Inteligência da Polícia Federal inicia investigação sobre possível interferência dos EUA

A Polícia Federal iniciou uma apuração para verificar se houve possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026, com foco em eventuais ações ligadas aos Estados Unidos. A informação foi confirmada neste domingo (4) pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em meio à reta final do primeiro turno.

Segundo Andrei, a iniciativa teve origem em uma representação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU). O material recebido foi analisado inicialmente pela Polícia Federal e encaminhado à Diretoria de Inteligência da corporação, que deverá avaliar as informações e determinar os próximos passos.

Na prática, isso significa que a PF está tentando verificar se existem elementos que indiquem uma atuação externa capaz de interferir no processo eleitoral brasileiro. Neste momento, porém, é importante fazer uma distinção: a abertura dessa apuração não significa que a Polícia Federal já tenha concluído que os Estados Unidos interferiram na eleição. Trata-se justamente de uma investigação para verificar se há fundamento nas suspeitas apresentadas.

O tema ganhou força nas últimas semanas. Em setembro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) encaminhou ao governo e ao Tribunal Superior Eleitoral um relatório no qual classificou como relevante o risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026.

Segundo o documento, a avaliação estaria relacionada à estratégia do governo de Donald Trump para ampliar a influência americana na América Latina e reduzir a presença de potências consideradas rivais, especialmente a China.

A discussão, entretanto, envolve acusações que ainda precisam ser comprovadas. O governo brasileiro passou a acompanhar diferentes possíveis formas de atuação americana, incluindo manifestações políticas, movimentações nas redes sociais, possíveis financiamentos externos e contatos entre autoridades americanas e grupos brasileiros. Essas hipóteses foram apresentadas em análises e reportagens, mas não devem ser tratadas como fatos comprovados sem a conclusão das investigações.

Do outro lado, o governo dos Estados Unidos nega que esteja tentando interferir na eleição brasileira. Em declaração à CNN Brasil, uma porta-voz do Departamento de Estado afirmou que Washington acompanha o processo eleitoral, mas que interferir nas eleições de outros países não faz parte da estratégia americana.

A apuração da PF ocorre, portanto, em um cenário de crescente tensão diplomática entre Brasília e Washington. Ao mesmo tempo em que autoridades brasileiras levantam preocupações sobre uma possível influência externa, os Estados Unidos rejeitam a acusação e afirmam defender a soberania brasileira e a realização de eleições livres.

Outro episódio relacionado também está no radar da Polícia Federal. A corporação recebeu informações da Embaixada dos Estados Unidos sobre uma possível ameaça e realizou, no sábado (3), mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Segundo informações divulgadas pela imprensa, essa investigação é separada da apuração sobre possível interferência eleitoral.

Uma investigação sobre ameaça contra instalações diplomáticas procura esclarecer se houve uma ação criminosa ou risco concreto contra pessoas ou instalações. Já a apuração sobre interferência eleitoral busca descobrir se agentes estrangeiros teriam tentado influenciar, financiar ou interferir de alguma maneira no processo político brasileiro.

Até o momento, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que não havia indicação concreta de interferência internacional capaz de ameaçar as eleições. A declaração reforça que as suspeitas em investigação não devem ser confundidas com uma conclusão de que o processo eleitoral tenha sido comprometido.

Agora, a atenção se volta para a Polícia Federal. A análise da Diretoria de Inteligência poderá determinar se as informações apresentadas pela AGU possuem elementos suficientes para justificar medidas adicionais ou uma investigação formal mais ampla.

Métodos técnicos de interferência

Tecnicamente, interferência eleitoral estrangeira não significa necessariamente mexer na urna eletrônica ou alterar votos. Na verdade, uma operação sofisticada pode tentar influenciar o ambiente político, a percepção dos eleitores ou a confiança no processo sem tocar diretamente na infraestrutura eleitoral.

No caso brasileiro, é importante separar possibilidades técnicas gerais das acusações atualmente investigadas. A Abin informou ter elevado o risco de influência americana nas eleições a um nível de criticidade, enquanto a AGU pediu investigação sobre uma possível destinação de recursos americanos a organizações no Brasil. Isso ainda é objeto de apuração, não uma comprovação de que essas operações tenham ocorrido.

1. Financiamento indireto de organizações

Um exemplo tecnicamente possível seria um governo estrangeiro destinar recursos a uma organização que, por sua vez, financiasse projetos, campanhas de comunicação, pesquisas, produção de conteúdo ou grupos de pressão política exclusivamente para fins eleitorais.

O ponto investigativo seria descobrir quem forneceu o dinheiro, por quais intermediários, para qual finalidade e se havia uma coordenação política não declarada.

Esse tipo de mecanismo está entre as hipóteses que motivaram a atual apuração no Brasil. A AGU afirmou que seu pedido à PF e ao MPF se baseou em uma reportagem sobre possível direcionamento de recursos do governo americano para organizações brasileiras.

2. Operação de influência nas redes sociais

Aqui a operação poderia ser muito mais sofisticada do que simplesmente criar perfis falsos.

Um cenário hipotético seria a atuação de agente estrangeiro dentro de uma agência/organização intermediária empregando influenciadores ou atores diversos que possam impulsionar conteúdo político de forma coordenada nas redes.

O objetivo poderia ser aumentar artificialmente determinado assunto, atacar a reputação de um candidato ou instituição ou provocar polarização.

A CISA, agência americana de segurança cibernética, reconhece influenciadores pagos, empresas de relações públicas e mídias de fachada como possíveis instrumentos de operações estrangeiras de influência.

3. Deepfakes e Superinteligência

Tecnicamente, uma das formas de manipulação de opinião está no uso de superinteligência, novo termo empregado para descrever operações de inteligência artificial, isso poderia envolver clonagem de voz, geração artificial de vídeo, alteração de imagens e criação de sites falsos para dar aparência de autenticidade.

A própria CISA, FBI e NSA alertam que deepfakes podem ser utilizados para disseminar informações falsas e provocar confusão, incerteza e desconfiança em contextos políticos.

4. Criar um falso escândalo

Outra possibilidade seria fabricar documentos, conversas, áudios ou imagens e apresentá-los como se fossem verdadeiros.

Mesmo que a falsificação seja posteriormente descoberta, o objetivo de uma operação desse tipo poderia ser simplesmente criar uma crise política durante algumas horas ou dias.

O ponto central é que uma informação falsa pode continuar produzindo efeitos mesmo depois de ser desmentida, porque não existe um mecanismo para fazer as pessoas “desverem” ou “deslerem” aquilo que já consumiram.

É por isso que uma operação desse tipo não necessariamente teria como objetivo convencer 100% das pessoas de que a falsificação é verdadeira. Poderia ser suficiente para introduzir dúvida e confusão em uma parcela do público.

5. Pressão econômica ou diplomática durante a eleição

Existe ainda uma diferença importante entre influência externa e interferência eleitoral propriamente dita.

Um país pode utilizar sanções, tarifas, restrições comerciais, declarações diplomáticas ou outras ferramentas de política externa para pressionar um governo. Isso não significa automaticamente interferência eleitoral.

A questão mudaria de natureza se essas ferramentas fossem utilizadas deliberadamente para alterar o comportamento eleitoral dos brasileiros, por exemplo, condicionando uma determinada medida econômica ao resultado político.

A própria Abin descreveu medidas americanas envolvendo sanções financeiras e seus possíveis efeitos sobre relações econômicas brasileiras como parte do contexto que motivou sua avaliação de risco.

Uma das possibilidades analisadas em estudos sobre interferência estrangeira são operações de influência, que podem utilizar técnicas tradicionalmente associadas à guerra psicológica para explorar emoções, ampliar divisões e reduzir a confiança nas instituições.

Estudos oficiais da comunidade de inteligência dos EUA documentam que operações estrangeiras de influência podem combinar desinformação, conteúdo fabricado, deepfakes, redes de intermediários, ciberoperações e exploração de divisões sociais.

Em uma atualização oficial de 2024, o ODNI (Office of the Director of National Intelligence/Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos) registrou ainda o uso de empresas de relações públicas, plataformas de influência e pessoas reais, algumas conscientes e outras possivelmente sem saber da origem da operação, para dar credibilidade e ampliar narrativas estrangeiras.

Em termos de guerra psicológica, o objetivo pode ser menos “convencer o público de uma mentira” e mais provocar medo, polarização, desconfiança e incerteza, afetando o comportamento político e a confiança nas instituições.

Na era digital, uma informação falsa não precisa permanecer verdadeira para causar danos; basta permanecer circulando depois de ser desmentida.

Nota: As suspeitas de interferência estrangeira atribuídas aos Estados Unidos estão atualmente sob apuração da Polícia Federal, mas permanecem muito distantes de constituir fatos comprovados. Até o momento, os elementos apresentados publicamente deram origem a uma investigação preliminar, enquanto o presidente do TSE afirmou não haver indicativo concreto de interferência internacional; tampouco foram divulgadas evidências que comprovem o emprego das técnicas de operações de influência descritas nesta matéria.

Polícia Militar do DF inicia varredura antibombas dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) – Cães farejadores e operações especiais

A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) foi reforçada nesta terça-feira (15), em Brasília, com cães farejadores e atuação de operações especiais da Polícia Militar do Distrito Federal, antes da sessão extraordinária que vai analisar o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O esquema reúne forças do Distrito Federal e órgãos federais, com emprego de equipes especializadas, cães farejadores, controle de acesso, monitoramento e compartilhamento de informações de inteligência.

Dentro desse planejamento, equipes especializadas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) podem atuar na identificação preventiva de possíveis ameaças, incluindo a busca por artefatos explosivos.

A atuação desse tipo de equipe é especialmente importante em um prédio que receberá ministros da Suprema Corte, autoridades, servidores, jornalistas e convidados durante uma sessão considerada de grande repercussão nacional.

Como funciona uma varredura contra explosivos

Um dos principais componentes desse tipo de operação é o Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães). A unidade emprega cães treinados para identificar substâncias específicas, inclusive materiais relacionados a explosivos.

A própria regulamentação da PMDF prevê o emprego dos cães em varreduras preventivas e em ocorrências reais envolvendo a localização de artefatos explosivos, inclusive em apoio ao Batalhão de Operações Especiais (BOPE) em operações antibombas.

Na prática, o cão trabalha junto com um policial especializado. O animal não “desarma” uma bomba: sua função é indicar a possível presença de determinado odor. A partir de uma indicação positiva, a área pode ser isolada e o procedimento passa para os especialistas responsáveis pela avaliação e eventual neutralização do artefato.

É justamente nesse ponto que entra o Batalhão de Operações Especiais. A unidade possui profissionais especializados em ocorrências de alta complexidade, incluindo gerenciamento de crises e atuação relacionada a explosivos. A PMDF descreve entre as atribuições das operações especiais o isolamento e a desativação de artefatos explosivos.

PF participa da estrutura de segurança

A Polícia Federal também integra o planejamento de segurança para a sessão. O esquema prevê compartilhamento de informações de inteligência, monitoramento do perímetro, controle do espaço aéreo e acompanhamento de drones, além da atuação conjunta com as forças de segurança do Distrito Federal e a segurança do próprio Supremo.

Nesse modelo, a inteligência tem uma função diferente da patrulha ostensiva. Em vez de simplesmente colocar policiais nas ruas, os órgãos procuram antecipar possíveis riscos, como movimentações suspeitas, concentração de pessoas, alterações no fluxo de veículos e outras informações que possam indicar uma ameaça.

O plenário do STF vai analisar principalmente a validade dos elementos produzidos a partir da investigação envolvendo Daniel Vorcaro e definir qual será o destino das informações relacionadas a Moraes.

Entre os pontos está a discussão sobre a legalidade da ordem que levou ao aprofundamento da análise do celular de Vorcaro e sobre a possibilidade de utilização das informações obtidas pela Polícia Federal.

A sessão está marcada para começar às 10h. Edson Fachin, presidente do STF e atual relator do caso, conduzirá os trabalhos. Depois da leitura do relatório, haverá manifestação da PGR e, em seguida, os ministros deverão apresentar seus votos.

Nota: A atuação dos “guerreiros” da Polícia Militar do DF é fundamental em operações de alta complexidade, garantindo proteção e resposta rápida diante de situações de risco. Com treinamento especializado, essas equipes atuam na preservação da segurança pública e na proteção de autoridades e da população em momentos críticos.

Quer fazer parte da “gloriosa” Polícia Federal do Brasil? Edital em maio!

A Polícia Federal terá um novo concurso com data prevista para começar oficialmente em maio, e a previsão para publicação do edital deverá acontecer no próximo dia 20 de maio.

A seleção vai oferecer 1 mil vagas imediatas para cinco cargos da área policial, que exigem nível superior e oferecem salários de até R$ 28.831,70.

O concurso foi autorizado no dia 14 de fevereiro, e mesmo com o prazo legal de até seis meses para a publicação do edital, a Polícia Federal decidiu acelerar o processo, com provas previstas para julho.

A organização do certame ficará por conta do Cebraspe, banca já tradicional em concursos de segurança pública. O contrato com a empresa será assinado no dia 5 de maio.

A “Polícia de Governo” deve abrir 2 mil vagas em concurso, segundo Ministro da Justiça

De acordo com matéria divulgada pela estatal de comunicação Agência Brasil, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou na quarta-feira, 29 de janeiro, a realização de um novo concurso da Polícia Federal que vai preencher 2 mil novas vagas, ampliando o número de integrantes da corporação de 13 mil para 15 mil policiais.

Segundo ele, isso repõe o efetivo histórico da PF. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que autorizou a seleção pública.    

A Polícia Federal do Brasil (PF), ou Departamento de Polícia Federal (DPF), ou Polícia de Governo, é uma instituição policial brasileira, subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que, de acordo com a Constituição de 1988, exerce com exclusividade as funções de polícia judiciária da União.

“Mais 2 mil policiais federais que serão distribuídos por todo o Brasil, muito importantes no combate ao crime organizado, na segurança das nossas fronteiras e no combate ao crime ambiental”, afirmou Lewandowski, detalhando que o presidente autorizou a chamada de mil profissionais em 2025 e mil em 2026. Ele estava acompanhado pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Segundo ela, a portaria interministerial com a autorização para o concurso, incluindo o número exato de vagas e cargos, será publicada em até duas semanas.

As vagas serão distribuídas entre todos os cinco cargos da PF: delegado, escrivão, papilocopista, agente e perito.

“O presidente deu uma grande prioridade para esse concurso. E a gente está anunciando logo agora, antes de outros [concurso] que vamos anunciar ao longo do ano, para que eles ingressem o mais rápido possível. Tem todo um processo longo e a entrada efetiva deve ocorrer no final desse ano ou só no ano que vem”, informou a ministra.

Ainda segundo Esther Dweck, os cálculos do governo estão em linha com a economia de R$ 1 bilhão em concursos públicos anunciada pela pasta da ministra no final do ano passado, e que consta na Lei Orçamentária Anual, e não será afetada por essa nova seleção.

As informações são da Agência Brasil. Acesse aqui.

Governo Lula proíbe policial atirar contra fugitivo desarmado! E quando o cidadão de bem será beneficiado?

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, assinou nesta sexta-feira, 17 de janeiro, a portaria que determina que agentes de segurança pública não deverão apontar armas de fogo para pessoas em procedimentos de abordagem.

A portaria aprovada também destaca a proibição do emprego de armas de fogo contra pessoa em fuga que estiver desarmada ou contra um veículo que desrespeitar uma ordem de parada ou um bloqueio policial.

As novas regras com força de lei valem imediatamente para a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Penal Federal e demais forças de segurança federal.

Não obstante a isso, as novas regras atingirão tambpem os órgãos de segurança pública estaduais, distritais e municipais, caso usem o dinheiro do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (FPN).

De acordo com o secretário nacional de segurança pública, Mário Sarrubbo, as novas determinações visam “a proteção da vida dos policiais e da população bem como o estabelecimento de regras claras procedimentais para os policiais”.

Além das normas para uso da força, Lewandowski assinou uma portaria criando o Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força e outra que institui o Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado. Trata-se de um mecanismo claro de acompanhamento do trabalho das instituições policiais.

As novas regras protegem o policial ou facilitam o crime?

Em janeiro de 2024, um policial militar foi baleado na cabeça durante uma abordagem “às pessoas” durante a noite em Belo Horizonte, Minas Gerais. As pessoas então dispararam contra o militar que foi atingido com dois tiros, um deles acertou a cabeça do guerreiro.

Policial militar é baleado na cabeça por bandidos em Belo Horizonte

Em 2022, outro caso semelhante aconteceu. Um policial militar morreu após ser atingido por um tiro na cabeça durante uma tentativa de abordagem “às pessoas” que trafegavam em uma rua de Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro.

Na ocasião, segundo informações da Polícia Militar, o sargento Nelcir de Paula Jacobino, de 53 anos, foi atingido na cabeça, socorrido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

As facilidades impostas aos criminosos nos últimos três anos resultaram em sensações únicas para a população, impunidade e insegurança. Diante disso, quando que a sociedade de bem será beneficiada com leis e “regras”?

Como o Exército Brasileiro está tratando a prisão do General Braga Netto, segundo Gazeta do Povo

É importannte adiantar, antes de mais nada, que a prisão não gerou nenhuma comoção ou importância sentimental entre os colegas militares de alta patente do General de quatro estrelas Walter Souza Braga Netto.

Segundo matéria de Marilice para Gazeta do Povo, os oficiais de alta patente do Exército já esperavam a prisão preventiva do general desde o dia 21 de novembro, quando o militar foi indiciado.

Braga Netto foi preso na manhã deste sábado (14), no Rio de Janeiro, por suposta tentativa de golpe de Estado.

A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que se baseou em investigações da Polícia Federal, que alegam que o ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro entregou dinheiro em uma sacola de vinho.

Para que se destinava o dinheiro?

O montante, que teria sido “obtido junto ao pessoal do agronegócio”, seria usado para financiar a prisão ou morte de Moraes, segundo as investigações.

Segundo ao apurado pelo Estadão, apesar da expectativa após indiciamento, o comandante do Exército, General Tomás Miguel Paiva, não teria sido informado previamente sobre a prisão de Braga Netto.

Ao que parece, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, também não foi comunicado antes da execução da medida.

Segundo relato da Gazeta do Povo, o Exército Brasileiro aguardava a Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizar a denúncia que, em 10 de dezembro, a Instituição foi favorável à prisão preventiva, mas divulgada apenas no sábado, 14 de dezembro, dia da prisão.

Ser General quatro estrelas, a mais alta patente da maior força militar do Brasil e da América Latina, provocaria uma ira entre os semelhantes e subordinados, mas não aconteceu.

Em nota rasa, o Exército Brasileiro afirmou que está acompanhando as determinações da Justiça e colaborando com as investigaçõe, mas reiterou que não se manifesta sobre processos conduzidos por outros órgãos, “procedimento que tem pautado a relação de respeito do Exército Brasileiro com as demais instituições da República”.