Houthis avançam para dominar o sul do Iêmen Ocidental, preocupando as grandes potências

Os houthis ampliaram nos últimos dias sua ofensiva no Iêmen e avançaram pela costa do Mar Vermelho em direção ao sul, conquistando posições consideradas estratégicas para o controle do acesso ao estreito de Bab el-Mandeb.

Avanço dos Houthis em direção ao sul do Iêmen Ocidental.

O movimento colocou o grupo armado, apoiado pelo Irã, em uma posição de maior influência sobre uma das principais rotas marítimas entre o Oriente Médio, a África e a Europa. Entre os pontos conquistados estão a cidade portuária de Mokha, a cidade costeira de Dhubab e a ilha de Perim, localizada dentro do próprio estreito.

Os houthis ainda não controlam todo o sul ou o leste do Iêmen. O objetivo imediato da ofensiva parece estar concentrado em ampliar o domínio da costa oeste e chegar a posições que permitam controlar ou ameaçar diretamente o Bab el-Mandeb. Aden, Hadramaut e Al Mahrah que continuam em mãos de forças adversárias ou de grupos locais aliados ao governo reconhecido internacionalmente.

Os desejos imediatos dos houthis

O primeiro objetivo é consolidar o controle da costa do Mar Vermelho. A tomada de Mokha representa um avanço importante porque amplia a área costeira sob domínio houthi e aproxima o grupo do Bab el-Mandeb.

Avanço dos Houthis sobre o pontal da ilha de Perim, território também chamado de Mayyun até então dominado pelas Forças de Resistência leais ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen.

A ilha de Perim é ainda mais significativa: ela está localizada dentro do estreito e divide suas rotas marítimas. Isso aumenta a capacidade dos houthis de ameaçar embarcações que utilizam essa passagem.

O segundo objetivo é transformar o controle territorial em poder de negociação. Os próprios houthis afirmam que querem o fim do que classificam como bloqueio contra o território que controlam, liberdade de circulação pelos portos e aeroportos, troca de prisioneiros e acesso às receitas provenientes do petróleo para financiar salários e serviços públicos.

Analistas avaliam que a expansão militar também pode proporcionar ao grupo uma posição muito mais forte nas negociações políticas.

Existe ainda uma terceira dimensão: a guerra do Iêmen está ligada à disputa regional entre Irã, Arábia Saudita, Estados Unidos e outros atores do Oriente Médio.

O Irã apoia os houthis, embora o grupo possua sua própria agenda política e militar. Com o estreito de Ormuz sob forte pressão e o Bab el-Mandeb também ameaçado, Teerã passa a contar com mais de um ponto estratégico capaz de pressionar o comércio internacional e os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados.

O Bab el-Mandeb é uma espécie de “porta de entrada” do Mar Vermelho. Quem navega pelo oceano Índico em direção ao Canal de Suez precisa passar por essa região para alcançar a rota marítima que conecta a Ásia à Europa.

Isso significa que a expansão houthi não é apenas uma questão de território dentro do Iêmen. Se o grupo conseguir manter posições militares próximas ao estreito, poderá ameaçar navios comerciais, petroleiros e outras embarcações que utilizam uma das principais artérias do comércio mundial. Dados citados pelo Washington Post apontam que cerca de 8,7% do comércio marítimo mundial passa pelo Bab el-Mandeb, incluindo parcela significativa do transporte de petróleo e derivados.

Quanto mais território estratégico os houthis conquistarem, maior será sua capacidade de pressionar seus adversários. O controle da costa, dos portos e das proximidades do Bab el-Mandeb pode ser utilizado tanto militarmente quanto como instrumento de negociação.

EUA quebram sigilo e revelam detalhes da maior operação de resgate de militares no Irã

Na madrugada de 2 para 3 de abril de 2026, um míssil portátil de ombro avaliado em cerca de cem mil dólares do Irã cruzou o céu montanhoso ao sul de Isfahan e atingiu o motor de um caça F-15E Strike Eagle americano de trinta milhões. A bordo, dois militares, sendo o piloto e um especialista de armas (copiloto).

O programa 60 minutes da CBS News fez revelações espetaculares ao entrevistar os principais envolvidos da mega operação de resgate, nada mais que Pete Hegseth, Brad Cooper, Dan Caine e o oficial de armas do caça abatido, aqui designado como Bravo.

Coronel de sistemas de armas do F-15E AE designado como Bravo. © Área Militar/Reprodução

O caça de dois assentos voava com o indicativo Dude 44. Na frente estava Alpha, o piloto. Atrás, Bravo, o oficial de sistemas de armas, um coronel da Força Aérea cuja identidade o Pentágono ainda protege.

A missão daquela noite era atingir instalações industriais ligadas ao programa iraniano de mísseis e drones, numa região montanhosa próxima de onde o Irã guardava material nuclear altamente enriquecido. O alvo, segundo o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, não era o sítio nuclear em si.

Cooper resumiu o ambiente com uma frase simples: havia superioridade aérea, mas ninguém estava voando sobre o Kansas, ou seja, o perigo ainda existia.

O impacto foi como ser atingido por um trem de carga. Os dois tentaram manter o F-15E no ar. Em segundos ficou evidente que isso não era mais possível.

Vista do teste de um assento ejetor utilizando uma seção da cabine de um McDonnell F-4B Phantom II no Centro de Armas Navais da Marinha dos EUA em China Lake, Califórnia (EUA). Foto: Museu Nacional da Aviação Naval da Marinha dos EUA

O sistema da aeronave atrasa a ejeção de cada assento por alguns instantes para separar a tripulação no solo. Alpha e Bravo saíram da cabine e caíram a cerca de oito quilômetros um do outro, no deserto alto do centro do Irã.

O Alpha ejetou com o paraquedas íntegro. Bravo não teve a mesma sorte. O míssil danificou parte do sistema de emergência. Os analistas militares calcularam que o especialista bateu no chão entre 112 e 160 quilômetros por hora.

Piloto do F-15E AE buscando melhor posição no terreno iraniano. © Área Militar/Reprodução

Ao amanhecer, o oficial Bravo começou a subir uma crista montanhosa de cerca de 2.100 metros com as costelas fraturadas, quase sem água e sem comida, no vento e no frio. Bravo buscou altura, cobertura e um lugar de onde pudesse se comunicar sem entregar a posição.

Enquanto isso, em Washington, o secretário de Guerra Pete Hegseth foi acordado no meio da noite. A pergunta imediata foi se a tripulação estava viva e se o Irã já sabia. A ordem que ele deu não dependia da resposta: vivos ou não, os Estados Unidos iriam buscá-los.

Dan Caine e a jornalista Norah O’Donnell para o programa 60 minutes da CBS News. © Área Militar/Reprodução

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto e antigo piloto de caça, descreveu a intenção iraniana. Havia determinação clara das forças de terra para encontrar os dois.

O Comandante Brad Cooper diria que cerca de 1.500 iranianos estavam num raio de 16 km e que alguns chegaram a poucas centenas de metros de Bravo. Havia recompensa pela captura. Cães farejaram os assentos ejetados. Vídeos começaram a circular. O relógio passou a medir a distância entre um resgate e uma caça mortal pelo regime iraniano.

Os americanos souberam primeiro que Alpha estava vivo. Seis horas depois da queda, uma força de 21 aeronaves entrou em território inimigo à luz do dia. Dois helicópteros daquele pacote foram buscar o piloto.

Dois Sikorsky HH-60 sendo reabastecidos por um C-130J adaptado para operações especiais no espaço aéreo de Isfahan, no Irã. © Área Militar/Reprodução

Hegseth descreveu o trecho como um tiroteio na ida e na volta. Um A-10 foi atingido. Um HH-60 levou tiros de armas leves. Mesmo assim, o Alpha foi extraído. A equipe aérea ainda procurou Bravo, mas não o encontrou.

Hegseth, na Sala de Situação, precisou recuar e tomar a decisão que ele próprio chamou de uma das mais duras da operação: “Vamos rolar 24”, ou seja, Bravo ficaria mais um dia sozinho pelas próximas 24 horas.

Foi nesse intervalo que a confirmação da sobrevivência de Bravo foi confirmada, não havia contato anterior de propósito para não comprometer a própria localização. Depois enviou mensagens pelo equipamento de sobrevivência, entre elas a frase “God is good”.

Houve um momento de alarme quando a decodificação inicial pareceu outra. A autenticação veio com uma pergunta que só ele poderia responder corretamente, sobre o pai.

A CIA montou uma campanha de confusão em várias frentes para convencer os iranianos de que o Bravo já estava em movimento para outra direção, na fronteira, em direção ao mar do sul, e usou tecnologia ainda classificada para cravar a posição na crista.

Então começou o que o próprio comando americano descreveu como uma das operações de resgate de combate mais complexas da história dos Estados Unidos. Pela primeira vez em 46 anos, houve botas americanas no solo iraniano.

Um Sikorsky RH-53D Sea Stallion da Marinha dos EUA colidiu com um Lockheed EC-130E Hercules da Força Aérea dos EUA. Foto: SOCOM/EUA

O Pentágono sabia que não podia repetir o fracasso da Operação Eagle Claw, ocorrida em solo iraniano em 24 de abril de 1980. Embora a nova ação também tenha acontecido em um mês de abril, o desfecho desta vez foi completamente diferente.

Mais de 90 militares de elite desceram. Centenas voaram. Milhares sustentaram a missão atrás das linhas. Os relatos apontam um pacote conjunto do Comando de Operações Especiais com a presença de Navy SEALs, com a unidade DevGru Team 6, Rangers, operadores Delta Force como força de reação, controladores de combate da Força Aérea e pararesgatistas (PJs) encarregados de chegar até o ferido.

Para isso, a operação contou com a unidade especial aérea Night Stalkers com seus MH-6 Little Birds, que fez parte da onda de 155 aeronaves: quatro bombardeiros, 64 caças, 48 reabastecedores e 13 aeronaves de resgate, além de plataformas de inteligência e interferência.

MC-130 adaptado para operações especiais no espaço aéreo de Isfahan, no Irã. © Área Militar/Reprodução

Dois MC-130 de operações especiais pousaram numa faixa improvisada no deserto. Dali saíram os MH-6 Little Birds, helicópteros leves capazes de voar até a crista a alguns quilômetros de distância.

Antes que qualquer helicoptero se aproximasse de Bravo, o CENTCOM precisou atacar o que vinha no chão. Aviões de ataque e drones abriram fogo contra comboios iranianos que avançavam na direção do oficial.

Ataques de supressão ao solo feito por drones e aeronaves de apoio para neutralizar o avanço da força iraniana. © Área Militar/Reprodução

Bombardeiros e aeronaves não tripuladas atingiram forças da Guarda Revolucionária nas proximidades do esconderijo. Estradas foram crivadas com munição de precisão para abrir crateras e impedir que colunas fechassem o cerco.

Ao longo das cerca de 50 horas das duas extrações, as forças americanas dispararam 339 munições de alta precisão para afastar e confundir o inimigo que chegou a menos de três quilômetros.

Momento do resgate do piloto Bravo nas montanhas iranianas. © Área Militar/Reprodução

A extração de Bravo aconteceu ao nascer do sol do Domingo de Páscoa como nessas imagens impressionantes desclassificadas e entregues pelo Pentágono ao 60 Minutes, com componentes sensíveis do helicóptero completamente desfocados. Mas a missão ainda não tinha acabado.

No pouso de volta à faixa improvisada, o trem de pouso dos dois aviões MC-130 afundou na areia úmida. Mais de 90 operadores e o próprio Bravo ficaram presos em solo iraniano. Uma unidade clandestina da Força Aérea teve de tirá-los dali com aeronaves mais leves.

Os dois MC-130 — cerca de cem milhões de dólares cada um — e os Little Birds foram destruídos de propósito. A ordem era não deixar radar, suíte de guerra eletrônica, modificações de fuselagem nem qualquer componente sensível nas mãos do Irã, um dos motivos de parte dos vídeos estarem desfocados.

Cinquenta horas depois da queda do Dude 44, Bravo estava a salvo. Hegseth, Caine e Cooper apresentaram a operação como prova de uma regra antiga: os Estados Unidos não deixam os seus para trás, mesmo quando isso exige dezenas de aeronaves, quase uma centena de homens no deserto iraniano e a destruição deliberada de meios caros demais para serem capturados.

Bravo foi mais direto. Disse ter fé no Criador e, logo depois, fé nos homens e nas mulheres das Forças Armadas dizendo: “É o que nós fazemos.”

Crime Humanitário! Houthis atacam navio e equipes civis de resgate no Mar Vermelho, seis mortos

Um ataque atribuído aos rebeldes houthis do Iêmen contra o navio de carga Tihamah no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, matou pelo menos seis pessoas na terça-feira, 11 de agosto.

O incidente incluiu um segundo ataque, conhecido como “double-tap”, enquanto equipes de resgate tentavam evacuar a tripulação, segundo o governo iemenita reconhecido internacionalmente no Iêmen Oriental.

O Tihamah, um pequeno cargueiro de bandeira tanzaniana e propriedade egípcia (cerca de 63 metros, construído em 2024), transportava suprimentos alimentares e mercadorias comerciais, de acordo com o Ministério dos Transportes do Iêmen Oriental.

As imagens e vídeos do ocorrido foram amplamente divulgadas por fontes árabes nas redes sociais:

Fontes da guarda costeira e oficiais militares iemenitas indicaram que a embarcação estava ancorada ou navegando perto da costa de al-Mokha, a nordeste da Ilha de Perim, quando foi atingida por mísseis balísticos.

A UK Maritime Trade Operations (UKMTO) e a empresa de segurança marítima Ambrey confirmaram o impacto de um projétil e a ocorrência de vítimas.

UKMTO WARNING 110-26

Quatro tripulantes morreram no primeiro ataque: três paquistaneses e um indonésio. Relatos indonésios confirmaram a morte de pelo menos um cidadão indonésio a bordo, com outros feridos.

Dois membros das equipes de resgate (forças da Resistência Nacional e guarda costeira iemenitas) foram mortos no segundo ataque, que ocorreu enquanto socorristas tentavam ajudar os sobreviventes. Cerca de dez pessoas ficaram feridas no total.

Os houthis reivindicaram o ataque, alegando que o navio transportava equipamento militar saudita, uma afirmação contestada pelo governo iemenita, que descreveu a embarcação como civil e ligada ao fornecimento de alimentos à população iemenita. Não houve confirmação imediata de resposta oficial da Arábia Saudita.

O ataque ocorre no contexto de um bloqueio naval declarado pelos houthis contra a Arábia Saudita no mês anterior, em meio à escalada do conflito regional e à guerra civil iemenita, que se intensificou após o início das hostilidades envolvendo EUA, Israel e Irã no início de 2026.

As mortes a bordo do Tihamah foram descritas como as primeiras em ataques houthis a navios desde o início dessa fase do conflito.

Crime Humanitário!

O Direito Internacional Humanitário (DIH), também conhecido como direito dos conflitos armados, aplica-se a este tipo de situação. Os principais instrumentos e regras relevantes incluem:

Princípio da distinção (Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra de 1949, artigos 48, 51 e 52; e direito consuetudinário): Partes em conflito devem distinguir entre combatentes/militares e civis/objetos civis. Ataques só podem ser dirigidos contra objetivos militares. Navios mercantes civis são, em regra, objetos civis protegidos, a menos que façam contribuição efetiva à ação militar do inimigo (ex.: transporte de tropas ou material militar comprovado, ou ameaça imediata).

Proteção de náufragos, feridos e equipes de resgate (Segunda Convenção de Genebra, artigo 18; Artigo 3 comum às Convenções de Genebra): Após um engajamento, as partes devem tomar todas as medidas possíveis para buscar e recolher náufragos, feridos e doentes no mar, sem distinção. Pessoas hors de combat (fora de combate) e aquelas que prestam socorro gozam de proteção especial. Atacar deliberadamente equipes de resgate ou feridos pode constituir violação grave.

Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (artigo 8): Define como crimes de guerra, entre outros, o ataque intencional contra a população civil ou contra pessoas civis que não participem diretamente das hostilidades.

Ataque de drone no Egito eleva alerta sobre segurança das exportações de petróleo pelo Canal de Suez

Um ataque de drone danificou dois tanques de gás no porto de Damietta, no Egito, na quarta-feira (29), e reacendeu preocupações sobre a segurança do Canal de Suez e do oleoduto Sumed, rotas essenciais para o escoamento de petróleo saudita em meio à guerra no Irã.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, ocorrido em águas egípcias próximas ao Mediterrâneo, na região do Delta do Nilo. Embora não tenha atingido diretamente o canal, o incidente aumentou o receio de que a rota norte, usada cada vez mais por petroleiros sauditas, possa ficar sob ameaça.

Desde o início do conflito, Irã e seus aliados Houthis têm atacado navios no Estreito de Ormuz e no Bab el-Mandeb. A Arábia Saudita desviou grande parte de seu petróleo para o Mar Vermelho e o terminal de Yanbu. Ameaças Houthis recentes reduziram o tráfego ao sul, empurrando mais cargas para o norte, em direção ao Suez e ao oleoduto Sumed (que liga o Mar Vermelho ao porto de Sidi Kerir, no Mediterrâneo).

Os carregamentos via Sumed subiram de 19,52 milhões de barris em abril para 28,79 milhões em julho. Cerca de 30 navios se concentram perto de Port Said, no extremo mediterrâneo do canal. Analistas alertam que uma interrupção nessa rota poderia afetar até 5 milhões de barris por dia de petróleo que atualmente contornam Ormuz. Para clientes asiáticos, o desvio pelo Suez mais que dobra o tempo de viagem.

specialistas apontam risco de alta nos prêmios de seguro de guerra e reavaliação da segurança por empresas de navegação nos portos mediterrâneos egípcios. O mercado, porém, ainda não precifica uma disrupção imediata no canal: os preços do petróleo caíram na quinta-feira, reagindo a conversas entre Irã e Omã sobre Hormuz. Autoridades egípcias e especialistas locais reforçam que o canal está fortemente protegido.

Ódio aos judeus! Homens imigrantes armados em Sydney, identificados como pai e filho ligados ao jihadismo islâmico

Os atiradores do ataque terrorista que teve como alvo uma celebração de Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney, matando pelo menos 15 pessoas, foram identificados pelas autoridades como Naveed Akram, de 24 anos, e seu pai, Sajid, de 50 anos.

Segundo informações, o filho já havia sido investigado em 2019 por supostos vínculos com o Estado Islâmico.

As identidades e histórias dos dois homens foram divulgadas enquanto a Austrália, sua comunidade judaica e o mundo judaico em geral continuavam a lidar com as consequências do ataque, que foi um dos tiroteios mais sangrentos da história da Austrália e o massacre antissemita mais mortal fora de Israel desde 7 de outubro de 2023.

Segundo a emissora australiana ABC , acredita-se que ambos os homens armados tenham jurado lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico.

Um oficial da Equipe Conjunta de Combate ao Terrorismo do país disse ao veículo de comunicação que uma bandeira do Estado Islâmico foi encontrada em um carro próximo ao local do ataque, e a polícia afirmou no domingo que um artefato explosivo improvisado foi encontrado em um carro ligado a um dos atacantes.

Sajid, que segundo as autoridades possuía porte de arma e seis armas, foi morto a tiros pela polícia no local do ataque. Naveed está gravemente ferido e hospitalizado sob custódia policial, de acordo com relatos locais, e responderá por acusações caso sobreviva.

O pai chegou à Austrália pela primeira vez em 1998 com um visto de estudante, disse o Ministro do Interior, Tony Burke, a repórteres na segunda-feira.

Em 2001, ele obteve um visto concedido aos parceiros de cidadãos australianos ou residentes permanentes. Desde então, o governo afirma que ele viajou para o exterior três vezes.

As armas já foram recuperadas e a casa do casal foi alvo de buscas, assim como um imóvel do Airbnb onde estavam hospedados antes do ataque.

Tensão! Jornalista questiona assassinato de jornalista turco na Embaixada saudita para o Príncipe Herdeiro Bin Salman na Casa Branca

Durante o encontro entre Trump e MBS, no Salão Oval da Casa Branca, uma repórter perguntou sobre a morte do turco Jamal Ahmad Khashoggi, editor-chefe do canal Al-Arab News e colunista do jornal The New York Times, após entrar no consulado saudita e ser assassinado por um esquadrão da morte.

O relatório feito pela inteligência dos Estados Unidos sobre o assassinato de Jamal Khashoggi concluiu que o príncipe da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, aprovou a operação para capturar ou matar o jornalista.

Trump perguntou à jornalista de onde ela era e depois a chamou de “notícia falsa”, acrescentando:

“Muita gente não gostou daquele senhor de quem você está falando. Gostando ou não dele, as coisas acontecem, mas ele não sabia de nada. E podemos deixar por isso mesmo. Você não precisa constranger nosso convidado fazendo uma pergunta dessas”.

Já Bin Salman (MBS) disse que foi “doloroso” saber da morte de Khashoggi.

“Tem sido doloroso para nós na Arábia Saudita. Seguimos todos os procedimentos corretos de investigação e aprimoramos nosso sistema para garantir que nada parecido tivesse acontecido. É doloroso e foi um erro enorme. Estamos fazendo o possível para que isso não se repita”, disse o príncipe herdeiro.

Trump promete fazer tudo o que puder para ajudar a Síria após conversas históricas com ex-terrorista Sharaa

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu nesta segunda-feira fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que a Síria seja bem-sucedida, após conversas históricas com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa, um ex-comandante da Al-Qaeda que até recentemente era considerado um terrorista estrangeiro pelas autoridades americanas.

A visita de Sharaa coroou um ano impressionante para o rebelde que se tornou governante, derrubando o antigo líder autocrático Bashar al-Assad e, desde então, viajando pelo mundo tentando se apresentar como um líder moderado que deseja unificar sua nação devastada pela guerra e acabar com décadas de isolamento internacional.

Um dos principais objetivos de Sharaa em Washington era pressionar pela remoção completa das sanções mais severas dos EUA. Enquanto ele se reunia com Trump a portas fechadas, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou uma prorrogação de 180 dias da suspensão da aplicação das chamadas sanções César, mas somente o Congresso dos EUA pode revogá-las completamente.

Trump se reuniu com Sharaa na primeira visita de um presidente sírio a Washington, seis meses após o primeiro encontro entre os dois na Arábia Saudita, onde o líder americano anunciou planos para suspender as sanções, e poucos dias depois de os EUA declararem que ele não era mais um “Terrorista Global Especialmente Designado”.

Dezenas de mortos em confrontos entre Paquistão e Afeganistão, no pior conflito desde que o Talibã voltou ao poder

Dezenas de combatentes foram mortos em confrontos noturnos na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão , disseram ambos os lados no domingo, no conflito mais sério entre os vizinhos desde que o Talibã chegou ao poder em Cabul.

O exército paquistanês afirmou que 23 de seus soldados foram mortos nos confrontos. O Talibã afirmou que nove de seus soldados foram mortos.

As tensões aumentaram depois que Islamabad exigiu que o Talibã tomasse medidas contra militantes que intensificaram os ataques no Paquistão, alegando que eles operam a partir de refúgios no Afeganistão. O Talibã, que assumiu o poder em 2021, nega a presença de militantes paquistaneses em seu território.

Cada lado afirmou ter causado um número muito maior de baixas ao outro, sem apresentar provas. O Paquistão afirmou ter matado mais de 200 combatentes afegãos do Talibã e aliados, enquanto o Afeganistão afirmou ter matado 58 soldados paquistaneses.

Na quinta-feira, o Paquistão realizou ataques aéreos em Cabul e em um mercado no leste do Afeganistão, de acordo com autoridades de segurança paquistanesas e o Talibã, desencadeando ataques retaliatórios do Talibã. O Paquistão não reconheceu oficialmente os ataques aéreos.

Tropas afegãs abriram fogo contra postos de fronteira paquistaneses na noite de sábado. O Paquistão afirmou ter respondido com tiros de canhão e artilharia.

Governo israelense aprova resolução de cessar-fogo em Gaza – As famílias aguardam os reféns

O governo de Israel aprovou a resolução de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns , mediada pelos EUA, de acordo com o gabinete do primeiro-ministro. Autoridades disseram que o cessar-fogo entrará em vigor imediatamente .

O governo se reuniu na noite de quinta-feira para votar a medida. A resolução inclui todos os reféns vivos e os restos mortais daqueles que morreram.

O genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff elogiaram as decisões do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu durante a guerra, dizendo que suas ações pressionaram o Hamas a fechar um acordo de cessar-fogo.

“O primeiro-ministro Netanyahu tomou decisões muito, muito difíceis, e pessoas menos experientes não as teriam tomado. E aqui estamos hoje, porque o Hamas teve que fazer isso. Eles tiveram que fechar este acordo. A pressão estava sobre eles”, disse Witkoff durante o discurso de abertura de uma reunião do governo israelense sobre o plano de cessar-fogo proposto, da qual ele e Kushner participaram.

Os Estados Unidos estão enviando 200 soldados para monitorar a implementação do plano de Gaza, disse uma alta autoridade americana.

O funcionário acrescentou que as tropas que os Estados Unidos estão enviando se juntarão a soldados do Egito, Catar, Turquia e Emirados Árabes Unidos para fornecer supervisão, embora outro funcionário tenha alertado que “nenhuma tropa dos EUA tem intenção de entrar em Gaza”.

O contingente de tropas dos EUA estará sob a supervisão do comandante do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, informou o primeiro oficial.

Trata-se de uma CiaTática (companhia militar tática) de ao menos 200 soldados a Israel para ajudar a apoiar e monitorar o acordo de cessar-fogo em Gaza que entrou em sua FASE 1 de fim das hostilidades e entrega de todos os reféns.

O Área Militar analisou a situação, possivelmente a CiaTática terá como função principal preparar o terreno para a chegada do presidente dos EUA Donald Trump. Mas a questão é: Trump pisará em Israel ou Gaza?

A libertação de todos os reféns mantidos em Gaza, a retirada militar israelense até um ponto acordado e a libertação de alguns prisioneiros palestinos. Um alto funcionário do Hamas disse que uma “declaração formal” encerrando a guerra em Gaza deve ser feita antes que os reféns sejam libertados.

Preparativos para ataque contra o Irã? EUA implantam bombardeiros B-2 na ilha Diego Garcia

Imagens de satélite de código aberto produzidas pelo Planet Labs em 25 de março mostraram a presença de até sete bombardeiros estratégicos B-2 Spirit da Força Aérea dos EUA na ilha de Diego Garcia – três em um pátio de estacionamento/área de carregamento de munições ativas e provavelmente mais quatro em abrigos reforçados.

Foto: Planet Lab

Ao lado deles, na pista, estavam várias aeronaves de reabastecimento aéreo KC-135 Stratotanker e três aviões de transporte C-17.

Esse acúmulo fez com que algumas mídias sociais se perguntassem se a implantação desses ativos estratégicos sinalizava uma prontidão para aumentar os ataques dos EUA contra os rebeldes Houthi no Iêmen.

No entanto, outros sugeriram que a presença de aeronaves de reabastecimento indicava o potencial para um ataque de longo alcance – com o Irã sendo o favorito como alvo pretendido.

Analistas militares observam que qualquer ataque dos EUA às instalações nucleares subterrâneas dispersas do Irã exigiria ataques coordenados, de precisão e de longo alcance, por bombardeiros apoiados e protegidos por aeronaves de plataformas navais pré-posicionadas, ou seja, um ou mais dos 12 porta-aviões de grande porte da frota da Marinha dos EUA.

Esta análise surgiu em meio a relatos de que o Grupo de Ataque de Porta-Aviões 1 dos EUA, liderado pelo USS Carl Vinson, em breve se mudaria para a região e seria complementado pelo Grupo de Ataque de Porta-Aviões 8, centrado no USS Harry S Truman.

A chegada da aeronave ocorreu mais de 48 horas e poucos dias após o Comando Estratégico dos EUA ter dito que o Irã estava acelerando seus preparativos de urânio altamente enriquecido e poderia ter material suficiente para uma ogiva nuclear em menos de uma semana.

O site de notícias dos EUA Axios relatou em 17 de março que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que considerava que o Irã seria responsável por quaisquer novos ataques dos Houthis e ameaçou com “consequências terríveis” se eles continuassem.

Em 19 de março, Trump enviou uma carta fortemente redigida ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, estabelecendo um prazo de dois meses para chegar a um novo acordo nuclear – o que o Irã rejeitou, dizendo que a oferta para negociar um novo acordo nuclear era “uma farsa”.

Em resposta, Teerã disse que o Irã não quer guerra, mas se os EUA “fizerem o movimento errado, a retaliação do Irã será decisiva e quem mais perderá será a América”.

Talvez para ressaltar sua preparação para resistir às ameaças dos EUA, o Irã republicou um vídeo de outubro de 2024 na terça-feira que mostrava o major-general Mohammad Hossein Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, e Amir Ali Hajizadeh, da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, dirigindo pela “Cidade dos Mísseis” subterrânea do Irã — projetada para mostrar que o Irã pode atacar qualquer alvo a qualquer distância.

O vídeo gerou comentários nas redes sociais sugerindo que o Irã havia colocado “todos os ovos na mesma cesta”, o que seria um alvo tentador para a bomba “bunker buster” guiada com precisão GBU-57A/B MOP (Massive Ordnance Penetrator) de 14.000 kg (30.000 libras) do B-2.