Eurodeputados pedem que União Europeia avalie sanções contra Alexandre de Moraes e monitore eleições no Brasil

Três integrantes do Parlamento Europeu solicitaram nesta segunda-feira (21) que a União Europeia avalie a possibilidade de adotar medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido foi encaminhado à alta representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Kaja Kallas, e solicita que o Serviço Europeu para a Ação Externa (EEAS) examine as alegações apresentadas pelos parlamentares.

O que os parlamentares estão pedindo?

O documento não determina nenhuma punição contra Moraes. Os três eurodeputados pedem que as instituições europeias avaliem as alegações e verifiquem se existem elementos que poderiam justificar medidas previstas no regime de sanções da União Europeia relacionado a violações graves de direitos humanos.

Entre os assuntos mencionados estão possíveis violações relacionadas à liberdade de expressão, devido processo legal, pluralismo político e outros direitos fundamentais.

Na prática, a solicitação representa uma tentativa de levar o tema para dentro das instituições europeias e provocar uma análise formal sobre as acusações apresentadas pelos parlamentares.

Isso é diferente de dizer que a União Europeia já decidiu punir Moraes. Até o momento, não há anúncio de sanções europeias contra o ministro.

Eleições brasileiras entram no centro da discussão

A carta também amplia o pedido para o processo eleitoral brasileiro de 2026.

Os eurodeputados defendem que a União Europeia acompanhe de maneira independente as eleições, incluindo não apenas o dia da votação, mas também aspectos relacionados ao ambiente político e institucional.

O documento menciona, entre outros pontos, o tratamento dado aos candidatos, acesso à mídia, eventuais restrições ao discurso político, decisões judiciais que possam afetar campanhas, funcionamento dos sistemas de votação e totalização e divulgação dos resultados.

Ministro do STF Roberto Barroso recebe autoridade da Organização OEA que investiga denúncias sobre violação dos direitos humanos

Luís Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, o relator relator especial para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o colombiano Pedro Vaca Villarreal.

A CIDH é vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), e o relator especial, que atua como advogado, encontrou-se com Barroso na sede do STF às 17h, segundo consta na agenda oficial do ministro.

A autoridade foi encarregada a coletar depoimentos e pareceres possivelmente relacionadas às denúncias de violação dos direitos humanos e da democracia feitas por parlamentares brasileiros nos EUA.

Segundo matéria da Gazeta do Povo, a autoridade da OAE deve ainda se reunir com parlamentares da direita, entidades de jornalistas e a sociedade civil.

Mark Zuckerberg cita censura de “tribunais secretos” em indireta ao STF durante anúncio de mudanças técnicas na META

O CEO e fundador da Meta, antigo conglomerado Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou na terça-feira (7) o fim do sistema de checagem de fatos no Facebook e no Instagram, citando preocupações com a censura excessiva.

De acordo com matéria na Gazeta do Povo, durante o pronunciamento, Mark Zuckerberg afirmou que países da América Latina mantêm “tribunais secretos” que ordenam a remoção de conteúdo nas redes sociais de maneira discreta, uma clara indireta às recentes ordens judiciais envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e suas decisões sobre plataformas digitais.

Tudo indica que não haverá o encerramento das avaliações das plataformas, pelo contrário, elas permanecerão, mas a estrutura técnica será reformulada para evitar censura de perfis que tenham se manifestado e exposto o livre pensamento.

Como será o novo processo técnico de checagem das plataformas?

Zuckerberg destacou que a Meta substituirá os verificadores de fatos por um sistema de notas da comunidade, semelhante ao modelo adotado por Elon Musk no X.

Segundo o executivo, “os verificadores de fatos têm sido politicamente tendenciosos demais e destruíram mais confiança do que criaram, especialmente nos EUA. Então, nos próximos meses, vamos implementar gradualmente um sistema mais abrangente de notas da comunidade”.

As falas de Zuckerberg faz relações com o programa do STF para combater a desinformação em junho de 2024, juntamente com outras cinco grandes plataformas, incluindo Youtube, Google e TikTok.

O que diz o STF sobre essa decisão?

O ministro Alexandre de Moraes afirmou na quarta-feira (8) que as redes sociais “só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira”. A declaração foi feita durante roda de conversa em memória ao vandalismo de 8 de janeiro de 2023 que ocorreu em Brasília.