Na madrugada de 2 para 3 de abril de 2026, um míssil portátil de ombro avaliado em cerca de cem mil dólares do Irã cruzou o céu montanhoso ao sul de Isfahan e atingiu o motor de um caça F-15E Strike Eagle americano de trinta milhões. A bordo, dois militares, sendo o piloto e um especialista de armas (copiloto).
O programa 60 minutes da CBS News fez revelações espetaculares ao entrevistar os principais envolvidos da mega operação de resgate, nada mais que Pete Hegseth, Brad Cooper, Dan Caine e o oficial de armas do caça abatido, aqui designado como Bravo.

O caça de dois assentos voava com o indicativo Dude 44. Na frente estava Alpha, o piloto. Atrás, Bravo, o oficial de sistemas de armas, um coronel da Força Aérea cuja identidade o Pentágono ainda protege.
A missão daquela noite era atingir instalações industriais ligadas ao programa iraniano de mísseis e drones, numa região montanhosa próxima de onde o Irã guardava material nuclear altamente enriquecido. O alvo, segundo o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, não era o sítio nuclear em si.
Cooper resumiu o ambiente com uma frase simples: havia superioridade aérea, mas ninguém estava voando sobre o Kansas, ou seja, o perigo ainda existia.
O impacto foi como ser atingido por um trem de carga. Os dois tentaram manter o F-15E no ar. Em segundos ficou evidente que isso não era mais possível.

Vista do teste de um assento ejetor utilizando uma seção da cabine de um McDonnell F-4B Phantom II no Centro de Armas Navais da Marinha dos EUA em China Lake, Califórnia (EUA). Foto: Museu Nacional da Aviação Naval da Marinha dos EUA
O sistema da aeronave atrasa a ejeção de cada assento por alguns instantes para separar a tripulação no solo. Alpha e Bravo saíram da cabine e caíram a cerca de oito quilômetros um do outro, no deserto alto do centro do Irã.
O Alpha ejetou com o paraquedas íntegro. Bravo não teve a mesma sorte. O míssil danificou parte do sistema de emergência. Os analistas militares calcularam que o especialista bateu no chão entre 112 e 160 quilômetros por hora.

Ao amanhecer, o oficial Bravo começou a subir uma crista montanhosa de cerca de 2.100 metros com as costelas fraturadas, quase sem água e sem comida, no vento e no frio. Bravo buscou altura, cobertura e um lugar de onde pudesse se comunicar sem entregar a posição.
Enquanto isso, em Washington, o secretário de Guerra Pete Hegseth foi acordado no meio da noite. A pergunta imediata foi se a tripulação estava viva e se o Irã já sabia. A ordem que ele deu não dependia da resposta: vivos ou não, os Estados Unidos iriam buscá-los.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto e antigo piloto de caça, descreveu a intenção iraniana. Havia determinação clara das forças de terra para encontrar os dois.
O Comandante Brad Cooper diria que cerca de 1.500 iranianos estavam num raio de 16 km e que alguns chegaram a poucas centenas de metros de Bravo. Havia recompensa pela captura. Cães farejaram os assentos ejetados. Vídeos começaram a circular. O relógio passou a medir a distância entre um resgate e uma caça mortal pelo regime iraniano.
Os americanos souberam primeiro que Alpha estava vivo. Seis horas depois da queda, uma força de 21 aeronaves entrou em território inimigo à luz do dia. Dois helicópteros daquele pacote foram buscar o piloto.

Hegseth descreveu o trecho como um tiroteio na ida e na volta. Um A-10 foi atingido. Um HH-60 levou tiros de armas leves. Mesmo assim, o Alpha foi extraído. A equipe aérea ainda procurou Bravo, mas não o encontrou.
Hegseth, na Sala de Situação, precisou recuar e tomar a decisão que ele próprio chamou de uma das mais duras da operação: “Vamos rolar 24”, ou seja, Bravo ficaria mais um dia sozinho pelas próximas 24 horas.
Foi nesse intervalo que a confirmação da sobrevivência de Bravo foi confirmada, não havia contato anterior de propósito para não comprometer a própria localização. Depois enviou mensagens pelo equipamento de sobrevivência, entre elas a frase “God is good”.
Houve um momento de alarme quando a decodificação inicial pareceu outra. A autenticação veio com uma pergunta que só ele poderia responder corretamente, sobre o pai.
A CIA montou uma campanha de confusão em várias frentes para convencer os iranianos de que o Bravo já estava em movimento para outra direção, na fronteira, em direção ao mar do sul, e usou tecnologia ainda classificada para cravar a posição na crista.
Então começou o que o próprio comando americano descreveu como uma das operações de resgate de combate mais complexas da história dos Estados Unidos. Pela primeira vez em 46 anos, houve botas americanas no solo iraniano.

O Pentágono sabia que não podia repetir o fracasso da Operação Eagle Claw, ocorrida em solo iraniano em 24 de abril de 1980. Embora a nova ação também tenha acontecido em um mês de abril, o desfecho desta vez foi completamente diferente.
Mais de 90 militares de elite desceram. Centenas voaram. Milhares sustentaram a missão atrás das linhas. Os relatos apontam um pacote conjunto do Comando de Operações Especiais com a presença de Navy SEALs, com a unidade DevGru Team 6, Rangers, operadores Delta Force como força de reação, controladores de combate da Força Aérea e pararesgatistas (PJs) encarregados de chegar até o ferido.
Para isso, a operação contou com a unidade especial aérea Night Stalkers com seus MH-6 Little Birds, que fez parte da onda de 155 aeronaves: quatro bombardeiros, 64 caças, 48 reabastecedores e 13 aeronaves de resgate, além de plataformas de inteligência e interferência.

Dois MC-130 de operações especiais pousaram numa faixa improvisada no deserto. Dali saíram os MH-6 Little Birds, helicópteros leves capazes de voar até a crista a alguns quilômetros de distância.
Antes que qualquer helicoptero se aproximasse de Bravo, o CENTCOM precisou atacar o que vinha no chão. Aviões de ataque e drones abriram fogo contra comboios iranianos que avançavam na direção do oficial.

Bombardeiros e aeronaves não tripuladas atingiram forças da Guarda Revolucionária nas proximidades do esconderijo. Estradas foram crivadas com munição de precisão para abrir crateras e impedir que colunas fechassem o cerco.
Ao longo das cerca de 50 horas das duas extrações, as forças americanas dispararam 339 munições de alta precisão para afastar e confundir o inimigo que chegou a menos de três quilômetros.

A extração de Bravo aconteceu ao nascer do sol do Domingo de Páscoa como nessas imagens impressionantes desclassificadas e entregues pelo Pentágono ao 60 Minutes, com componentes sensíveis do helicóptero completamente desfocados. Mas a missão ainda não tinha acabado.
No pouso de volta à faixa improvisada, o trem de pouso dos dois aviões MC-130 afundou na areia úmida. Mais de 90 operadores e o próprio Bravo ficaram presos em solo iraniano. Uma unidade clandestina da Força Aérea teve de tirá-los dali com aeronaves mais leves.
Os dois MC-130 — cerca de cem milhões de dólares cada um — e os Little Birds foram destruídos de propósito. A ordem era não deixar radar, suíte de guerra eletrônica, modificações de fuselagem nem qualquer componente sensível nas mãos do Irã, um dos motivos de parte dos vídeos estarem desfocados.
Cinquenta horas depois da queda do Dude 44, Bravo estava a salvo. Hegseth, Caine e Cooper apresentaram a operação como prova de uma regra antiga: os Estados Unidos não deixam os seus para trás, mesmo quando isso exige dezenas de aeronaves, quase uma centena de homens no deserto iraniano e a destruição deliberada de meios caros demais para serem capturados.
Bravo foi mais direto. Disse ter fé no Criador e, logo depois, fé nos homens e nas mulheres das Forças Armadas dizendo: “É o que nós fazemos.”
🚨 VÍDEO IMPRESSIONANTE DO RESGATE DE OFICIAIS AMERICANOS ABATIDOS NO IRÃ EM ABRIL!
Imagens obtidas em primeira mão pelo programa 60 Minutes mostram o resgate de dois oficiais de um caça F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos que foram abatidos sobre uma região… https://t.co/MAiKx2he6j pic.twitter.com/PgzWtopGm3
— Área Militar (@areamilitarof) September 14, 2026
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