Polícia Militar do DF inicia varredura antibombas dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) – Cães farejadores e operações especiais

A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) foi reforçada nesta terça-feira (15), em Brasília, com cães farejadores e atuação de operações especiais da Polícia Militar do Distrito Federal, antes da sessão extraordinária que vai analisar o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O esquema reúne forças do Distrito Federal e órgãos federais, com emprego de equipes especializadas, cães farejadores, controle de acesso, monitoramento e compartilhamento de informações de inteligência.

Dentro desse planejamento, equipes especializadas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) podem atuar na identificação preventiva de possíveis ameaças, incluindo a busca por artefatos explosivos.

A atuação desse tipo de equipe é especialmente importante em um prédio que receberá ministros da Suprema Corte, autoridades, servidores, jornalistas e convidados durante uma sessão considerada de grande repercussão nacional.

Como funciona uma varredura contra explosivos

Um dos principais componentes desse tipo de operação é o Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães). A unidade emprega cães treinados para identificar substâncias específicas, inclusive materiais relacionados a explosivos.

A própria regulamentação da PMDF prevê o emprego dos cães em varreduras preventivas e em ocorrências reais envolvendo a localização de artefatos explosivos, inclusive em apoio ao Batalhão de Operações Especiais (BOPE) em operações antibombas.

Na prática, o cão trabalha junto com um policial especializado. O animal não “desarma” uma bomba: sua função é indicar a possível presença de determinado odor. A partir de uma indicação positiva, a área pode ser isolada e o procedimento passa para os especialistas responsáveis pela avaliação e eventual neutralização do artefato.

É justamente nesse ponto que entra o Batalhão de Operações Especiais. A unidade possui profissionais especializados em ocorrências de alta complexidade, incluindo gerenciamento de crises e atuação relacionada a explosivos. A PMDF descreve entre as atribuições das operações especiais o isolamento e a desativação de artefatos explosivos.

PF participa da estrutura de segurança

A Polícia Federal também integra o planejamento de segurança para a sessão. O esquema prevê compartilhamento de informações de inteligência, monitoramento do perímetro, controle do espaço aéreo e acompanhamento de drones, além da atuação conjunta com as forças de segurança do Distrito Federal e a segurança do próprio Supremo.

Nesse modelo, a inteligência tem uma função diferente da patrulha ostensiva. Em vez de simplesmente colocar policiais nas ruas, os órgãos procuram antecipar possíveis riscos, como movimentações suspeitas, concentração de pessoas, alterações no fluxo de veículos e outras informações que possam indicar uma ameaça.

O plenário do STF vai analisar principalmente a validade dos elementos produzidos a partir da investigação envolvendo Daniel Vorcaro e definir qual será o destino das informações relacionadas a Moraes.

Entre os pontos está a discussão sobre a legalidade da ordem que levou ao aprofundamento da análise do celular de Vorcaro e sobre a possibilidade de utilização das informações obtidas pela Polícia Federal.

A sessão está marcada para começar às 10h. Edson Fachin, presidente do STF e atual relator do caso, conduzirá os trabalhos. Depois da leitura do relatório, haverá manifestação da PGR e, em seguida, os ministros deverão apresentar seus votos.

Nota: A atuação dos “guerreiros” da Polícia Militar do DF é fundamental em operações de alta complexidade, garantindo proteção e resposta rápida diante de situações de risco. Com treinamento especializado, essas equipes atuam na preservação da segurança pública e na proteção de autoridades e da população em momentos críticos.