Na Casa Branca, Mauro Vieira diz que reiterou pedido para reversão do tarifaço de 50%

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira que teve uma “conversa muito produtiva” com secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio.

O tarifaço de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros foi um dos principais temas, segundo o ministro.

Os dois estiveram juntos mais cedo, por cerca de 1h15, na Casa Branca. Na maior parte da conversa, assessores estiveram presentes. Mas, durante 20 minutos, Vieira e Rubio estiveram a sós.

A reunião entre Rubio e Vieira ocorre na semana seguinte ao telefonema entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump. O encontro ocorreu em meio às tratativas para uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Vieira afirmou que o encontro deve ocorrer “proximamente”, mas sem data nem local definidos.

Venezuela pede desculpas ao Brasil após invadir o território soberano brasileiro

As tensões e relações entre Brasil e Venezuela nunca estiveram tão ruins no governo do presidente Lula. Tudo começou quando as eleições venezuelanas foram marcadas por corrupção e ilegalidades que conferiram ao ditador Nicolás Maduro a vitória contestada.

Porém, tudo piorou entre os dias 22 e 23 de janeiro, quando tropas bolivarianas adentraram no território brasileiro por Pacaraima, em Roraima, sem aviso prévio ou autorização do Exército e Forças Armadas, uma invasão militar clara e descarada que mobilizou tropas terrestres brasileiras.

A sensação era de vulnerabilidade total no norte do Brasil. Em busca de explicações, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, entrou em contato telefônico com o seu homólogo venezuelano e cobrou explicações sobre o que estava acontecendo.

Na ligação entre as partes, de acordo com a Revista Veja, a chancelaria do ditador Maduro minimizou a movimentação das tropas que precedia a Operação Escudo Bolivariano em todo o País, disse que o avanço sobre a região não foi intencional e pediu desculpas pelo o que considerou um erro e um mal entendido.

Não se sabe se o Brasil aceitou as desculpas ou se haverá uma nota oficial sobre o assunto que tornou a imagem do País internacionalmente afetada pela invasão.