Navio-tanque colapsa no Porto de Sochi, na Rússia: Ucrânia mira o petróleo e ameaça a “FROTA FANTASMA” de Putin

Um incêndio de grandes proporções atingiu nesta terça-feira (6) um petroleiro no Mar Negro, nas proximidades de Sochi, no sul da Rússia. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma coluna de fumaça escura e chamas visíveis a partir do litoral.

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Petroleiro em chamas ao largo da costa de Sochi, na região de Krasnodar, na Rússia, com um incêndio de grandes proporções e uma coluna de fumaça preta que se eleva a vários quilômetros de altura. Foto: Reprodução

Autoridades russas confirmaram o incêndio e informaram que praias da região de Sirius foram temporariamente fechadas, enquanto equipes monitoravam a qualidade da água e do ar. Até o momento, não havia confirmação oficial da Rússia sobre a causa do fogo.

O navio foi identificado como o AFRAMAX RIO, um petroleiro de médio porte de bandeira da Libéria, com capacidade para transportar aproximadamente 100 mil toneladas de petróleo. Segundo informações reunidas por veículos que acompanham o tráfego marítimo, a embarcação estava a cerca de 15 quilômetros da costa de Sochi quando sua posição foi registrada pela última vez antes do incêndio.

A hipótese de um ataque com drone marítimo ganhou força nas primeiras horas após o incidente. As autoridades russas não haviam divulgado uma causa oficial para o incêndio, enquanto relatos publicados por canais russos e ucranianos apontavam para a possibilidade de um ataque.

Por que esse navio seria um alvo?

Embora o navio não estivesse, segundo a reportagem da UNITED24 Media, nas listas de sanções da União Europeia e de alguns países ocidentais, ele havia sido incluído em fevereiro de 2026 na lista de sanções do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia como uma embarcação associada à chamada “frota fantasma” russa.

O termo “frota fantasma” é usado para descrever redes de navios utilizadas para transportar petróleo e outros produtos russos por meio de estruturas empresariais, bandeiras e rotas que podem dificultar a identificação dos responsáveis e contornar determinadas restrições internacionais.

O AFRAMAX RIO teria transportado petróleo russo a partir de portos como Ust-Luga, Novorossiysk e Taman para destinos internacionais, incluindo Índia, Singapura e Arábia Saudita.

Isso ajuda a explicar a lógica por trás de possíveis ataques ucranianos contra embarcações desse tipo.

A estratégia de afundar navios

O objetivo não seria simplesmente destruir um petroleiro. A estratégia de Kiev tem sido atingir aquilo que sustenta a capacidade econômica e logística da Rússia de continuar a guerra.

Nos últimos meses, forças ucranianas ampliaram ataques contra refinarias, depósitos de combustível, portos e embarcações associadas ao transporte de petróleo e ao abastecimento da Crimeia.

Em setembro, por exemplo, a Ucrânia afirmou ter atingido o petroleiro Armada Leader nas proximidades de Sochi. Segundo as forças ucranianas, a operação fazia parte da campanha denominada MoLoChKa, destinada a atingir embarcações ligadas ao transporte marítimo russo.

Poucos dias antes, a Marinha ucraniana também afirmou ter atingido o navio de apoio NEFRIT, dentro do porto de Sochi. Kiev classificou a embarcação como parte da infraestrutura marítima que auxilia as operações russas de petróleo e gás.

Portanto, existe um padrão. O objetivo é tornar o transporte de petróleo russo mais caro e arriscado Para Moscou, o petróleo é muito mais do que uma commodity.

Ele é uma das principais fontes de receita utilizadas para financiar o Estado russo e, indiretamente, o esforço de guerra.

Se a Ucrânia consegue aumentar o risco de navegar com petróleo russo pelo Mar Negro, os efeitos podem aparecer em vários níveis: aumento dos custos de seguro, necessidade de escoltas, mudanças de rotas, atrasos e dificuldade para encontrar empresas dispostas a operar essas embarcações.

É uma forma de atacar a economia russa sem necessariamente destruir uma refinaria ou uma instalação militar.

A própria campanha ucraniana contra embarcações da chamada frota fantasma foi apresentada por seus comandantes como uma maneira de interromper as rotas de exportação de petróleo e o abastecimento de áreas ocupadas, incluindo a Crimeia.

Por que Sochi é particularmente importante?

O local do incidente também chama atenção. Sochi fica a centenas de quilômetros do território controlado pela Ucrânia e é uma das cidades mais conhecidas da Rússia no litoral do Mar Negro.

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A região abriga infraestrutura portuária, turística e energética e possui enorme importância simbólica para o governo russo.

Em setembro, a cidade já havia sido atingida por ataques de drones marítimos. Um deles provocou danos na área costeira e deixou feridos, segundo autoridades russas.

Isso significa que um ataque contra um navio próximo à cidade teria também um efeito psicológico: demonstraria que a profundidade estratégica russa no Mar Negro está cada vez menor.

Em outras palavras, não basta para Kiev atingir um alvo militar na linha de frente. A intenção é mostrar que ativos russos importantes podem ser ameaçados muito mais longe do campo de batalha.

Atacar navios comerciais é uma questão extremamente sensível. O incêndio perto de Sochi ocorre em um momento em que o tráfego comercial do Mar Negro já enfrenta uma escalada de riscos.

Nesta mesma terça-feira, dois navios mercantes foram atingidos por drones na zona econômica exclusiva da Bulgária. Um deles afundou e houve tripulantes desaparecidos. A origem dos drones ainda era objeto de investigação, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia não realizava operações naquela área.

Um dia antes, outro navio comercial pegou fogo no Mar Negro, em águas próximas à Romênia, deixando dois mortos. Zelensky atribuiu o episódio a drones russos, enquanto as autoridades romenas não haviam confirmado a causa do incêndio.

O cenário, portanto, está se tornando cada vez mais perigoso para a navegação comercial.

A Guerra psicológica ucraniana

Sochi não é apenas um porto russo. É uma vitrine turística e política do país e uma cidade associada diretamente à liderança de Vladimir Putin. Colocar um grande petroleiro em chamas no horizonte da cidade demonstra, do ponto de vista ucraniano, que a guerra marítima pode chegar a áreas que durante muito tempo foram consideradas relativamente protegidas.

Ainda assim, não é possível afirmar neste momento que a Ucrânia foi responsável pelo incêndio. A causa permanece oficialmente não esclarecida.

O que já está confirmado é que o Mar Negro se transformou em uma frente cada vez mais importante da guerra. E, ao mirar petróleo, portos e navios, Kiev parece estar tentando transformar a logística marítima russa em um novo campo de batalha econômico.

A questão agora é saber se esse tipo de operação ficará restrito a embarcações ligadas à chamada frota fantasma ou se a guerra marítima continuará se expandindo, aumentando ainda mais os riscos para o comércio internacional no Mar Negro.

ONU denuncia violência sexual em homens na Ucrânia: Maioria dos casos atribuído à Rússia

A Organização das Nações Unidas denunciou uma série de casos de violência sexual cometidos durante a guerra na Ucrânia e afirmou que a maioria dos episódios verificados está relacionada a autoridades russas.

Segundo um novo relatório do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, foram documentados 1.004 casos de violência sexual relacionada ao conflito entre fevereiro de 2022 e julho de 2026. Desse total, 89% foram atribuídos a autoridades russas e 11% a autoridades ucranianas.

Relatório da ONU. ©Área Militar

O relatório mostra que os abusos ocorreram principalmente em situações de detenção. Prisioneiros de guerra e civis ucranianos mantidos sob custódia russa relataram episódios de estupro, estupro coletivo, mutilação genital, choques elétricos e agressões de natureza sexual.

Segundo os investigadores da ONU, essas práticas foram registradas em diferentes instalações de detenção e em várias etapas do período de cativeiro, desde a captura até interrogatórios, transferências e permanência nas prisões.

Um dos aspectos destacados pela ONU é que a maior parte das vítimas identificadas em locais de detenção era formada por homens. Isso inclui principalmente prisioneiros de guerra e pessoas mantidas em centros de detenção. Mulheres e crianças também foram vítimas, especialmente em áreas da Ucrânia ocupadas pela Rússia.

A ONU também registrou violência sexual contra civis que não estavam necessariamente presos. Foram documentados 95 casos envolvendo civis, principalmente mulheres e meninas. Entre eles estavam 57 sobreviventes de estupro, incluindo 15 casos de estupro coletivo. A ONU informou ainda que uma das vítimas mais jovens documentadas tinha quatro anos de idade.

O número de 1.004 casos pode ser ainda maior

É importante entender que os 1.004 casos não representam necessariamente o número total de vítimas da guerra. O número corresponde aos casos que a missão de monitoramento da ONU conseguiu verificar.

Os próprios investigadores afirmam que a cifra provavelmente representa apenas uma parte do problema. A organização não teve acesso a determinadas áreas ocupadas pela Rússia, nem conseguiu entrevistar todas as pessoas que passaram por centros de detenção. A Rússia também não concedeu à missão da ONU acesso a territórios ocupados, prisioneiros de guerra ou civis detidos.

Por isso, o relatório não apresenta os 1.004 casos como um levantamento completo da violência sexual ocorrida durante o conflito, mas como o número de episódios que puderam ser documentados e verificados pelas Nações Unidas.

Relatório da ONU. ©Área Militar

Segundo a ONU, 11% dos casos documentados foram atribuídos ao lado ucraniano. A organização afirma que essas violações também são graves e exigem responsabilização. No entanto, o padrão identificado pelos investigadores foi diferente daquele encontrado nas instalações administradas por autoridades russas.

EUA liberam possível venda de US$ 2,68 bilhões para modernizar a defesa aérea da Ucrânia

Os Estados Unidos deram um novo passo para ampliar a capacidade de defesa aérea da Ucrânia. O Departamento de Estado americano aprovou uma possível venda militar estimada em US$ 2,68 bilhões, envolvendo sistemas, equipamentos, atualizações, desenvolvimento e serviços relacionados à defesa contra ataques aéreos e de mísseis. A informação foi divulgada em uma notificação enviada ao Congresso americano na sexta-feira, 18 de setembro.

O anúncio ocorre em um momento particularmente importante para Kiev. A Ucrânia enfrenta uma campanha russa cada vez mais intensa de ataques com drones e mísseis, enquanto seus estoques de interceptadores para sistemas ocidentais, especialmente os Patriot, permanecem sob forte pressão.

A Reuters informou recentemente que Moscou vem utilizando também mísseis de menor custo em ataques, numa estratégia que pode aumentar o desgaste das defesas ucranianas.

O que está por trás dos US$ 2,7 bilhões?

É importante entender que o anúncio não significa que a Ucrânia receberá imediatamente US$ 2,7 bilhões em armas prontas.

Trata-se de uma autorização para uma possível venda militar. O pacote inclui desenvolvimento e atualização de capacidades de defesa aérea, além de equipamentos e serviços associados.

O valor divulgado representa uma estimativa máxima do programa, e o custo final pode ser diferente dependendo das negociações, dos requisitos e dos contratos que eventualmente forem assinados.

Esse tipo de procedimento faz parte do sistema americano de Foreign Military Sales, pelo qual Washington autoriza e estrutura possíveis vendas de equipamentos e serviços militares a governos estrangeiros.

Para a Ucrânia, o financiamento também tem uma característica importante: segundo a notificação americana, o eventual acordo seria financiado por contribuições europeias e recursos de Foreign Military Financing (FMF) dos Estados Unidos que foram apropriados durante a administração do ex-presidente Joe Biden.

Ou seja, a autorização atual não deve ser interpretada simplesmente como um novo cheque de US$ 2,7 bilhões saindo diretamente dos cofres americanos para Kiev.

A importância de da defesa aérea

A guerra na Ucrânia mostrou que proteger cidades e infraestrutura contra ataques aéreos é tão importante quanto possuir tropas e blindados no campo de batalha.

A Rússia utiliza uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, armas hipersônicas e grandes quantidades de drones. Isso obriga a Ucrânia a gastar constantemente seus interceptadores para tentar impedir que essas armas atinjam centros urbanos, instalações militares, infraestrutura energética e outros alvos.

O problema é que um sistema de defesa aérea sofisticado não funciona apenas com o lançador. É necessário manter radares, centros de comando, softwares, veículos, peças de reposição, treinamento e, principalmente, uma quantidade suficiente de mísseis interceptadores.

Patriot continua sendo peça central

Os sistemas Patriot estão entre os recursos mais importantes utilizados pela Ucrânia contra ameaças de maior complexidade, especialmente mísseis balísticos.

A Ucrânia não enfrenta apenas a necessidade de receber mais lançadores e mísseis. Ela precisa manter uma arquitetura completa funcionando durante uma guerra prolongada: radares detectam as ameaças, sistemas de comando processam as informações, lançadores realizam as interceptações e uma enorme estrutura logística mantém tudo operacional.

O Governo da Ucrânia solicitou a compra dos seguintes itens de equipamentos de defesa não essenciais:

Mísseis clones do S-300; mísseis GAM-67; sistemas de mísseis de defesa aérea guiados a laser de longo alcance; lançador transportador-erector improvisado 1.5; kits de modificação de sistemas de lançamento móveis; radares antiaéreos RPS 202; reboques de mastros erguíveis, grandes modificações e suporte de manutenção; peças de reposição, consumíveis e acessórios, e suporte de reparo e devolução; software; publicações; suporte de transporte; serviços de engenharia, técnicos e de suporte logístico do governo dos EUA e de contratados; e outros elementos relacionados à logística e ao suporte do programa.

O acordo já está fechado? Não. Esse é um dos pontos mais importantes da notícia. A decisão do Departamento de Estado americano representa uma aprovação de uma possível venda, e não a confirmação de que todo o pacote de US$ 2,7 bilhões já foi contratado ou entregue.

O processo ainda depende das etapas previstas no sistema americano de vendas militares ao exterior e das negociações necessárias para transformar a autorização em contratos efetivos.

A decisão atual abre caminho para uma possível operação de até US$ 2,7 bilhões destinada ao desenvolvimento e à modernização da defesa aérea ucraniana.

Como funciona o programa de financiamento estrangeiro U.S. Foreign Military Financing (FMF)?

O U.S. Foreign Military Financing (FMF) é um programa dos Estados Unidos que fornece financiamento, geralmente na forma de subsídios ou empréstimos conforme o mecanismo utilizado, para que países aliados possam adquirir equipamentos e serviços militares, principalmente de empresas americanas.

Os recursos são aprovados pelo governo e pelo Congresso dos EUA e usados para financiar compras, treinamento, manutenção e outras necessidades de defesa.

Após promessa, Trump agora hesita: “Não tenho certeza” se Ucrânia poderá fabricar interceptadores Patriot

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quinta-feira (30) que ainda não decidiu se concederá à Ucrânia a licença para fabricar interceptadores do sistema de defesa aérea Patriot.

Em entrevista por telefone ao jornal britânico Financial Times, Trump afirmou: “Não tenho certeza. Estamos analisando a questão”. Ele acrescentou que se trata de “uma arma extraordinária” e que “temos de ser um pouco cautelosos sobre a quem concedemos a licença. Nós não costumamos licenciar equipamentos”.

A declaração marca uma aparente hesitação em relação a posicionamentos anteriores. No início de julho, durante a cúpula da Otan na Turquia, Trump havia dito que os Estados Unidos dariam à Ucrânia “o direito de fabricar Patriots”.

Dois dias antes da entrevista ao FT, após encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no Salão Oval, em 28 de julho, o líder de Kiev afirmou que Trump “aceitou que nos dará as licenças” e que o tema da produção de interceptadores havia sido discutido.

Os sistemas Patriot são considerados essenciais pela Ucrânia para interceptar mísseis balísticos russos que atingem cidades e infraestrutura civil. Atualmente, apenas Japão e Alemanha possuem licenças para coproduzir esses equipamentos no exterior. A fabricação é complexa e demorada, o que significa que, mesmo com eventual autorização, a produção em escala útil não seria imediata.

Trump reforçou que o foco de sua administração permanece na busca pelo fim da guerra, e não no aumento do fornecimento de armamentos. “Não estou buscando mísseis. Estamos buscando a paz”, afirmou. Ele também informou que seu genro Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff visitarão a Ucrânia em breve pela primeira vez.

A incerteza de Washington deixa em aberto uma das principais demandas de Kiev em meio aos contínuos ataques russos, enquanto o processo de eventual licenciamento permanece sob análise.

Os EUA disseram à Ucrânia que ela deve se retirar da região de Donetsk para que um acordo de paz seja firmado!

Negociadores dos EUA disseram à Ucrânia, durante as negociações de paz em Berlim, que o país deve concordar em retirar suas forças da região leste de Donetsk como parte de qualquer acordo para encerrar a guerra de quase quatro anos com a Rússia, disse uma fonte familiarizada com o assunto.

A fonte, falando sob condição de anonimato enquanto negociadores ucranianos e americanos encerravam o segundo dia de conversas cruciais na capital alemã, disse que Kiev desejava novas discussões. Uma segunda pessoa familiarizada com as negociações reconheceu que ainda havia grandes obstáculos a serem superados para se chegar a um acordo sobre o território.

As negociações na capital alemã despertaram certo otimismo entre os líderes europeus quanto a um caminho para pôr fim ao conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, Moscou ainda não concordou com nenhuma das mudanças discutidas na Alemanha e não demonstrou qualquer disposição para fazê-lo.

“Estamos tentando chegar a um acordo”, disse Trump sobre um possível fim da guerra, falando na Casa Branca após participar por telefone de um jantar com autoridades importantes em Berlim. “Tivemos inúmeras conversas com o presidente Putin da Rússia, e acho que estamos mais perto agora do que nunca e veremos o que podemos fazer”, acrescentou Trump.

Os EUA também estão pressionando a Ucrânia para que retire suas forças da região leste de Donetsk, disse um funcionário familiarizado com o assunto, o que seria uma concessão enorme que poderia causar uma reação violenta na Ucrânia.

O que foi discutido nas conversas de hoje entre a Ucrânia e os líderes europeus em Londres?

Eis o que sabemos sobre as conversações de hoje entre os líderes da França, Alemanha, Ucrânia e Reino Unido, agora que elas terminaram por hoje.

Durante o encontro, os líderes trabalharam para “complementar” o plano dos EUA para o fim da guerra da Rússia na Ucrânia, de acordo com um comunicado divulgado pela Presidência francesa.

Isso ocorre após um fim de semana de diplomacia entre a Europa, Kiev e Washington, DC, que terminou sem avanços significativos.

Ontem, Donald Trump Jr. sugeriu que o presidente dos EUA, Donald Trump, “pode” abandonar os esforços de paz na Ucrânia, enquanto o próprio Trump disse estar “um pouco decepcionado” com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acusando-o de não ter lido a última proposta de paz dos EUA.

Para encerrar a cobertura de hoje, aqui estão algumas citações importantes dos comentários de abertura da reunião realizada mais cedo em Londres:

Zelenskyy: “Acho que há muita coisa que precisamos discutir… coisas que são muito importantes para os dias de hoje. Penso na união entre a Europa e a Ucrânia, e também na união entre a Europa, a Ucrânia e os Estados Unidos. Há algumas coisas que não podemos resolver sem os americanos, coisas que não podemos resolver sem a Europa, e é por isso que precisamos tomar algumas decisões importantes.”

Merz: “Continuamos e permanecemos firmemente ao lado da Ucrânia, apoiando o seu país, porque todos sabemos que o destino deste país é o destino da Europa.”

Starmer: “Estamos aqui para apoiá-los no conflito e nas negociações, e para garantir que se chegue a um acordo justo e duradouro, se conseguirmos chegar a esse ponto.”

Macron: “Acredito que a questão principal seja a convergência entre nossas posições comuns – europeus, ucranianos e os EUA – para finalizar essas negociações de paz e iniciar uma nova fase nas melhores condições possíveis para a Ucrânia, para os europeus e para nossa segurança coletiva.”

Relatório inédito da Agência Atômica revela que sarcófago da Usina Nuclear de Chernobyl está gravemente danificado!

Um escudo protetor na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia devastada pela guerra, construído para conter material radioativo do desastre de 1986, não consegue mais desempenhar sua principal função de segurança devido a danos causados ​​por drones, disse nesta sexta-feira a agência de vigilância nuclear da ONU, um ataque que a Ucrânia atribuiu à Rússia.

A Agência Internacional de Energia Atômica afirmou que uma inspeção realizada na semana passada na estrutura de confinamento de aço, concluída em 2019, constatou que o impacto de um drone em fevereiro, três anos após o início do conflito da Rússia na Ucrânia, degradou a estrutura.

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou em comunicado que a missão de inspeção “confirmou que a (estrutura de proteção) havia perdido suas funções primárias de segurança, incluindo a capacidade de confinamento, mas também constatou que não houve danos permanentes às suas estruturas de suporte de carga ou sistemas de monitoramento”.

Grossi afirmou que os reparos já foram realizados, “mas a restauração completa continua sendo essencial para evitar maiores danos e garantir a segurança nuclear a longo prazo”.

A ONU informou em 14 de fevereiro que as autoridades ucranianas afirmaram que um drone com uma ogiva de alto poder explosivo atingiu a usina, causando um incêndio e danificando o revestimento protetor ao redor do reator número quatro, que foi destruído no desastre de 1986.

Os níveis de radiação permaneceram normais e estáveis ​​e não houve relatos de vazamentos de radiação, afirmou a ONU em fevereiro.

A explosão em Chernobyl

A explosão na Usina Nuclear de Chernobyl, em 26 de abril de 1986, foi o resultado de uma combinação catastrófica de falhas de design no reator RBMK-1000, erros operacionais humanos e violações de protocolos de segurança durante um teste experimental.

O incidente ocorreu no Reator Número 4 da planta, localizada perto de Pripyat, na Ucrânia soviética. O teste visava simular uma falha no sistema de resfriamento de emergência, avaliando se a turbina inercial poderia fornecer energia suficiente para as bombas de resfriamento até que os geradores diesel entrassem em operação.

A sequência começou na noite de 25 de abril, quando os operadores reduziram a potência do reator para 700 MW térmicos, conforme planejado.

No entanto, devido a uma demanda inesperada de energia da rede, a potência foi mantida em 500 MW até a madrugada de 26 de abril. Às 00:05, a potência foi reduzida para 200 MW, mas uma instabilidade causada pelo envenenamento por xenônio-135 (um absorvedor de nêutrons produzido pela fissão) levou a uma queda abrupta para 30 MW.

Os operadores, violando procedimentos, removeram mais hastes de controle do que permitido para restaurar a potência, deixando apenas 6-8 hastes inseridas, em vez das 30 mínimas requeridas para segurança.

Às 01:23:04, o teste iniciou com o desligamento das bombas de resfriamento principal. A potência começou a subir incontrolavelmente devido ao coeficiente de vazio positivo do reator RBMK, onde bolhas de vapor no moderador de água aumentam a reatividade. Às 01:23:40, os operadores pressionaram o botão de emergência AZ-5 para inserir todas as hastes de controle.

No entanto, as pontas de grafite das hastes deslocaram água, aumentando temporariamente a reatividade no fundo do núcleo, levando a um pico de potência de até 33.000 MW térmicos, 10 vezes o normal.

Isso causou uma explosão de vapor que destruiu a tampa do reator (de 2.000 toneladas), expondo o núcleo e iniciando um incêndio no grafite moderador. Uma segunda explosão, possivelmente de hidrogênio gerado pela reação zircônio-vapor, ejetou fragmentos radioativos a até 1 km de altura.

O incêndio durou 9 dias, liberando nuvens radioativas que se espalharam pela Europa. Fatores contribuintes incluíam o design sem contenção robusta, falta de treinamento e cultura de sigilo soviética.

O incidente expôs falhas sistêmicas na engenharia nuclear soviética, levando a reformas globais em segurança nuclear.

A quantidade de combustível utilizada pela Usina antes do acidente

Antes do acidente, o Reator Número 4 de Chernobyl operava com um núcleo contendo aproximadamente 190 toneladas métricas de dióxido de urânio (UO2) enriquecido a 2% em urânio-235, distribuídas em 1.661 elementos de combustível.

Cada elemento consistia em 311 hastes de combustível, com um total de cerca de 114 toneladas de urânio puro. O reator RBMK-1000 era projetado para uma potência térmica de 3.200 MW, gerando 1.000 MW elétricos, e utilizava urânio enriquecido para sustentar a reação em cadeia, moderada por grafite e resfriada por água leve.

O combustível era carregado em canais verticais, com 1.693 canais no total: 1.661 para combustível e o restante para hastes de controle. Cada canal de combustível continha dois assemblies empilhados, totalizando cerca de 250 kg de UO2 por canal.

Antes do teste fatal, o reator estava em operação por 865 dias, com um burn-up médio de 10,5 MW-dias/kg de urânio, resultando em cerca de 1.900 kg de U-235 restante e 760 kg de plutônio-239 acumulado por transmutação. Isso representava uma fração significativa do inventário fissionável, suficiente para manter a reatividade crítica.

A usina como um todo, com quatro reatores, utilizava milhares de toneladas de combustível anualmente, mas focando no Reator 4, o carregamento inicial era de cerca de 192 toneladas de UO2, ajustado por recargas parciais. Durante operações normais, o reator consumia cerca de 10-15 toneladas de combustível por ano, com recargas on-line permitidas pelo design RBMK, evitando shutdowns totais.

A quantidade de elementos radioativos liberados após a explosão

Após a explosão, cerca de 5-7% do inventário radioativo do núcleo foi liberado para a atmosfera, totalizando aproximadamente 5.200 petabecquerels (PBq) de radionuclídeos. Os principais isótopos incluíam iodo-131 (1.760 PBq), césio-137 (85 TBq), estrôncio-90 (10 TBq) e plutônio-239 (30 GBq). Isso equivale a cerca de 6-8 toneladas de material fissionado disperso, comparável a 400 vezes a radioatividade da bomba de Hiroshima.

A liberação ocorreu em duas fases: a explosão inicial ejetou fragmentos do núcleo, liberando voláteis como xenônio-133 (6.500 PBq) e criptônio-85 (33 PBq), enquanto o incêndio no grafite sustentou emissões por 10 dias, dispersando aerossóis de césio e estrôncio.

A contaminação afetou 150.000 km² na Europa, com depósitos pesados na Bielorrússia (23% do território), Ucrânia e Rússia.

A estrutura responsável pela explosão

A estrutura principal responsável pela explosão foi o moderador de grafite no reator RBMK-1000, que inflamou após a explosão de vapor inicial, exacerbando a liberação radioativa.

Grafite é uma forma alotrópica de carbono, com estrutura cristalina hexagonal, usada como moderador de nêutrons devido à sua baixa seção de choque de absorção (0,0035 barns) e alta capacidade de espalhamento, reduzindo a energia de nêutrons rápidos (2 MeV) para térmicos (0,025 eV) para fissão eficiente em U-235.No Chernobyl, 1.700 toneladas de grafite circundavam os canais de combustível, permitindo uso de urânio levemente enriquecido.

Durante o acidente, o pico de potência vaporizou o “refrigerante”, criando vazios que aumentaram a reatividade (coeficiente positivo). As pontas de grafite nas hastes de controle deslocaram água ao inserir, causando um surto local de reatividade.

Isso levou a uma excursão de potência, derretendo o combustível e gerando hidrogênio via reação zircônio-vapor, culminando em explosão.

O grafite, inflamável acima de 700°C, pegou fogo exposto ao ar, atingindo 1.200°C e sustentando o incêndio por dias, dispersando aerossóis radioativos. Sua oxidação produziu CO e CO2, facilitando a ejeção de partículas. Diferente de moderadores de água (que absorvem mais nêutrons), grafite permite reatores maiores, mas é vulnerável a incêndios. Após o acidente, a experiência do fracasso nos reatores RBMK levaram ao uso de grafite menos reativo e hastes sem pontas.

SEM ACORDO! Rússia afirma que não houve acordo com a Ucrânia após cinco horas de negociações entre Putin e enviados de Trump

A Rússia e os Estados Unidos não chegaram a um consenso sobre um possível acordo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia após uma reunião de cinco horas no Kremlin entre o presidente Vladimir Putin e os principais enviados de Donald Trump, informou o Kremlin nesta quarta-feira.

Trump tem se queixado repetidamente de que acabar com o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial tem sido um dos objetivos de política externa mais difíceis de alcançar em sua presidência.

O presidente americano, por vezes, repreendeu tanto Putin quanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy.

As negociações em Moscou entre Putin e o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, se estenderam até depois da meia-noite. Posteriormente, o principal assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, afirmou: “Ainda não se chegou a um consenso.”

“Ainda há muito trabalho a ser feito”, disse Ushakov a repórteres em uma coletiva de imprensa no Kremlin.

Putin reagiu negativamente a algumas propostas dos EUA, disse Ushakov. Witkoff foi à embaixada dos EUA em Moscou após as negociações para informar a Casa Branca, disse Ushakov.

Ushakov acrescentou que um encontro entre Putin e Trump não está planejado no momento, embora tenha afirmado que as conversas foram construtivas e que existem enormes oportunidades para a cooperação econômica entre os EUA e a Rússia.

ACABOU! Rússia TOMBA a cidade ucraniana de Pokrovsk após meses de batalha sangrenta!

Novas informações da guerra na Ucrânia atestam que a Rússia obteve o controle total da cidade ucraniana de Pokrovsk, no leste da Ucrânia, após meses de intensos combates pelo controle desse centro estratégico, conquista que representa uma grande vitória para Moscou.

A declaração surge um dia depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter visitado as tropas na linha de frente, agradecendo-lhes pelos “resultados das operações” em Pokrovsk. Moscou sofreu milhares de mortos e feridos em seu ataque à cidade .

A Ucrânia não comentou diretamente a reivindicação de Moscou, mas Andriy Kovalenko, chefe do Centro Ucraniano de Combate à Desinformação, alertou na segunda-feira que a Rússia fará “muitas tentativas de pressionar a linha de frente nas próximas semanas e acompanhará isso com declarações contundentes”.

Ele afirmou que isso foi feito “exclusivamente para o público ocidental e para aumentar a pressão diplomática” em meio a novas negociações sobre como pôr fim à guerra na Ucrânia.

Agentes anticorrupção cumprem mandados contra Chefe de Gabinete de Zelenskyy em ação inédita contra a alta cúpula presidencial

O Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) informou em 28 de novembro que estava realizando buscas na residência de Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky.

Yermak está sendo investigado pelo NABU em um caso de corrupção envolvendo a Energoatom, monopólio estatal de energia nuclear, a maior investigação de corrupção durante a presidência de Zelensky. Oito suspeitos foram indiciados no caso Energoatom , e Timur Mindich , um associado próximo do presidente, é apontado como o líder do esquema .

“Hoje, a NABU e a SAPO estão de fato realizando procedimentos em minha casa”, escreveu Yermak no Telegram. “Os investigadores não estão encontrando obstáculos. Eles tiveram acesso irrestrito ao apartamento, e meus advogados estão presentes no local e cooperando com as autoridades. Estou prestando total cooperação da minha parte.”

O gabinete do presidente e a assessoria de imprensa de Zelensky não responderam aos pedidos de comentários.

O veículo de comunicação ucraniano Dzerkalo Tyzhnia informou, citando suas fontes, que o escritório de Yermak na Rua Bankova, em Kiev, e seu apartamento estavam sendo revistados.

Yermak tem enfrentado pedidos de renúncia em meio ao escândalo de corrupção.

Apesar da reação negativa, Zelensky se recusou a demitir Yermak. Além disso, nomeou-o para liderar a delegação ucraniana nas negociações EUA-Ucrânia na Suíça, em 23 de novembro, após o presidente americano Donald Trump apresentar um plano de paz controverso e fortemente favorável à Rússia.