as forças armadas dos EUA, de acordo com dois funcionários da Casa Branca de Trump.

As ordens devem incluir a proibição de militares transgêneros, a eliminação de programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) nas forças armadas e a reintegração de militares que foram dispensados ​​por se recusarem a receber a vacina contra a COVID-19.

As ordens, que foram relatadas pela primeira vez pelo New York Post , vêm quando o indicado de Trump para liderar o Pentágono, Pete Hegseth, foi empossado como secretário de defesa no sábado. Hegseth há muito tempo declarou que planejava implementar grandes mudanças culturais nas forças armadas, incluindo o fim das práticas DEI e a remoção de membros do serviço “woke”.

URGENTE!! Trump assina ordem de retaliação contra a Colômbia que envolve sanções econômicas, diplomáticas e de exportação

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse minutos atrás que imporia fortes medidas de retaliação à Colômbia, incluindo tarifas, sanções e proibições de viagens depois que o país sul-americano recusou duas aeronaves militares dos EUA com migrantes sendo deportados como parte da repressão à imigração ILEGAL de Trump.

Trump disse que a ação do presidente colombiano Gustavo Petro colocou em risco a segurança nacional dos EUA e orientou seu governo a tomar medidas de retaliação.

Essas sanções incluem a imposição de tarifas de emergência de 25% sobre todas as mercadorias colombianas que chegam aos Estados Unidos, que subirão para 50% em uma semana; uma proibição de viagens e revogações de visto para funcionários do governo colombiano e seus aliados; imposição total do Tesouro de emergência, sanções bancárias e financeiras e inspeções aprimoradas de fronteira de cidadãos colombianos.

“Essas medidas são apenas o começo”, escreveu Trump no Truth Social. “Não permitiremos que o governo colombiano viole suas obrigações legais em relação à aceitação e retorno dos criminosos que eles forçaram aos Estados Unidos!”.

Gustavo Petro é um criminoso terrorista que virou Presidente da Colômbia

Aos 17 anos, Gustavo Petro entrou no grupo de extrema-esquerda guerrilheiro M-19 e sua participação no grupo marca toda a sua carreira política. Foi preso em 1985 por posse ilegal de armas, cumprindo pena de 18 meses na cadeia.

Por estar preso, Petro não participou de um dos ataques mais marcantes da história do M-19. Nos dias 6 e 7 de novembro de 1985, o grupo invadiu o Palácio da Justiça e fez mais de 300 pessoas reféns.

A tomada durou 28 horas e terminou em um confronto com o exército. A ação deixou mais de 100 mortos, entre ele o presidente da Suprema Corte, Alfonso Reyes Echandía.

Em paralelo a sua atuação na guerrilha, Petro se formou em Economia na Universidade Externado, em Bogotá. 

O grupo guerrilheiro se transformou em um partido político de extrema-esquerda em 1990, se tornando a Aliança Democrática M-19. Petro foi um dos fundadores.

A recusa da Colômbia e do México

A recusa da Colômbia em aceitar os voos é o segundo caso de uma nação latino-americana recusando voos de deportação militar dos EUA.

Petro condenou a prática, sugerindo que tratava os migrantes como criminosos. Em um post na plataforma de mídia social X, Petro disse que a Colômbia receberia migrantes deportados em aviões civis, dizendo que eles deveriam ser tratados com dignidade e respeito.

A decisão da Colômbia segue uma do México, que também recusou um pedido na semana passada para deixar uma aeronave militar dos EUA pousar com migrantes.

Governo Lula não reclamou das algemas nos milhares de deportados de Joe Biden

Entre 27 de janeiro de 2023 e 10 de janeiro de 2025, o Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, recebeu 3.660 brasileiros deportados dos Estados Unidos em 32 voos fretados pelo governo norte-americano.

As informações são da BH Airport, responsável pela administração do aeroporto, e foram divulgadas pelo Poder360.

De acordo com o jornal Revista Oeste, essas operações ocorreram durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o democrata Joe Biden ocupava a presidência dos EUA.

O primeiro voo de deportação de 2025 ainda sob regime de Biden chegou a Confins em 10 de janeiro, antes da posse de Trump. Depois da posse, o primeiro voo com deportados dos EUA chegou ao Brasil no sábado 25 e, em vez de pousar na cidade mineira, aterrissou em Manaus, devido a problemas técnicos.

Segundo a Revista Oeste, o governo Lula criticou o fato de os deportados terem chegado algemados no país e com os pés acorrentados, um procedimento padrão do governo dos EUA em voos com deportados para a segurança de todos.

Estados Unidos, 25/01/2025 - Migrantes deportados pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos embarcam em avião militar de volta ao Brasil. Foto: Casa Branca/Divulgação
Estados Unidos, 25/01/2025 – Migrantes deportados pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos embarcam em avião militar de volta ao Brasil. Foto: Casa Branca/Divulgação

Além das críticas do governo, o Ministro Ricardo Lewandowski, chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também criticou o uso de algemas, afirmando que foi “desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”.

Lewandowski determinou que os deportados fossem transferidos para Confins em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) sem algemas.

Vale destacar que esse comportamento do governo Lula não ocorreu em qualquer um dos 32 voos desde 2023, no governo Biden, e tampouco nos 17 voos que ocorreram depois da posse de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça, em fevereiro de 2024, segundo dados da Revista Oeste.

URGENTE!! CIA confirma: coronavírus foi originado de laboratório chinês!

A CIA agora acredita que o vírus responsável pela pandemia de COVID-19 provavelmente se originou de um laboratório, de acordo com uma avaliação divulgada neste sábado, 25 janeiro, que aponta o dedo para a China, mesmo reconhecendo que a agência de espionagem tem “baixa confiança” em sua própria conclusão.

A descoberta não é o resultado de nenhuma nova inteligência, e o relatório foi concluído a pedido do governo Biden e do ex-diretor da CIA William Burns. Foi desclassificado e liberado no sábado por ordem da escolha do presidente Donald Trump para liderar a agência, John Ratcliffe, que foi empossado na quinta-feira como diretor.

A descoberta diferenciada sugere que a agência acredita que a totalidade das evidências torna uma origem de laboratório mais provável do que uma origem natural.

Mas a avaliação da agência atribui um baixo grau de confiança a esta conclusão, sugerindo que a evidência é deficiente, inconclusiva ou contraditória.

Ricardo Lewandowski determina retirada de algemas de brasileiros deportados por Donald Trump

O ministro Ricardo Lewandowski, chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Lula, determinou que os brasileiros deportados dos Estados Unidos não estejam usando algemas a bordo de uma aeronave norte-americana que pousou em Manaus, no estado do Amazonas, na noite dessa sexta-feira, 24 de janeirro.

Segundo a Agência Brasil, “na manhã deste sábado, 25 de janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre uma tentativa de autoridades dos Estados Unidos de manter cidadãos brasileiros algemados durante o voo de deportação para o Brasil”, informou o Ministério da Justiça.

Em nota, acrescentou que o ministério tomou conhecimento da situação dos brasileiros pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues. O voo, que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, precisou fazer um pouso de emergência em Manaus devido a problemas técnicos.

“Por orientação de Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou a autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas”, reforçou o comunicado. “O ministro destacou ao presidente o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”, acrescenta a nota.

Enfatiza que, ao tomar conhecimento da situação, Lula determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os brasileiros até o destino final, “de modo a garantir que possam completar a viagem com dignidade e segurança.”

Com informações complementares de Agência Brasil. Acesse o link para mais detalhes.

Jair Bolsonaro chama Lula de “Fanfarrão” por não se posicionar contra ameaças de Nicolás Maduro em invadir Porto Rico com tropas brasileiras

Durante uma entrevista ao jornal Revista Oeste, o presidente Jair Bolsonaro chamou o líder do executivo Lula de “fanfarrão” por não se manifestar ou posicionar contra as ameaças de Nicolás Maduro que propôs usar tropas brasileiras para invadir Porto Rico, um território americano, para acabar com o “colonialismo americano” e o “fascismo”.

Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro durante entrevista para a Revista Oeste em 24 de janeiro de 2025. Foto: Reprodução/Youtube Revista Oeste

Membros do Cogresso Americano não gostaram das ameaças do Ditador Maduro, e o senador pela Flórida, Rick Scott, enviou uma carta endereçada a Lula pedindo que o presidente e o governo brasileiro respondam e rejeitem as ameaças contra os Estados Unidos por Nicolás Maduro.

Outro elemento gerador de tensão entre Brasil e Venezuela aconteceu em 22 de janeiro, quando ao menos 20 militares das Forças Bolivarianas do Ditador Maduro adentraram no território soberano do Brasil sem autorização.

De acordo com matéria de Luis Kawaguti ao jornal Gazeta do Povo, as tropas que adentraram no território brasileiro por Pacaraima, na região extremo norte do estado de Roraima, em 22 e 23 de janeiro, não tinham permissão para executar qualquer manobra militar ou trafegar com armamentos.

O Exército Brasileiro precisou mobilizar rapidamente suas tropas de fronteira em meio aos relatos de invasão de ao menos 20 militares com veículos fortemente armados em território soberano do Brasil.

Trata-se de flagrante violação territorial que poderia custar muito caro na estabilidade transfronteiriça entre Brasil e Venezuela, qualquer erro de cálculo poderia ocasionar um conflito físico entre as partes.

Segundo a Gazeta do Povo, a notável invasão militar venezuelana gerou alertas e tensõs sobre a possibilidade de uma invasão do ditador Nicolás Maduro, mesmo diante de um baixo contingente bolivariano.

Se realmente a entrada de tropas venezuelanas, mesmo que brevemente, no território do Brasil em Pacaraima (RR) ocorreu sem aviso prévio e aval do governo brasileiro sem dúvida alguma foi uma violação grave da Constituição Brasileira e da 7ª Conferência de Montevideo de 1933.

O artigo 21 da Constituição Federal, em seu inciso III, diz que compete à União “assegurar a defesa nacional”.

Até o momento o governo brasileiro liderado pelo presidente Lula não se manifestou.