Mais censura! China restringe conteúdos online sobre suas Forças Armadas

Forças Armadas Chinesas. Foto: rawpixel.com/CC
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A China revelou novas regulamentações abrangentes para restringir a divulgação de informações sobre suas forças armadas online, uma medida que pode obscurecer fontes importantes para monitorar as maiores forças armadas do mundo.

As regras , anunciadas entre 8 ou 9 de fevereiro, e que entrarão em vigor em 1º de março, ocorrem num momento em que a China está rapidamente construindo e modernizando seu Exército de Libertação Popular (ELP) para se equiparar ao poderio militar dos Estados Unidos.

Também marca o mais recente passo na campanha de longo alcance do líder Xi Jinping para reforçar a segurança nacional e proteger segredos de estado diante das crescentes tensões geopolíticas, esforços que tornaram ainda mais difícil para observadores estrangeiros entender o que está acontecendo na China.

As regras abrangentes podem ter um grande impacto sobre blogueiros e comentaristas militares chineses, que geralmente são rápidos em compartilhar imagens ou informações sobre novos sistemas de armas, nomeações de pessoal e movimentos de tropas.

Essas informações publicamente disponíveis, publicadas por entusiastas militares chineses, também têm sido uma fonte importante para os observadores das Forças Armadas Chinesas acompanharem o desenvolvimento e o movimento dos militares chinesas.

Os regulamentos visam abordar questões como “a disseminação de informações militares falsas” e “o vazamento de segredos militares” na internet, de acordo com uma sessão de perguntas e respostas divulgada pelo governo.

A Marinha chinesa é comumentemente a maior “vítima” dessas informações online por ser mais difícil o controle de fotógrafos, espiões e vigilância por satélite, praticamente tudo na Marinha é feito a céu aberto, exceto os estaleiros navais cobertos, que são raros.

O Partido Comunista Chinês (PCCh) estabelecem regras rígidas para conteúdo online sobre assuntos militares, proibindo a “produção, cópia, publicação e disseminação” de segredos militares, tecnologia de defesa nacional e segredos da indústria ou outras informações não divulgadas.

A lista proibida abrange tudo, desde o desenvolvimento e teste de sistemas de armas até exercícios e mobilizações militares, bem como estruturas organizacionais, tarefas e capacidades de combate de unidades militares que não foram oficialmente divulgadas.

Joseph Wen, um analista independente de Taipei, em Taiwan, que documenta informações publicamente disponíveis sobre o ELP, disse que o Partido Comunista Chinês sempre foi definido por um alto grau de opacidade.

No entanto, como um regime que valoriza tanto o sigilo quanto a propaganda, as autoridades chinesas há muito adotam uma abordagem de “piscadela e aceno” em relação à disseminação de informações relacionadas ao ELP dentro de comunidades on-line nacionais.

As novas regras sinalizam que Pequim está começando a abandonar essa abordagem e estabelecer limites claros para “guardar segredos”. Os regulamentos têm como alvo usuários individuais e “provedores de serviços de informações militares online”, que incluem sites dedicados a assuntos militares, colunas militares e contas de mídia social focadas nos militares.

Analistas disseram que as novas regulamentações podem significar um aumento do controle sobre conteúdo com temática militar na internet chinesa.

Alguns dos conteúdos proibidos pelas novas regras já haviam sido proibidos em legislações anteriores, como qualquer coisa que prejudique a soberania e a segurança nacional ou denegrisse os militares e seus “heróis e mártires”.

Apesar do novo perfil de censura, o governo não esclareceu quais seriam as penalidades contra quem refutar as novas regras.


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