Madri mobilizou suas forças armadas para reforçar o enclave norte-africano de Ceuta depois que milhares de migrantes burlaram os controles de fronteira escalando cercas e nadando até a costa.
A incursão sem precedentes sobrecarregou as forças policiais locais e forçou o envio de pelotões militares, unidades navais e apoio aéreo para garantir a segurança do território.
Dezenas de migrantes islâmicos
As autoridades espanholas ordenaram a intervenção militar na noite de quinta-feira, após um aumento contínuo do número de chegadas.
Equipes de mergulhadores especializados agora patrulham as águas costeiras em conjunto com operações aéreas e navais ampliadas.
Pelo menos 18 pessoas morreram tentando atravessar o país, segundo um porta-voz do governo espanhol. Os serviços de emergência e as unidades policiais, sobrecarregados, abandonaram o controle da fronteira para se concentrarem exclusivamente no atendimento aos feridos.
Juan Jesús Vivas, presidente regional da península de seis milhas de extensão, informou que 1.500 migrantes haviam rompido o bloqueio nos últimos dias.
Estimativas não confirmadas de outras autoridades locais sugerem que o volume total de travessias pode chegar às dezenas de milhares.
Crise no governo de esquerda
A chegada em massa aumentou as tensões políticas internas para o primeiro-ministro Pedro Sánchez. Figuras da oposição condenaram prontamente a capacidade do governo central em gerir as fronteiras.
O líder do partido Vox, Santiago Abascal, classificou o evento como uma invasão, enquanto o líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, exigiu a declaração de estado de emergência nacional.