Crime Humanitário! Houthis atacam navio e equipes civis de resgate no Mar Vermelho, seis mortos

Um ataque atribuído aos rebeldes houthis do Iêmen contra o navio de carga Tihamah no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, matou pelo menos seis pessoas na terça-feira, 11 de agosto.

O incidente incluiu um segundo ataque, conhecido como “double-tap”, enquanto equipes de resgate tentavam evacuar a tripulação, segundo o governo iemenita reconhecido internacionalmente no Iêmen Oriental.

O Tihamah, um pequeno cargueiro de bandeira tanzaniana e propriedade egípcia (cerca de 63 metros, construído em 2024), transportava suprimentos alimentares e mercadorias comerciais, de acordo com o Ministério dos Transportes do Iêmen Oriental.

As imagens e vídeos do ocorrido foram amplamente divulgadas por fontes árabes nas redes sociais:

Fontes da guarda costeira e oficiais militares iemenitas indicaram que a embarcação estava ancorada ou navegando perto da costa de al-Mokha, a nordeste da Ilha de Perim, quando foi atingida por mísseis balísticos.

A UK Maritime Trade Operations (UKMTO) e a empresa de segurança marítima Ambrey confirmaram o impacto de um projétil e a ocorrência de vítimas.

UKMTO WARNING 110-26

Quatro tripulantes morreram no primeiro ataque: três paquistaneses e um indonésio. Relatos indonésios confirmaram a morte de pelo menos um cidadão indonésio a bordo, com outros feridos.

Dois membros das equipes de resgate (forças da Resistência Nacional e guarda costeira iemenitas) foram mortos no segundo ataque, que ocorreu enquanto socorristas tentavam ajudar os sobreviventes. Cerca de dez pessoas ficaram feridas no total.

Os houthis reivindicaram o ataque, alegando que o navio transportava equipamento militar saudita, uma afirmação contestada pelo governo iemenita, que descreveu a embarcação como civil e ligada ao fornecimento de alimentos à população iemenita. Não houve confirmação imediata de resposta oficial da Arábia Saudita.

O ataque ocorre no contexto de um bloqueio naval declarado pelos houthis contra a Arábia Saudita no mês anterior, em meio à escalada do conflito regional e à guerra civil iemenita, que se intensificou após o início das hostilidades envolvendo EUA, Israel e Irã no início de 2026.

As mortes a bordo do Tihamah foram descritas como as primeiras em ataques houthis a navios desde o início dessa fase do conflito.

Crime Humanitário!

O Direito Internacional Humanitário (DIH), também conhecido como direito dos conflitos armados, aplica-se a este tipo de situação. Os principais instrumentos e regras relevantes incluem:

Princípio da distinção (Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra de 1949, artigos 48, 51 e 52; e direito consuetudinário): Partes em conflito devem distinguir entre combatentes/militares e civis/objetos civis. Ataques só podem ser dirigidos contra objetivos militares. Navios mercantes civis são, em regra, objetos civis protegidos, a menos que façam contribuição efetiva à ação militar do inimigo (ex.: transporte de tropas ou material militar comprovado, ou ameaça imediata).

Proteção de náufragos, feridos e equipes de resgate (Segunda Convenção de Genebra, artigo 18; Artigo 3 comum às Convenções de Genebra): Após um engajamento, as partes devem tomar todas as medidas possíveis para buscar e recolher náufragos, feridos e doentes no mar, sem distinção. Pessoas hors de combat (fora de combate) e aquelas que prestam socorro gozam de proteção especial. Atacar deliberadamente equipes de resgate ou feridos pode constituir violação grave.

Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (artigo 8): Define como crimes de guerra, entre outros, o ataque intencional contra a população civil ou contra pessoas civis que não participem diretamente das hostilidades.

O que acontece quando um navio comercial é atingido por drones ou mísseis no Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos de estrangulamento (chokepoints) mais importantes do comércio mundial. Todos os dias, milhões de barris de petróleo, gás natural liquefeito e diversas cargas comerciais transitam (ou pelo menos transitavam) por essa estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

Quando um navio mercante é atingido por um drone, míssil ou outro armamento, a prioridade deixa imediatamente de ser a carga e passa a ser a preservação da vida humana, seguida pela proteção ambiental e pela manutenção da segurança da navegação.

Embora cada incidente possua características próprias, existe uma sequência operacional relativamente padronizada, construída ao longo de décadas de evolução das normas internacionais de segurança marítima e aperfeiçoada após sucessivos ataques ocorridos na região.

A primeira reação ocorre a bordo

Nos primeiros segundos após um impacto, a tripulação executa procedimentos previamente treinados para situações de emergência.

O comandante assume o controle absoluto da operação, determina a avaliação dos danos e verifica imediatamente três fatores críticos: a existência de incêndios, a possibilidade de entrada de água no casco e o estado da tripulação.

Candidatos a aspirante a oficial do Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva Naval (NROTC) combatem incêndio controlado dentro do navio USS Chief da Marinha Americana. Fonte: Marinha dos EUA

Ao mesmo tempo, equipes específicas iniciam o combate ao fogo utilizando sistemas fixos de CO₂, espuma ou água pressurizada, enquanto outras procuram isolar compartimentos danificados para impedir que o alagamento comprometa a estabilidade do navio.

Caso existam feridos, inicia-se o atendimento médico de emergência utilizando os recursos disponíveis a bordo.

Se houver risco de perda do navio, o comandante pode ordenar a preparação para abandono, embora essa seja considerada uma medida extrema.

O pedido internacional de socorro

Logo após estabilizar a situação inicial, o navio transmite mensagens de emergência por rádio e por sistemas digitais de comunicação marítima.

O comandante Gregg Romero a bordo do navio de assalto anfíbio USS Nassau (LHA 4) da Marinha dos EUA. Foto: Marinha dos EUA.

Essas mensagens são recebidas por centros de coordenação de busca e salvamento (MRCC), autoridades costeiras, embarcações próximas e empresas responsáveis pelo gerenciamento do navio.

Dependendo da gravidade do ataque, também são informados centros internacionais de segurança marítima responsáveis pelo monitoramento da região.

Em paralelo, a empresa proprietária do navio ativa sua equipe de gerenciamento de crise em terra, que passa a acompanhar todas as decisões tomadas pelo comandante.

Quem presta auxílio ao navio atingido?

Navio-tanque ancorado perto de Basra, no Iraque, no porto de Khor Al Zubair, foi atacado pelo Irã. Foto: Reprodução vídeo

Ao contrário da percepção comum, normalmente não é uma única organização que assume o controle da resposta. Diversos atores passam a atuar simultaneamente.

Entre eles destacam-se:

  • rebocadores oceânicos especializados em salvamento;
  • empresas internacionais de salvamento marítimo;
  • guardas costeiras dos países próximos;
  • autoridades portuárias;
  • forças navais presentes na região;
  • companhias de seguros marítimos;
  • classificadoras navais responsáveis pela certificação técnica do navio.

Dependendo da localização exata do ataque, embarcações militares podem estabelecer uma área de segurança ao redor do mercante para reduzir o risco de novos ataques enquanto o salvamento é realizado.

Esse apoio, entretanto, normalmente possui caráter defensivo e humanitário, não significando necessariamente que o navio passe a operar sob escolta permanente.

O papel das marinhas militares

O Estreito de Ormuz é constantemente monitorado por diversas marinhas militares devido à sua importância estratégica.

Quando ocorre um ataque contra um navio comercial, navios de guerra ou aeronaves de patrulha podem aproximar-se para fornecer informações, vigilância, apoio médico e coordenação das comunicações.

Em muitos casos, helicópteros realizam inspeções visuais do casco, auxiliam na evacuação de feridos ou transportam equipes especializadas.

Entretanto, a responsabilidade pela condução do navio permanece com seu comandante e com a empresa proprietária.

As forças militares normalmente não assumem o controle operacional da embarcação, exceto em circunstâncias excepcionais envolvendo risco imediato à vida.

A difícil missão de manter o navio flutuando

Após controlar incêndios e vazamentos, inicia-se uma fase conhecida como salvamento marítimo.

Especialistas analisam diversos fatores:

  • integridade estrutural do casco;
  • estabilidade da embarcação;
  • condição da carga;
  • funcionamento dos sistemas de propulsão;
  • risco ambiental.
Cargo ship struck by a projectile in the Strait of Hormuz: UK
O navio cargueiro Mayuree Naree, com bandeira da Tailândia, foi envolto em fumaça negra no Estreito de Ormuz, em 11 de março de 2026, após ataque iraniano.

Se os motores permanecerem operacionais, o navio pode seguir lentamente até um porto considerado seguro. Caso contrário, rebocadores oceânicos assumem sua movimentação.

Em navios petroleiros ou químicos, uma das maiores preocupações é impedir derramamentos que possam provocar graves danos ambientais.

O destino da carga

Nem toda carga é descarregada imediatamente. Se os tanques permanecerem íntegros, o navio pode completar parte da viagem antes da inspeção definitiva.

Quando há danos estruturais significativos, parte da carga pode ser transferida para outra embarcação em operações conhecidas como “ship-to-ship transfer”.

Esse procedimento reduz o peso do navio danificado e diminui o risco de naufrágio.

Como a navegação é reorganizada após um ataque

Sempre que um incidente grave ocorre no Estreito de Ormuz, empresas de navegação reavaliam imediatamente seus planos de viagem.

Dependendo da avaliação de risco, alguns armadores reduzem o número de travessias, alteram horários de passagem, aumentam as medidas de vigilância a bordo e reforçam a coordenação com centros internacionais de segurança marítima.

Organizações internacionais e associações da indústria também divulgam orientações para avaliação de ameaças, planejamento de rotas e proteção das tripulações, preservando a autoridade do comandante sobre a segurança do navio.

Mesmo em cenários de elevada tensão geopolítica, o objetivo central permanece o mesmo: salvar vidas, manter o navio flutuando sempre que possível e restabelecer a segurança da navegação no menor tempo viável.

A Organização Marítima Internacional (IMO) tem reiterado que os marítimos civis não devem ser alvo de ataques e defende respostas coordenadas entre Estados e indústria para proteger a liberdade de navegação.

Nota: A condução de crises marítimas está sujeita a variações operacionais e legais, a depender de cada jurisdição.

Ataque de drone no Egito eleva alerta sobre segurança das exportações de petróleo pelo Canal de Suez

Um ataque de drone danificou dois tanques de gás no porto de Damietta, no Egito, na quarta-feira (29), e reacendeu preocupações sobre a segurança do Canal de Suez e do oleoduto Sumed, rotas essenciais para o escoamento de petróleo saudita em meio à guerra no Irã.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, ocorrido em águas egípcias próximas ao Mediterrâneo, na região do Delta do Nilo. Embora não tenha atingido diretamente o canal, o incidente aumentou o receio de que a rota norte, usada cada vez mais por petroleiros sauditas, possa ficar sob ameaça.

Desde o início do conflito, Irã e seus aliados Houthis têm atacado navios no Estreito de Ormuz e no Bab el-Mandeb. A Arábia Saudita desviou grande parte de seu petróleo para o Mar Vermelho e o terminal de Yanbu. Ameaças Houthis recentes reduziram o tráfego ao sul, empurrando mais cargas para o norte, em direção ao Suez e ao oleoduto Sumed (que liga o Mar Vermelho ao porto de Sidi Kerir, no Mediterrâneo).

Os carregamentos via Sumed subiram de 19,52 milhões de barris em abril para 28,79 milhões em julho. Cerca de 30 navios se concentram perto de Port Said, no extremo mediterrâneo do canal. Analistas alertam que uma interrupção nessa rota poderia afetar até 5 milhões de barris por dia de petróleo que atualmente contornam Ormuz. Para clientes asiáticos, o desvio pelo Suez mais que dobra o tempo de viagem.

specialistas apontam risco de alta nos prêmios de seguro de guerra e reavaliação da segurança por empresas de navegação nos portos mediterrâneos egípcios. O mercado, porém, ainda não precifica uma disrupção imediata no canal: os preços do petróleo caíram na quinta-feira, reagindo a conversas entre Irã e Omã sobre Hormuz. Autoridades egípcias e especialistas locais reforçam que o canal está fortemente protegido.

Emmanuel Macron critica Israel, e Donald Trump o repreende!

O presidente francês Emmanuel Macron se opôs nesta terça-feira à derrubada violenta do regime iraniano e alertou sobre os potenciais efeitos desestabilizadores em todo o Oriente Médio.

“O maior erro hoje seria tentar fazer uma mudança de regime no Irã por meios militares, porque isso levaria ao caos”, disse Macron aos repórteres no último dia da cúpula do G7 no Canadá, alertando que “ninguém pode dizer o que vem a seguir”.

“Nós nunca apoiamos ações de desestabilização regional”, acrescentou.

Macron também provocou fúria em Donald Trump, ai dizer que o americano saiu do G7 porque iria tentar um cessar-fogo em Israel. Trump não deixou barato e respondeu:

“Macron disse erroneamente que deixei a Cúpula do G7, no Canadá, para voltar a Washington para trabalhar em um ‘cessar-fogo’ entre Israel e o Irã. Errado! Ele não tem ideia de por que agora estou a caminho de Washington, mas certamente não tem nada a ver com um cessar-fogo É muito maior do que isso. Seja de propósito ou não, Emmanuel sempre entende errado. Fique ligado!”.

Preparativos para ataque contra o Irã? EUA implantam bombardeiros B-2 na ilha Diego Garcia

Imagens de satélite de código aberto produzidas pelo Planet Labs em 25 de março mostraram a presença de até sete bombardeiros estratégicos B-2 Spirit da Força Aérea dos EUA na ilha de Diego Garcia – três em um pátio de estacionamento/área de carregamento de munições ativas e provavelmente mais quatro em abrigos reforçados.

Foto: Planet Lab

Ao lado deles, na pista, estavam várias aeronaves de reabastecimento aéreo KC-135 Stratotanker e três aviões de transporte C-17.

Esse acúmulo fez com que algumas mídias sociais se perguntassem se a implantação desses ativos estratégicos sinalizava uma prontidão para aumentar os ataques dos EUA contra os rebeldes Houthi no Iêmen.

No entanto, outros sugeriram que a presença de aeronaves de reabastecimento indicava o potencial para um ataque de longo alcance – com o Irã sendo o favorito como alvo pretendido.

Analistas militares observam que qualquer ataque dos EUA às instalações nucleares subterrâneas dispersas do Irã exigiria ataques coordenados, de precisão e de longo alcance, por bombardeiros apoiados e protegidos por aeronaves de plataformas navais pré-posicionadas, ou seja, um ou mais dos 12 porta-aviões de grande porte da frota da Marinha dos EUA.

Esta análise surgiu em meio a relatos de que o Grupo de Ataque de Porta-Aviões 1 dos EUA, liderado pelo USS Carl Vinson, em breve se mudaria para a região e seria complementado pelo Grupo de Ataque de Porta-Aviões 8, centrado no USS Harry S Truman.

A chegada da aeronave ocorreu mais de 48 horas e poucos dias após o Comando Estratégico dos EUA ter dito que o Irã estava acelerando seus preparativos de urânio altamente enriquecido e poderia ter material suficiente para uma ogiva nuclear em menos de uma semana.

O site de notícias dos EUA Axios relatou em 17 de março que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que considerava que o Irã seria responsável por quaisquer novos ataques dos Houthis e ameaçou com “consequências terríveis” se eles continuassem.

Em 19 de março, Trump enviou uma carta fortemente redigida ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, estabelecendo um prazo de dois meses para chegar a um novo acordo nuclear – o que o Irã rejeitou, dizendo que a oferta para negociar um novo acordo nuclear era “uma farsa”.

Em resposta, Teerã disse que o Irã não quer guerra, mas se os EUA “fizerem o movimento errado, a retaliação do Irã será decisiva e quem mais perderá será a América”.

Talvez para ressaltar sua preparação para resistir às ameaças dos EUA, o Irã republicou um vídeo de outubro de 2024 na terça-feira que mostrava o major-general Mohammad Hossein Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, e Amir Ali Hajizadeh, da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, dirigindo pela “Cidade dos Mísseis” subterrânea do Irã — projetada para mostrar que o Irã pode atacar qualquer alvo a qualquer distância.

O vídeo gerou comentários nas redes sociais sugerindo que o Irã havia colocado “todos os ovos na mesma cesta”, o que seria um alvo tentador para a bomba “bunker buster” guiada com precisão GBU-57A/B MOP (Massive Ordnance Penetrator) de 14.000 kg (30.000 libras) do B-2.

Ataques da IAF na Faixa de Gaza matam cinco altos oficiais do Hamas

Quatro membros seniores do Hamas foram mortos nos ataques das FDI em Gaza durante a noite, afirmou o Hamas na terça-feira.

Na noite de segunda-feira, as IDF começaram a atacar a Faixa de Gaza, em um movimento que o Gabinete do Primeiro Ministro disse ser uma resposta à recusa do Hamas em libertar os reféns ainda mantidos em Gaza.

Na manhã de terça-feira, o Hamas afirmou que mais de 300 pessoas foram mortas até agora, entre elas quatro de seus altos funcionários. Ele os nomeou como Mahmoud Abu Watfa, o diretor-geral do Ministério do Interior do Hamas; Issam al-Da’alis, membros do bureau político do Hamas; Ahmed Omar al-Hatta, um líder sênior; e Bahjat Abu Sultan, responsável pelo aparato de segurança interna do Hamas.

Detalhes dos membros seniores

Da’alis, um nativo de Jabalya, serviu anteriormente como primeiro-ministro de fato do Hamas em Gaza. No entanto, a mídia árabe afirmou que Da’alis foi eliminado em um ataque em 23 de julho de 2024, confirmando sua morte meses depois, em 22 de janeiro de 2025.

Da’alis também trabalhou como consultor de Ismail Haniyeh.

Hatta, conhecido como “Abu Omar”, supostamente serviu como diretor-geral do Ministério da Justiça do Hamas e esteve envolvido no fortalecimento do sistema legal islâmico na Faixa de Gaza, informou o Ynet.

Sultan era supostamente responsável pelas operações internas em Gaza e era considerado um líder proeminente no Hamas, de acordo com a Sky News Arabia.

Anteriormente, ele ocupou o cargo de diretor-geral da Autoridade de Organização e Administração no Ministério do Interior do Hamas.

Watfa era diretor-geral do Ministério do Interior do Hamas em Gaza. A mídia israelense relatou que sua família também foi morta no ataque à sua casa em Gaza.

O Hamas elogiou os “mártires” dizendo: “Enquanto lamentamos esses líderes que trabalharam desde o início da guerra de extermínio para aliviar o sofrimento de seu povo, assumindo fielmente a responsabilidade confiada a eles, e que ascenderam após uma jornada cheia de sacrifícios e posições honrosas — servindo como exemplos de dedicação e devoção ao seu trabalho — afirmamos que a perda da liderança do governo não nos impedirá de cumprir nosso dever nacional para com nosso povo palestino. Continuamos comprometidos com nossa obrigação religiosa e nosso papel ético e profissional em servi-los, apoiando sua resiliência e permanecendo firmes diante dessa agressão brutal.”

Trump diz que enviou carta ao líder iraniano para negociar acordo nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que quer negociar um acordo nuclear com o Irã e enviou uma carta à liderança do país nesta semana sugerindo negociações com a República Islâmica, que o Ocidente teme estar se aproximando rapidamente da capacidade de fabricar armas atômicas.

“Eu disse que espero que vocês negociem, porque será muito melhor para o Irã”, disse Trump em uma entrevista à Fox Business Network transmitida na sexta-feira.

O Irã ainda não recebeu a carta, disse a missão do Irã nas Nações Unidas em Nova York na sexta-feira. Não houve resposta imediata do Ministério das Relações Exteriores do Irã, onde é fim de semana, a um pedido de comentário sobre as declarações de Trump.

Trump disse a repórteres na Casa Branca na sexta-feira que esperava uma ação sobre o assunto muito em breve.

“Estamos nos golpes finais com o Irã. Vai ser um momento interessante. E veremos o que acontece. Mas estamos nos momentos finais. Momentos finais. Não podemos deixá-los ter uma arma nuclear”, disse ele no Salão Oval.

Uma mão lava a outra: Putin concorda em ajudar Trump nas negociações com o Irã sobre o programa nuclear

Putin concordou em ajudar o presidente dos EUA, Donald Trump, nas negociações nucleares com o Irã.

Trump transmitiu seu interesse a Putin durante um telefonema em fevereiro, e altos funcionários de seu governo discutiram a questão com uma delegação russa em negociações na Arábia Saudita em 18 de fevereiro.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, compartilhou mais tarde detalhes de uma reunião com autoridades dos EUA com seu colega iraniano Abbas Araghchi quando eles se encontraram em Teerã, de acordo com o próprio Araghchi.

O porta-voz do Kremlin, Dmitrii Peskov, respondendo às perguntas de Bloomberg, afirmou que “a Rússia acredita que os Estados Unidos e o Irã devem resolver todos os problemas por meio de negociações” e que a Federação Russa está “pronta para fazer tudo ao seu alcance para fazer isso”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Bahai, durante uma coletiva de imprensa quando perguntado se a Rússia havia se oferecido para mediar entre o Irã e os EUA, disse que era “natural” que os países oferecessem assistência em situações necessárias.

Filho do ex-terrorista do Hezbollah revela: “meu pai Nasralaah estava deprimido após as explosões de pagers do Mossad!”

O ex-líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah , estava deprimido e “chorou pelos jovens” alvos da operação de pager do Mossad contra terroristas do Hezbollah, de acordo com seu filho Jawad, em uma entrevista à TV libanesa Al-Manar na sexta-feira.

“Ele considerava cada um deles seu filho e sentia profundamente a dor deles”, acrescentou Jawad.

A Al-Manar TV também entrevistou a filha de Nasrallah, Zainab, que declarou que “as famílias dos mártires ocupavam um lugar especial em seu coração”.

“Ele sentia dor ao carregar os fardos da nação e ser privado de sentar com seus filhos e vivenciar suas vidas diárias. Durante o Ramadã, nós o víamos, mas nunca sabíamos em que dia ele estaria conosco”, acrescentou Zainab.

Ela também afirmou que Nasrallah estava “no auge da exaustão” desde o início da guerra “até seu martírio”.

Irã reage ao sobrevoo de caças israelenses no funeral do líder terrorista morto Hassan Nasrallah no Líbano

Oministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, condenou Israel por sobrevoar Beirute com caças durante o funeral do líder assassinado do Hezbollah, Hassan Nasrallah, no domingo, chamando-o de “um ato de terror”.

O ministro da Defesa de Israel confirmou que os jatos tinham como objetivo enviar “uma mensagem clara: aqueles que ameaçam destruir e atacar Israel, esse será o seu fim”.

Momento impressionante que caças de ataque israelenses F-15i e F-35i sobrevoam muito baixo um estádio lotado de terroristas xiitas no funeral do líder morto do Hassan Nasrallah, em Beirute.

Percebam que os líderes terroristas no palco param de falar por um instantes, olham para o céu amedrontados, e outros correm em busca de abrigos quando os caças passam.

O funeral foi um grande evento para a região. Centenas de milhares de enlutados lotaram um estádio em Beirute e ruas próximas para prestar suas homenagens a Nasrallah, que liderou o Hezbollah por mais de 30 anos antes de ser morto em um bombardeio israelense direcionado.

Sob sua liderança, o Hezbollah se tornou uma força poderosa no Oriente Médio e um ator-chave no “eixo de resistência” do Irã, que inclui facções iraquianas, iemenitas e palestinas que lutam para eliminar Israel.

Nasrallah foi morto há quase cinco meses em um ataque aéreo israelense visando a sala de operações do Hezbollah em Beirute, dando um grande golpe ao grupo apoiado pelo Irã. Apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA , as tensões entre o Hezbollah e Israel permanecem altas, e a condenação do Irã ao sobrevoo israelense sinaliza seu apoio contínuo ao Hezbollah.

Sob o acordo de cessar-fogo, Israel foi obrigado a se retirar do sul do Líbano até 26 de janeiro. No entanto, o prazo foi estendido para 18 de fevereiro após Israel não cumprir totalmente. O exército israelense se retirou de várias cidades do sul do Líbano na semana passada, mas manteve uma presença militar em cinco postos avançados de fronteira.

Enquanto isso, o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, prometeu resistência contínua contra Israel. “O inimigo deve saber que a resistência contra usurpação, opressão e arrogância é interminável e continuará até que o objetivo desejado seja alcançado”, acrescentou. Khamenei também elogiou Nasrallah como “um grande mujahid (lutador) e líder proeminente”.