25 anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, uma família nos Estados Unidos finalmente recebeu uma resposta que aguardava há décadas.
Autoridades de Nova York identificaram uma mulher que morreu nos ataques ao World Trade Center por meio de uma técnica que combina análise de DNA com pesquisas genealógicas. O nome da vítima não foi divulgado porque seus familiares solicitaram que sua identidade permanecesse em sigilo.
A identificação foi anunciada pelo Escritório do Médico-Legista-Chefe de Nova York (OCME) em agosto de 2026 e representa um avanço importante em uma das maiores operações de identificação de vítimas da história dos Estados Unidos. A mulher é a 1.654ª vítima do World Trade Center identificada oficialmente desde os ataques.
O que mudou depois de 25 anos?
A principal novidade está na técnica utilizada pelos investigadores: a chamada genealogia genética forense investigativa, conhecida pela sigla FIGG.
Em termos simples, o método combina duas ferramentas.
Primeiro, os especialistas trabalham com o DNA obtido de restos humanos recuperados após os ataques. Depois, procuram correspondências genéticas e utilizam informações genealógicas para reconstruir possíveis relações familiares.
É como montar um quebra-cabeça: em vez de depender exclusivamente de uma comparação direta entre o DNA encontrado e uma amostra fornecida por um familiar próximo, os investigadores podem utilizar parentesco genético e árvores familiares para chegar a uma possível identificação.
A identificação encontrada dessa maneira ainda precisa ser confirmada pelos procedimentos forenses oficiais antes de ser considerada definitiva. No caso anunciado por Nova York, a confirmação foi realizada pelo OCME.
Por que foi tão difícil identificar todas as vítimas?
Os ataques ao World Trade Center provocaram a morte de 2.753 pessoas em Nova York. A destruição das torres, seguida por incêndios de grandes proporções e pelo colapso dos edifícios, tornou extremamente difícil recuperar e identificar os restos das vítimas.
Nos primeiros anos após os ataques, os investigadores utilizaram métodos tradicionais, como impressões digitais, registros odontológicos e comparação de DNA.
O problema é que muitos dos restos recuperados estavam extremamente fragmentados ou degradados. Em vários casos, não havia material suficiente ou uma amostra familiar adequada para estabelecer uma identificação.
Segundo o governo de Nova York, aproximadamente 1.099 vítimas, cerca de 40% das pessoas que morreram no World Trade Center, ainda não foram identificadas.
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