TACO? Trump suspende sanções contra a Rússia antes de entrarem em vigor e evita tarifas de até 100% sobre compradores de petróleo russo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a aplicação de importantes sanções econômicas e tarifas relacionadas à Rússia poucos dias antes de as medidas entrarem em vigor. A decisão, anunciada em 16 de outubro, interrompe temporariamente parte de um pacote aprovado pelo próprio governo americano para aumentar a pressão sobre Moscou devido à guerra na Ucrânia.

A medida chama a atenção porque Trump havia sancionado a legislação em setembro. Agora, porém, o presidente decidiu adiar sua aplicação, alegando que a suspensão atende aos interesses nacionais dos Estados Unidos.

A mudança ocorre em um momento de tensão internacional, com os custos da energia pressionando consumidores americanos e a Casa Branca buscando influenciar os rumos do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Tarifas de até 100% poderiam atingir países que compram petróleo russo
O centro da controvérsia é a lei Lindsey, denominada Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026, batizada em homenagem ao senador republicano Lindsey Graham, um dos principais defensores da iniciativa no Congresso americano.

O texto previa a possibilidade de impor tarifas de até 100% sobre produtos provenientes de países que comprassem petróleo ou gás russo nas condições estabelecidas pela legislação. As penalidades também poderiam atingir países identificados como grandes facilitadores de mecanismos utilizados pela Rússia para contornar sanções internacionais.

Na prática, isso permitiria a Washington pressionar não apenas o governo russo, mas também seus parceiros comerciais. O objetivo seria tornar economicamente mais caro continuar comprando energia da Rússia, reduzindo as receitas que ajudam a sustentar a máquina de guerra de Moscou.

Uma tarifa de 100% significa, em termos simplificados, acrescentar um imposto equivalente ao valor do produto importado. Um item que custasse US$ 100 poderia sofrer uma cobrança adicional de US$ 100, antes de considerar outros impostos e custos. Isso não significa necessariamente que o preço final dobraria em todos os casos, mas representaria uma barreira comercial extremamente elevada.

A suspensão anunciada por Trump impede, por enquanto, que essas disposições entrem em aplicação conforme o cronograma previsto.

China e Índia estão entre os países mais afetados pela disputa

A decisão tem repercussões que vão além das relações entre Washington e Moscou. China e Índia, dois dos maiores compradores de petróleo russo, estavam entre os países que poderiam enfrentar consequências comerciais caso as novas tarifas fossem aplicadas.

Pequim criticou a possibilidade de os Estados Unidos imporem suas regras econômicas a outros países sem uma base reconhecida no direito internacional. Nova Délhi, por sua vez, alertou que as medidas poderiam prejudicar as relações bilaterais com Washington.

O adiamento reduz, ao menos temporariamente, o risco de uma nova escalada comercial envolvendo essas economias. Também evita que Washington tenha de enfrentar imediatamente as possíveis consequências de tarifas punitivas contra países importantes para o comércio mundial.

Para a Rússia, a decisão representa um alívio potencial. Moscou mantém receitas com a venda de energia e preserva relações comerciais com países que continuam comprando seus recursos naturais. Isso, entretanto, não significa que todas as sanções americanas contra o país tenham sido eliminadas.

Preços dos combustíveis pesam na decisão de Trump

Um dos fatores que ajudam a explicar a mudança é o impacto que novas restrições poderiam ter sobre os mercados de energia.

O governo americano enfrenta pressões relacionadas ao custo dos combustíveis, em um cenário agravado pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Nesse contexto, medidas que dificultassem ainda mais o comércio internacional de petróleo poderiam aumentar a preocupação com a oferta e os preços da energia.

A questão tem também uma dimensão política. As eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos estão previstas para novembro de 2026, e os republicanos de Trump tentam manter suas estreitas maiorias no Congresso. Combustíveis mais caros poderiam ampliar o descontentamento dos eleitores com o governo.

A suspensão das sanções, portanto, pode ser interpretada como uma tentativa de evitar novos riscos econômicos enquanto a administração americana administra a crise energética e suas consequências políticas. A Reuters, contudo, não estabelece que as eleições sejam a única motivação da decisão.

Trump chama ataques da Ucrânia contra a Rússia de “vergonha” e amplia crise com Zelenskiy

A guerra na Ucrânia ganhou um novo capítulo de tensão diplomática nesta sexta-feira (16), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como uma “vergonha” os ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas.

A declaração aumenta o atrito entre Washington e Kiev justamente quando o governo de Volodymyr Zelenskiy tenta garantir recursos militares e apoio internacional para continuar enfrentando as forças russas.

Enquanto Trump critica a estratégia militar ucraniana e demonstra preocupação com os efeitos das ofensivas sobre os preços internacionais da energia, líderes da União Europeia se mobilizam para reafirmar seu apoio a Zelenskiy. O encontro em Bruxelas ocorre em um momento delicado para Kiev, que enfrenta novos bombardeios russos, dificuldades financeiras e incertezas sobre o futuro da assistência americana.

Trump critica ataques contra refinarias russas

A declaração do presidente americano ocorreu após a Ucrânia voltar a atacar uma instalação de refino de petróleo em território russo. Esses complexos industriais são importantes porque transformam o petróleo bruto em combustíveis, como diesel e gasolina, além de contribuírem para a infraestrutura energética e econômica da Rússia.

Na avaliação de Trump, atingir essas instalações pode pressionar os preços dos combustíveis no mercado internacional. Em entrevista à emissora Newsmax, o presidente afirmou que os ataques estariam elevando o preço mundial do petróleo e classificou a estratégia ucraniana como uma “vergonha”.

A posição americana revela uma diferença importante sobre a maneira de conduzir o conflito. Para Kiev, atingir estruturas que sustentam a economia de guerra russa representa uma forma de aumentar o custo da invasão. Para Trump, porém, essas operações também precisam ser avaliadas pelos seus possíveis efeitos econômicos e pelas consequências para as negociações diplomáticas.

A divergência se torna ainda mais relevante porque os Estados Unidos continuam sendo um ator fundamental para a segurança ucraniana, especialmente em áreas como inteligência militar, armamentos e sistemas de defesa aérea.

Zelenskiy busca apoio europeu para enfrentar o inverno

Diante do aumento das divergências com Washington, Zelenskiy chegou à cúpula europeia em Bruxelas com uma prioridade clara: garantir que a Ucrânia tenha condições de continuar lutando durante os próximos meses.

O presidente ucraniano afirmou que, até o momento, não vê sinais de que Moscou esteja realmente disposta a encerrar a guerra. Por isso, segundo ele, o país precisa se preparar para um inverno que pode trazer novas dificuldades para a população e para as forças armadas.

A preocupação vai além do fornecimento de energia elétrica e do aquecimento das residências. Kiev também precisa de sistemas de defesa aérea para interceptar mísseis e drones russos, além de financiamento para manter o funcionamento do Estado e sustentar as operações militares.

Zelenskyy durante reunião na Cúpula europeia em Bruxelas. Foto: ©Área Militar/Reprodução

A situação é especialmente preocupante porque os ataques russos já provocaram novas vítimas e interrupções no fornecimento de eletricidade. Em Kharkiv, três pessoas morreram em ataques com drones, enquanto ofensivas em outras regiões deixaram centenas de milhares de pessoas sem energia.

Na prática, a Ucrânia enfrenta um problema duplo: precisa proteger suas cidades dos bombardeios russos ao mesmo tempo que tenta evitar uma redução no apoio dos países ocidentais.

A Europa tenta evitar que a Ucrânia fique isolada

Os líderes europeus aproveitaram a reunião para reafirmar o apoio a Zelenskiy, em meio ao receio de que os Estados Unidos reduzam o compartilhamento de informações de inteligência ou o fornecimento de armamentos.

A tensão também envolve a decisão americana de fechar um acordo de fornecimento de diesel com a Rússia, movimento que provocou insatisfação em Kiev e entre aliados europeus. A iniciativa contrasta com a estratégia de pressão econômica sobre Moscou defendida por governos europeus.

Entretanto, o apoio político não significa que todos os países estejam dispostos a assumir compromissos financeiros ilimitados. Durante as discussões, autoridades europeias demonstraram preocupação com os custos crescentes da guerra e com a necessidade de definir de onde virão os recursos para manter a Ucrânia em combate.

O primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, avaliou que a União Europeia provavelmente precisará conceder um novo empréstimo a Kiev para ajudar a cobrir o déficit orçamentário previsto para o próximo ano.

O desafio europeu, portanto, é transformar declarações de solidariedade em dinheiro, equipamentos e capacidade militar efetiva, sem depender exclusivamente das decisões tomadas pela Casa Branca.

Crise financeira ameaça a capacidade militar ucraniana

Um dos principais obstáculos para o governo de Zelenskiy é a dimensão dos recursos necessários para sustentar a guerra.

Segundo os dados apresentados pela Reuters, a Ucrânia ainda enfrenta uma lacuna de financiamento de aproximadamente US$ 32,6 bilhões para o orçamento de 2027. Esse valor não inclui cerca de US$ 40 bilhões estimados em fornecimento militar direto por parte dos aliados.

Para entender a gravidade desses números, é importante distinguir duas necessidades: uma é financiar o funcionamento do país, incluindo serviços públicos e despesas governamentais; outra é obter armas, munições, drones e equipamentos necessários para enfrentar as forças russas.

Sem recursos suficientes, o governo ucraniano pode ter dificuldades para manter essas duas frentes simultaneamente.

EUA e China discutem visitas a instalações nucleares em tentativa de reduzir risco de nova corrida armamentista

Os Estados Unidos e a China estão discutindo a possibilidade de permitir visitas recíprocas a instalações relacionadas aos seus programas nucleares, segundo informações inéditas obtidas pela CNN.

As conversas ainda estão em estágio inicial e informal, mas podem representar uma tentativa de reduzir os riscos de uma escalada nuclear entre Washington e Pequim.

A proposta prevê, entre outras possibilidades, visitas de representantes americanos a laboratórios nacionais ligados ao Departamento de Energia dos EUA e o acesso de representantes chineses a instalações equivalentes na China. Também existe abertura americana para discutir possíveis visitas a locais relacionados a testes nucleares.

Uma proposta que partiu da China

Um dos aspectos mais relevantes da negociação é que a ideia de visitas recíprocas teria sido apresentada inicialmente por representantes chineses durante contatos com autoridades americanas neste ano.

As conversas ocorreram principalmente à margem de reuniões envolvendo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França.

Apesar disso, não existe até o momento um acordo formal entre Washington e Pequim.

Por que isso é importante?

A iniciativa ocorre em um momento delicado para o controle de armas nucleares.

O último acordo estratégico de controle de armas entre Estados Unidos e Rússia, o New START, expirou em fevereiro de 2026. Com isso, desapareceu uma das principais estruturas que durante anos estabeleceram limites e mecanismos de verificação para os arsenais estratégicos americano e russo.

Ao mesmo tempo, a China vem ampliando sua capacidade nuclear. Washington tem demonstrado preocupação especialmente com a velocidade e a falta de transparência percebida na expansão chinesa.

Pequim, por sua vez, argumenta que seu arsenal continua muito menor do que os estoques mantidos pelos Estados Unidos e pela Rússia.

Esse ponto é central para entender a posição chinesa: Pequim historicamente resistiu a participar de negociações de controle de armas nos mesmos moldes aplicados às duas maiores potências nucleares.

Visitar uma instalação não significa abrir o arsenal

As possíveis visitas não significariam que Estados Unidos ou China estariam dispostos a revelar integralmente o tamanho, a localização ou a capacidade de seus arsenais nucleares.

A ideia seria muito mais limitada: permitir algum nível de transparência para que cada lado compreenda melhor as estruturas e procedimentos do outro.

Para Washington, isso poderia ajudar a reduzir o risco de interpretações equivocadas durante uma eventual crise. Para Pequim, poderia representar uma forma de estabelecer mecanismos de confiança sem necessariamente assumir, neste momento, compromissos de redução de armas.

Donald Trump assina ordem para substituir “inteligência artificial” por “superinteligência”

WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (29) uma ordem executiva que determina que órgãos do governo americano passem a utilizar o termo “superinteligência”, em vez de “inteligência artificial”, em documentos, declarações públicas e materiais oficiais.

A medida formaliza uma mudança de linguagem que Trump já havia anunciado durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro. Para o presidente, a palavra “artificial” daria a impressão de que a tecnologia é falsa ou menos avançada do que realmente é.

Apesar do impacto simbólico da mudança, há uma diferença importante: a ordem não cria uma nova tecnologia nem transforma juridicamente a inteligência artificial em uma categoria diferente. O principal efeito imediato é determinar como o governo federal deverá se referir à tecnologia.

Trump quer que os EUA mantenham vantagem sobre a China

Por trás da mudança de terminologia está uma disputa muito maior.

Trump vem apresentando o desenvolvimento de sistemas avançados de IA como uma questão estratégica para os Estados Unidos. Segundo o presidente, Washington possui uma vantagem significativa sobre a China e precisa evitar medidas que possam reduzir o ritmo de desenvolvimento da indústria americana.

Em declarações recentes, Trump afirmou que não pretende “frear” uma tecnologia que, em sua avaliação, poderá ter impacto econômico maior que a própria Revolução Industrial.

A competição com Pequim é um dos principais argumentos utilizados pela Casa Branca para defender uma política de expansão acelerada da inteligência artificial.

A questão não envolve apenas empresas de tecnologia. A disputa inclui computação avançada, semicondutores, centros de dados, energia, pesquisa científica, segurança cibernética e aplicações militares.

Por isso, Washington considera a liderança em IA um elemento cada vez mais importante da competição estratégica entre Estados Unidos e China.

O que muda na prática?

Para o cidadão comum, a troca de nome não significa que os aplicativos, computadores ou sistemas de IA passarão imediatamente a funcionar de maneira diferente.

A mudança é principalmente administrativa e política.

O decreto determina a utilização de “super intelligence”, frequentemente abreviada como SI, nos materiais do governo americano. A Casa Branca ressalta que a ordem não estabelece, por si só, um novo marco regulatório para o setor privado.

Isso é importante porque o termo “superinteligência” já possui outro significado no debate tecnológico.

No campo da pesquisa em IA, superinteligência costuma descrever sistemas hipotéticos capazes de superar seres humanos em uma ampla variedade de tarefas intelectuais. Portanto, utilizar o termo como substituto geral de “inteligência artificial” pode gerar uma diferença entre a nomenclatura política adotada pelo governo e o significado técnico utilizado por pesquisadores.

Trump reúne gigantes da tecnologia na Casa Branca

A mudança ocorreu no mesmo dia em que Trump recebeu executivos de algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Gigantes da tecnologia na Casa Branca. Foto: ©Área Militar/Reprodução

Entre os nomes presentes estavam Elon Musk e Mark Zuckerberg, além de executivos de empresas como Anthropic, Nvidia e outras companhias do setor.

Durante o encontro, Trump também anunciou um acordo voluntário envolvendo empresas de tecnologia.

O compromisso estabelece princípios e controles internos relacionados ao desenvolvimento e à utilização de sistemas avançados de IA. O presidente descreveu o acordo como “moralmente vinculante”, enquanto outros participantes o apresentaram como uma espécie de compromisso conjunto de segurança.

A característica voluntária do acordo é relevante.

Em vez de estabelecer imediatamente uma série de novas obrigações legais para as empresas, a administração Trump vem defendendo maior participação do próprio setor na definição de mecanismos de segurança.

Príncipe saudita, Bin Salman, sinaliza intenção de reconhecer Israel através do Acordo de Abraão, mas há um problema…

Os dois líderes discutiram os Acordos de Abraão na Casa Branca, isso foi afirmado por Donald Trump, em resposta à pergunta de um repórter.

“Acho que obtive uma resposta positiva”, disse Trump. O príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman (MBS)) acrescentou mais sobre sua posição: “Queremos fazer parte dos Acordos de Abraão. Mas também queremos ter certeza de que garantiremos um caminho claro para a solução de dois Estados”, referindo-se à criação de um Estado palestino.

Os Acordos de Abraão são um conjunto de acordos para normalizar as relações diplomáticas entre Israel e alguns estados árabes.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein assinaram os acordos durante o primeiro mandato de Trump, em 2020. Os dois países quebraram um tabu de longa data ao se tornarem os primeiros estados árabes a reconhecer Israel em um quarto de século (25 anos).

Jared Kushner , genro de Trump, ajudou a intermediar os acordos. Na época, Kushner era um dos principais assessores do presidente.

Washington há muito nutre a esperança de que o dinamismo do comércio e do investimento incentive outros estados árabes a se juntarem ao grupo, sobretudo a Arábia Saudita, potência regional e a mais rica de todas.

Mas Riade insiste que não pode haver normalização das relações com Israel sem um caminho claro para a criação de um Estado palestino, o que o atual governo israelense rejeita.

Desde que militantes do Hamas atacaram Israel em outubro de 2023, matando 1.200 pessoas e precipitando a campanha militar israelense em Gaza, que resultou na morte de dezenas de milhares de palestinos, os estados árabes se distanciaram cada vez mais de Israel. A opinião pública nos países árabes também se tornou mais indignada.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein foram os primeiros a normalizar as relações com Israel ao abrigo dos Acordos de Abraão em 2020, seguidos por Marrocos e Sudão.

Trump espera que mais países da região se juntem a eles em breve.

“Temos muitas pessoas aderindo aos Acordos de Abraão agora, e esperamos que a Arábia Saudita também adote em breve”, disse ele em 5 de novembro, sem oferecer um prazo.

O acordo assinado pelos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Marrocos contornou a questão da criação de um Estado palestino. Trump afirmou em 6 de novembro que o Cazaquistão aderiria aos Acordos.

Príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman chega à Casa Branca, sendo recebido com pompas e honras por Donald Trump após 7 anos

Caças F-35 americanos sobrevoaram a Casa Branca para recepcionar o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que pisa na Casa Branca para reunião de alto nível com Donald Trump.

https://x.com/areamilitarof/status/1990824882083348681?s=20

O presidente Donald Trump recebeu o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (MBS) na Casa Branca nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, para uma importante e meticulosamente planejada visita oficial de trabalho. O encontro marcou a primeira viagem do príncipe herdeiro a Washington desde 2018, ressaltando os laços fortes e cada vez mais estreitos entre as duas nações sob a administração Trump.

A visita foi caracterizada por intercâmbios diplomáticos de alto nível, foco em importantes acordos econômicos e de defesa, e um esforço para consolidar a relação entre os dois líderes, frequentemente descrita como tendo uma estreita afinidade pessoal.

Para além dos acordos, a agenda dos líderes abrangeu uma série de questões estratégicas e regionais:

Segurança Regional e Irã: O fortalecimento da cooperação em defesa e do compartilhamento de informações de inteligência foi uma prioridade fundamental para ambas as nações, especialmente no contexto das tensões regionais e da necessidade de conter a influência do Irã. A possibilidade de um pacto formal de defesa entre os EUA e a Arábia Saudita foi um elemento central das discussões.

Os Acordos de Abraão e a Normalização: O Presidente instou veementemente a Arábia Saudita a aderir aos Acordos de Abraão e a normalizar as relações com Israel. Embora este continue a ser um objetivo fundamental da política externa da administração, as autoridades sauditas condicionaram qualquer progresso na normalização a um avanço claro e significativo em direção à criação de um Estado palestino.

Parceria Econômica: A visita teve como objetivo destacar os amplos laços comerciais, com um importante Fórum de Investimento EUA-Arábia Saudita agendado para o dia seguinte no Kennedy Center, reunindo dezenas de CEOs americanos e sauditas de alto escalão para fortalecer ainda mais os laços comerciais.

A visita demonstrou um claro compromisso da administração Trump em manter uma parceria sólida com o Reino, colocando a cooperação estratégica e econômica na vanguarda do relacionamento.

https://x.com/areamilitarof/status/1990825516182745127?s=20

O governo Trump também está negociando um acordo de venda com a Arábia Saudita para até 48 caças furtivos Lockheed Martin F-35 Lightning II, em um negócio que pode valer bilhões de dólares e que deve ser aprovado pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth.

A Agência de Inteligência de Defesa do Departamento de Guerra, também conhecida como Pentágono, expressou sérias preocupações de segurança antes da visita do Príncipe Herdeiro Mohammed bin Salman.

Rússia bombardeia instalações de gás da Ucrânia enquanto Zelenskyy se aproxima dos EUA para reunião com Trump

Um enorme ataque de drones e mísseis russos atingiu instalações de gás no leste da Ucrânia enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy , voava para Washington para uma reunião com Donald Trump para discutir o fornecimento de mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance pelos EUA a Kiev.

A Rússia lançou centenas de drones e dezenas de mísseis, bem como bombas planadoras na manhã de quinta-feira, provocando interrupções em oito regiões em outro bombardeio em larga escala contra a rede de energia da Ucrânia.

“A Rússia lançou mais de 300 drones de ataque e 37 mísseis, um número significativo deles balísticos, contra a Ucrânia”, disse Zelenskyy no X. “Neste outono, os russos usam todos os dias para atacar nossa infraestrutura energética.”

Zelenskyy disse que os ataques atingiram as regiões de Chernihiv, Kharkiv, Poltava, Sumy e Vinnytsia.

Uma das instalações atingidas foi a usina de processamento de gás de Shebelinka, na região de Kharkiv, onde grandes colunas de fumaça preta e incêndios violentos puderam ser vistos após o ataque.

Trump diz que Zelenskyy visitará Washington na sexta-feira: “Está tudo bem para mim!”

O presidente Donald Trump disse na terça-feira que ouviu que o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy o visitará na sexta-feira, sugerindo uma abertura para uma reunião em meio às negociações em andamento sobre um acordo crítico sobre minerais.

“Ouvi dizer que ele está vindo na sexta-feira, certamente está tudo bem para mim, se ele quiser, e ele gostaria de assinar comigo. E eu entendo que isso é um grande negócio, um grande negócio”, disse Trump a repórteres no Salão Oval, referindo-se ao acordo que veria a Ucrânia dividir uma parte de suas receitas minerais críticas com os EUA.

“É um negócio muito grande. Pode ser um negócio de um trilhão de dólares. Pode ser qualquer coisa, mas são terras raras e outras coisas. E veja, estamos gastando centenas de bilhões de dólares na Ucrânia e na Rússia lutando uma guerra que nunca, nunca deveria ter acontecido”, ele acrescentou.

“Queremos recuperar esse dinheiro”

O presidente dos EUA continuou a atacar parcelas anteriores de assistência econômica e militar fornecidas por seu antecessor, dizendo que o ex-presidente Joe Biden “estava jogando dinheiro por aí como se fosse algodão doce”.

“Queremos estar seguros. Queremos ter esse dinheiro de volta. Estamos ajudando o país a resolver um problema muito, muito grande, um problema que muito poucas pessoas tiveram. Não deveria ter tido esse problema, porque não deveria ter acontecido, mas aconteceu, então temos que resolver, mas o contribuinte americano agora vai ter seu dinheiro de volta, mais”, ele acrescentou.

“Não daremos as nossas terras raras aos EUA em troca de melhor acordo de paz, iremos propor uma troca mútua!”, disse Zelenskyy

A Ucrânia rapidamente reajustou sua abordagem de política externa para se alinhar à visão de mundo transacional definida pelo novo ocupante da Casa Branca, o aliado mais importante da Ucrânia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a Ucrânia tem as maiores reservas de titânio da Europa, essencial para a indústria da aviação e espacial, e urânio, usado para energia nuclear e armas. Muitos dos depósitos de titânio foram marcados no noroeste da Ucrânia, longe dos combates.

Mas neste caso, Zelensky estaria disposto a entregar tudo, ou pelo menos parte, dos recursos energéticos e minerais raros da Ucrânia para os EUA em troca de melhores condições em um possível acordo de paz?

Zelenskiy enfatizou na entrevista da Reuters que Kiev não estava propondo “doar” seus recursos, mas oferecer uma parceria mutuamente benéfica para desenvolvê-los em conjunto: “Os americanos ajudaram mais, e portanto os americanos devem ganhar mais. E eles devem ter essa prioridade, e eles terão. Eu também gostaria de falar sobre isso com o presidente Trump.”

Ele disse que a Rússia sabia em detalhes onde estavam os recursos essenciais da Ucrânia a partir de pesquisas geológicas da era soviética que foram levadas a Moscou quando Kiev conquistou a independência em 1991.

Primeiro-ministro do Japão viaja a Washington na esperança de recriar o relacionamento da Era Trump-Abe

Donald Trump ainda não havia se acomodado na mesa do Salão Oval quando teve sua primeira reunião com um líder estrangeiro no final de 2016.

Shinzo Abe, então primeiro-ministro do Japão, chegou à Trump Tower em novembro daquele ano trazendo de presente um taco de golfe folheado a ouro e demonstrando determinação em fazer com que o relacionamento Japão-EUA sob o comando de Trump tivesse o melhor começo possível.

O sucesso, ou não, da ofensiva de charme de Abe teve repercussões potencialmente sérias. Durante a campanha eleitoral, Trump sugeriu que retiraria as tropas americanas do Japão, dependendo da disposição de Tóquio de fazer uma contribuição financeira maior para a aliança pós-guerra de seus países.

A jogada funcionou. Durante a visita de Trump a cinco países na Ásia no final de 2017, ele e Abe, que foi assassinado em 2022, se uniram em uma partida de golfe — um esporte pelo qual o líder japonês aparentemente desenvolveu uma paixão repentina — e hambúrgueres gourmet.

Pelo restante do mandato de Trump, Abe apoiou a administração dos EUA com um fervor que escapou a muitos de seus contemporâneos. As tropas dos EUA permaneceram no Japão , e o tratado bilateral de segurança – a pedra angular da política externa do Japão no pós-guerra – sobreviveu ileso.

Enquanto ele se prepara para voar para Washington em uma visita de três dias, todos os olhos estão voltados para se o atual líder do Japão, Shigeru Ishiba, será capaz de recriar o relacionamento pessoal de Abe com Trump.

Quando assinarem uma declaração conjunta em Washington após as negociações na sexta-feira, o Japão buscará garantias familiares de Trump: que os EUA defenderão o Japão, inclusive em qualquer conflito com a China sobre as disputadas ilhas Senkaku , um compromisso com a estabilidade no estreito de Taiwan e apoio contínuo à oposição da região aos programas nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte .

E embora as ameaças de Trump de impor tarifas tenham até agora como alvo o México, o Canadá e a China, Ishiba estará ciente de que o Japão — que tem um superávit comercial de US$ 56 bilhões com os EUA — também pode ser arrastado para uma guerra comercial.

“Temos muitos tópicos para discutir”, disse Ishiba aos parlamentares esta semana. “Espero definir prioridades e obter resultados no tempo limitado que temos.”

Em troca de oferecer garantias de segurança, Trump espera uma ação recíproca de Ishiba, um político cauteloso e de pouca energia, pouco acostumado a negociações com o líder da maior economia do mundo.
Mas ele não irá a Washington de mãos vazias.

Como seus antecessores recentes, Ishiba quer aumentar os gastos com defesa para 2% do PIB até 2027 – um compromisso que quase certamente significará comprar equipamentos militares fabricados nos EUA. Ele lembrará a Trump que o Japão liderou o investimento estrangeiro direto nos EUA nos últimos cinco anos e destacará o histórico das empresas japonesas na criação de empregos para os americanos.

Ele também pode delinear planos para novos investimentos japoneses, incluindo um gasoduto de US$ 44 bilhões no Alasca.