Crime Humanitário! Houthis atacam navio e equipes civis de resgate no Mar Vermelho, seis mortos

Um ataque atribuído aos rebeldes houthis do Iêmen contra o navio de carga Tihamah no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, matou pelo menos seis pessoas na terça-feira, 11 de agosto.

O incidente incluiu um segundo ataque, conhecido como “double-tap”, enquanto equipes de resgate tentavam evacuar a tripulação, segundo o governo iemenita reconhecido internacionalmente no Iêmen Oriental.

O Tihamah, um pequeno cargueiro de bandeira tanzaniana e propriedade egípcia (cerca de 63 metros, construído em 2024), transportava suprimentos alimentares e mercadorias comerciais, de acordo com o Ministério dos Transportes do Iêmen Oriental.

As imagens e vídeos do ocorrido foram amplamente divulgadas por fontes árabes nas redes sociais:

Fontes da guarda costeira e oficiais militares iemenitas indicaram que a embarcação estava ancorada ou navegando perto da costa de al-Mokha, a nordeste da Ilha de Perim, quando foi atingida por mísseis balísticos.

A UK Maritime Trade Operations (UKMTO) e a empresa de segurança marítima Ambrey confirmaram o impacto de um projétil e a ocorrência de vítimas.

UKMTO WARNING 110-26

Quatro tripulantes morreram no primeiro ataque: três paquistaneses e um indonésio. Relatos indonésios confirmaram a morte de pelo menos um cidadão indonésio a bordo, com outros feridos.

Dois membros das equipes de resgate (forças da Resistência Nacional e guarda costeira iemenitas) foram mortos no segundo ataque, que ocorreu enquanto socorristas tentavam ajudar os sobreviventes. Cerca de dez pessoas ficaram feridas no total.

Os houthis reivindicaram o ataque, alegando que o navio transportava equipamento militar saudita, uma afirmação contestada pelo governo iemenita, que descreveu a embarcação como civil e ligada ao fornecimento de alimentos à população iemenita. Não houve confirmação imediata de resposta oficial da Arábia Saudita.

O ataque ocorre no contexto de um bloqueio naval declarado pelos houthis contra a Arábia Saudita no mês anterior, em meio à escalada do conflito regional e à guerra civil iemenita, que se intensificou após o início das hostilidades envolvendo EUA, Israel e Irã no início de 2026.

As mortes a bordo do Tihamah foram descritas como as primeiras em ataques houthis a navios desde o início dessa fase do conflito.

Crime Humanitário!

O Direito Internacional Humanitário (DIH), também conhecido como direito dos conflitos armados, aplica-se a este tipo de situação. Os principais instrumentos e regras relevantes incluem:

Princípio da distinção (Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra de 1949, artigos 48, 51 e 52; e direito consuetudinário): Partes em conflito devem distinguir entre combatentes/militares e civis/objetos civis. Ataques só podem ser dirigidos contra objetivos militares. Navios mercantes civis são, em regra, objetos civis protegidos, a menos que façam contribuição efetiva à ação militar do inimigo (ex.: transporte de tropas ou material militar comprovado, ou ameaça imediata).

Proteção de náufragos, feridos e equipes de resgate (Segunda Convenção de Genebra, artigo 18; Artigo 3 comum às Convenções de Genebra): Após um engajamento, as partes devem tomar todas as medidas possíveis para buscar e recolher náufragos, feridos e doentes no mar, sem distinção. Pessoas hors de combat (fora de combate) e aquelas que prestam socorro gozam de proteção especial. Atacar deliberadamente equipes de resgate ou feridos pode constituir violação grave.

Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (artigo 8): Define como crimes de guerra, entre outros, o ataque intencional contra a população civil ou contra pessoas civis que não participem diretamente das hostilidades.

O que acontece quando um navio comercial é atingido por drones ou mísseis no Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos de estrangulamento (chokepoints) mais importantes do comércio mundial. Todos os dias, milhões de barris de petróleo, gás natural liquefeito e diversas cargas comerciais transitam (ou pelo menos transitavam) por essa estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

Quando um navio mercante é atingido por um drone, míssil ou outro armamento, a prioridade deixa imediatamente de ser a carga e passa a ser a preservação da vida humana, seguida pela proteção ambiental e pela manutenção da segurança da navegação.

Embora cada incidente possua características próprias, existe uma sequência operacional relativamente padronizada, construída ao longo de décadas de evolução das normas internacionais de segurança marítima e aperfeiçoada após sucessivos ataques ocorridos na região.

A primeira reação ocorre a bordo

Nos primeiros segundos após um impacto, a tripulação executa procedimentos previamente treinados para situações de emergência.

O comandante assume o controle absoluto da operação, determina a avaliação dos danos e verifica imediatamente três fatores críticos: a existência de incêndios, a possibilidade de entrada de água no casco e o estado da tripulação.

Candidatos a aspirante a oficial do Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva Naval (NROTC) combatem incêndio controlado dentro do navio USS Chief da Marinha Americana. Fonte: Marinha dos EUA

Ao mesmo tempo, equipes específicas iniciam o combate ao fogo utilizando sistemas fixos de CO₂, espuma ou água pressurizada, enquanto outras procuram isolar compartimentos danificados para impedir que o alagamento comprometa a estabilidade do navio.

Caso existam feridos, inicia-se o atendimento médico de emergência utilizando os recursos disponíveis a bordo.

Se houver risco de perda do navio, o comandante pode ordenar a preparação para abandono, embora essa seja considerada uma medida extrema.

O pedido internacional de socorro

Logo após estabilizar a situação inicial, o navio transmite mensagens de emergência por rádio e por sistemas digitais de comunicação marítima.

O comandante Gregg Romero a bordo do navio de assalto anfíbio USS Nassau (LHA 4) da Marinha dos EUA. Foto: Marinha dos EUA.

Essas mensagens são recebidas por centros de coordenação de busca e salvamento (MRCC), autoridades costeiras, embarcações próximas e empresas responsáveis pelo gerenciamento do navio.

Dependendo da gravidade do ataque, também são informados centros internacionais de segurança marítima responsáveis pelo monitoramento da região.

Em paralelo, a empresa proprietária do navio ativa sua equipe de gerenciamento de crise em terra, que passa a acompanhar todas as decisões tomadas pelo comandante.

Quem presta auxílio ao navio atingido?

Navio-tanque ancorado perto de Basra, no Iraque, no porto de Khor Al Zubair, foi atacado pelo Irã. Foto: Reprodução vídeo

Ao contrário da percepção comum, normalmente não é uma única organização que assume o controle da resposta. Diversos atores passam a atuar simultaneamente.

Entre eles destacam-se:

  • rebocadores oceânicos especializados em salvamento;
  • empresas internacionais de salvamento marítimo;
  • guardas costeiras dos países próximos;
  • autoridades portuárias;
  • forças navais presentes na região;
  • companhias de seguros marítimos;
  • classificadoras navais responsáveis pela certificação técnica do navio.

Dependendo da localização exata do ataque, embarcações militares podem estabelecer uma área de segurança ao redor do mercante para reduzir o risco de novos ataques enquanto o salvamento é realizado.

Esse apoio, entretanto, normalmente possui caráter defensivo e humanitário, não significando necessariamente que o navio passe a operar sob escolta permanente.

O papel das marinhas militares

O Estreito de Ormuz é constantemente monitorado por diversas marinhas militares devido à sua importância estratégica.

Quando ocorre um ataque contra um navio comercial, navios de guerra ou aeronaves de patrulha podem aproximar-se para fornecer informações, vigilância, apoio médico e coordenação das comunicações.

Em muitos casos, helicópteros realizam inspeções visuais do casco, auxiliam na evacuação de feridos ou transportam equipes especializadas.

Entretanto, a responsabilidade pela condução do navio permanece com seu comandante e com a empresa proprietária.

As forças militares normalmente não assumem o controle operacional da embarcação, exceto em circunstâncias excepcionais envolvendo risco imediato à vida.

A difícil missão de manter o navio flutuando

Após controlar incêndios e vazamentos, inicia-se uma fase conhecida como salvamento marítimo.

Especialistas analisam diversos fatores:

  • integridade estrutural do casco;
  • estabilidade da embarcação;
  • condição da carga;
  • funcionamento dos sistemas de propulsão;
  • risco ambiental.
Cargo ship struck by a projectile in the Strait of Hormuz: UK
O navio cargueiro Mayuree Naree, com bandeira da Tailândia, foi envolto em fumaça negra no Estreito de Ormuz, em 11 de março de 2026, após ataque iraniano.

Se os motores permanecerem operacionais, o navio pode seguir lentamente até um porto considerado seguro. Caso contrário, rebocadores oceânicos assumem sua movimentação.

Em navios petroleiros ou químicos, uma das maiores preocupações é impedir derramamentos que possam provocar graves danos ambientais.

O destino da carga

Nem toda carga é descarregada imediatamente. Se os tanques permanecerem íntegros, o navio pode completar parte da viagem antes da inspeção definitiva.

Quando há danos estruturais significativos, parte da carga pode ser transferida para outra embarcação em operações conhecidas como “ship-to-ship transfer”.

Esse procedimento reduz o peso do navio danificado e diminui o risco de naufrágio.

Como a navegação é reorganizada após um ataque

Sempre que um incidente grave ocorre no Estreito de Ormuz, empresas de navegação reavaliam imediatamente seus planos de viagem.

Dependendo da avaliação de risco, alguns armadores reduzem o número de travessias, alteram horários de passagem, aumentam as medidas de vigilância a bordo e reforçam a coordenação com centros internacionais de segurança marítima.

Organizações internacionais e associações da indústria também divulgam orientações para avaliação de ameaças, planejamento de rotas e proteção das tripulações, preservando a autoridade do comandante sobre a segurança do navio.

Mesmo em cenários de elevada tensão geopolítica, o objetivo central permanece o mesmo: salvar vidas, manter o navio flutuando sempre que possível e restabelecer a segurança da navegação no menor tempo viável.

A Organização Marítima Internacional (IMO) tem reiterado que os marítimos civis não devem ser alvo de ataques e defende respostas coordenadas entre Estados e indústria para proteger a liberdade de navegação.

Nota: A condução de crises marítimas está sujeita a variações operacionais e legais, a depender de cada jurisdição.

Ataque de drone no Egito eleva alerta sobre segurança das exportações de petróleo pelo Canal de Suez

Um ataque de drone danificou dois tanques de gás no porto de Damietta, no Egito, na quarta-feira (29), e reacendeu preocupações sobre a segurança do Canal de Suez e do oleoduto Sumed, rotas essenciais para o escoamento de petróleo saudita em meio à guerra no Irã.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, ocorrido em águas egípcias próximas ao Mediterrâneo, na região do Delta do Nilo. Embora não tenha atingido diretamente o canal, o incidente aumentou o receio de que a rota norte, usada cada vez mais por petroleiros sauditas, possa ficar sob ameaça.

Desde o início do conflito, Irã e seus aliados Houthis têm atacado navios no Estreito de Ormuz e no Bab el-Mandeb. A Arábia Saudita desviou grande parte de seu petróleo para o Mar Vermelho e o terminal de Yanbu. Ameaças Houthis recentes reduziram o tráfego ao sul, empurrando mais cargas para o norte, em direção ao Suez e ao oleoduto Sumed (que liga o Mar Vermelho ao porto de Sidi Kerir, no Mediterrâneo).

Os carregamentos via Sumed subiram de 19,52 milhões de barris em abril para 28,79 milhões em julho. Cerca de 30 navios se concentram perto de Port Said, no extremo mediterrâneo do canal. Analistas alertam que uma interrupção nessa rota poderia afetar até 5 milhões de barris por dia de petróleo que atualmente contornam Ormuz. Para clientes asiáticos, o desvio pelo Suez mais que dobra o tempo de viagem.

specialistas apontam risco de alta nos prêmios de seguro de guerra e reavaliação da segurança por empresas de navegação nos portos mediterrâneos egípcios. O mercado, porém, ainda não precifica uma disrupção imediata no canal: os preços do petróleo caíram na quinta-feira, reagindo a conversas entre Irã e Omã sobre Hormuz. Autoridades egípcias e especialistas locais reforçam que o canal está fortemente protegido.

Os EUA disseram à Ucrânia que ela deve se retirar da região de Donetsk para que um acordo de paz seja firmado!

Negociadores dos EUA disseram à Ucrânia, durante as negociações de paz em Berlim, que o país deve concordar em retirar suas forças da região leste de Donetsk como parte de qualquer acordo para encerrar a guerra de quase quatro anos com a Rússia, disse uma fonte familiarizada com o assunto.

A fonte, falando sob condição de anonimato enquanto negociadores ucranianos e americanos encerravam o segundo dia de conversas cruciais na capital alemã, disse que Kiev desejava novas discussões. Uma segunda pessoa familiarizada com as negociações reconheceu que ainda havia grandes obstáculos a serem superados para se chegar a um acordo sobre o território.

As negociações na capital alemã despertaram certo otimismo entre os líderes europeus quanto a um caminho para pôr fim ao conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, Moscou ainda não concordou com nenhuma das mudanças discutidas na Alemanha e não demonstrou qualquer disposição para fazê-lo.

“Estamos tentando chegar a um acordo”, disse Trump sobre um possível fim da guerra, falando na Casa Branca após participar por telefone de um jantar com autoridades importantes em Berlim. “Tivemos inúmeras conversas com o presidente Putin da Rússia, e acho que estamos mais perto agora do que nunca e veremos o que podemos fazer”, acrescentou Trump.

Os EUA também estão pressionando a Ucrânia para que retire suas forças da região leste de Donetsk, disse um funcionário familiarizado com o assunto, o que seria uma concessão enorme que poderia causar uma reação violenta na Ucrânia.

Ódio aos judeus! Homens imigrantes armados em Sydney, identificados como pai e filho ligados ao jihadismo islâmico

Os atiradores do ataque terrorista que teve como alvo uma celebração de Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney, matando pelo menos 15 pessoas, foram identificados pelas autoridades como Naveed Akram, de 24 anos, e seu pai, Sajid, de 50 anos.

Segundo informações, o filho já havia sido investigado em 2019 por supostos vínculos com o Estado Islâmico.

As identidades e histórias dos dois homens foram divulgadas enquanto a Austrália, sua comunidade judaica e o mundo judaico em geral continuavam a lidar com as consequências do ataque, que foi um dos tiroteios mais sangrentos da história da Austrália e o massacre antissemita mais mortal fora de Israel desde 7 de outubro de 2023.

Segundo a emissora australiana ABC , acredita-se que ambos os homens armados tenham jurado lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico.

Um oficial da Equipe Conjunta de Combate ao Terrorismo do país disse ao veículo de comunicação que uma bandeira do Estado Islâmico foi encontrada em um carro próximo ao local do ataque, e a polícia afirmou no domingo que um artefato explosivo improvisado foi encontrado em um carro ligado a um dos atacantes.

Sajid, que segundo as autoridades possuía porte de arma e seis armas, foi morto a tiros pela polícia no local do ataque. Naveed está gravemente ferido e hospitalizado sob custódia policial, de acordo com relatos locais, e responderá por acusações caso sobreviva.

O pai chegou à Austrália pela primeira vez em 1998 com um visto de estudante, disse o Ministro do Interior, Tony Burke, a repórteres na segunda-feira.

Em 2001, ele obteve um visto concedido aos parceiros de cidadãos australianos ou residentes permanentes. Desde então, o governo afirma que ele viajou para o exterior três vezes.

As armas já foram recuperadas e a casa do casal foi alvo de buscas, assim como um imóvel do Airbnb onde estavam hospedados antes do ataque.

“Lula faz ligação sigilosa a Maduro sobre ação dos EUA no Caribe”, diz CNN Brasil

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolás Maduro conversaram por telefone no dia 2 de dezembro, uma terça-feira, em um diálogo que durou cerca de 15 minutos.

A existência da ligação, inicialmente mantida sob reserva, foi confirmada ao jornal “O Globo” e posteriormente à “CNN” por fontes do Palácio do Planalto.

Durante a conversa, Lula manifestou inquietação com o reforço da presença militar norte-americana no Caribe e pediu ao líder venezuelano sua leitura sobre as intenções e os movimentos dos Estados Unidos na região.

Trata-se do primeiro contato direto entre os dois chefes de Estado em mais de um ano, período marcado pelo distanciamento diplomático após as eleições presidenciais venezuelanas de julho de 2024, cujo resultado foi amplamente contestado por irregularidades.

Assessores próximos a Lula descreveram o telefonema como “muito cordial” e o classificaram como um gesto de “descongestionamento” das relações bilaterais.

Diferentemente de contatos anteriores com Donald Trump, nos quais o brasileiro chegou a colocar-se à disposição para eventual mediação, dessa vez Lula não tocou no assunto com Maduro.

Segundo integrantes do governo, divergências recentes, entre elas a posição brasileira contrária à entrada imediata da Venezuela no Brics e o resfriamento após as denúncias de fraude eleitoral, haviam criado um clima de desconfiança mútua. Por isso, antes de avançar em temas mais sensíveis, tornou-se necessário esse primeiro “reaproximação”.

As explicações dadas por Maduro, ainda de acordo com as mesmas fontes, repetiram basicamente o discurso oficial já divulgado por Caracas e pelo próprio presidente venezuelano em pronunciamentos públicos.

“O governo Trump elabora discretamente planos para o que aconteceria se Maduro fosse deposto na Venezuela”, diz CNN

Meses após o início de uma campanha de pressão que levou os militares dos EUA a deslocarem milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões para o Caribe, e o presidente Donald Trump a fazer repetidas ameaças contra o líder venezuelano Nicolás Maduro, o governo Trump está trabalhando em planos para o caso de Maduro ser deposto do poder, de acordo com dois altos funcionários do governo e outra fonte familiarizada com as discussões.

Os planos estão sendo elaborados discretamente e mantidos em sigilo na Casa Branca, disseram as fontes.

As fontes disseram que as opções incluem diversas possibilidades de como os EUA poderiam agir para preencher o vácuo de poder e estabilizar o país caso Maduro deixe o cargo voluntariamente, como parte de uma saída negociada, ou seja forçado a sair após ataques dos EUA contra alvos dentro da Venezuela ou outras ações diretas.

Publicamente, as autoridades afirmaram que o objetivo do reforço militar no Caribe e dos ataques a barcos de narcotráfico é reduzir o fluxo de drogas para os EUA, mas o planejamento interno é um sinal claro da consideração de Trump em forçar a saída de Maduro, algo que funcionários do governo reconheceram em privado.

“É dever do governo federal sempre se preparar para os planos A, B e C”, disse um alto funcionário do governo, observando que o presidente não estaria fazendo as ameaças que está fazendo se não tivesse uma equipe pronta com uma série de opções para qualquer resultado possível.

URGENTE!! Escolas na Venezuela solicitam “KITs DE SOBREVIVÊNCIA” para alunos em meio às tensões!

A CNN americana obteve com exclusividade comunicados de algumas escolas particulares de Caracas, capital e sede do regime da Venezuela, solicitando aos pais e responsáveis ​​que enviem um “kit de emergência individual” para cada aluno que frequentará a escola.

O kit deve conter água, alimentos não perecíveis, itens de higiene e medicamentos, se necessário, além de lanternas.

A justificativa é que esses kits podem ser necessários caso um aluno precise passar a noite na escola, especialmente em caso de “terremoto”. No entanto, um pai que falou com a CNN e pediu anonimato por medo de possíveis represálias acredita que o pedido visa preparar-se para outros cenários relacionados às tensões entre Caracas e Washington.

Desde que os EUA começaram a atacar embarcações no Caribe e no Pacífico em 2 de setembro, Trump tem insinuado repetidamente a possibilidade de uma operação em território venezuelano, embora não esteja claro se isso se concretizará ou quando poderá ocorrer.

Suprema Corte da Rússia anula Convenção Europeia dos Direitos Humanos, aplicando as regras russas e àquelas internacionalmente signatárias

O Supremo Tribunal da Rússia removeu formalmente, na terça-feira , a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) do seu quadro jurídico.

A medida surge na sequência da saída da Rússia do Conselho da Europa e da jurisdição do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia.

Em decisão proferida durante sessão plenária presidida pelo recém-nomeado juiz Igor Krasnov, o Supremo Tribunal declarou nulo o decreto de 2013 que permitia aos tribunais russos aplicar a Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

O tribunal também removeu referências ao TEDH e às suas decisões de outros atos jurídicos.

A nova posição do tribunal enfatiza o direito interno russo e os instrumentos internacionais dos quais a Rússia continua sendo signatária. Entre eles, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, bem como a Convenção da Comunidade de Estados Independentes sobre Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais.

Advogados afirmaram que a principal diferença reside no fato de que instrumentos como o Pacto Internacional dos Estados Unidos para a Paz e a Liberdade de Expressão, carecem de um mecanismo fundamental de aplicação, o que confere aos tribunais russos maior margem de manobra em suas decisões.

EUA avaliam revogar Lei Magnitsky contra Moraes e a mulher, segundo informações da Revista Oeste

De acordo com reportagem publicada pela Revista Oeste, o governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de retirar as sanções impostas pela Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e à sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Conforme fontes do governo americano citadas pela revista, o pedido de revogação já chegou à Casa Branca e está sendo analisado.

A suspensão das medidas punitivas estaria condicionada à assinatura de um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. As contrapartidas em discussão incluem:

-a autorização para empresas norte-americanas explorarem reservas brasileiras de terras raras;
-o fim das restrições e censura impostas às redes sociais;
-a revogação de tributos aplicados às grandes empresas de tecnologia;
-maior cooperação do Brasil com os EUA no combate ao crime organizado;
-e o encerramento de toda parceria brasileira com a China no segmento de satélites: beneficiaria diretamente a Starlink, de Elon Musk.

Ainda segundo a Revista Oeste, o canal de diálogo entre Washington e Brasília tem sido conduzido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. Nos últimos meses, eles viajaram repetidas vezes aos Estados Unidos, onde se reuniram com Donald Trump.

A partir desses contatos, os empresários atuaram como intermediários no mais recente diálogo entre Trump e Lula, realizado na Malásia.