Trump lança estaleiro militar de US$ 6,6 bilhões nos EUA para acelerar produção de submarinos nucleares

O governo dos Estados Unidos deu nesta terça-feira (6) um passo de grande importância para ampliar sua capacidade de construção naval militar. Em Sparrows Point, no estado de Maryland, o presidente Donald Trump anunciou um novo projeto industrial que reúne US$ 3,7 bilhões em investimentos da Anduril Industries e até US$ 2,9 bilhões em contratos da Marinha dos EUA, totalizando potencialmente US$ 6,6 bilhões.

O empreendimento, chamado Arsenal-2, será instalado em uma área que durante décadas esteve ligada à indústria siderúrgica americana. A antiga unidade da Bethlehem Steel encerrou suas atividades em 2012, e agora o local será transformado em um importante polo da indústria de defesa.

O futuro da frota naval americana!

Apesar de o anúncio político falar em uma nova era para a construção de submarinos, há uma diferença importante: o Arsenal-2 não será, inicialmente, uma linha tradicional para fabricar submarinos completos.

A instalação deverá produzir componentes e grandes estruturas destinados principalmente aos submarinos nucleares de ataque da classe Virginia, incluindo equipamentos como tubos de torpedo e portas, além de outros módulos que integram essas embarcações.

A Anduril também pretende ampliar posteriormente sua produção para módulos maiores e seções de casco.

A empresa afirma ainda que o complexo terá capacidade para trabalhar com sistemas submarinos autônomos, colocando a Anduril, conhecida principalmente por drones, sistemas autônomos e softwares militares, em uma posição cada vez mais relevante dentro da indústria naval americana.

Por que Washington está fazendo isso agora?

O projeto faz parte de uma estratégia maior dos Estados Unidos para aumentar rapidamente a capacidade de sua indústria de defesa. A construção de submarinos nucleares americanos enfrenta uma combinação de fatores: cadeia de fornecedores limitada, falta de capacidade industrial, escassez de mão de obra especializada e atrasos em programas de construção naval.

Em agosto, a Casa Branca já havia determinado uma ampla iniciativa para reconstruir a indústria naval americana, apontando justamente para a falta de capacidade e competição no setor.

O governo também determinou estudos para ampliar a capacidade de construção e manutenção de navios militares e criar uma quinta instalação pública da Marinha.

O Arsenal-2 surge, portanto, como uma tentativa de atacar um dos principais gargalos da estratégia naval americana: não basta encomendar mais submarinos se a indústria não consegue produzir seus componentes na velocidade necessária.

Um ponto importante do acordo é a composição dos valores. A Anduril deverá investir US$ 3,7 bilhões de capital próprio na construção do complexo. Paralelamente, a Marinha americana concedeu à empresa um contrato de até US$ 2,9 bilhões relacionado à produção dos componentes submarinos.

De acordo com informações divulgadas sobre o projeto, o governo americano também terá uma participação de 40% no empreendimento, embora os detalhes dessa estrutura de propriedade sejam incomuns e ainda estejam sendo debatidos.

A proposta representa uma participação direta do Estado em uma empresa privada de defesa em uma escala pouco habitual nos Estados Unidos.

O impacto sobre a indústria militar americana

A nova instalação deverá  criar mais de 3.100 empregos diretos, além de sustentar milhares de outros postos de trabalho na cadeia de fornecedores. O governo de Maryland estima que o projeto possa apoiar mais de 14 mil empregos entre posições diretas e indiretas.

Para Washington, entretanto, o aspecto mais importante não é apenas a geração de empregos.

É a tentativa de recuperar uma capacidade industrial que os Estados Unidos consideram estratégica para uma eventual competição militar prolongada com grandes potências.

Os submarinos da classe Virginia são algumas das principais plataformas de ataque subaquático da Marinha americana. São submarinos de propulsão nuclear empregados em missões que incluem guerra antissubmarino, inteligência, vigilância e ataques contra alvos terrestres.

A expansão da produção ocorre em um momento no qual Washington busca aumentar sua capacidade militar diante da crescente competição estratégica internacional.

O efeito das guerra no Leste Europeu e no Oriente Médio

A guerra na Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio também expuseram uma realidade que preocupa os Estados Unidos: guerras modernas consomem grandes quantidades de equipamentos, munições e componentes, e uma potência militar precisa ter capacidade industrial para repor suas perdas e manter a produção durante uma crise prolongada.

Durante o anúncio, Trump apresentou o projeto como parte de uma retomada da indústria naval americana e afirmou que a iniciativa representa algo sem precedentes desde o período da Segunda Guerra Mundial.

O que acontece quando um navio comercial é atingido por drones ou mísseis no Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos de estrangulamento (chokepoints) mais importantes do comércio mundial. Todos os dias, milhões de barris de petróleo, gás natural liquefeito e diversas cargas comerciais transitam (ou pelo menos transitavam) por essa estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

Quando um navio mercante é atingido por um drone, míssil ou outro armamento, a prioridade deixa imediatamente de ser a carga e passa a ser a preservação da vida humana, seguida pela proteção ambiental e pela manutenção da segurança da navegação.

Embora cada incidente possua características próprias, existe uma sequência operacional relativamente padronizada, construída ao longo de décadas de evolução das normas internacionais de segurança marítima e aperfeiçoada após sucessivos ataques ocorridos na região.

A primeira reação ocorre a bordo

Nos primeiros segundos após um impacto, a tripulação executa procedimentos previamente treinados para situações de emergência.

O comandante assume o controle absoluto da operação, determina a avaliação dos danos e verifica imediatamente três fatores críticos: a existência de incêndios, a possibilidade de entrada de água no casco e o estado da tripulação.

Candidatos a aspirante a oficial do Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva Naval (NROTC) combatem incêndio controlado dentro do navio USS Chief da Marinha Americana. Fonte: Marinha dos EUA

Ao mesmo tempo, equipes específicas iniciam o combate ao fogo utilizando sistemas fixos de CO₂, espuma ou água pressurizada, enquanto outras procuram isolar compartimentos danificados para impedir que o alagamento comprometa a estabilidade do navio.

Caso existam feridos, inicia-se o atendimento médico de emergência utilizando os recursos disponíveis a bordo.

Se houver risco de perda do navio, o comandante pode ordenar a preparação para abandono, embora essa seja considerada uma medida extrema.

O pedido internacional de socorro

Logo após estabilizar a situação inicial, o navio transmite mensagens de emergência por rádio e por sistemas digitais de comunicação marítima.

O comandante Gregg Romero a bordo do navio de assalto anfíbio USS Nassau (LHA 4) da Marinha dos EUA. Foto: Marinha dos EUA.

Essas mensagens são recebidas por centros de coordenação de busca e salvamento (MRCC), autoridades costeiras, embarcações próximas e empresas responsáveis pelo gerenciamento do navio.

Dependendo da gravidade do ataque, também são informados centros internacionais de segurança marítima responsáveis pelo monitoramento da região.

Em paralelo, a empresa proprietária do navio ativa sua equipe de gerenciamento de crise em terra, que passa a acompanhar todas as decisões tomadas pelo comandante.

Quem presta auxílio ao navio atingido?

Navio-tanque ancorado perto de Basra, no Iraque, no porto de Khor Al Zubair, foi atacado pelo Irã. Foto: Reprodução vídeo

Ao contrário da percepção comum, normalmente não é uma única organização que assume o controle da resposta. Diversos atores passam a atuar simultaneamente.

Entre eles destacam-se:

  • rebocadores oceânicos especializados em salvamento;
  • empresas internacionais de salvamento marítimo;
  • guardas costeiras dos países próximos;
  • autoridades portuárias;
  • forças navais presentes na região;
  • companhias de seguros marítimos;
  • classificadoras navais responsáveis pela certificação técnica do navio.

Dependendo da localização exata do ataque, embarcações militares podem estabelecer uma área de segurança ao redor do mercante para reduzir o risco de novos ataques enquanto o salvamento é realizado.

Esse apoio, entretanto, normalmente possui caráter defensivo e humanitário, não significando necessariamente que o navio passe a operar sob escolta permanente.

O papel das marinhas militares

O Estreito de Ormuz é constantemente monitorado por diversas marinhas militares devido à sua importância estratégica.

Quando ocorre um ataque contra um navio comercial, navios de guerra ou aeronaves de patrulha podem aproximar-se para fornecer informações, vigilância, apoio médico e coordenação das comunicações.

Em muitos casos, helicópteros realizam inspeções visuais do casco, auxiliam na evacuação de feridos ou transportam equipes especializadas.

Entretanto, a responsabilidade pela condução do navio permanece com seu comandante e com a empresa proprietária.

As forças militares normalmente não assumem o controle operacional da embarcação, exceto em circunstâncias excepcionais envolvendo risco imediato à vida.

A difícil missão de manter o navio flutuando

Após controlar incêndios e vazamentos, inicia-se uma fase conhecida como salvamento marítimo.

Especialistas analisam diversos fatores:

  • integridade estrutural do casco;
  • estabilidade da embarcação;
  • condição da carga;
  • funcionamento dos sistemas de propulsão;
  • risco ambiental.
Cargo ship struck by a projectile in the Strait of Hormuz: UK
O navio cargueiro Mayuree Naree, com bandeira da Tailândia, foi envolto em fumaça negra no Estreito de Ormuz, em 11 de março de 2026, após ataque iraniano.

Se os motores permanecerem operacionais, o navio pode seguir lentamente até um porto considerado seguro. Caso contrário, rebocadores oceânicos assumem sua movimentação.

Em navios petroleiros ou químicos, uma das maiores preocupações é impedir derramamentos que possam provocar graves danos ambientais.

O destino da carga

Nem toda carga é descarregada imediatamente. Se os tanques permanecerem íntegros, o navio pode completar parte da viagem antes da inspeção definitiva.

Quando há danos estruturais significativos, parte da carga pode ser transferida para outra embarcação em operações conhecidas como “ship-to-ship transfer”.

Esse procedimento reduz o peso do navio danificado e diminui o risco de naufrágio.

Como a navegação é reorganizada após um ataque

Sempre que um incidente grave ocorre no Estreito de Ormuz, empresas de navegação reavaliam imediatamente seus planos de viagem.

Dependendo da avaliação de risco, alguns armadores reduzem o número de travessias, alteram horários de passagem, aumentam as medidas de vigilância a bordo e reforçam a coordenação com centros internacionais de segurança marítima.

Organizações internacionais e associações da indústria também divulgam orientações para avaliação de ameaças, planejamento de rotas e proteção das tripulações, preservando a autoridade do comandante sobre a segurança do navio.

Mesmo em cenários de elevada tensão geopolítica, o objetivo central permanece o mesmo: salvar vidas, manter o navio flutuando sempre que possível e restabelecer a segurança da navegação no menor tempo viável.

A Organização Marítima Internacional (IMO) tem reiterado que os marítimos civis não devem ser alvo de ataques e defende respostas coordenadas entre Estados e indústria para proteger a liberdade de navegação.

Nota: A condução de crises marítimas está sujeita a variações operacionais e legais, a depender de cada jurisdição.

Imagens de marinheiro da Marinha dos EUA vestindo a bandeira da Venezuela viralizam no USS Gerald R. Ford

Imagens de uma tripulante da Marinha dos EUA a bordo do porta-aviões USS Gerald R. Ford viralizaram depois que observadores notaram um emblema da bandeira venezuelana em seu uniforme, coincidindo com a chegada do porta-aviões ao Caribe como parte de um destacamento militar ampliado dos EUA.

As imagens começaram a circular depois que o porta-aviões Gerald R. Ford entrou nas águas da região esta semana, chamando a atenção tanto pela dimensão da embarcação — mais de 4.000 pessoas e dezenas de aeronaves táticas — quanto por um detalhe capturado em vídeo: uma mulher de camisa amarela comandando aeronaves no convés com uma bandeira venezuelana na manga direita.

Photo by Seaman Brianna Barnett / DVIDS

A marinheira foi rapidamente identificada por comentaristas online como Alix Marcano, uma Marinheira de Aviação (Manuseio) de 1ª Classe da Marinha dos EUA, que apareceu em diversas fotografias oficiais da Marinha entre 2022 e 2025, conforme relatado pela NTN24 .

A Marinha não confirmou sua nacionalidade, embora imagens divulgadas pelo Departamento de Defesa mostrem Marcano usando o mesmo distintivo da bandeira venezuelana durante um exercício multinacional de 2022, o Silent Wolverine, enquanto comandava um F/A-18F Super Hornet.

Marinha dos EUA recua no Caribe, move seus navios de guerra para áreas costeiras e portuárias à espera do Furacão Melissa

Vários navios de guerra da Marinha Americana designados para a missão antinarcóticos no Caribe se deslocaram para evitar o furacão Melissa, informou um oficial da Marinha dos EUA.

Atualmente, um enorme furacão de categoria 5 , o Melissa, deve atingir a Jamaica ainda hoje e amanhã, com prováveis ​​efeitos devastadores. Enquanto isso, parece que a Força Aérea dos EUA está enviando outro voo de bombardeiros B-1B Lancer para a região, em meio ao contínuo reforço militar dos EUA.

“Com base nas informações meteorológicas atuais e nos modelos de previsão, a Marinha continua a tomar decisões sobre o furacão Melissa”, disse-nos o oficial. “A segurança do nosso pessoal e de suas famílias é a nossa principal prioridade.” A tempestade segue em direção nordeste, afastando-se do Caribe.

Apesar dos movimentos dos navios, o furacão “não deve impactar as operações no Caribe”, disse-nos o oficial da Marinha, acrescentando que muitos dos oito navios de superfície designados para o esforço já estavam operando fora do caminho da tempestade.

A presença naval dos EUA na região inclui o Grupo de Prontidão Anfíbia de Iwo Jima (ARG)/22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (MEU), com mais de 4.500 marinheiros e fuzileiros navais em três navios: o navio de assalto anfíbio da classe Wasp , o USS Iwo Jima e o navio de transporte anfíbio da classe San Antonio , USS San Antonio.

Também estão destacados na região três contratorpedeiros de mísseis guiados da classe Arleigh Burke ; USS Jason Dunham , USS Stockdale e USS Gravely , o cruzador de mísseis guiados da classe Ticonderoga, USS Lake Erie , e o navio de combate litorâneo da classe Freedom, USS Wichita .

Venezuela mobiliza 25 mil militares em cinco estados “contra” narcotráfico para evitar ações dos EUA

A Venezuela comunicou que intensificará a presença militar em cinco estados do norte do país com o objetivo de aumentar a segurança e combater o tráfico de drogas, conforme anunciou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, no domingo (7).

Sob as diretrizes do presidente Nicolás Maduro, Padrino informou que serão mobilizados recursos e tropas para reforçar a atuação nos estados de Zulia e Falcón, identificados como importantes corredores do narcotráfico.

A operação também ampliará a presença militar na região insular de Nueva Esparta, além dos estados de Sucre e Delta Amacuro, conforme destacado em um vídeo compartilhado nas redes sociais.

Maduro, por sua vez, declarou no Telegram que determinou o fortalecimento das operações na chamada “Zona de Paz Binacional” com a Colômbia e na costa do Caribe, com o objetivo de proteger a soberania nacional, garantir a segurança do país e promover a paz.

O anúncio foi feito em um contexto de tensões com os Estados Unidos, que recentemente deslocaram navios de guerra para o Caribe com a justificativa de combater o narcotráfico, conforme informado pelo governo de Donald Trump.

Nem Padrino nem Maduro fizeram referência direta ao suposto “ataque letal” realizado pelas forças americanas na terça-feira (2), que, segundo Washington, teve como alvo uma embarcação transportando drogas em águas internacionais do Caribe, resultando em 11 mortes.

Os EUA associaram a embarcação ao grupo criminoso Tren de Aragua, enquanto autoridades venezuelanas classificaram a operação como uma “invenção”.

Fontes indicam que o presidente Trump avalia a possibilidade de realizar ataques militares contra cartéis de drogas na Venezuela, incluindo alvos dentro do território do país.

No domingo (7), Padrino afirmou que as regiões mencionadas agora contam com 25 mil militares mobilizados, equipados com recursos navais, fluviais e drones.

A primeira imagem divulgada do deslocamento de tropas dos EUA ao Caribe

A conta oficial das Forças da Frota dos EUA postou as primeiras imagens do deslocamento de tropas americanas para águas internacionais no Mar do Caribe, a 200 milhas da costa da Venezuela.

De acordo com a publicação no X, a fotografia corresponde ao último domingo, 24 de agosto, e foi tirada em uma área do Oceano Atlântico. “Oceano Atlântico (24 de agosto de 2025) Um Harrier AV-8B pousa no convés de voo do navio de assalto anfíbio classe Wasp USS Iwo Jima (LHD 7)”, observou a postagem. De acordo com as Forças da Frota dos EUA, este pouso se enquadra em “operações de voo durante um deslocamento regularmente programado”.

Essas imagens foram divulgadas uma semana após o presidente Donald Trump ter ordenado o envio de sete navios de guerra, dois submarinos, um avião-radar e mais de 8.000 soldados para o Mar do Caribe, perto da costa venezuelana.

As forças foram enviadas à área para impedir o tráfico de drogas da América do Sul para a Venezuela. A foto foi compartilhada pelo USS Iwo Jima, o navio de assalto que pertence ao Grupo de Desdobramento Anfíbio Pronto. De acordo com o jornal El Tiempo, de Bogotá, este é o primeiro grupo de embarcações que Washington ordenou a mobilização para a área.

Além disso, o grupo anfíbio inclui os navios USS San Antonio e USS Fort Lauderdale, que também estão a caminho da área e sofreram atrasos devido aos efeitos do furacão Erin.

Governo Donald Trump demite principal general e a chefe da Marinha dos EUA

Em um expurgo sem precedentes na alta liderança militar na sexta-feira à noite, o presidente Donald Trump demitiu o principal general dos EUA momentos antes de seu secretário de defesa demitir a chefe da Marinha dos EUA, Almirante Lisa M. Franchetti, e o vice-chefe da Força Aérea.

Trump anunciou que estava demitindo o presidente do Estado-Maior Conjunto, Charles Q. Brown , e substituindo-o pelo tenente-general da Força Aérea John Dan “Razin” Caine — uma atitude extraordinária, já que Caine está aposentado, de acordo com um oficial da Força Aérea, e não é um general quatro estrelas.

Trump chamou Brown de um “bom cavalheiro” e um “líder extraordinário”, enquanto insinuava as demissões que viriam. “Finalmente, também orientei o Secretário [de Defesa Pete] Hegseth a solicitar indicações para cinco cargos adicionais de alto nível, que serão anunciados em breve”, escreveu ele em sua plataforma Truth Social.

Minutos depois, Hegseth divulgou um comunicado anunciando que havia demitido a almirante Lisa Franchetti, chefe da Marinha.

Trata-se de uma medida normal em mudança de governo para ajustar às demandas e políticas de Donald Trump, o mesmo aconteceu em alguns cargos logo que Joe Biden assumiu a caneta presidencial após Donald Trump “perder” as eleições.

Hegseth disse na sexta-feira que o general James Slife, vice-chefe da Força Aérea, foi demitido e que ele estava “solicitando indicações” para os juízes advogados-gerais do Exército, Marinha e Força Aérea, indicando que eles serão substituídos.

“Sob o comando do presidente Trump, estamos colocando em prática uma nova liderança que concentrará nossos militares em sua missão principal de dissuadir, lutar e vencer guerras”, disse Hegseth na sexta-feira à noite.

As demissões eram esperadas há semanas, com rumores sobre a demissão iminente circulando pelo Pentágono. Mas a especulação sobre a demissão de Brown e outros se tornou mais séria quando uma lista formal foi recentemente compartilhada com alguns legisladores republicanos .

Trump criticou o que chamou de generais e oficiais “woke”, e Brown sempre foi respeitado pelo presidente, mas a grande mídia vermelha tenta colocar a demissão do general como “demissão de um homem preto”, como a CNN publicou horas atrás em seu site.

Muitos oficiais no Pentágono se perguntavam abertamente se Brown seria demitido rapidamente após a posse de Trump. Brown foi informado da decisão de removê-lo em um telefonema de Hegseth na sexta-feira, disse uma autoridade de defesa dos EUA.

URGENTE!! USS Harry S. Truman colide com navio mercante no Mar Mediterrâneo

USS Harry S. Truman (CVN-75), o carro-chefe do grupo de ataque Harry S. Truman, colidiu com o navio mercante M/V Besiktas-M por volta das 23h45 pelo horário local na quarta-feira, 12 de fevereiro, perto de Port Said, Egito, no Mar Mediterrâneo, segundo a Marinha dos EUA nesta quinta-feira.

“O transportador não sofreu inundações e a tripulação não relatou ferimentos”, de acordo com o Comandante Tim Gorman, porta-voz da 6a Frota dos EUA.

As plantas de propulsão de Truman não foram afetadas. A colisão está sob investigação, sem mais informações imediatamente disponíveis.

Caça Boeing EA-18G Growler da Marinha Americana cai na baía de San Diego – pilotos ejetaram!

Um jato de ataque eletrônico Boeing EA-18G Growler caiu na manhã desta quarta-feira pelo horário do Pacífico, em Point Loma, que marca a entrada da Baía de San Diego.

Manobras de aeronaves F-35 durante exercício na Baía de San Diego. Foto: Reprodução © Área Militar

No momento do acidente com o caça Growler estava ocorrendo o exercício Bamboo Eagle, na costa do sul da Califórnia. Não está claro se o acidente está conectado a este evento de treinamento em larga escala.

A San Diego Webcam on X, que tem câmeras ao redor da baía, foi a primeira a relatar o acidente. A afiliada local da ABC, Channel 10 News, relata que dois tripulantes foram resgatados logo após o acidente. Suas tripulações viram a aeronave cair na baía.

O EA-18G Growler é uma variante da família de aeronaves militares F/A-18 que combina o F/A-18 “Super Hornet” com um conjunto de guerra eletrônica.

O Growler foi designado para o Esquadrão de Ataque Eletrônico (VAQ) 135, baseado na Estação Aérea Naval de Whidbey Island, no estado de Washington.

O incidente aconteceu por volta das 10h15 perto de 1561 Shelter Island Dr., perto do Kona Kai San Diego Resort e outros negócios vizinhos, de acordo com as autoridades.

Militares confirmaram que dois pilotos estavam no avião no momento. Autoridades dizem que ambos os pilotos do avião foram resgatados e transportados para o UC San Diego Medical Center em Hillcrest.

Um porta-voz da Guarda Costeira dos EUA disse à FOX 5/KUSI que ambos os pilotos conseguiram ejetar com segurança e foram resgatados por um barco de pesca depois de ficarem na água por alguns minutos.

Os pilotos foram transferidos para um pequeno barco de Operações Aéreas e Marítimas da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA que estava no local quando o acidente aconteceu, acrescentou o porta-voz.

Marinha dos EUA sai na frente e proíbe uso da plataforma DeepSeek devido a “preocupações éticas e de segurança”

A Marinha dos EUA instruiu seus membros a evitar o uso da tecnologia de inteligência artificial da DeepSeek da China, apurou a CNBC.

Em um aviso emitido por e-mail aos “companheiros de bordo” na sexta-feira, a Marinha disse que a IA da DeepSeek não deveria ser usada “em nenhuma capacidade” devido a “possíveis preocupações éticas e de segurança associadas à origem e ao uso do modelo”.

Um porta-voz da Marinha dos EUA confirmou a autenticidade do e-mail e disse que ele se referia à política de IA generativa do Diretor de Informações do Departamento da Marinha.

O anúncio seguiu o lançamento do DeepSeek de seu novo e poderoso modelo de raciocínio de IA chamado R1, que rivaliza com a tecnologia da OpenAI. O modelo DeepSeek é de código aberto, o que significa que qualquer desenvolvedor de IA pode usá-lo.

O aplicativo DeepSeek chegou ao topo da lista da Apple Store e destronou o ChatGPT da OpenAI e pessoas do setor elogiaram seu desempenho e capacidade de raciocínio.

Os pronunciamentos da DeepSeek abalaram os mercados de capital na segunda-feira devido a preocupações de que futuros produtos de IA exigirão infraestrutura menos dispendiosa do que Wall Street supôs.

A DeepSeek disse no final de dezembro que seu grande modelo de linguagem levou apenas dois meses e menos de US$ 6 milhões para ser construído, apesar dos EUA terem restringido as exportações de chips para a China três vezes em três anos. Isso é uma pequena fração do valor gasto pela OpenAI, Anthropic, Google e outros.

O presidente Donald Trump , que assumiu o cargo na última segunda-feira, disse que a ascensão repentina do DeepSeek “deveria ser um alerta” para as empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Trump está atualmente tentando manter o aplicativo de mídia social chinês TikTok vivo nos EUA, depois que os legisladores determinaram que o serviço deve ser banido ou vendido devido a preocupações com a segurança nacional. Trump era a favor de banir o TikTok em sua primeira administração antes de mudar de ideia sobre o assunto.