34% dos universitários dos EUA aprovam uso de violência para perseguir liberdade de expressão

Um terço dos estudantes universitários diz que usar violência para impedir alguém de falar no campus é aceitável, pelo menos em casos raros, de acordo com uma pesquisa da Fundação para os Direitos Individuais e Expressão (FIRE).

“Todos os anos, entrevistamos 70.000 estudantes universitários. E perguntamos a eles se concordam em usar violência para interromper um discurso no campus”, disse o vice-presidente executivo da FIRE, Nico Perrino.

“Este ano, descobrimos que 34% dos estudantes universitários apoiam – até certo ponto – o uso da violência para calar um discurso no campus”, disse Perrino.

Esses dados coincidem com o atentado a tiro que assassinou o conservador influencer Charlie Kirk na Universidade Utah Valley, após ter sido atingido por um projétil de um fuzil de precisão.

Charlie Kirk foi hospitalizado após o projétil atingir seu crânio e pescoço, mas não resistiu aos ferimentos graves.

“Isso representa um aumento em relação aos 24% de 2021. Isso demonstra um câncer em nosso corpo político, em nosso debate público. Mais uma vez, liberdade de expressão é o que fazemos em vez de violência.”

Os resultados foram divulgados esta semana no ranking anual de liberdade de expressão da FIRE . Eles mostraram que 19% dos entrevistados disseram que usar violência para interromper um discurso no campus raramente é aceitável; 13% disseram que às vezes é aceitável; e 2% disseram que sempre foi aceitável.

Cerca de 66% dos entrevistados disseram que nunca é aceitável usar violência para interromper um discurso no campus.

O deputado de Utah Mike Kennedy disse que ficou “devastado” com a notícia da morte do ativista conservador Charlie Kirk na quarta-feira.

“Charlie Kirk era uma luz”, disse o republicano. “Ele defendia constantemente seus ideais sem violência e estava disposto a se envolver com o público.”

Kennedy disse que legisladores de Utah e membros da comunidade realizaram uma vigília para Kirk na capital do estado na quarta-feira.

“A violência e a intimidação não farão o povo americano recuar”, disse Kennedy. “A covardia desvairada deste assassino não é atribuível a todo o povo dos Estados Unidos da América.”

Venezuela mobiliza 25 mil militares em cinco estados “contra” narcotráfico para evitar ações dos EUA

A Venezuela comunicou que intensificará a presença militar em cinco estados do norte do país com o objetivo de aumentar a segurança e combater o tráfico de drogas, conforme anunciou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, no domingo (7).

Sob as diretrizes do presidente Nicolás Maduro, Padrino informou que serão mobilizados recursos e tropas para reforçar a atuação nos estados de Zulia e Falcón, identificados como importantes corredores do narcotráfico.

A operação também ampliará a presença militar na região insular de Nueva Esparta, além dos estados de Sucre e Delta Amacuro, conforme destacado em um vídeo compartilhado nas redes sociais.

Maduro, por sua vez, declarou no Telegram que determinou o fortalecimento das operações na chamada “Zona de Paz Binacional” com a Colômbia e na costa do Caribe, com o objetivo de proteger a soberania nacional, garantir a segurança do país e promover a paz.

O anúncio foi feito em um contexto de tensões com os Estados Unidos, que recentemente deslocaram navios de guerra para o Caribe com a justificativa de combater o narcotráfico, conforme informado pelo governo de Donald Trump.

Nem Padrino nem Maduro fizeram referência direta ao suposto “ataque letal” realizado pelas forças americanas na terça-feira (2), que, segundo Washington, teve como alvo uma embarcação transportando drogas em águas internacionais do Caribe, resultando em 11 mortes.

Os EUA associaram a embarcação ao grupo criminoso Tren de Aragua, enquanto autoridades venezuelanas classificaram a operação como uma “invenção”.

Fontes indicam que o presidente Trump avalia a possibilidade de realizar ataques militares contra cartéis de drogas na Venezuela, incluindo alvos dentro do território do país.

No domingo (7), Padrino afirmou que as regiões mencionadas agora contam com 25 mil militares mobilizados, equipados com recursos navais, fluviais e drones.

Inédito! Polícia do ICE e FBI invadem fábrica da Hyundai e prende 478 imigrantes ILEGAIS, a maior operação em massa até o momento

Centenas de agentes federais entraram em uma pequena comunidade no sudeste da Geórgia, entrando na enorme planta automobilística Hyundai Metaplant e detendo 475 indivíduos em uma das maiores ações até o momento na repressão à imigração irregular promovida pelo governo Trump em locais de trabalho nos EUA.

A maior parte dos detidos é de origem coreana, afirmou Steven Schrank, agente especial encarregado das Investigações de Segurança Interna (HSI). Ele destacou que a operação representa a maior ação de fiscalização em um único local na história do HSI, embora outras agências federais também tenham participado.

Anteriormente, as autoridades federais calcularam que 450 pessoas foram detidas na quinta-feira no extenso complexo em Ellabell, localizado a cerca de 40 quilômetros a oeste de Savannah, Geórgia.

Todos os 475 detidos estavam em situação irregular nos EUA, segundo Schrank. Alguns ingressaram ilegalmente no país, outros possuíam isenção de visto mas estavam proibidos de trabalhar, e alguns haviam excedido o prazo de validade de seus vistos, explicou.

As investigações do ICE e da Segurança Interna foram acompanhadas pela Patrulha Estadual da Geórgia, FBI, DEA, ATF e outras agências na execução de um mandado de busca como parte de uma investigação criminal em andamento sobre “alegações de práticas ilegais de emprego e outros crimes federais graves”, afirmou o Departamento de Segurança Interna em um comunicado.

Durante a operação, várias pessoas tentaram fugir — incluindo algumas que “correram para um lago de esgoto localizado no local”, disse o Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito Sul da Geórgia.

Os agentes usaram um barco para retirá-los da água. Um dos indivíduos nadou sob o barco e tentou virá-lo, sem sucesso. Essas pessoas foram capturadas e identificadas como trabalhadores ilegais.

A extensa Hyundai Metaplant, com 2.900 acres, tem duas partes : uma unidade de fabricação de veículos elétricos da Hyundai e uma fábrica de baterias para veículos elétricos, uma joint venture entre a Hyundai e a LG.

URGENTE!! Ditador Nicolás Maduro diz estar pronto para declarar “República em Guerra” caso seja atacado!

O Ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira que “declararia constitucionalmente uma república em armas”, ou declaração de Guerra, caso o país fosse atacado pelas forças que os Estados Unidos deslocaram para o Caribe.

Maduro denunciou que “oito navios militares com 1.200 mísseis e um submarino” apontam para a Venezuela, configurando “uma ameaça extravagante, injustificável, imoral e absolutamente criminosa, sangrenta”.

Ele acrescentou: “Diante dessa máxima pressão militar, declaramos máxima prontidão para a defesa da Venezuela.”

Washington anunciou a ampliação de sua presença naval na região para combater cartéis de drogas, mas não sinalizou incursão terrestre. Ainda assim, Caracas enviou tropas para a costa e para a fronteira com a Colômbia e convocou cidadãos a integrarem milícias civis.

Segundo o presidente, o número total de recrutados, milicianos e reservistas chega a 8,2 milhões.

O governo de Donald Trump argumenta que a operação é necessária para conter o tráfico de fentanil e outras drogas. O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil, porém, citou relatório da ONU segundo o qual 87% da cocaína colombiana sai pelo Pacífico e apenas 5% passa pela Venezuela.

Sobrevivendo às Sombras: A vida de imigrantes ilegais em Los Angeles após a eleição de Trump

Los Angeles, 7 de julho – O correspondente Carlos Correia trouxe relatos impactantes sobre a vida de imigrantes ilegais nos EUA, que lutam diariamente para sobreviver, acuados como presas por “caçadores de imigrantes” do governo americano.

Em um lava-jato movimentado nos arredores de Los Angeles, estado da Califórnia, nos EUA, passei quase duas horas conversando com funcionários que vivem ilegalmente nos Estados Unidos. Seus relatos, marcados por medo e resiliência, revelam o impacto profundo das políticas migratórias endurecidas após a reeleição de Donald Trump.

Com operações de deportação intensificadas e uma meta diária de 3.000 detenções, esses imigrantes compartilham estratégias criativas e desesperadas para escapar da vigilância da Imigração e Alfândega (ICE), transformando a luta pela sobrevivência em um jogo diário de esconderijo e solidariedade.

Caso especial que me causou espanto foi de uma senhora de 46 anos da Venezuela que permaneceu presa por 4 meses, fugiu do país com seu marido para os EUA após o seu pai ser morto pelo coletivo de Nicolás Maduro.

A venezuelana adentrou nos EUA pela fronteira Sul com o México, possui 2 crianças e trabalha polindo carros. A imigrante entrou com pedido de asilo, mas atualmente está com pedido de deportação e permanece “vivendo escondida”, sabe que se for deportada irá morrer na Venezuela, pois é oposição ao governo.

Então descobri como eles fazem para fugir da imigração em um ato de coragem e medo. A venezuelana abriu o celular e mostrou um app feito para ajudar os imigrantes.

Com ajuste de 6 milhas (+- 10 km), o aplicativo emite alerta quando viaturas ou policiais de imigração ICE estão por perto. Trata-se do app “ICEBlock”, como na imagem abaixo.

App ICEBlock. Foto: © Área Militar/Carlos Correa

Como funciona o ICEBlock?

O funcionamento do ICEBlock é simples: os usuários podem reportar anonimamente avistamentos de agentes do ICE em um raio de seis milhas, enviando alertas em tempo real.

A promessa de anonimato, o app não armazena dados pessoais, tem sido um dos principais atrativos, oferecendo uma sensação de segurança para aqueles que temem deportação. Com mais de 241.000 downloads registrados recentemente, o aplicativo alcançou os primeiros lugares na App Store, especialmente em áreas como Los Angeles, onde as operações do ICE têm sido frequentes.

“Queria fazer algo para ajudar a lutar contra isso”, disse Joshua Aaron, criador do app, em entrevista para mídias americanas, destacando que o ICEBlock é uma resposta ao aumento das detenções, que chegaram a uma meta de 3.000 por dia segundo ordens da Casa Branca.

Relatos indicam que comunidades têm usado o app para coordenar rotas seguras, permitindo que indivíduos evitem confrontos com agentes, muitas vezes mascarados e em roupas civis, durante incursões.

Por outro lado, a ferramenta tem gerado forte oposição. A administração Trump, por meio de figuras como a secretária de imprensa Karoline Leavitt e o diretor interino do ICE, Todd M. Lyons, classificou o ICEBlock como uma ameaça à segurança dos agentes, apontando um suposto aumento de 500% a 690% nos ataques contra agentes federais.

A procuradora-geral Pam Bondi chegou a ameaçar o desenvolvedor com investigações, sugerindo que o app poderia incitar violência e não estar protegido pela liberdade de expressão.

A popularidade do ICEBlock também foi impulsionada por um efeito inesperado: a crítica oficial só aumentou sua visibilidade, um fenômeno conhecido como “efeito Streisand”, quando a situação em que uma tentativa de remover ou censurar informação acaba por aumentar a atenção e a divulgação dessa mesma informação, frequentemente devido ao uso da internet.

Enquanto isso, usuários e ativistas defendem o app como uma forma de resistência pacífica, comparando-o a outros esforços comunitários, como fóruns e redes sociais que monitoram atividades do ICE.

Contudo, a narrativa não é unânime. Há relatos de que alguns opositores, incluindo grupos republicanos, estão inundando o app com alertas falsos para comprometer sua eficácia, levantando dúvidas sobre a confiabilidade das informações compartilhadas. Apesar disso, para muitos imigrantes, o ICEBlock representa uma linha de defesa em um contexto de políticas migratórias cada vez mais rigorosas.

A controvérsia em torno do app reflete um debate mais amplo sobre segurança, privacidade e os limites da tecnologia na luta por direitos. Enquanto o governo busca restringir seu uso, comunidades continuam a vê-lo como um farol de solidariedade em tempos incertos.

A questão permanece em aberto: será o ICEBlock uma solução inovadora ou um catalisador de tensões ainda maiores?

As informações são baseadas em relatos recentes e refletem sentimentos expressos por usuários e autoridades. A situação evolui rapidamente, e os impactos a longo prazo do app ainda são incertos.

Ao encerrar a minha experiência, deixei uma boa gorgeta e desejei toda a sorte do mundo para todos ali presentes, sabendo que também temos muito fugitivos e criminosos como imigrantes ilegais sendo presos todos os dias.

Se você sonha em morar nos EUA, não coloque sua família em perigo. Opte por vir legalmente, pois a travessia é arriscada e muitos não conseguem chegar ao destino.

Correspondente Carlos Correa – Califórnia

Instagram @carloscorreausa | X @CarloscorreaUsa

Emmanuel Macron critica Israel, e Donald Trump o repreende!

O presidente francês Emmanuel Macron se opôs nesta terça-feira à derrubada violenta do regime iraniano e alertou sobre os potenciais efeitos desestabilizadores em todo o Oriente Médio.

“O maior erro hoje seria tentar fazer uma mudança de regime no Irã por meios militares, porque isso levaria ao caos”, disse Macron aos repórteres no último dia da cúpula do G7 no Canadá, alertando que “ninguém pode dizer o que vem a seguir”.

“Nós nunca apoiamos ações de desestabilização regional”, acrescentou.

Macron também provocou fúria em Donald Trump, ai dizer que o americano saiu do G7 porque iria tentar um cessar-fogo em Israel. Trump não deixou barato e respondeu:

“Macron disse erroneamente que deixei a Cúpula do G7, no Canadá, para voltar a Washington para trabalhar em um ‘cessar-fogo’ entre Israel e o Irã. Errado! Ele não tem ideia de por que agora estou a caminho de Washington, mas certamente não tem nada a ver com um cessar-fogo É muito maior do que isso. Seja de propósito ou não, Emmanuel sempre entende errado. Fique ligado!”.

Donald Trump ficou irritado com os ataques ucranianos e agora pode reconsiderar ajuda a Kiev

A Casa Branca está debatendo reservadamente se deve reduzir o apoio à Ucrânia após uma série de ataques de drones que atingiram campos de aviação militares russos no fim de semana, de acordo com várias autoridades familiarizadas com as discussões internas.

Os ataques, que tiveram como alvo bombardeiros de longo alcance em bases no interior do território russo , foram saudados por autoridades ucranianas como uma vitória estratégica.

Mas dentro da Casa Branca, os ataques despertaram preocupações de que Kiev possa estar arriscando uma escalada mais ampla com Moscou, gerando novas dúvidas sobre a continuidade da assistência militar dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou frustração com a operação e seu momento, disseram vários funcionários do governo anonimamente ao The Atlantic .

Em particular, Trump teria questionado se o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky estaria minando os esforços de paz em andamento e arrastando os Estados Unidos para uma guerra mais ampla.

Segundo diversas fontes, o ataque com drones reacendeu o ceticismo de longa data de Trump em relação a Zelensky, a quem ele já havia descrito como imprudente e difícil de lidar. Autoridades disseram que Trump estava particularmente irritado com o fato de a Ucrânia não ter informado Washington com antecedência sobre a operação, que teria causado bilhões de dólares em danos a ativos russos.

Secretária de Segurança Interna dos EUA visitará prisão em El Salvador

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, deve visitar nesta quarta-feira, 26 de março, uma megaprisão em El Salvador que mantém venezuelanos deportados pelos EUA, enquanto grupos de direitos civis contestam as remoções em uma batalha judicial de alto nível.

Noem, uma defensora declarada do combate à imigração ILEGAL do presidente dos EUA , Donald Trump , também pretende se encontrar com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, informou o Departamento de Segurança Interna dos EUA no início desta semana.

Trump invocou a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 em 15 de março para deportar rapidamente membros da gangue venezuelana Tren de Aragua , tentando acelerar as remoções com uma lei mais conhecida por seu uso para internar imigrantes japoneses, italianos e alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Uma batalha jurídica subsequente sobre a medida destacou as tentativas de Trump de pressionar o judiciário federal, um ramo co-igual do governo que serve como um freio ao poder executivo.

Protestos na Turquia contra prefeito de Istambul se transformam em “luta pela democracia”

Quando os manifestantes se reuniram na prefeitura de Istambul na semana passada, indignados com a prisão do prefeito Ekrem İmamoğlu, Azra, de 26 anos, disse que inicialmente estava com muito medo de desafiar a proibição de reuniões. À medida que os protestos cresciam nos campi universitários e em cidades e vilas por toda a Turquia, ela não conseguiu mais resistir a se juntar.

A prisão do prefeito da maior cidade da Turquia em uma operação de madrugada na semana passada foi um momento decisivo no afastamento prolongado do país da democracia. Os oponentes do presidente Recep Tayyip Erdoğan temem que seja uma jogada para afastar o único desafiante capaz de derrotá-lo nas próximas eleições, esperadas antes de 2028.

İmamoğlu e mais de 100 outras pessoas, incluindo autoridades municipais e o chefe da empresa de construção do prefeito, receberam ordens de prisão e foram acusados ​​de peculato e corrupção – acusações que o prefeito nega. Ele também nega acusações de terrorismo feitas contra ele por colaboração com uma coalizão política de esquerda antes das eleições locais do ano passado, que viram grandes perdas para o partido Justiça e Desenvolvimento (AKP) de Erdoğan.

O ministro da Justiça Yılmaz Tunç tentou rejeitar qualquer suspeita de que as acusações contra İmamoğlu e outros do Partido Republicano do Povo (CHP) da oposição eram politizadas. “Tentar associar investigações e casos judiciais ao nosso presidente é, para dizer o mínimo, um ato de audácia e irresponsabilidade”, disse ele.

Em poucos dias, o que começou como protestos em resposta à detenção de İmamoğlu cresceu para algo mais. “Isso é maior do que İmamoğlu. É sobre uma luta por democracia, lei e direitos iguais”, disse Azra enquanto os manifestantes se aglomeravam ao redor dela.

O presidente turco há muito tempo busca retomar Istambul do controle da oposição, alimentando a alegria dos manifestantes em desafiar a proibição de reuniões na cidade onde Erdoğan começou sua carreira política como prefeito.

Parado do lado de fora de uma estação de metrô enquanto centenas de pessoas animadas saíam para a rua, irrompendo em cânticos antigovernamentais e batendo nas escadas rolantes, outro manifestante, chamado Diler, chamou as manifestações de “uma resposta à pressão que se acumulou ao longo dos anos”.

“Há problemas com a economia, com a educação, com o sistema de saúde”, ela disse em um aceno à crise econômica que fez o custo de vida disparar. “Estamos fartos deste governo.”

Apoiadores do prefeito disseram que 300.000 pessoas se juntaram à manifestação em Istambul na sexta-feira à noite, enquanto o vídeo mostrou manifestantes indo às ruas e entrando em confronto com a polícia nas principais cidades do país. O ministro do interior turco, Ali Yerlikaya, disse que 343 pessoas foram detidas em nove cidades após participarem das manifestações.

As autoridades turcas intensificaram suas tentativas de reprimir os protestos crescentes, incluindo o bloqueio do tráfego em duas pontes que levam à prefeitura de Istambul e o bloqueio de diversas vias próximas com linhas de polícia de choque.

Erdoğan expressou seu crescente descontentamento com os apelos para manifestação do chefe da oposição, dizendo: “A Turquia não é um país que estará nas ruas – não se renderá ao terrorismo de rua.”

Apesar da indignação doméstica com a detenção de İmamoğlu, a resposta internacional permaneceu silenciosa. A reação mais clara foi financeira, com estimativas de que o banco central turco gastou um recorde de US$ 11,5 bilhões sustentando a lira no dia seguinte à prisão de İmamoğlu, enquanto os investidores fugiam e a moeda despencava em valor.

Reações em outros lugares foram bem menos impactantes. Um porta-voz do secretário-geral da ONU disse que eles esperavam que “as regras normais para o devido processo fossem seguidas”, enquanto a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, disse que Washington “não comentará sobre os processos internos de tomada de decisão de outro país”.

O presidente dos EUA, Donald Trump , e Erdoğan conversaram por telefone poucos dias antes da prisão de İmamoğlu em meio a relatos de que o líder turco está buscando uma reunião na Casa Branca nos próximos meses.

O enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse ao analista de direita Tucker Carlson em uma entrevista que a conversa entre Trump e Erdoğan foi “transformacional”, acrescentando: “Acho que há muitas notícias boas e positivas saindo da Turquia agora”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tornou-se a autoridade de mais alto escalão a fazer qualquer crítica, afirmando que a Turquia “deve proteger os valores democráticos, especialmente os direitos dos funcionários eleitos”.

É improvável que haja quaisquer ações significativas a seguir; não haverá sanções ou desconvites a Erdoğan para cúpulas, recusando-se a incluir a Turquia no planejamento futuro. Não haverá repercussões concretas, por causa da maneira como a Turquia se posicionou nesta nova arena global como uma potência importante.

Espera-se que o CHP prossiga com a declaração de İmamoğlu como seu candidato à presidência neste fim de semana, após uma votação primária simbólica. Aqueles do lado de fora da prefeitura insistiram que o prefeito de Istambul deveria permanecer como candidato da oposição, mesmo que isso signifique fugir da prisão.

Chefes de inteligência de Donald Trump enfrentarão interrogatório dos democratas da Câmara sobre erro do Signal

Os democratas da Câmara exigirão na quarta-feira respostas de dois chefes de inteligência dos EUA que foram revelados como membros de um grupo de bate-papo usado por autoridades do governo Trump para discutir planos de bombardear o Iêmen na presença de um jornalista.

A notícia da existência do bate-papo em grupo e da inclusão de Jeffrey Goldberg , editor-chefe da Atlantic, gerou indignação no Capitólio em um momento conveniente para os democratas, que são minoria no Senado e na Câmara dos Representantes e estão se recuperando do retorno de Donald Trump à Casa Branca há dois meses.

A diretora de inteligência nacional, Tulsi Gabbard, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, ambos participantes do bate-papo em grupo no aplicativo Signal, estão dando depoimentos anuais aos legisladores com suas avaliações das ameaças enfrentadas pelos Estados Unidos, e os senadores democratas já os bombardearam com perguntas em uma audiência do comitê de inteligência na terça-feira.