15 países do Escudo das Américas anunciam sanções coletivas contra PCC e CV – Brasil fica de fora!

Quinze governos do continente anunciaram nesta terça-feira (22), à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a primeira ação conjunta do Escudo das Américas contra 24 grupos classificados como narcoterroristas.

Na lista estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções criminosas do Brasil. O governo brasileiro não assinou o comunicado.

A informação foi detalhada pelo jornalista Paulo Figueiredo, exilado político nos EUA, em sua conta no X. O comunicado conjunto, divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em conjunto com os demais países, prevê que cada governo aplique, segundo sua própria legislação, congelamento de bens, restrição de vistos e imigração, e responsabilidade criminal a quem der apoio material, inclusive logístico, a esses grupos.

Esse movimento derruba todas as narrativas em torno dos “riscos” em classificar grupos criminosos como narcoterroristas. Entre as principais justificativas do governo brasileiro está na possibilidade dos EUA invadirem ou lançarem alguma ofensiva contra o país.

Assinam o texto Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Brasil e México ficaram de fora. A foto do encontro reúne governos alinhados a Washington.

Donald Trump lançou a coalizão em março, em Miami, como uma aliança de segurança contra cartéis e o que o governo americano chama de narcoterrorismo. Desde então o grupo incorporou Colômbia e Peru. O Brasil ficou de fora desde o início e permanece de fora agora, quando a iniciativa sai do papel e passa à primeira operação conjunta.

URGENTE!! Comitê do Congresso dos EUA aprova sanções que pode prejudicar o Ministro do STF Alexandre de Moraes – O que está acontecendo?

O Comitê do Congresso dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, uma legislação interna que propõe sanções contra entidades e pessoas externas que exerçam atos ou ações de censura contra cidadãos e instituições americanas, no caso, a nova lei pode atingir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O que está acontecendo?

De acordo com matéria da Revista Oeste, a ofensiva contra o STF e o Brasil começou no ano passado, quando Moraes ordenou a suspensão da plataforma X no Brasil. A medida ocorreu depois de a empresa não indicar um representante legal no país.

A aprovação foi celebrada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e por uma ala do governo de Donald Trump. O governo brasileiro gerencia a situação com cautela, preocupado com a possível influência dos republicanos nas eleições de 2026 no Brasil.

As autoridades norte-americanas interpretaram a ação como censura.
Depois de cumprir a exigência, a empresa de Elon Musk retomou as operações no Brasil.

O papel de Moraes voltou ao debate depois de a Procuradoria-Geral da República apresentar uma denúncia contra Bolsonaro. Isso levou empresas de mídia de Trump e o Rumble a processarem Moraes nos EUA, com a acusação de censura.

Horas atrás, a unidade Bureau of Western Hemisphere Affairs, vinculada ao Departamento de Estado dos EUA e responsável por implementar a política externa dos EUA e promover os interesses dos EUA no Hemisfério Ocidental,  emitiu uma nota de atenção às ordens judiciais emitidas pelo Supremo Tribunal Brasileiro, dizendo que essas ações são incompatíveis com a democracia.

A nota diz, “a respeito pela soberania é uma via de mão dupla com todos os parceiros dos EUA, incluindo o Brasil. Bloquear o acesso à informação e impor multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com os valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão”.

Após EUA anunciar acordo, Autoridade do Canal do Panamá nega taxa ZERO para navios americanos

A Autoridade do Canal do Panamá disse em um comunicado na noite de quarta-feira que não fez nenhuma alteração nas taxas ou direitos de travessia do canal, depois que o Departamento de Estado dos EUA disse que embarcações do governo norte-americano poderiam fazer a travessia sem estarem sujeitas a tais taxas.

“Com total responsabilidade, a Autoridade do Canal do Panamá, como indicou, está disposta a estabelecer diálogo com autoridades norte-americanas relevantes a respeito do trânsito de embarcações de guerra vindas do referido país”, disse a autoridade.

O Panamá negou ter feito mudanças para permitir que embarcações do governo dos EUA transitem pelo Canal do Panamá gratuitamente, após a Casa Branca afirmar que havia concordado com tal medida.

O Departamento de Estado disse em um comunicado no X que seus navios governamentais “agora podem transitar pelo Canal do Panamá sem taxas, economizando milhões de dólares por ano para o governo dos EUA”.

Respondendo aos comentários, a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) disse que estava “autorizada a definir pedágios e outras taxas para o trânsito no canal”, acrescentando que “não havia feito nenhum ajuste neles”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou repetidamente seu desejo de retomar o controle da hidrovia, que é essencial para o comércio global.