O que acontece quando um navio comercial é atingido por drones ou mísseis no Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos de estrangulamento (chokepoints) mais importantes do comércio mundial. Todos os dias, milhões de barris de petróleo, gás natural liquefeito e diversas cargas comerciais transitam (ou pelo menos transitavam) por essa estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

Quando um navio mercante é atingido por um drone, míssil ou outro armamento, a prioridade deixa imediatamente de ser a carga e passa a ser a preservação da vida humana, seguida pela proteção ambiental e pela manutenção da segurança da navegação.

Embora cada incidente possua características próprias, existe uma sequência operacional relativamente padronizada, construída ao longo de décadas de evolução das normas internacionais de segurança marítima e aperfeiçoada após sucessivos ataques ocorridos na região.

A primeira reação ocorre a bordo

Nos primeiros segundos após um impacto, a tripulação executa procedimentos previamente treinados para situações de emergência.

O comandante assume o controle absoluto da operação, determina a avaliação dos danos e verifica imediatamente três fatores críticos: a existência de incêndios, a possibilidade de entrada de água no casco e o estado da tripulação.

Candidatos a aspirante a oficial do Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva Naval (NROTC) combatem incêndio controlado dentro do navio USS Chief da Marinha Americana. Fonte: Marinha dos EUA

Ao mesmo tempo, equipes específicas iniciam o combate ao fogo utilizando sistemas fixos de CO₂, espuma ou água pressurizada, enquanto outras procuram isolar compartimentos danificados para impedir que o alagamento comprometa a estabilidade do navio.

Caso existam feridos, inicia-se o atendimento médico de emergência utilizando os recursos disponíveis a bordo.

Se houver risco de perda do navio, o comandante pode ordenar a preparação para abandono, embora essa seja considerada uma medida extrema.

O pedido internacional de socorro

Logo após estabilizar a situação inicial, o navio transmite mensagens de emergência por rádio e por sistemas digitais de comunicação marítima.

O comandante Gregg Romero a bordo do navio de assalto anfíbio USS Nassau (LHA 4) da Marinha dos EUA. Foto: Marinha dos EUA.

Essas mensagens são recebidas por centros de coordenação de busca e salvamento (MRCC), autoridades costeiras, embarcações próximas e empresas responsáveis pelo gerenciamento do navio.

Dependendo da gravidade do ataque, também são informados centros internacionais de segurança marítima responsáveis pelo monitoramento da região.

Em paralelo, a empresa proprietária do navio ativa sua equipe de gerenciamento de crise em terra, que passa a acompanhar todas as decisões tomadas pelo comandante.

Quem presta auxílio ao navio atingido?

Navio-tanque ancorado perto de Basra, no Iraque, no porto de Khor Al Zubair, foi atacado pelo Irã. Foto: Reprodução vídeo

Ao contrário da percepção comum, normalmente não é uma única organização que assume o controle da resposta. Diversos atores passam a atuar simultaneamente.

Entre eles destacam-se:

  • rebocadores oceânicos especializados em salvamento;
  • empresas internacionais de salvamento marítimo;
  • guardas costeiras dos países próximos;
  • autoridades portuárias;
  • forças navais presentes na região;
  • companhias de seguros marítimos;
  • classificadoras navais responsáveis pela certificação técnica do navio.

Dependendo da localização exata do ataque, embarcações militares podem estabelecer uma área de segurança ao redor do mercante para reduzir o risco de novos ataques enquanto o salvamento é realizado.

Esse apoio, entretanto, normalmente possui caráter defensivo e humanitário, não significando necessariamente que o navio passe a operar sob escolta permanente.

O papel das marinhas militares

O Estreito de Ormuz é constantemente monitorado por diversas marinhas militares devido à sua importância estratégica.

Quando ocorre um ataque contra um navio comercial, navios de guerra ou aeronaves de patrulha podem aproximar-se para fornecer informações, vigilância, apoio médico e coordenação das comunicações.

Em muitos casos, helicópteros realizam inspeções visuais do casco, auxiliam na evacuação de feridos ou transportam equipes especializadas.

Entretanto, a responsabilidade pela condução do navio permanece com seu comandante e com a empresa proprietária.

As forças militares normalmente não assumem o controle operacional da embarcação, exceto em circunstâncias excepcionais envolvendo risco imediato à vida.

A difícil missão de manter o navio flutuando

Após controlar incêndios e vazamentos, inicia-se uma fase conhecida como salvamento marítimo.

Especialistas analisam diversos fatores:

  • integridade estrutural do casco;
  • estabilidade da embarcação;
  • condição da carga;
  • funcionamento dos sistemas de propulsão;
  • risco ambiental.
Cargo ship struck by a projectile in the Strait of Hormuz: UK
O navio cargueiro Mayuree Naree, com bandeira da Tailândia, foi envolto em fumaça negra no Estreito de Ormuz, em 11 de março de 2026, após ataque iraniano.

Se os motores permanecerem operacionais, o navio pode seguir lentamente até um porto considerado seguro. Caso contrário, rebocadores oceânicos assumem sua movimentação.

Em navios petroleiros ou químicos, uma das maiores preocupações é impedir derramamentos que possam provocar graves danos ambientais.

O destino da carga

Nem toda carga é descarregada imediatamente. Se os tanques permanecerem íntegros, o navio pode completar parte da viagem antes da inspeção definitiva.

Quando há danos estruturais significativos, parte da carga pode ser transferida para outra embarcação em operações conhecidas como “ship-to-ship transfer”.

Esse procedimento reduz o peso do navio danificado e diminui o risco de naufrágio.

Como a navegação é reorganizada após um ataque

Sempre que um incidente grave ocorre no Estreito de Ormuz, empresas de navegação reavaliam imediatamente seus planos de viagem.

Dependendo da avaliação de risco, alguns armadores reduzem o número de travessias, alteram horários de passagem, aumentam as medidas de vigilância a bordo e reforçam a coordenação com centros internacionais de segurança marítima.

Organizações internacionais e associações da indústria também divulgam orientações para avaliação de ameaças, planejamento de rotas e proteção das tripulações, preservando a autoridade do comandante sobre a segurança do navio.

Mesmo em cenários de elevada tensão geopolítica, o objetivo central permanece o mesmo: salvar vidas, manter o navio flutuando sempre que possível e restabelecer a segurança da navegação no menor tempo viável.

A Organização Marítima Internacional (IMO) tem reiterado que os marítimos civis não devem ser alvo de ataques e defende respostas coordenadas entre Estados e indústria para proteger a liberdade de navegação.

Nota: A condução de crises marítimas está sujeita a variações operacionais e legais, a depender de cada jurisdição.

Ataque de drone no Egito eleva alerta sobre segurança das exportações de petróleo pelo Canal de Suez

Um ataque de drone danificou dois tanques de gás no porto de Damietta, no Egito, na quarta-feira (29), e reacendeu preocupações sobre a segurança do Canal de Suez e do oleoduto Sumed, rotas essenciais para o escoamento de petróleo saudita em meio à guerra no Irã.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, ocorrido em águas egípcias próximas ao Mediterrâneo, na região do Delta do Nilo. Embora não tenha atingido diretamente o canal, o incidente aumentou o receio de que a rota norte, usada cada vez mais por petroleiros sauditas, possa ficar sob ameaça.

Desde o início do conflito, Irã e seus aliados Houthis têm atacado navios no Estreito de Ormuz e no Bab el-Mandeb. A Arábia Saudita desviou grande parte de seu petróleo para o Mar Vermelho e o terminal de Yanbu. Ameaças Houthis recentes reduziram o tráfego ao sul, empurrando mais cargas para o norte, em direção ao Suez e ao oleoduto Sumed (que liga o Mar Vermelho ao porto de Sidi Kerir, no Mediterrâneo).

Os carregamentos via Sumed subiram de 19,52 milhões de barris em abril para 28,79 milhões em julho. Cerca de 30 navios se concentram perto de Port Said, no extremo mediterrâneo do canal. Analistas alertam que uma interrupção nessa rota poderia afetar até 5 milhões de barris por dia de petróleo que atualmente contornam Ormuz. Para clientes asiáticos, o desvio pelo Suez mais que dobra o tempo de viagem.

specialistas apontam risco de alta nos prêmios de seguro de guerra e reavaliação da segurança por empresas de navegação nos portos mediterrâneos egípcios. O mercado, porém, ainda não precifica uma disrupção imediata no canal: os preços do petróleo caíram na quinta-feira, reagindo a conversas entre Irã e Omã sobre Hormuz. Autoridades egípcias e especialistas locais reforçam que o canal está fortemente protegido.

Líder de grupo de resistência contra os terroristas do Hamas e apoiado por Israel foi morto em Gaza após tentar apaziguar uma briga local

O líder de um grupo anti-Hamas, armado e apoiado por Israel, foi morto em Gaza, confirmou o grupo nesta quinta-feira, em um potencial golpe para os planos de Israel no pós-guerra no território devastado.

Yasser Abu Shabab, que liderava um grupo de resistência que controlava uma área em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, foi morto enquanto tentava “apaziguar um conflito” entre membros de uma família em uma praça pública, informou a organização. Uma fonte israelense havia dito anteriormente que a morte resultou de “confrontos internos”.

Duas fontes israelenses afirmaram que Israel tentou evacuar Abu Shabab para um hospital no sul do país antes que ele fosse declarado morto.

Abu Shabab era o líder do mais proeminente dos vários grupos armados apoiados por Israel em Gaza, e sua morte pode representar um revés para os planos ainda incertos de Israel para o futuro do enclave.

Abu Shabab, que tinha pouco mais de 30 anos, parecia estar expandindo sua influência gradualmente no sul de Gaza, enquanto tentava criar uma área livre do Hamas. Israel pretendia usar a milícia de Abu Shabab para enfraquecer o Hamas, como uma alternativa ao regime islamista do grupo militante.

Príncipe saudita, Bin Salman, sinaliza intenção de reconhecer Israel através do Acordo de Abraão, mas há um problema…

Os dois líderes discutiram os Acordos de Abraão na Casa Branca, isso foi afirmado por Donald Trump, em resposta à pergunta de um repórter.

“Acho que obtive uma resposta positiva”, disse Trump. O príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman (MBS)) acrescentou mais sobre sua posição: “Queremos fazer parte dos Acordos de Abraão. Mas também queremos ter certeza de que garantiremos um caminho claro para a solução de dois Estados”, referindo-se à criação de um Estado palestino.

Os Acordos de Abraão são um conjunto de acordos para normalizar as relações diplomáticas entre Israel e alguns estados árabes.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein assinaram os acordos durante o primeiro mandato de Trump, em 2020. Os dois países quebraram um tabu de longa data ao se tornarem os primeiros estados árabes a reconhecer Israel em um quarto de século (25 anos).

Jared Kushner , genro de Trump, ajudou a intermediar os acordos. Na época, Kushner era um dos principais assessores do presidente.

Washington há muito nutre a esperança de que o dinamismo do comércio e do investimento incentive outros estados árabes a se juntarem ao grupo, sobretudo a Arábia Saudita, potência regional e a mais rica de todas.

Mas Riade insiste que não pode haver normalização das relações com Israel sem um caminho claro para a criação de um Estado palestino, o que o atual governo israelense rejeita.

Desde que militantes do Hamas atacaram Israel em outubro de 2023, matando 1.200 pessoas e precipitando a campanha militar israelense em Gaza, que resultou na morte de dezenas de milhares de palestinos, os estados árabes se distanciaram cada vez mais de Israel. A opinião pública nos países árabes também se tornou mais indignada.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein foram os primeiros a normalizar as relações com Israel ao abrigo dos Acordos de Abraão em 2020, seguidos por Marrocos e Sudão.

Trump espera que mais países da região se juntem a eles em breve.

“Temos muitas pessoas aderindo aos Acordos de Abraão agora, e esperamos que a Arábia Saudita também adote em breve”, disse ele em 5 de novembro, sem oferecer um prazo.

O acordo assinado pelos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Marrocos contornou a questão da criação de um Estado palestino. Trump afirmou em 6 de novembro que o Cazaquistão aderiria aos Acordos.

Tensão! Jornalista questiona assassinato de jornalista turco na Embaixada saudita para o Príncipe Herdeiro Bin Salman na Casa Branca

Durante o encontro entre Trump e MBS, no Salão Oval da Casa Branca, uma repórter perguntou sobre a morte do turco Jamal Ahmad Khashoggi, editor-chefe do canal Al-Arab News e colunista do jornal The New York Times, após entrar no consulado saudita e ser assassinado por um esquadrão da morte.

O relatório feito pela inteligência dos Estados Unidos sobre o assassinato de Jamal Khashoggi concluiu que o príncipe da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, aprovou a operação para capturar ou matar o jornalista.

Trump perguntou à jornalista de onde ela era e depois a chamou de “notícia falsa”, acrescentando:

“Muita gente não gostou daquele senhor de quem você está falando. Gostando ou não dele, as coisas acontecem, mas ele não sabia de nada. E podemos deixar por isso mesmo. Você não precisa constranger nosso convidado fazendo uma pergunta dessas”.

Já Bin Salman (MBS) disse que foi “doloroso” saber da morte de Khashoggi.

“Tem sido doloroso para nós na Arábia Saudita. Seguimos todos os procedimentos corretos de investigação e aprimoramos nosso sistema para garantir que nada parecido tivesse acontecido. É doloroso e foi um erro enorme. Estamos fazendo o possível para que isso não se repita”, disse o príncipe herdeiro.

Príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman chega à Casa Branca, sendo recebido com pompas e honras por Donald Trump após 7 anos

Caças F-35 americanos sobrevoaram a Casa Branca para recepcionar o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que pisa na Casa Branca para reunião de alto nível com Donald Trump.

https://x.com/areamilitarof/status/1990824882083348681?s=20

O presidente Donald Trump recebeu o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (MBS) na Casa Branca nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, para uma importante e meticulosamente planejada visita oficial de trabalho. O encontro marcou a primeira viagem do príncipe herdeiro a Washington desde 2018, ressaltando os laços fortes e cada vez mais estreitos entre as duas nações sob a administração Trump.

A visita foi caracterizada por intercâmbios diplomáticos de alto nível, foco em importantes acordos econômicos e de defesa, e um esforço para consolidar a relação entre os dois líderes, frequentemente descrita como tendo uma estreita afinidade pessoal.

Para além dos acordos, a agenda dos líderes abrangeu uma série de questões estratégicas e regionais:

Segurança Regional e Irã: O fortalecimento da cooperação em defesa e do compartilhamento de informações de inteligência foi uma prioridade fundamental para ambas as nações, especialmente no contexto das tensões regionais e da necessidade de conter a influência do Irã. A possibilidade de um pacto formal de defesa entre os EUA e a Arábia Saudita foi um elemento central das discussões.

Os Acordos de Abraão e a Normalização: O Presidente instou veementemente a Arábia Saudita a aderir aos Acordos de Abraão e a normalizar as relações com Israel. Embora este continue a ser um objetivo fundamental da política externa da administração, as autoridades sauditas condicionaram qualquer progresso na normalização a um avanço claro e significativo em direção à criação de um Estado palestino.

Parceria Econômica: A visita teve como objetivo destacar os amplos laços comerciais, com um importante Fórum de Investimento EUA-Arábia Saudita agendado para o dia seguinte no Kennedy Center, reunindo dezenas de CEOs americanos e sauditas de alto escalão para fortalecer ainda mais os laços comerciais.

A visita demonstrou um claro compromisso da administração Trump em manter uma parceria sólida com o Reino, colocando a cooperação estratégica e econômica na vanguarda do relacionamento.

https://x.com/areamilitarof/status/1990825516182745127?s=20

O governo Trump também está negociando um acordo de venda com a Arábia Saudita para até 48 caças furtivos Lockheed Martin F-35 Lightning II, em um negócio que pode valer bilhões de dólares e que deve ser aprovado pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth.

A Agência de Inteligência de Defesa do Departamento de Guerra, também conhecida como Pentágono, expressou sérias preocupações de segurança antes da visita do Príncipe Herdeiro Mohammed bin Salman.

URGENTE!! Trump ameaça “ENTRAR E MATAR” o Hamas se grupo continuar a série de matança contra civis em Gaza

O presidente Donald Trump alertou que se o Hamas continuar matando pessoas em Gaza, “não teremos escolha a não ser entrar e matá-los”, marcando uma forte escalada de sua retórica contra o grupo enquanto ele tenta manter um cessar-fogo em seu conflito com Israel.

A ameaça, apenas três dias após a assinatura do acordo no Oriente-Médio, surgiu em meio a relatos de que combatentes do Hamas usaram a trégua para reafirmar o controle da Faixa de Gaza de forma rápida e violenta, visando palestinos que eles consideravam ter colaborado com as forças israelenses durante a guerra.

“Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não era o acordo, não teremos escolha a não ser entrar e matá-los”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social. “Agradecemos a atenção dada a este assunto.”

Mais tarde, Trump esclareceu que as forças dos EUA não estariam envolvidas na nova ofensiva que ele havia ameaçado.

“Não seremos nós, não precisaremos”, disse ele no Salão Oval na quinta-feira. “Há pessoas muito próximas, muito próximas, que irão e farão o trabalho com muita facilidade, mas sob nossos auspícios.”

Nas últimas 24 horas, o presidente sugeriu, em linguagem cada vez mais severa, que poderia permitir que Israel retomasse os combates se o Hamas não cumprisse sua parte do acordo, dizendo a Jake Tapper, da CNN, na quarta-feira que a guerra recomeçaria “assim que eu dissesse a palavra”.

Na segunda-feira, poucas horas depois que o último refém vivo foi devolvido para casa, e enquanto a tinta ainda estava secando em um acordo de paz com Israel, o Hamas realizou execuções públicas em massa na praça principal da Cidade de Gaza, à vista de todos.

O Comando Militar dos EUA no Oriente-Médio (CENTCOM) pediu na quarta-feira ao Hamas que pare com a violência contra civis em Gaza e se desarme “sem demora”, enquanto o grupo militante se reafirma mobilizando forças de segurança e executando aqueles que considera colaboradores de Israel.

O Hamas, que não se comprometeu publicamente a se desarmar e ceder o poder, gradualmente enviou seus homens de volta às ruas de Gaza desde que o cessar-fogo começou na sexta-feira.

Mais de 30 membros de “uma gangue” foram mortos na Cidade de Gaza, disse uma fonte de segurança palestina na segunda-feira , sem identificar a gangue envolvida. O Hamas citou questões de criminalidade e segurança para justificar suas ações, enquanto milhares de palestinos retornam ao norte devastado do enclave.

Dezenas de mortos em confrontos entre Paquistão e Afeganistão, no pior conflito desde que o Talibã voltou ao poder

Dezenas de combatentes foram mortos em confrontos noturnos na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão , disseram ambos os lados no domingo, no conflito mais sério entre os vizinhos desde que o Talibã chegou ao poder em Cabul.

O exército paquistanês afirmou que 23 de seus soldados foram mortos nos confrontos. O Talibã afirmou que nove de seus soldados foram mortos.

As tensões aumentaram depois que Islamabad exigiu que o Talibã tomasse medidas contra militantes que intensificaram os ataques no Paquistão, alegando que eles operam a partir de refúgios no Afeganistão. O Talibã, que assumiu o poder em 2021, nega a presença de militantes paquistaneses em seu território.

Cada lado afirmou ter causado um número muito maior de baixas ao outro, sem apresentar provas. O Paquistão afirmou ter matado mais de 200 combatentes afegãos do Talibã e aliados, enquanto o Afeganistão afirmou ter matado 58 soldados paquistaneses.

Na quinta-feira, o Paquistão realizou ataques aéreos em Cabul e em um mercado no leste do Afeganistão, de acordo com autoridades de segurança paquistanesas e o Talibã, desencadeando ataques retaliatórios do Talibã. O Paquistão não reconheceu oficialmente os ataques aéreos.

Tropas afegãs abriram fogo contra postos de fronteira paquistaneses na noite de sábado. O Paquistão afirmou ter respondido com tiros de canhão e artilharia.

URGENTE!! Afeganistão e Paquistão iniciam confronto ao longo da fronteira após ataques aéreos paquistaneses

Conforntos abertos começaram  ao longo da fronteira entre Paquistão e Afeganistão na noite deste sábado, com o Talibã afegão atacando postos paquistaneses, de acordo com autoridades de segurança de ambos os países, após um ataque aéreo paquistanês em Cabul esta semana.

Autoridades de segurança paquistanesas disseram estar respondendo “com força total” ao que chamaram de disparos não provocados do Afeganistão. A troca de tiros ocorreu em mais de seis locais ao longo da fronteira, disseram.

As forças do Talibã disseram ter capturado três postos de fronteira paquistaneses. Autoridades de segurança paquistanesas disseram que seus militares destruíram vários postos afegãos.

Imagens de vídeo compartilhadas por autoridades de segurança paquistanesas mostraram disparos de armas e artilharia em direção ao Afeganistão, iluminando o céu noturno.

RETALIAÇÃO PELOS ATAQUES AÉREOS DO PAQUISTÃO

Enayatullah Khowarazmi, porta-voz do Ministério da Defesa do Afeganistão, disse que se tratou de uma operação de retaliação à violação do espaço aéreo afegão pelo Paquistão. Ele afirmou que o ataque terminou à meia-noite, horário local.

“Se o lado oposto violar novamente o espaço aéreo do Afeganistão, nossas forças armadas estão preparadas para defender seu espaço aéreo e darão uma resposta forte”, disse Khowarazmi.

Não houve resposta imediata do Paquistão sobre o fim dos confrontos. A fronteira se estende por 2.600 km (1.615 milhas).

Islamabad acusa o governo do Talibã afegão de abrigar militantes do Talibã paquistanês que atacam o Paquistão , com o apoio da Índia, adversária do Paquistão. Nova Déli nega a acusação, enquanto o Talibã afirma não permitir que seu território seja usado contra outros países.

Quando os EUA se retiraram do Afeganistão em 30 de agosto de 2021, o Talibã apreendeu cerca de US$ 7,1 bilhões em equipamentos militares fornecidos pelos EUA, originalmente destinados às forças afegãs.

O Talibã agora controla milhares de veículos, aeronaves e armas, embora grande parte esteja degradada ou inutilizável sem manutenção.

O quantitativo de aeronaves chega a 167 no total, com 78 foram desmilitarizados em Cabul. Os valores chegaram a US$ 923 milhões.

Veículos de combate estavam na casa de 40.000, como Humvees, MRAPs, M113s e caminhões. No quesito armas, foram mais de 300.000 armas pequenas e pesadas, entre eles rádios, visão noturna e sistemas biométricos.

Com informações complementares de BBC, Reuters, Al Jazeera, youm7

Governo israelense aprova resolução de cessar-fogo em Gaza – As famílias aguardam os reféns

O governo de Israel aprovou a resolução de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns , mediada pelos EUA, de acordo com o gabinete do primeiro-ministro. Autoridades disseram que o cessar-fogo entrará em vigor imediatamente .

O governo se reuniu na noite de quinta-feira para votar a medida. A resolução inclui todos os reféns vivos e os restos mortais daqueles que morreram.

O genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff elogiaram as decisões do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu durante a guerra, dizendo que suas ações pressionaram o Hamas a fechar um acordo de cessar-fogo.

“O primeiro-ministro Netanyahu tomou decisões muito, muito difíceis, e pessoas menos experientes não as teriam tomado. E aqui estamos hoje, porque o Hamas teve que fazer isso. Eles tiveram que fechar este acordo. A pressão estava sobre eles”, disse Witkoff durante o discurso de abertura de uma reunião do governo israelense sobre o plano de cessar-fogo proposto, da qual ele e Kushner participaram.

Os Estados Unidos estão enviando 200 soldados para monitorar a implementação do plano de Gaza, disse uma alta autoridade americana.

O funcionário acrescentou que as tropas que os Estados Unidos estão enviando se juntarão a soldados do Egito, Catar, Turquia e Emirados Árabes Unidos para fornecer supervisão, embora outro funcionário tenha alertado que “nenhuma tropa dos EUA tem intenção de entrar em Gaza”.

O contingente de tropas dos EUA estará sob a supervisão do comandante do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, informou o primeiro oficial.

Trata-se de uma CiaTática (companhia militar tática) de ao menos 200 soldados a Israel para ajudar a apoiar e monitorar o acordo de cessar-fogo em Gaza que entrou em sua FASE 1 de fim das hostilidades e entrega de todos os reféns.

O Área Militar analisou a situação, possivelmente a CiaTática terá como função principal preparar o terreno para a chegada do presidente dos EUA Donald Trump. Mas a questão é: Trump pisará em Israel ou Gaza?

A libertação de todos os reféns mantidos em Gaza, a retirada militar israelense até um ponto acordado e a libertação de alguns prisioneiros palestinos. Um alto funcionário do Hamas disse que uma “declaração formal” encerrando a guerra em Gaza deve ser feita antes que os reféns sejam libertados.