Japão lança sua primeira Agência de Inteligência Centralizada desde a Segunda Guerra Mundial

O Japão deu um passo histórico nesta sexta-feira (31) ao lançar oficialmente o Bureau Nacional de Inteligência, a primeira estrutura centralizada de inteligência do país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A nova entidade, que substitui e eleva o antigo Escritório de Inteligência e Pesquisa do Gabinete, nasce em um momento de profundas mudanças na arquitetura de segurança japonesa, impulsionada pelo governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, e representa o início de uma reforma mais ampla que pode incluir, nos próximos anos, uma lei anti-espionagem e até mesmo a criação de um serviço de inteligência externa dedicado.

Durante décadas, o sistema japonês de coleta e análise de informações permaneceu fragmentado. Diferentes órgãos, a Agência Nacional de Polícia, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa, a Agência de Inteligência de Segurança Pública ligada ao Ministério da Justiça e o próprio Escritório de Inteligência e Pesquisa do Gabinete, reuniam dados de forma isolada, com pouca coordenação efetiva e sem autoridade formal para obrigar o compartilhamento entre si.

O resultado era um fluxo de informações desconectado, que dificultava a tomada de decisões estratégicas no mais alto nível do governo. O Bureau Nacional de Inteligência, com cerca de 700 a 730 funcionários e liderado por Kazuya Hara, um experiente oficial da Agência Nacional de Polícia que já comandava o órgão antecessor desde 2023, passa a atuar como núcleo operacional e administrativo.

Ele tem mandato legal para integrar, organizar e analisar material proveniente de todo o governo, definindo prioridades de forma independente das agendas setoriais de cada ministério. Acima dele funciona o Conselho Nacional de Inteligência, presidido pela própria primeira-ministra e composto por ministros-chave, incluindo os titulares das pastas de Relações Exteriores, Defesa, Justiça, Economia e Segurança Pública.

O conselho reuniu-se pela primeira vez no mesmo dia do lançamento do bureau, iniciando discussões sobre a primeira estratégia nacional de inteligência do Japão.

A reestruturação da inteligência

A criação dessa estrutura responde a vulnerabilidades acumuladas ao longo de oito décadas. Após a derrota em 1945, a ocupação aliada e o processo de democratização desmantelaram deliberadamente o aparato de inteligência imperial, associado a abusos contra cidadãos e à repressão política.

O Japão passou a depender fortemente dos Estados Unidos para inteligência externa e manteve um sistema doméstico cauteloso, temeroso de qualquer retorno a práticas autoritárias.

Ao longo dos anos, líderes como o ex-primeiro-ministro Yasuhiro Nakasone alertaram, ainda na década de 1980, que o país se tornara um “paraíso para espiões”. Sem uma lei específica anti-espionagem e sem um serviço próprio de inteligência exterior comparável ao de aliados como o Reino Unido, a Austrália ou o Canadá, agentes estrangeiros e informantes locais podiam operar com relativa impunidade.

Investigações recentes revelaram como Moscou explorou essas falhas para adquirir e contrabandear componentes eletrônicos japoneses destinados a mísseis e drones usados na guerra da Ucrânia.

China e Coreia do Norte, por sua vez, intensificaram operações de influência, desinformação e espionagem tecnológica, aproveitando a posição do Japão como aliado dos Estados Unidos e anfitrião de bases americanas.

O momento ideal de reformas…

A primeira-ministra Takaichi, eleita em outubro de 2025 e fortalecida por uma supermaioria no Parlamento após eleições no início de 2026, tem defendido consistentemente o fortalecimento das capacidades de defesa e segurança, inclusive a revisão da Constituição pacifista.

Em um ambiente regional marcado pelo crescente alinhamento entre China, Rússia e Coreia do Norte, simbolizado por aparições conjuntas em desfiles militares e por exercícios navais combinados, Tóquio reconhece que precisa assumir maior responsabilidade pela própria proteção e pela qualidade das informações compartilhadas com aliados.

A fragmentação anterior tornava o Japão “vazado” aos olhos de parceiros, reduzindo a disposição destes em fornecer dados sensíveis. A nova estrutura busca corrigir isso, abrangendo contraterrorismo, resposta a emergências nacionais e contramedidas às atividades de inteligência estrangeira, incluindo operações de influência encoberta.

Uma Agência com doutrinas próprias, mas com expertise de aliados

Quanto aos modelos de referência, o governo japonês não pretende simplesmente copiar um sistema estrangeiro, mas tem buscado ativamente conselhos e experiências de parceiros ocidentais.

Nos últimos meses, autoridades de Tóquio consultaram informalmente Estados Unidos, Austrália e Alemanha sobre tecnologia, formação de pessoal, definição de prioridades e métodos de coordenação interministerial.

Oficiais americanos ofereceram orientações sobre sistemas de ciberdefesa e combate à espionagem industrial. Australianos, com experiência na construção de estruturas como o Escritório de Inteligência Nacional, aconselharam estratégias para integrar ministérios díspares.

O chefe do serviço de inteligência exterior alemão, o BND, visitou Tóquio para discutir compartilhamento de informações. Membros da aliança Five Eyes, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, demonstraram apoio às reformas, vendo nelas potencial para aprofundar a cooperação contra ameaças comuns.

A estrutura do Conselho Nacional de Inteligência inspira-se, em parte, no Conselho de Segurança Nacional americano, estabelecido no Japão em 2013 sob Shinzo Abe, mentor político de Takaichi.

Para o futuro, o governo prevê estudar a criação de um serviço de inteligência externa autônomo, cuja função de coleta de informações humanas no exterior tem sido comparada, por analistas e pela própria discussão oficial, a modelos como a CIA norte-americana ou o MI6 britânico.

Especialistas apontam ainda que o Japão observa de perto mecanismos de supervisão parlamentar existentes nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha, a fim de equilibrar eficácia com transparência de atuação.

A Centralização de contra-espionagem e inteligência

Os motivos que impulsionam essas referências são pragmáticos e estratégicos. Em um mundo de ameaças híbridas, cibernéticas, de influência e de espionagem tecnológica, a dependência excessiva de um único aliado e a ausência de capacidades próprias limitavam a autonomia japonesa.

A centralização permite decisões mais rápidas e baseadas em informações de melhor qualidade, fortalece a posição do Japão na aliança com Washington e prepara o terreno para eventual integração mais profunda com redes de compartilhamento de inteligência.

Ao mesmo tempo, responde à percepção de que a balança de poder na Ásia está em transformação e de que o país precisa proteger segredos industriais, bases militares e processos políticos internos.

A reforma, no entanto, não ocorre sem controvérsias. Críticos alertam para o risco de aumento da vigilância sobre cidadãos, possível uso político das novas estruturas e insuficiência de mecanismos de controle externo.

Memórias do aparato repressivo pré-guerra ainda ecoam em setores da sociedade e da oposição, que veem na centralização um desvio dos ideais pacifistas do pós-guerra. O governo responde enfatizando que o bureau e o conselho produzirão registros das deliberações para verificação posterior e que a formulação de uma estratégia nacional de inteligência incluirá salvaguardas (garantias).

Especialistas observam que o sucesso dependerá da capacidade de construir legitimidade pública e de equilibrar eficácia com respeito a direitos fundamentais.

Assim, o lançamento do Bureau Nacional de Inteligência marca não apenas uma reorganização burocrática, mas o início de uma transformação mais profunda na forma como o Japão se protege e se posiciona no cenário internacional. É o primeiro passo de um caminho que, segundo a própria primeira-ministra, visa preparar o país para métodos de guerra e competição cada vez mais sofisticados, em um ambiente global instável.

Especialista em TI de Agência de Inteligência dos EUA é preso com pendrive contendo dados ultrassecretos

Um especialista em TI empregado pela Agência de Inteligência de Defesa foi preso na quinta-feira e acusado de tentar fornecer informações confidenciais a um governo estrangeiro amigo, anunciou o Departamento de Justiça.

O FBI disse que iniciou uma investigação sobre Nathan Laatsch, de 28 anos, em março, após receber uma denúncia de que ele se ofereceu para fornecer informações confidenciais a um governo estrangeiro porque — de acordo com o informante — Laatsch não “concordava ou se alinhava com os valores desta administração” e estava disposto a compartilhar “produtos de inteligência concluídos, algumas informações de inteligência não processadas e outra documentação confidencial variada”.

O país estrangeiro que Laatsch é acusado de tentar contatar não é identificado nos documentos judiciais.

Em comunicações com um agente secreto do FBI, se passando por emissário do país estrangeiro, Laatsch teria transcrito informações confidenciais para um bloco de notas em sua mesa durante um período de três dias, as quais ele disse ao agente que estava pronto para fornecer.

O FBI então conduziu uma operação em 1º de maio na qual Laatsch concordou em divulgar as informações confidenciais por meio de um pen drive em um local designado em um parque público no norte da Virgínia, de acordo com os documentos da acusação.

O drive supostamente continha informações classificadas como Secretas e Ultra Secretas. 

Inteligência dos EUA revelam que Rússia e China estão tentando recrutar funcionários demitidos por Trump

Adversários estrangeiros, incluindo Rússia e China, recentemente orientaram seus serviços de inteligência a aumentar o recrutamento de funcionários federais dos EUA que trabalham na segurança nacional, visando aqueles que foram demitidos ou acreditam que podem ser em breve..

As informações de inteligência indicam que adversários estrangeiros estão ansiosos para explorar os esforços do governo Trump para conduzir demissões em massa na força de trabalho federal — um plano apresentado pelo Escritório de Gestão de Pessoal no início desta semana.

Rússia e China estão concentrando seus esforços em funcionários demitidos recentemente com autorizações de segurança e funcionários em estágio probatório em risco de serem demitidos, que podem ter informações valiosas sobre infraestrutura crítica dos EUA e burocracia governamental vital, disseram duas das fontes.

Pelo menos dois países já criaram sites de recrutamento e começaram a mirar agressivamente em funcionários federais no LinkedIn, disseram duas das fontes.

Um documento produzido pelo Serviço de Investigação Criminal Naval (NCIS intelligence) disse que a comunidade de inteligência avaliou com “alta confiança” que adversários estrangeiros estavam tentando recrutar funcionários federais e “capitalizar” os planos do governo Trump para demissões em massa.

A NCIS acrescentou que agentes de inteligência estrangeiros estavam sendo orientados a procurar possíveis fontes no LinkedIn, TikTok, RedNote e Reddit.

Drones misteriosos são vistos sobre base militar da OTAN que está treinando tropas ucranianas

AAlemanha está conduzindo uma investigação sobre possível espionagem depois que drones desconhecidos foram vistos voando sobre uma base militar onde soldados ucranianos estão treinando, com alguns suspeitando de envolvimento russo.

Houve vários casos em que a Alemanha avistou drones voando sobre suas bases militares recentemente, e muitos suspeitam que a Rússia esteja por trás deles. As tensões entre os dois países têm aumentado à medida que a guerra na Ucrânia continua.

A Bundeswehr está investigando os seis incidentes em que drones não identificados foram vistos voando sobre uma base no Mar do Norte em janeiro, de acordo com um relatório obtido pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung .

O relatório obtido pelo meio de comunicação alemão detalhou que drones foram vistos na base militar em Schwesing, perto da cidade de Husum, na costa do Mar do Norte, em seis ocasiões, de 9 a 29 de janeiro. A base está localizada a aproximadamente 25 milhas da fronteira com a Dinamarca, aliada da Alemanha na OTAN .

O exército alemão utilizou dispositivos de interferência em uma tentativa de forçar os drones a pousar e verificar de onde eles eram, mas não teve sucesso em fazê-lo. A polícia militar alemã e o Serviço de Contrainteligência Militar também estavam envolvidos nas tentativas de interromper os cursos dos drones e localizar seus operadores.

Marinha dos EUA sai na frente e proíbe uso da plataforma DeepSeek devido a “preocupações éticas e de segurança”

A Marinha dos EUA instruiu seus membros a evitar o uso da tecnologia de inteligência artificial da DeepSeek da China, apurou a CNBC.

Em um aviso emitido por e-mail aos “companheiros de bordo” na sexta-feira, a Marinha disse que a IA da DeepSeek não deveria ser usada “em nenhuma capacidade” devido a “possíveis preocupações éticas e de segurança associadas à origem e ao uso do modelo”.

Um porta-voz da Marinha dos EUA confirmou a autenticidade do e-mail e disse que ele se referia à política de IA generativa do Diretor de Informações do Departamento da Marinha.

O anúncio seguiu o lançamento do DeepSeek de seu novo e poderoso modelo de raciocínio de IA chamado R1, que rivaliza com a tecnologia da OpenAI. O modelo DeepSeek é de código aberto, o que significa que qualquer desenvolvedor de IA pode usá-lo.

O aplicativo DeepSeek chegou ao topo da lista da Apple Store e destronou o ChatGPT da OpenAI e pessoas do setor elogiaram seu desempenho e capacidade de raciocínio.

Os pronunciamentos da DeepSeek abalaram os mercados de capital na segunda-feira devido a preocupações de que futuros produtos de IA exigirão infraestrutura menos dispendiosa do que Wall Street supôs.

A DeepSeek disse no final de dezembro que seu grande modelo de linguagem levou apenas dois meses e menos de US$ 6 milhões para ser construído, apesar dos EUA terem restringido as exportações de chips para a China três vezes em três anos. Isso é uma pequena fração do valor gasto pela OpenAI, Anthropic, Google e outros.

O presidente Donald Trump , que assumiu o cargo na última segunda-feira, disse que a ascensão repentina do DeepSeek “deveria ser um alerta” para as empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Trump está atualmente tentando manter o aplicativo de mídia social chinês TikTok vivo nos EUA, depois que os legisladores determinaram que o serviço deve ser banido ou vendido devido a preocupações com a segurança nacional. Trump era a favor de banir o TikTok em sua primeira administração antes de mudar de ideia sobre o assunto.

Navio espião russo entra em águas do Reino Unido pela segunda vez, diz Marinha Britânica

A Marinha britânica disse na quarta-feira que está intensificando medidas para proteger suas águas de operações secretas russas após identificar um navio espião russo em águas do Reino Unido pela segunda vez em semanas.

O navio espião russo, chamado Yantar, navegou pelo Canal da Mancha esta semana, de acordo com o Ministério da Defesa (MoD). Enquanto navegava pelo Canal, ele foi flanqueado pelo HMS Somerset, disse o ministério.

O Yantar entrou em águas britânicas pela primeira vez em novembro e “vagou” por uma infraestrutura submarina crítica, disse, acrescentando que, após receber um aviso de um submarino britânico, deixou o Reino Unido em direção ao Mediterrâneo, mas já retornou.

O episódio ocorre em meio a preocupações crescentes sobre sabotagem russa em águas internacionais em meio à guerra da Rússia na Ucrânia e uma série de outros incidentes no Mar Báltico.

Somerset lançou secretamente seu helicóptero Merlin, que usou seus poderosos sensores para localizar o navio russo enquanto ele seguia para o norte em direção ao Canal da Mancha.

A fragata Type 23 aproximou-se da localização do Yantar e interceptou-o na entrada do Canal – ao sul do esquema de separação de tráfego em Ushant, perto da França.

O navio de guerra baseado em Plymouth assumiu as funções de monitoramento dos aliados da OTAN depois que eles seguiram o Yantar em águas próximas à França.

Somerset usou seus radares e sensores de última geração para relatar cada movimento durante a operação, mantendo uma distância próxima de Yantar através do Canal e do Estreito de Dover.

O navio patrulha Tyne também estava monitorando o Yantar — o último em águas ao redor do Reino Unido foi em novembro, quando suas atividades foram monitoradas por várias unidades da Marinha Real.

Submarino russo Novorossiysk navega na frente do RFA Tidesurge. Foto: Royal Navy

Antes da operação de monitoramento do Yantar, o petroleiro RFA Tidesurge e um helicóptero de caça a submarinos Merlin – o Swordfish Flight do 814º Esquadrão Aéreo Naval – acompanharam o submarino russo Novorossiysk e a fragata RFS Boiky enquanto eles seguiam para o norte pelo Canal da Mancha ao longo de alguns dias.

O secretário de Defesa britânico, John Healey, disse que o Reino Unido estava fortalecendo sua proteção de cabos e outras infraestruturas offshore no Mar Báltico, fornecendo aeronaves de patrulha e vigilância marítima para auxiliar os esforços da OTAN.

“Minha mensagem ao presidente Putin é clara. Sabemos o que vocês estão fazendo e não vamos nos esquivar de uma ação robusta para proteger a Grã-Bretanha”, disse Healey na quarta-feira.

Ele implantará um sistema avançado de IA, conhecido como Nordic Warden, para o mesmo propósito, disse Healey. Isso foi anunciado pelo governo britânico após danos ao cabo submarino Estlink2 entre a Estônia e a Finlândia em dezembro.

“Juntamente com nossa Força Expedicionária Conjunta e aliados da OTAN, estamos fortalecendo nossa resposta para garantir que navios e aeronaves russos não possam operar em segredo perto do território do Reino Unido ou da OTAN.

“Continuaremos a denunciar a atividade maligna que Putin dirige, reprimindo a frota fantasma russa para impedir o financiamento de sua invasão ilegal da Ucrânia.”

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar a declaração do Reino Unido durante um briefing com jornalistas na quinta-feira. Questionado sobre a alegação de que o Yantar navegou pelo Canal da Mancha esta semana, Peskov disse que “não estava realmente familiarizado com o assunto”, sem elaborar mais.

TikTok é encerrado nos EUA antes do tempo e a esperança é Donald Trump – Por que foi bloqueado?

O aplicativo e o site do TikTok foram efetivamente fechados nos Estados Unidos na noite de sábado, pouco antes de uma proibição nacional contra a plataforma de compartilhamento de vídeos entrar em vigor.

A empresa mostrou aos seus milhões de usuários americanos uma mensagem pop-up agradecendo ao presidente eleito Donald Trump por indicar que trabalhará com a empresa em uma solução quando assumir o cargo na segunda-feira.

Por volta das 22h30, horário do leste, no sábado à noite, usuários em todo o país ficaram repentinamente impossibilitados de rolar o aplicativo ou site, acessar seu perfil ou ver quaisquer favoritos salvos. O pop-up direcionava para outra página no site do TikTok que dizia que os usuários ainda podiam baixar seus dados e incluía um link.

Logo depois que o aplicativo saiu do ar, a Apple e o Google removeram o aplicativo de suas lojas de aplicativos — a única maneira para a maioria dos americanos baixarem o TikTok se eles ainda não o tiverem em seus telefones.

O aplicativo em si permanece nos dispositivos das pessoas, inutilizável com uma sombra do último vídeo que assistiram em segundo plano. De acordo com a lei, provedores de lojas de aplicativos e serviços de hospedagem de internet podem enfrentar multas pesadas por atualizar o aplicativo do TikTok ou levar seu site embora quando a proibição entrar em vigor no domingo.

Dez outros aplicativos da ByteDance também foram removidos das lojas de aplicativos, incluindo o Lemon8 e o aplicativo de edição de vídeo CapCut.

A porta-voz do Google, Danielle Cohen, se recusou a comentar sobre a empresa ter encerrado o acesso ao TikTok por meio de sua loja de aplicativos. O TikTok não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em uma publicação em seu site na manhã de domingo, a Apple disse que os aplicativos do ByteDance não estariam mais disponíveis para download ou recebimento de atualizações pela App Store, e que algumas funções poderiam ficar limitadas. “A Apple é obrigada a seguir as leis nas jurisdições onde opera”, dizia a postagem.

Por que o TikTok foi encerrado?

O presidente Joe Biden assinou no ano passado uma lei que o Congresso havia aprovado com apoio bipartidário para forçar o TikTok a se desfazer da empresa controladora chinesa ByteDance ou enfrentar uma proibição, citando preocupações de que Pequim poderia usar o aplicativo para vigiar ou influenciar usuários americanos.

O TikTok e um grupo de criadores contestaram a medida de proibição ou venda no tribunal, argumentando que ela violava seus direitos de liberdade de expressão da Primeira Emenda.

A Suprema Corte rejeitou esses argumentos na sexta-feira , mantendo a lei em uma decisão unânime que concluiu que o Congresso tinha “boas razões para destacar o TikTok para tratamento especial” ao aprová-la. Sem um acordo para uma venda iminente, a decisão praticamente garantiu que a plataforma pelo menos começaria a fechar no domingo.

Embora a lei busque, em grande parte, forçar os parceiros comerciais do TikTok a implementar uma proibição, não estava claro exatamente como isso aconteceria antes de sua promulgação.

Os executivos do TikTok discutiram tirar o aplicativo do ar imediatamente no domingo para destacar o impacto da restrição, mas os planos não eram definitivos. Google, Apple e outros parceiros de negócios permaneceram em silêncio sobre seus planos enquanto a batalha jurídica do TikTok se desenrolava.

TikTok admitiu espionagem

O TikTok admitiu que usou seu próprio aplicativo para espionar repórteres como parte de uma tentativa de rastrear as fontes dos jornalistas, de acordo com um e-mail interno, uma informação publicada pelo The Guardian em dezembro de 2022.

Os dados foram acessados ​​por funcionários da ByteDance, empresa controladora chinesa do TikTok, e foram usados ​​para rastrear os movimentos físicos dos repórteres. O auditor interno chefe da empresa, Chris Lepitak, que liderou a equipe envolvida na operação, foi demitido, enquanto seu gerente baseado na China, Song Ye, renunciou.

Eles analisaram os endereços IP de jornalistas que estavam usando o aplicativo TikTok na tentativa de descobrir se eles estavam no mesmo local que funcionários suspeitos de vazar informações confidenciais.

O esforço, que teve como alvo a ex-repórter do BuzzFeed Emily Baker-White e a repórter do Financial Times Cristina Criddle, entre outros repórteres, não teve sucesso, mas resultou em pelo menos quatro membros da equipe baseados nos EUA e na China acessando indevidamente os dados, de acordo com um e-mail do conselheiro geral da ByteDance, Erich Andersen.

Todos os quatro foram demitidos. Funcionários da empresa disseram que estavam tomando medidas adicionais para proteger os dados dos usuários.

A ByteDance e a TikTok inicialmente emitiram negações categóricas das alegações quando elas foram relatadas pela primeira vez. A empresa alegou que “não poderia monitorar usuários dos EUA da maneira que o artigo sugeria”, e acrescentou que a TikTok nunca foi usada para “atingir” quaisquer “membros do governo dos EUA, ativistas, figuras públicas ou jornalistas”. Essas alegações agora são reconhecidas como falsas.

A esperança chinesa e do “mundo woke” sobre Donald Trump

As menções a Trump nas notificações oficiais aos usuários do TikTok vêm na esteira de suas vagas promessas de “salvar” o aplicativo. Trump deve ser empossado na segunda-feira, dando ao TikTok um aliado imensamente poderoso em sua luta para permanecer vivo nos Estados Unidos.

Trump tem poucos recursos para resgatar o aplicativo até que esteja no cargo, no entanto, e mesmo depois que ele retomar o poder, há questões persistentes sobre como ele planeja resolver a disputa.

Trump disse na sexta-feira que tomará uma decisão sobre o TikTok em um “futuro não muito distante”, acrescentando que precisa de “tempo para rever a situação”. Trump disse à NBC News no sábado que “muito provavelmente” dará ao TikTok uma extensão de 90 dias para tentar encontrar um comprador. Não está claro se uma extensão reverteria imediatamente a proibição, no entanto, e neste mês a Suprema Corte questionou em argumentos orais se Trump poderia estender uma proibição além do prazo para a empresa se desfazer.

Aumentando a incerteza, a empresa de busca de IA Perplexity abordou os proprietários do TikTok, ByteDance, com uma proposta de fusão das duas empresas com o objetivo de permitir que o TikTok continue operando nos EUA, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação que falou sob condição de anonimato para discutir informações privadas.

Joe Biden removerá Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo

O governo Biden notificou o Congresso Americano que removerá Cuba de sua lista de Estados patrocinadores do terrorismo em um acordo que, segundo o governo comunista do país, envolveria a libertação “gradual” de 553 presos políticos.

O acordo, que autoridades do governo disseram ter sido negociado pela Igreja Católica, foi anunciado na terça-feira, apenas cinco dias antes de Biden deixar a Casa Branca e Donald Trump tomar posse como o 47º presidente do país.

“Uma avaliação foi concluída e não temos informações que sustentem a designação de Cuba como um estado patrocinador do terrorismo”, informou um alto funcionário do governo aos repórteres na terça-feira.

“A Igreja Católica está avançando significativamente em um acordo com Cuba para empreender um conjunto de ações que permitirão a libertação humanitária de um número significativo de presos políticos em Cuba e daqueles que foram detidos injustamente”, disse a autoridade.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba elogiou a iniciativa dos EUA . “Apesar de seu escopo limitado, esta é uma decisão que aponta para a direção certa e está em linha com a demanda sustentada e firme do governo e do povo de Cuba, bem como com o apelo amplo, enfático e reiterado de vários governos, particularmente os da América Latina e do Caribe”, disse em um comunicado. “A decisão anunciada hoje pelos Estados Unidos retifica, de forma muito limitada, alguns aspectos de uma política cruel e injusta.”

Mas o bloqueio econômico dos EUA à ilha continuou, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores. “A guerra econômica ainda está em vigor e persiste em representar um grande obstáculo ao desenvolvimento e recuperação da economia cubana, com um alto custo humano para a população; e continua a ser um incentivo à emigração”, acrescentou a pasta cubana.

Trump designou o país como um patrocinador estatal do terrorismo em 2021, pouco antes de deixar o cargo por “repetidamente fornecer apoio a atos de terrorismo internacional ao conceder abrigo seguro a terroristas”. Cuba havia sido removida dessa lista anteriormente sob Barack Obama. Recebeu a designação pela primeira vez em 1982, durante a presidência de Ronald Reagan.

A decisão de Trump impôs sanções que “penalizam pessoas e países envolvidos em certos negócios com Cuba, restringem a assistência estrangeira dos EUA, proíbem exportações e vendas de defesa e impõem certos controles sobre exportações de itens de uso duplo”.

A decisão de revogar o status pode ajudar a aliviar uma crise humanitária significativa na ilha, que fica a menos de 100 milhas da costa da Flórida.

Mas Trump ainda pode decidir redesignar o país como um estado patrocinador de terroristas após sua posse em 20 de janeiro. Alguns legisladores republicanos criticaram a decisão e disseram que trabalhariam com Trump para revertê-la.

Rick Scott, um senador conservador da Flórida, chamou a decisão de “presente de despedida de Joe Biden para ditadores e terroristas ao redor do mundo” e disse que foi “imprudente e perigosa”.

“Trabalharei com o presidente Trump no PRIMEIRO DIA para responsabilizar o regime comunista cubano e libertar o povo cubano”, disse ele.

Sir George Hollingbery, o embaixador do Reino Unido em Cuba, disse: “Embora isso seja claramente bem-vindo, acho que podemos esperar que o novo governo Trump procure reimpor a designação o mais rápido possível. Mas isso provavelmente levará algum tempo e não há garantia total de que eles conseguirão fazer isso.

“Dito isso, honestamente não consigo ver nenhum banco mudando suas práticas comerciais e acho que eles ainda excluirão Cuba”, acrescentou Hollingbery.

O presidente de esquerda da Colômbia, Gustavo Petro, comemorou a atitude de Biden, escrevendo nas redes sociais que o presidente dos EUA em fim de mandato “sempre buscou o diálogo com a diversidade latino-americana… O levantamento dos bloqueios, mesmo que apenas parcialmente, é um grande passo à frente”, acrescentou Petro.

Nos últimos anos, vários líderes latino-americanos pediram publicamente ao governo Biden que removesse a designação de Cuba como terrorista, com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo no ano passado à assembleia geral da ONU que acreditava que isso era “injustificado”.

O presidente progressista do Chile, Gabriel Boric, também havia feito uma petição a Biden para mudar a política dos EUA e abandonar as sanções contra Cuba porque, ele argumentou, elas afetavam o povo cubano, não o governo cubano. Durante uma visita aos EUA em 2023, Boric disse aos repórteres: “É de vital importância que as sanções contra Cuba sejam suspensas e que Cuba seja retirada da lista de patrocinadores estatais do terror. Estamos convencidos de que não é uma delas.”

Agências de espionagem dos EUA constatam possível infiltração de agentes espião em ataques da “síndrome de Havana”

De acordo com um relatório divulgado pelo jornal The Washington Post, duas agências de inteligência dos EUA agora julgam ser possível que alguns dos misteriosos incidentes médicos conhecidos como “síndrome de Havana” tenham sido causados ​​por um adversário estrangeiro, uma mudança que parece provável que reacenda o debate sobre doenças inexplicáveis ​​que atingiram centenas de funcionários da CIA e do Departamento de Estado que operam no exterior.

As descobertas, baseadas em novas informações sobre pesquisas de armas por adversários americanos, não resolvem conclusivamente a questão de quem ou o que está por trás dos eventos, que o governo dos EUA chama de Incidentes Anômalos de Saúde, ou AHIs.

Os ferimentos traumáticos no cérebro e no sistema nervoso, relatados pela primeira vez em Cuba em 2016, afetaram mais de uma dúzia de funcionários que trabalhavam na Embaixada dos EUA em Havana.

A maioria das agências de espionagem continua avaliando que é “muito improvável” que um adversário, como a Rússia, esteja por trás dos incidentes, de acordo com o relatório divulgado na sexta-feira pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional.

Essa é a conclusão a que o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional chegou em um estudo de março de 2023 , atraindo refutações contundentes de algumas vítimas e republicanos do Congresso.

Mas o novo estudo, cuja versão desclassificada foi divulgada publicamente , diz que as duas agências mudaram sua visão, com base em novas informações coletadas pelo governo dos EUA sobre o progresso que adversários estrangeiros fizeram em armas de energia de radiofrequência que poderiam causar o tipo de ferimentos relatados por vítimas de AHI.

As agências não foram identificadas no relatório, mas uma pessoa familiarizada com o assunto, que falou sob condição de anonimato para discutir informações confidenciais, disse que uma delas é a Agência de Segurança Nacional, uma das maiores unidades de espionagem dos EUA, responsável pela escuta eletrônica ou o que é conhecido como inteligência de sinais.

Vítimas de AHI relataram uma ampla gama de sintomas neurológicos, incluindo tontura, náusea, desafios cognitivos e problemas de equilíbrio. Pessoal dos EUA estacionado no exterior em Cuba, China, Europa Oriental e outros lugares relataram ter sido afetados.

A questão sobre o que está por trás dos incidentes misteriosos e o tratamento dado às vítimas tem preocupado sucessivas administrações.

O novo relatório, conhecido como Intelligence Community Assessment, diz que as agências de espionagem julgam esmagadoramente que é improvável que uma potência estrangeira hostil esteja envolvida.

“Anos de coleta, direcionamento e esforços analíticos [da Intelligence Community] não trouxeram à tona relatórios de inteligência convincentes que vinculassem um ator estrangeiro a qualquer evento específico relatado como um possível AHI”, diz o relatório.

Um funcionário do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), informando os repórteres sobre a condição de anonimato segundo as regras básicas estabelecidas pela agência, disse que as agências de espionagem dos EUA também coletaram informações mostrando que, em conversas privadas, adversários dos EUA expressaram sua própria surpresa com os incidentes do AHI e negaram envolvimento.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Sean Savett, disse em uma declaração que o relatório representava “uma mudança nos julgamentos-chave” das agências. A equipe do presidente Joe Biden informará a administração Trump sobre o assunto, disse ele.

“Precisamos estar abertos ao fato de que não temos todas as respostas”, disse um alto funcionário do governo Biden aos repórteres.

Pesquisas recentes de laboratório financiadas pelo governo produziram algumas evidências — embora os resultados sejam mistos — de que armas de radiofrequência podem causar efeitos biológicos em humanos semelhantes aos relatados por vítimas de AHI, ele disse. Estudos anteriores não encontraram nenhuma evidência desse tipo.

A Rússia está intensificando sua guerra secreta além da Ucrânia

Nos últimos três anos, a Rússia tem travado uma campanha cada vez mais descarada de sabotagem e subversão contra os aliados europeus da Ucrânia. Em 2024, Moscou intensificou significativamente suas táticas — voltando-se para assassinatos , comprometendo instalações de água em vários países europeus e mirando na aviação civil .

Nesta semana, o membro da Duma Alexander Kazakov afirmou que a sabotagem russa no Mar Báltico era parte de uma operação militar destinada a provocar a OTAN e ampliar o controle da Rússia sobre a área.

Embora eventos como o corte de cabos submarinos tenham atraído atenção substancial da mídia, nenhum esforço sistemático foi feito para avaliar o escopo total e a natureza das ações da Rússia contra a Europa.

A análise da Universidade de Leiden expõe até onde a Rússia está disposta a ir para enfraquecer seus adversários europeus e isolar a Ucrânia do apoio vital. Ela pinta um quadro assustador do potencial de escalada russa abaixo do limite nuclear — e ressalta a necessidade de uma resposta europeia concertada e assertiva, que tem faltado até agora.

Em meio a dúvidas crescentes sobre a disposição contínua dos Estados Unidos de garantir a segurança europeia e fornecer ajuda militar à Ucrânia, bem como a escalada dos ataques russos, a Europa não pode se dar ao luxo de hesitar em aumentar suas próprias capacidades militares.

COM BASE EM UMA visão geral das operações russas no domínio físico, excluindo a maioria das operações cibernéticas, a pesquisa da Universidade de Leiden destaca como Moscou está cada vez mais escalando além de suas campanhas de longa data de espionagem e interrupção digital .

Mesmo usando uma métrica conservadora para atribuição, as operações russas contra a Europa aumentaram de 6 em 2022 para 13 em 2023 e 44 em 2024. A maioria desses incidentes envolve preparativos para sabotagem.

Os alvos variam de infraestrutura crítica de energia e comunicações submarinas nos mares do Norte e Báltico a bases militares , armazéns e fábricas de armamentos . Outra tática russa comum tem sido as operações de influência que visam políticos europeus para corroer o apoio político à Ucrânia, tanto na União Europeia quanto em nível nacional.

Um exemplo importante é o escândalo Voice of Europe, que se concentrou em um site de notícias radical que se tornou uma ferramenta para o Kremlin divulgar conteúdo favorável à Rússia e canalizar dinheiro para políticos pró-Rússia em vários países europeus.

Junto com essas medidas mais sofisticadas, houve inúmeros atos de vandalismo aparentemente projetados para semear confusão e perturbar a vida cotidiana. Isso sugere uma abordagem operacional dupla, combinando ações realizadas por criminosos oportunistas recrutados por meio de plataformas como o Telegram com tramas de agentes ligados a agências estatais como o GRU.

Em 2024, as operações russas contra a Europa se intensificaram drasticamente, tanto em frequência quanto em escopo. Além de um aumento nos esforços de sabotagem, Moscou expandiu suas táticas para incluir assassinatos seletivos, matando um piloto que desertou, mirando o CEO da fabricante alemã de armas Rheinmetall e alistando um cidadão polonês em um complô para matar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky .

A escalada também incluiu atos de violência mais indiscriminados, como colocar dispositivos incendiários em voos da DHL — o que teria causado catástrofes se tivessem detonado no ar. Em vez disso, eles explodiram em instalações de armazenamento no Reino Unido e na Alemanha pouco antes ou depois de serem transportados por via aérea.

Alguns oficiais de segurança ocidentais agora suspeitam que essas operações foram ensaios para futuros ataques a aviões com destino aos EUA, o que significa que a Rússia efetivamente escalou para atos de terrorismo dirigido pelo Estado.

A ameaça à aviação civil é ainda mais exacerbada por um número crescente de incidentes de bloqueio de GPS ao longo da fronteira ocidental da Rússia, bem como incursões de drones em aeroportos civis.

O flagrante desrespeito de Moscou pela vida civil e seu envolvimento na derrubada de aviões comerciais (como um voo da Malaysia Airlines em 2014 e um voo da Azerbaijan Airlines em dezembro de 2024) ressaltam os perigos reais que essas operações representam para as viagens aéreas pela Europa.

Indiscutivelmente, também inclui as conspirações dirigidas por Moscou que se materializaram no ano passado, quando escolas na Eslováquia e na República Tcheca receberam mais de mil ameaças de bomba que levaram a vários dias de fechamento. Finalmente, uma série de arrombamentos em estações de tratamento de água levanta o espectro de operações de sabotagem capazes de causar danos verdadeiramente generalizados à segurança física dos cidadãos europeus.

Atribuir intenção a operações secretas é notoriamente difícil, mas a Rússia parece estar buscando dois objetivos principais: primeiro, minar a disposição dos políticos e cidadãos europeus de continuar fornecendo ajuda militar à Ucrânia; segundo, sinalizar até que ponto está disposta a escalar em busca desse objetivo.

Com informações complementares de Foreign Policy Magazine