Exército responde STF e diz que não descumpriu regras!

De acordo com reportagem de Mateus Coutinho ao UOL, o General do Exército Eduardo Tavares Martins, atual comandante da 1ª Divisão do Exército, respondeu as exigências de explicações por parte do Ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) Alexandre de Moraes, afirmando que não houve qualquer determinação expressa pelo próprio Judiciário sobre como deveriam ocorrer as visitas de familiares.

Além do General Martins, o general Ricardo Moussallem, atual chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, também negou irregularidades nas visitas em explicação enviada na tarde de quinta-feira (26) ao ministro.

Moraes havia dado 48h para que as explicações fossem dadas, inclusive cobrou explicações do Comando Militar do Planalto (Brasília), que ainda não respondeu.

Alexandre de Moraes dá 48h para a maior Força Terrestre da América Latina explicar visitas a militares presos

De acordo com matéria da Revista Oeste, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu 48 horas ao Exército Brasileiro explicar por que militares presos por suposta tentativa de golpe de Estado recebem visitas diárias.

Segundo consta na matéria, Moraes enviou o pedido de esclarecimentos na quinta-feira, 26 dde dezembro, baseando-se em listas de visitas apresentadas ao STF. Entre os militares presos que recebem visitas estão o General da reserva Mário Fernandes e os tenentes-coronéis Rodrigo Bezerra Azevedo, Helio Ferreira Lima e Rafael Martins de Oliveira.

Atualmente, o Exército do Brasil é a maior Força Terrestre da América Latina. De acordo com dados do Ministério da Defesa, o Brasil possui aproximadamente 223 mil militares no Exército, o que faz com que o poder de combate por terra seja o 10º do mundo em questão quantitativa.

Segundo o regulamento do Comando Militar do Planalto, as visitas são permitidas às terças-feiras, às quinta-feiras e aos domingos, com exceções autorizadas pelo comandante.

Consta também na matéria da Revista Oeste que os comandos militares, responsáveis por manter os respectivos militares presos, responderam a Moraes afirmando que não identificaram “desrespeito ao regulamento de visitas, tampouco o contido nas decisões judiciais proferidas por esse relator, relacionadas à visitação aos custodiados”.

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