Exército venezuelano prepara resposta em caso de ataque dos EUA com forças terrestres guerrilheiras em todo o país

De acordo com matéria de última hora da Reuters, a Venezuela está mobilizando armas, incluindo equipamentos de fabricação russa com décadas de existência, e planeja organizar uma resistência no estilo guerrilha ou semear o caos em caso de um ataque aéreo ou terrestre dos EUA.

Essa abordagem representa uma admissão tácita da escassez de pessoal e equipamentos no país sul-americano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu a possibilidade de operações terrestres na Venezuela, afirmando que “a terra será o próximo alvo”, após múltiplos ataques a supostos navios de narcotráfico no Caribe e um grande aumento da presença militar americana na região.

Posteriormente, ele negou estar considerando ataques dentro da Venezuela.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no poder desde 2013, afirma que Trump está tentando destituí-lo e que os cidadãos venezuelanos e os militares resistirão a qualquer tentativa nesse sentido.
As forças armadas dos EUA superam em muito as da Venezuela, que estão debilitadas pela falta de treinamento, baixos salários e equipamentos deteriorados.

Após Tailândia suspender Acordo de Paz, Camboja afirma que continua reduzindo armamentos na fronteira

O Camboja anunciou no sábado que houve uma redução do número de armas pesadas em sua fronteira com a Tailândia, após a assinatura de um pacto de paz entre Phnom Penh e Bangkok, na sequência de um conflito fronteiriço sangrento.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa do Camboja, o Camboja e a Tailândia “continuaram a implementar a 2ª etapa da Fase 1 da remoção de armas e equipamentos pesados ​​e destrutivos” das regiões fronteiriças.

“É importante lembrar que a remoção de armas e equipamentos pesados ​​e destrutivos demonstra o compromisso tanto do Camboja quanto da Tailândia em respeitar e implementar a Declaração Conjunta de Kuala Lumpur entre o Camboja e a Tailândia, assinada em 26 de outubro”, diz o comunicado.

Phnom Penh expressou a esperança de que ambas as partes “continuem a implementar de forma plena e eficaz a Declaração Conjunta de Kuala Lumpur com sinceridade, boa vontade e transparência”, apelando para o “rápido restabelecimento da normalidade” das relações bilaterais.

Em comunicado divulgado separadamente na sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Tailândia afirmou que ambos os lados concordaram em trabalhar na construção de uma cerca de segurança de 8 quilômetros (50 milhas) ao longo da fronteira.

No final do mês passado, Camboja e Tailândia discutiram o início da primeira fase da remoção de armas pesadas e destrutivas de suas áreas fronteiriças compartilhadas.

Em 26 de outubro, os dois países assinaram um acordo de paz em Kuala Lumpur, na presença do presidente dos EUA, Donald Trump, e do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim.

Camboja e Tailândia concordaram com um cessar-fogo incondicional em 28 de julho, em uma reunião trilateral organizada pelo primeiro-ministro malaio, Anwar, após semanas de hostilidades.

URGENTE!! Tailândia suspende acordo de paz com Camboja após mina terrestre explodir e ferir soldados

A Tailândia anunciou nesta segunda-feira (10) a suspensão da implementação de um acordo de paz com o Camboja, país vizinho, após a explosão de uma mina terrestre ter ferido dois soldados tailandeses perto da fronteira.

O acordo, supervisionado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha como objetivo garantir um fim duradouro às hostilidades após os confrontos na fronteira em julho, que mataram pelo menos 43 pessoas e deslocaram mais de 300 mil civis em ambos os lados.

O Exército Real Tailandês afirmou em comunicado que a explosão de uma mina na província de Sisaket deixou um soldado com uma grave lesão na perna, enquanto a pressão da explosão causou dores no peito em outro.

O porta-voz do governo tailandês, Siripong Angkasakulkiat, afirmou que Bangkok deixará de dar seguimento à declaração conjunta, referindo-se ao acordo com o Camboja assinado em Kuala Lumpur no final de outubro, meses depois de as duas partes terem concordado com um cessar-fogo.

Os próximos passos planejados como parte da implementação do acordo incluíam a libertação de 18 soldados cambojanos detidos na Tailândia.

O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, disse em uma coletiva de imprensa que “pensávamos que a ameaça à segurança tivesse diminuído, mas na verdade não diminuiu”.

As autoridades cambojanas não comentaram o incidente de imediato, mas já negaram no passado as acusações tailandesas de terem plantado novas minas terrestres ao longo da fronteira.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, o Ministério da Defesa do Camboja prometeu um “compromisso inabalável” com a paz.

Os vizinhos do Sudeste Asiático têm uma disputa sobre partes de sua fronteira que remonta a mais de um século, mas os confrontos de julho foram desencadeados pelas alegações da Tailândia de que o Camboja plantou minas terrestres que feriram suas tropas.

A Tailândia e o Camboja concordaram com uma trégua inicial no final de julho, após a intervenção de Donald Trump, bem como de diplomatas chineses e do primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, que preside o bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Republicanos avançam contra Democratas no Senado e devem encerrar a paralisação do governo Donald Trump

No domingo, o Senado avançou de forma significativa em direção à retomada das atividades governamentais, após um grupo de senadores democratas decidir apoiar os republicanos na aprovação de uma versão revisada do projeto destinado a pôr fim ao shutdown.

Ao longo do dia, os indícios de que a paralisação, já em seu 40º dia, poderia estar próxima do fim ganharam força, especialmente com a introdução de um conjunto bipartidário de medidas de gastos que os congressistas pretendem vincular a uma proposta alterada para reabrir o governo.

Oito senadores democratas romperam com a linha partidária, representando o avanço inicial da estratégia republicana para superar o impasse orçamentário.

Vários dos legisladores que se distanciaram do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, democrata de Nova York, haviam participado ativamente de discussões bipartidárias nas semanas anteriores.

Dentre os que mudaram de posição estavam os senadores Angus King (independente pelo Maine), John Fetterman (democrata pela Pensilvânia), Catherine Cortez Masto (democrata por Nevada), Jeanne Shaheen (democrata por New Hampshire), Maggie Hassan (democrata por New Hampshire), Jacky Rosen (democrata por Nevada), Tim Kaine (democrata pela Virgínia) e Dick Durbin (democrata por Illinois), o segundo nome mais influente entre os democratas na Casa.

“A dúvida era se manter o governo fechado ajudaria a conquistar o apoio necessário para renovar os créditos fiscais. Concluímos que não”, afirmou King. “Isso não traria o resultado desejado. E a evidência está nas quase sete semanas de esforços sem sucesso para alcançar esse objetivo”.

Schumer e os democratas do Senado insistiam que só aprovariam a reabertura do governo se houvesse um compromisso firme para estender os subsídios do Obamacare, prestes a vencer.

No entanto, o acordo elaborado nos últimos dias não contemplou essa demanda. Apesar de algumas conquistas na resolução orçamentária continuada revisada, como a anulação de parte das dispensas de funcionários implementadas pela administração Trump e a garantia de salários retroativos a esses servidores, não houve avanços concretos na questão do Obamacare.

Isso indica que os democratas do Senado acabaram recuando, com poucos ganhos palpáveis em relação à saúde, além da promessa de uma votação sobre os subsídios feita pelo líder da maioria, John Thune, republicano da Dakota do Sul, incorporada à atualização da resolução orçamentária.

Schumer atacou veementemente o pacto de conciliação e declarou que, ao recusarem a contraproposta democrata de prorrogar os subsídios em expiração por um ano, “os republicanos demonstraram que se opõem a qualquer avanço na área da saúde”.

Kiev aumenta as esperanças de um acordo sobre os mísseis Tomahawks

A transferência de mísseis Tomahawk de longo alcance dos Estados Unidos para a Ucrânia ainda está em discussão e Kiev está em negociações “positivas” com os EUA, afirma o embaixador do país devastado pela guerra em Washington.

Olha Stefanishyna disse à Bloomberg que as discussões “ainda estão em andamento” e que a Ucrânia tem “muitas delegações trabalhando para ampliar os recursos financeiros disponíveis para adquirir mais capacidades militares dos EUA”.

Donald Trump tem demonstrado repetidamente hesitação em permitir ou não o envio de mísseis Tomahawk para a Ucrânia, o que ajudaria Kiev a atingir alvos em território russo .

No domingo, ele disse que “não estava realmente” inclinado a deixar o acordo prosseguir, mesmo depois do Pentágono ter afirmado não ter objeções logísticas.

URGENTE!! Ataque na Venezuela se aproxima, após senadores republicanos derrubarem resolução da esquerda que tentava IMPEDIR ataques de Donald Trump

Senadores republicanos bloquearam uma tentativa de acabar com a capacidade do presidente Donald Trump de continuar os ataques contra supostos barcos de narcotráfico no Caribe.

Os senadores democratas, liderados pelo senador Tim Kaine, da Virgínia, forçaram uma votação sobre uma resolução relativa aos poderes de guerra que teria interrompido os ataques da administração Trump contra supostos barcos venezuelanos de narcotráfico.

Kaine, juntamente com os senadores Adam Schiff (democrata da Califórnia) e Rand Paul (republicano do Kentucky), apresentou a resolução no início deste mês, depois que Trump sinalizou que autorizaria ataques em solo venezuelano. Eles argumentaram que os ataques, e uma possível intervenção no terreno, não deveriam poder continuar sem autorização do Congresso.

Apesar dos ataques a supostos barcos de narcotráfico terem causado desconforto a membros de ambos os partidos, a iniciativa fracassou em grande parte seguindo as linhas partidárias, com exceção de Paul e da deserção da senadora Lisa Murkowski, republicana do Alasca, que votou a favor de uma resolução anterior para bloquear os ataques de Trump no Caribe no início deste mês.

No início deste mês, Trump reconheceu que autorizou as operações da CIA na região por dois motivos: que a Venezuela havia “esvaziado suas prisões nos Estados Unidos da América” ​​e que drogas estavam entrando no país.

Essa foi mais uma vitória espantosa de Donald Trump em Washington, mesmo com a Casa Branca permanecendo segura em afirmar que os recursos militares estão sendo deslocados para lá apenas para apoiar operações de combate ao narcotráfico e coletar informações de inteligência.

Até o momento, o governo tem tentado evitar o envolvimento do Congresso em sua campanha militar na América Latina. Um alto funcionário do Departamento de Justiça disse ao Congresso na semana passada que as forças armadas dos EUA podem continuar seus ataques letais contra supostos traficantes de drogas sem a aprovação do Congresso e que o governo não está vinculado a uma lei de poderes de guerra de décadas atrás que o obrigaria a trabalhar com os legisladores.

Mas, novamente, é muito contraditório. Em resumo, isso significa que o governo Trump interpreta que pode prosseguir com ataques militares letais contra supostos traficantes de drogas (como em barcos no Caribe e Pacífico) de forma unilateral, sem precisar de autorização prévia do Congresso.

A justificativa é que essas ações não configuram “hostilidades” ou guerra formal, escapando às exigências da Lei de Poderes de Guerra de 1973 (War Powers Resolution), que obriga o presidente a consultar legisladores em operações militares prolongadas.

FIM DA NOVELA? Governo Trump afirma ao Congresso que atualmente não possui justificativa legal para atacar a Venezuela!

Autoridades do governo Trump disseram a parlamentares na quarta-feira que os EUA não estão planejando lançar ataques dentro da Venezuela e não têm justificativa legal para ataques contra alvos terrestres neste momento, de acordo com fontes familiarizadas com a reunião conduzida pelo secretário de Estado Marco Rubio, pelo secretário de Defesa Pete Hegseth e por um funcionário do Gabinete de Assessoria Jurídica da Casa Branca.

Durante a sessão fechada, os legisladores foram informados de que o parecer emitido pelo Gabinete de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça para justificar os ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, divulgado inicialmente por correspondentes da CNN no mês passado, não autoriza ataques dentro da própria Venezuela ou em qualquer outro território, disseram quatro fontes.

A “ordem de execução” que deu início à campanha militar dos EUA contra supostos barcos de narcotráfico, iniciada em setembro, também não se estende a alvos terrestres, disseram os informantes, de acordo com as fontes.

De acordo com uma das fontes familiarizadas com o documento, o parecer existente do Escritório de Assessoria Jurídica (OLC) inclui uma lista de 24 cartéis e organizações criminosas diferentes com base na América Latina que, segundo o documento, o governo está autorizado a combater.

O superporta-aviões USS Gerald R. Ford aponta em direção ao Caribe junto ao destroier USS USS Bainbridge

O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões e navio de guerra do mundo, juntamente com o USS Bainbridge, um destróier de mísseis guiados, partiram oficialmente do Mediterrâneo rumo ao Caribe na manhã de terça-feira, de acordo com um oficial de defesa dos EUA, enquanto ambas as embarcações seguiam para a América do Sul.

O porta-aviões completou sua travessia do Estreito de Gibraltar na terça-feira, uma ação realizada em apoio à crescente presença militar dos EUA na região.

O Pentágono anunciou em uma publicação nas redes sociais em 24 de outubro que enviaria o porta-aviões e seu grupo de ataque para a área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA, em apoio ao que o Pentágono chamou de esforços contínuos de combate ao narcotráfico.

“O aumento da presença militar dos EUA na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM) fortalecerá a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper agentes e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em uma publicação no LinkedIn .

O Grupo de Ataque do USS Gerald R. Ford é composto por cinco destróieres, incluindo o Bainbridge, mas não está claro se os outros quatro destróieres se juntarão à área de operações do SOUTHCOM.

Putin ordena preparativos para possíveis testes nucleares em resposta à ordem de testes de Donald Trump

A Rússia poderá se preparar para retomar os testes de armas nucleares caso os Estados Unidos realizem testes primeiro, afirmou o presidente Vladimir Putin nesta quarta-feira, em resposta aos comentários do presidente americano Donald Trump sobre o assunto.

Na semana passada, Trump afirmou nas redes sociais que havia instruído o Pentágono a “começar a testar nossas armas nucleares em igualdade de condições” com a Rússia e a China. Não ficou claro se ele se referia a testes envolvendo ogivas nucleares ou não.

“Instruí o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa, os serviços especiais e as agências civis relevantes a coletarem informações adicionais, analisá-las no Conselho de Segurança e apresentar propostas coordenadas sobre possíveis preparativos para testes de armas nucleares”, disse Putin na quarta-feira.

A Rússia não realiza oficialmente um teste nuclear desde 1990, um ano antes do colapso da URSS.

Em 1996, as duas maiores potências nucleares do mundo assinaram o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, um acordo histórico que visa proibir completamente todos os testes nucleares.

Embora Moscou tenha ratificado o CTBT em 2000, Washington nunca deu o passo final de codificá-lo em lei, e Putin revogou sua ratificação em 2023.

“A Rússia sempre cumpriu rigorosamente suas obrigações no âmbito do CTBT, e não temos planos de nos afastarmos delas”, disse Putin a altos funcionários de segurança e defesa nesta quarta-feira.

“No entanto, se os Estados Unidos ou outros participantes do tratado realizarem tais testes, a Rússia também deverá tomar as medidas cabíveis”, alertou Putin.

O ministro da Defesa, Andrei Belousov, pediu prontidão imediata no arquipélago ártico de Novaya Zemlya, citando a modernização do armamento dos EUA e declarações recentes de altos funcionários americanos.

“É aconselhável iniciar imediatamente os preparativos para testes nucleares em grande escala”, disse ele a Putin. “O estado de prontidão do local de testes de Novaya Zemlya permite sua realização rápida.”

Em outubro, Putin supervisionou dois testes de rotina de armas com capacidade nuclear, que excluíram ogivas atômicas.

Rússia se mostra disposta a enviar mísseis hipersônicos para a Venezuela

A Rússia poderia fornecer seus mísseis hipersônicos mais avançados à Venezuela, em meio a relações tensas com os Estados Unidos.

O Kremlin afirma que o míssil Oreshnik é impossível de interceptar e pode transportar ogivas convencionais e nucleares. Alexei Zhuravlyov, vice-presidente da comissão parlamentar de defesa da Rússia, alertou que “os americanos podem ter algumas surpresas” ao abrir a possibilidade de uma transferência de armas para a Venezuela.

“Não vejo obstáculos para fornecer a um país amigo novos desenvolvimentos como o míssil Oreshnik ou, digamos, os mísseis Kalibr, que já provaram ser eficazes”, disse Zhuravlyov ao site de notícias russo Gazeta.Ru.

O míssil Oreshnik, que significa “aveleira”, é capaz de atingir qualquer alvo no continente europeu em menos de uma hora se lançado da Rússia ou da Bielorrússia, de acordo com Moscou.

Vladimir Putin, o presidente russo, insistiu que os mísseis são tão poderosos que usar vários deles em um ataque com ogivas convencionais seria tão catastrófico quanto um ataque nuclear.

O míssil Oreshnik foi usado pela primeira vez na cidade de Dnipro, no leste da Ucrânia, em novembro de 2024, numa ação que Putin descreveu como uma represália ao uso, pela Ucrânia, de armamento de longo alcance proveniente dos EUA e do Reino Unido, incluindo mísseis Storm Shadow, para atingir alvos dentro da Rússia.