Aleksandr Lukashenko é declarado vencedor das eleições na Bielorrússia, o que o Ocidente chama de farsa

O líder bielorrusso e aliado russo Alexander Lukashenko estendeu seu governo de 31 anos nesta segunda-feira, 27 de janeiro, depois que autoridades eleitorais o declararam vencedor de uma eleição presidencial que os governos ocidentais rejeitaram como uma farsa.

Lukashenko, que não enfrentou nenhum desafio sério dos outros quatro candidatos na cédula, obteve 86,8% dos votos, de acordo com os resultados iniciais.

Políticos europeus disseram que a votação não foi livre nem justa porque a mídia independente é proibida na antiga república soviética e todas as principais figuras da oposição foram presas ou forçadas a fugir para o exterior.

“O povo da Bielorrússia não teve escolha. É um dia amargo para todos aqueles que anseiam por liberdade e democracia”, postou a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, no X.

A líder da oposição exilada Sviatlana Tsikhanouskaya pediu uma expansão das sanções ocidentais contra empresas e indivíduos bielorrussos envolvidos na repressão de oponentes de Lukashenko e no fornecimento de munições para o esforço de guerra da Rússia na Ucrânia.

“Enquanto a Bielorrússia estiver sob o controle de Lukashenko e Putin, haverá uma ameaça constante à paz e à segurança de toda a região”, disse ela.

A chefe de relações exteriores da UE, Kaja Kallas, e a comissária para a ampliação, Marta Kos, disseram em um comunicado que o bloco continuaria impondo “medidas restritivas e direcionadas contra o regime”, ao mesmo tempo em que apoiaria a sociedade civil e a oposição exilada.

Questionado sobre a prisão de seus oponentes, Lukashenko disse no domingo que eles tinham “escolhido” seu próprio destino. Ele negou que sua decisão de soltar mais de 250 pessoas condenadas por atividade “extremista” fosse uma mensagem ao Ocidente para buscar um alívio de seu isolamento.

“Eu não dou a mínima para o Ocidente”, ele disse em uma longa entrevista coletiva que durou bem mais de quatro horas.

“Nós nunca recusamos relações com o Ocidente. Sempre estivemos prontos. Mas vocês não querem isso. Então o que devemos fazer, nos curvar diante de vocês ou rastejar de joelhos?”

Ao longo de sua carreira, Lukashenko conseguiu se tornar um aliado útil para a Rússia e extrair ganhos vitais na forma de petróleo barato e empréstimos, ao mesmo tempo em que impedia que seu país de nove milhões de habitantes fosse engolido por seu vizinho muito maior.

Mas a guerra na Ucrânia o ligou mais do que nunca a Putin, cuja invasão foi lançada em parte do território bielorrusso. Putin também implantou armas nucleares táticas russas na Bielorrússia.

Alexander Lukashenko é um político bielorrusso que foi o primeiro e até o momento, único presidente da Bielorrússia desde a criação do cargo em 1994, tornando-o o atual chefe de estado mais antigo na Europa .

O mandato para o presidente é de cinco anos, mas devido a um referendo de 1996, a eleição que deveria ocorrer em 1999 foi adiada para 2001. De acordo com a Constituição de 1994, o presidente só poderia servir por dois mandatos como presidente, mas devido a uma mudança na Constituição, os limites de mandato foram eliminados.

80 anos após a libertação de Auschwitz

Neste mesmo dia, em 27 de janeiro, comemora-se o 80º aniversário da libertação de Auschwitz, um campo de concentração na Polônia usado pelos extremistas de esquerda do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães liderado por Adolf Hitler.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a Europa tem o dever de honrar a memória das vítimas do Holocausto. “Nunca esqueceremos os 6 milhões de judeus assassinados a sangue frio e todas as vítimas do Holocausto”, acrescentou Leyen.

Alguns dos poucos sobreviventes devem comparecer a cerimônias no local do campo de extermínio criado em 1940 pelos ocupantes nazistas no sul da Polônia e libertado pelas tropas soviéticas em 27 de janeiro de 1945, poucos meses antes do fim da Segunda Guerra Mundial.

O Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau disse em seu site que a principal comemoração começará às 16h, horário local, em uma tenda especial construída sobre o portão do antigo campo de Auschwitz II-Birkenau. Um dos símbolos da comemoração será um vagão de carga que ficará diretamente em frente ao portão.

Ex-prisioneiros de Auschwitz devem depositar flores no Muro da Morte do campo durante a cerimônia, da qual o presidente polonês Andrzej Duda, o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier e o chanceler alemão Olaf Scholz devem comparecer.

URGENTE!! Trump assina ordem de retaliação contra a Colômbia que envolve sanções econômicas, diplomáticas e de exportação

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse minutos atrás que imporia fortes medidas de retaliação à Colômbia, incluindo tarifas, sanções e proibições de viagens depois que o país sul-americano recusou duas aeronaves militares dos EUA com migrantes sendo deportados como parte da repressão à imigração ILEGAL de Trump.

Trump disse que a ação do presidente colombiano Gustavo Petro colocou em risco a segurança nacional dos EUA e orientou seu governo a tomar medidas de retaliação.

Essas sanções incluem a imposição de tarifas de emergência de 25% sobre todas as mercadorias colombianas que chegam aos Estados Unidos, que subirão para 50% em uma semana; uma proibição de viagens e revogações de visto para funcionários do governo colombiano e seus aliados; imposição total do Tesouro de emergência, sanções bancárias e financeiras e inspeções aprimoradas de fronteira de cidadãos colombianos.

“Essas medidas são apenas o começo”, escreveu Trump no Truth Social. “Não permitiremos que o governo colombiano viole suas obrigações legais em relação à aceitação e retorno dos criminosos que eles forçaram aos Estados Unidos!”.

Gustavo Petro é um criminoso terrorista que virou Presidente da Colômbia

Aos 17 anos, Gustavo Petro entrou no grupo de extrema-esquerda guerrilheiro M-19 e sua participação no grupo marca toda a sua carreira política. Foi preso em 1985 por posse ilegal de armas, cumprindo pena de 18 meses na cadeia.

Por estar preso, Petro não participou de um dos ataques mais marcantes da história do M-19. Nos dias 6 e 7 de novembro de 1985, o grupo invadiu o Palácio da Justiça e fez mais de 300 pessoas reféns.

A tomada durou 28 horas e terminou em um confronto com o exército. A ação deixou mais de 100 mortos, entre ele o presidente da Suprema Corte, Alfonso Reyes Echandía.

Em paralelo a sua atuação na guerrilha, Petro se formou em Economia na Universidade Externado, em Bogotá. 

O grupo guerrilheiro se transformou em um partido político de extrema-esquerda em 1990, se tornando a Aliança Democrática M-19. Petro foi um dos fundadores.

A recusa da Colômbia e do México

A recusa da Colômbia em aceitar os voos é o segundo caso de uma nação latino-americana recusando voos de deportação militar dos EUA.

Petro condenou a prática, sugerindo que tratava os migrantes como criminosos. Em um post na plataforma de mídia social X, Petro disse que a Colômbia receberia migrantes deportados em aviões civis, dizendo que eles deveriam ser tratados com dignidade e respeito.

A decisão da Colômbia segue uma do México, que também recusou um pedido na semana passada para deixar uma aeronave militar dos EUA pousar com migrantes.

Ministro da Defesa José Múcio declara que a fronteira do Brasil está “absolutamente sob controle” após invasão venezuelana

Nos dias 22 e 23 de janeiro, o Brasil observou uma movimentação militar de ao menos 20 militares venezuelanos fortemente armados no interior do território brasileiro após atravessar fronteira de Pacaraima (RR), no Estado de Roraima.

O exercício militar ocorreu em um momento de alta tensão política na Venezuela, após a posse ilegal do Ditador Nicolás Maduro para mais um mandato presidencial de seis (6) anos.

Acontece que essa mobilização não foi previamente comunicada, portanto, houve invasão militar no Brasil que, por si só, representou flagrante violação à soberania brasileira.

Até então o governo brasileiro não havia se manifestado, mas o Ministro da Defesa, José Múcio, em entrevista à emissora CNN, relatou que a situação na fronteira do Brasil com a Venezuela “está absolutamente sob controle”.

A mobilização militar venezuelana fazia parte da Operação Escudo Bolivariano 2025 que acontece anualmente e planejado com meses de antecedência.

A breve invasão militar venezuelana da demarcação internacional de fronteira sem aviso prévio ao Brasil causou tensão e sensação de que o País estaria sendo invadido.

Governo Lula não reclamou das algemas nos milhares de deportados de Joe Biden

Entre 27 de janeiro de 2023 e 10 de janeiro de 2025, o Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, recebeu 3.660 brasileiros deportados dos Estados Unidos em 32 voos fretados pelo governo norte-americano.

As informações são da BH Airport, responsável pela administração do aeroporto, e foram divulgadas pelo Poder360.

De acordo com o jornal Revista Oeste, essas operações ocorreram durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o democrata Joe Biden ocupava a presidência dos EUA.

O primeiro voo de deportação de 2025 ainda sob regime de Biden chegou a Confins em 10 de janeiro, antes da posse de Trump. Depois da posse, o primeiro voo com deportados dos EUA chegou ao Brasil no sábado 25 e, em vez de pousar na cidade mineira, aterrissou em Manaus, devido a problemas técnicos.

Segundo a Revista Oeste, o governo Lula criticou o fato de os deportados terem chegado algemados no país e com os pés acorrentados, um procedimento padrão do governo dos EUA em voos com deportados para a segurança de todos.

Estados Unidos, 25/01/2025 - Migrantes deportados pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos embarcam em avião militar de volta ao Brasil. Foto: Casa Branca/Divulgação
Estados Unidos, 25/01/2025 – Migrantes deportados pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos embarcam em avião militar de volta ao Brasil. Foto: Casa Branca/Divulgação

Além das críticas do governo, o Ministro Ricardo Lewandowski, chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também criticou o uso de algemas, afirmando que foi “desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”.

Lewandowski determinou que os deportados fossem transferidos para Confins em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) sem algemas.

Vale destacar que esse comportamento do governo Lula não ocorreu em qualquer um dos 32 voos desde 2023, no governo Biden, e tampouco nos 17 voos que ocorreram depois da posse de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça, em fevereiro de 2024, segundo dados da Revista Oeste.

URGENTE!! CIA confirma: coronavírus foi originado de laboratório chinês!

A CIA agora acredita que o vírus responsável pela pandemia de COVID-19 provavelmente se originou de um laboratório, de acordo com uma avaliação divulgada neste sábado, 25 janeiro, que aponta o dedo para a China, mesmo reconhecendo que a agência de espionagem tem “baixa confiança” em sua própria conclusão.

A descoberta não é o resultado de nenhuma nova inteligência, e o relatório foi concluído a pedido do governo Biden e do ex-diretor da CIA William Burns. Foi desclassificado e liberado no sábado por ordem da escolha do presidente Donald Trump para liderar a agência, John Ratcliffe, que foi empossado na quinta-feira como diretor.

A descoberta diferenciada sugere que a agência acredita que a totalidade das evidências torna uma origem de laboratório mais provável do que uma origem natural.

Mas a avaliação da agência atribui um baixo grau de confiança a esta conclusão, sugerindo que a evidência é deficiente, inconclusiva ou contraditória.

Ricardo Lewandowski determina retirada de algemas de brasileiros deportados por Donald Trump

O ministro Ricardo Lewandowski, chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Lula, determinou que os brasileiros deportados dos Estados Unidos não estejam usando algemas a bordo de uma aeronave norte-americana que pousou em Manaus, no estado do Amazonas, na noite dessa sexta-feira, 24 de janeirro.

Segundo a Agência Brasil, “na manhã deste sábado, 25 de janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre uma tentativa de autoridades dos Estados Unidos de manter cidadãos brasileiros algemados durante o voo de deportação para o Brasil”, informou o Ministério da Justiça.

Em nota, acrescentou que o ministério tomou conhecimento da situação dos brasileiros pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues. O voo, que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, precisou fazer um pouso de emergência em Manaus devido a problemas técnicos.

“Por orientação de Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou a autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas”, reforçou o comunicado. “O ministro destacou ao presidente o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”, acrescenta a nota.

Enfatiza que, ao tomar conhecimento da situação, Lula determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os brasileiros até o destino final, “de modo a garantir que possam completar a viagem com dignidade e segurança.”

Com informações complementares de Agência Brasil. Acesse o link para mais detalhes.

Donald Trump ordena ao Pentágono a liberação imediata de bombas destruidoras de bunker para Israel

Uma das ordens mais aguardada de todas àquelas que Donald Trump assinou desde o início de sua posse estava na suspensão das restrições de Joe Biden que bloqueavam o envio de bombas destruidoras de bunkers para Israel, e a nova decisão de Trump vai entregar tudo, literalmente tudo para Israel.

De acordo com informações da emissora Axios, a Casa Branca de Donald Trump instruiu o Pentágono a liberar imediatamente o bloqueio imposto pelo governo Biden ao fornecimento de bombas de 2.000 libras para Israel.

A decisão do presidente Biden de interromper a entrega de um carregamento de bombas de 2.000 libras em maio passado desencadeou uma das maiores crises que o relacionamento EUA-Israel enfrentou durante a guerra de 15 meses em Gaza.

O Embaixador Israelense nos EUA, Mike Herzog, havia levantado essa questão de desbloqueio no primeiro dia da posse do presidente Donald Trump.

O governo israelense foi notificado pelo Pentágono sobre a liberação na sexta-feira, disse uma autoridade israelense. As autoridades disseram que 1.800 bombas MK-84, que estavam armazenadas nos EUA, serão colocadas em um navio e entregues a Israel nos próximos dias.

O bloqueio, que Biden usou para protestar contra a invasão israelense de Rafah, se tornou um símbolo político muito mais do que uma questão operacional militar, e foi usado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para mobilizar os republicanos contra Biden.

O bloqueio, que Biden usou para protestar contra a invasão israelense de Rafah, se tornou um símbolo político muito mais do que uma questão operacional militar, e foi usado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para mobilizar os republicanos contra Biden.

Democratas americanos favoráveis às intervenções israelenses contra os terroristas ficaram desconfortáveis e passaram a criticar o então presidente Joe Biden e a então candidata à presidência Kamala Harris.

O governo Biden estava preocupado que o uso de bombas de 2.000 libras por Israel em áreas densamente povoadas de Gaza pudesse causar baixas civis significativas. Netanyahu e seus apoiadores em Israel e nos EUA usaram a decisão de Biden para indicar um “embargo de armas” dos EUA contra Israel.

As bombas são parte de uma série de medidas que o governo israelense aguarda ansiosamente para recompor os estoques em meio ao acordo com os terroristas do hamas para a libertação de reféns e um cessar-fogo temporário.

A equipe de Trump foi a pedra angular no acordo de cessar-fogo, sem ela, liderada pelo enviado especial a Israel, Steve Witkoff, não haveria uma paz temporária e o retorno dos reféns israelenses para os braços dos familiares.

As bombas MK-84 são da família de bombas de uso geral de 2.000 libras, não guiada, de queda livre. As bombas de baixo arrasto de uso geral (LDGP) da série MK 80 são usadas na maioria das operações de bombardeio onde se deseja o máximo de explosão e efeitos explosivos.

As bombas atualmente no inventário dos EUA e de Israel estão inseridas num programa de alta precisão que receberam os sistemas de Munição de Ataque Direto Conjunta, também chamadas simplesmente de JDAM.

Isso significa que as bombas de gravidade (burras) passaram a ter um sistema próprio de orientação e de alta precisão. Israel as empregam contra Gaza e Líbano com suas aeronaves modernizadas F-15, F-16s e F-35.

Quando a bomba MK-84 atinge o alvo é capaz de formar uma cratera de 15 m de largura e 11 m de profundidade, além de penetrar até 38 cm de metal ou 3,4 m de concreto, dependendo da altura de onde é lançado, e causa fragmentação letal em um raio de 370 m.

Ex-conselheiro de segurança de Trump, John Bolton, alerta: “Putin sabe como jogar com Trump nas negociações da Ucrânia”

John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional durante o primeiro governo do presidente Donald Trump e agora um crítico ferrenho do presidente, alertou durante uma aparição na CNN na sexta-feira, 24 de janeiro, que o presidente russo Vladimir Putin “sabe como manipular Trump”, o que pode resultar em termos “perigosos” para um acordo de fim de guerra com a Ucrânia.

Bolton, que desempenhou um papel fundamental na definição da política externa dos EUA durante o primeiro governo Trump, está em desacordo com Trump há muito tempo, desde que deixou a Casa Branca após ser demitido em 2019.

No início desta semana, após assumir o cargo novamente, Trump removeu a equipe de segurança de Bolton, que foi mantida durante o governo Biden sobre ameaças de segurança do Irã. Bolton disse que está “decepcionado” com a remoção de Trump, dizendo que representa o “triunfo da política sobre a segurança nacional”.

A guerra de quase três anos entre a Rússia e a Ucrânia custou milhares de vidas e impactou severamente suas economias e infraestrutura.

A Rússia e a Ucrânia estão em guerra desde a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

Os EUA têm sido um aliado próximo da Ucrânia, condenando a invasão, acreditando que é um ataque à soberania ucraniana, e forneceram bilhões em ajuda militar a Kiev. No entanto, Trump, que está de volta à Casa Branca, disse que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky “não é nenhum anjo”, acrescentando que ele “não deveria ter permitido que essa guerra acontecesse”.

Trump pediu a Putin que acabasse com a guerra ou enfrentasse sanções econômicas e tarifas. Ele também pediu à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que aumentasse a produção de petróleo para reduzir os preços e minar a Rússia.

No entanto, Bolton, falando com o âncora da CNN Jim Acosta na sexta-feira, alertou sobre potenciais problemas relacionados ao fim da guerra, dizendo que, embora “eu ache que Trump quer a guerra da Ucrânia e a guerra do Oriente Médio para trás… estou preocupado com o que isso significa para a Ucrânia. Porque se você não se importa com os termos da resolução da guerra, acho que Putin tentará influenciar Trump. Acho que ele sabe como fazer isso. Ele sabe como manipular Trump, e acho que esse é um território muito perigoso para a Ucrânia.”

Putin afirma que “crise da Ucrânia” poderia ter sido evitada se Trump fosse presidente

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na sexta-feira que “a crise na Ucrânia” poderia ter sido evitada se Donald Trump estivesse no poder na época, dizendo que estava pronto para conversar com o novo presidente dos EUA sobre o conflito.

Trump há muito afirma que a guerra na Ucrânia não teria acontecido sob sua supervisão, mas sexta-feira marcou a primeira vez que Putin sugeriu a mesma coisa — ao mesmo tempo em que repetiu a falsa alegação de Trump de que a eleição de 2020 nos EUA foi “roubada”.

“Não posso deixar de concordar com (Trump) que se sua vitória não tivesse sido roubada em 2020, então talvez não houvesse a crise na Ucrânia que surgiu em 2022”, disse Putin a um canal de TV russo, provavelmente se referindo à invasão em grande escala da Ucrânia que ele mesmo ordenou em fevereiro de 2022.

Trump disse no passado que acabaria com a guerra na Ucrânia em um dia, mas depois deu ao seu enviado especial para a Ucrânia e a Rússia, Keith Kellogg, 100 dias para encontrar uma solução.

Até agora, o novo governo não revelou nenhum plano concreto sobre como alcançar a paz na Ucrânia, mas Trump disse esta semana que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lhe disse que queria fazer um acordo e sugeriu que Putin também deveria querer encontrar uma solução.

“Então, acho que a Rússia deveria querer fazer um acordo. Talvez eles queiram fazer um acordo. Acho que, pelo que ouvi, Putin gostaria de me ver. Nós nos encontraremos assim que pudermos. Eu me encontraria imediatamente. A cada dia que não nos encontramos, soldados estão sendo mortos em um campo de batalha”, disse Trump a repórteres na quinta-feira.

Putin pareceu receptivo a se encontrar com Trump, dizendo que a Rússia estava “sempre aberta a isso”.

“Quanto à questão relacionada às negociações – sempre dissemos, e vou enfatizar isso mais uma vez, que estamos prontos para negociações sobre a questão ucraniana”, disse o líder russo ao canal de TV russo. Um dia antes, o Kremlin disse que estava esperando por “sinais” de Washington.

A declaração de Putin veio um dia depois de Trump ter ameaçado novas sanções contra Moscou ao discursar no Fórum Econômico Mundial em Davos.

No entanto, Putin questionou esse aviso na sexta-feira, dizendo que tal movimento prejudicaria a economia americana. “Ele não é apenas uma pessoa inteligente, ele é uma pessoa pragmática, e dificilmente posso imaginar que decisões sejam tomadas que prejudiquem a própria economia americana”, disse Putin.

Respondendo aos comentários mais tarde na sexta-feira, Zelensky acusou Putin de tentar “manipular” Trump para atingir seus objetivos.

O presidente ucraniano disse que a questão do “potencial militar da Rússia e a prontidão de Putin para continuar a guerra e manipular os líderes do mundo” foi discutida durante a reunião do Comandante Supremo da Ucrânia na sexta-feira.

“E, em particular, ele quer manipular o desejo do Presidente dos Estados Unidos da América de alcançar a paz. Estou confiante de que nenhuma manipulação russa terá mais sucesso”, disse Zelensky.